Harry Potter e o coração indomável da ruiva.
1 O velório de Fred Weasley.
Notas iniciais
Tudo tinha acabado. As ultimas particulas de poeira do já derrotado, Lord Voldemort, se espalhavam pelo ar e se distanciavam para longe do castelo. Muitos presentes se silenciaram ao verem aquele momento histórico no qual haviam acabado de presenciar, o fim da época de terror e de morte em Hogwarts e em todo mundo mágico.
Harry porém, ainda muito confuso e paralisado com o que acabara de acontecer, virou-se cautelosamente para trás a fim de fitar os outros bruxos.
Seu olhar capitou o da Professora Minerva, no qual lágrimas de orgulho desabavam-se de seus olhos e seus lábios enrugados se esticavam em uma linha torta, formando um sorriso calmo. Harry prestavam tanta atenção na bruxa que não sentiu sua amada correr até ele e a braça-lo. Era Gina, seus cabelos ruivos encostavam no rosto de nosso novo heroí, Harry Potter, o menino que venceu a morte.
– Eu senti tanto medo! — Disse a vozinha delicada de Gina em um sussurro tão sem som que apenas Harry ouvira.
– Está tudo bem agora. Acabou, acabou.
– Graças à você. — Desta vez ela falara alto, e toda Hogwarts acolheu aquele momento com palmas e assobios que deixaram Harry corado.
– Querido amigos. — Pronûnciou-se a Professora McGonagall em um tom alto e rouco, dava para sentir que ela segurava suas emoções. — Este é o fim. Acabou. Voldemort caiu em cinzas e tudo está em paz! Hogwarts voltará ao normal imediatamente. — Ela ergueu sua varinha, que já segurava, e a apontou para as torres e torrinhas de Hogwarts que no momento estavam destruidas. Um lampejo prateado atingiu toda a escola e logo todos os mármores quebrados juntavam-se e voltavam à fazer parte dos degraus das escadas, também os tijolos das paredes de pedra, planavam sobre o ar e acomodavam-se em seus buracos, telhas voltavam para seus lugares e em poucos segundos o castelo estava novamente perfeito. Até a ponte suspensa havia sido novamente posta em seu lugar.
Neville Longbottom, aproximou-se de Harry e de Gina calmamente com a espada de Gryffindor segura em mãos. Seu pé esquerdo, aparentemente ferido, fazia-o mancar. Mesmo assim um sorriso iluminava o rosto ensanguentado do jovem bruxo.
– Tome Harry. — Longbottom prendeu-se em sua ultima gota de força para erguer a espada, oferecendo-a para Potter em um gesto amigável.
– Não Neville! Ela é sua, ela apresentou-se à você. Era seu destino matar a cobra, fique com ela.
Neville corou-se, mas não pela a espada. Seu braço livre foi pego pelas mãos frias de Luna Lovegood. Ela abraçava-o delicamente, enquanto todos se reunião à volta de Harry.
Durante uma breve comemoração ao pátio de entrada, Madame Pomfrey chegou à passadas rápidas e preocupadas ao local. Madame Pomfrey, era uma velha bruxa enfermeira que cuidava da Ala Hospitalar de Hogwarts. Seu rosto suavemente enrugado e caído, exboçava um olhar choroso e triste. Ela se dirigiu à professora McGonagall e disse-a palavras em um sussurro choroso que fez os olhos de Minerva arregalarem-se.
– McGonagall, acabei de mandar uma coruja ao necrotério dos bruxos em Londres, pedindo para nos mandarem aurores para levarem os corpos dos caídos na batalha. — A professora realizou um gesto com sua cabeça, indicando que a mesma havia feito o certo. As duas se retiraram do pátio e se dirigiram para a Ala, para cuidarem dos feridos e lhes contar a boa noticia.
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Os Weasley, Harry e Hermione, ainda tinham os olhos molhados por lágrimas de tristeza e de dor.Viam-se à frente da lapide de Fred Weasley, o morto que acabaram de enterrar em uma sepultura funda e escura. Nunca mais iriam ver o rosto alegre de Fred, ali era o fim de uma pessoa amada.
– Meu fi-ilho.. — Gemia a Sra.Weasley. — Está mo-orto.. Não posso acreditar.
– Acalme-se querida. — O Sr.Weasley abraçava a mulher tentando consola-la. Porém, era inútil. A morte de um filho para uma mãe como a Sra.Weasley, era uma dor profunda que arrebentava as veias de seu coração. — Ele está em um lugar melhor, meu amor.. Acredite..
Todos se calaram e se dirigiram para fora do cemitério em passadas pesadas e muito desanimadas. Jorge Weasley, o irmão gêmeo do morto, não tinha mais forças para segurar as lágrimas em seus olhos tristes. Jorge estava sozinho, sem seu companheiro de aventuras, sem seu melhor amigo, sem seu irmão amado.
Fred estava enterrado em Godric's Hollow, onde também estava os pais de Harry. Enquanto caminhavam até o pequeno portão de pedra do cemitério, a Sra.Weasley reproduziu alguns soluços de lamento.
Harry olhou por cima de seu ombro quando todos chegaram à saída do cemitério. Em um canto, em baixo de uma árvore antiga, estavam as lápedes de seus pais. Harry sentiu um aperto em seu coração, mas sabia que a morte deles fora vingada. Voldemort estava acabado, ninguém mais ia morrer.
Uma mãozinha agarrou sua palmatória destra, fazendo-o sentir a pele gélida de Gina Weasley. A menina ruiva não controlava os seus soluços de choro e suas lágrimas escorriam tão rapidamente por seus globos oculares que era difícil ver a cor de seus olhos castanhos. Harry passou seu braço pelo corpo de Gina, abraçando-a suavemente. Ele sentiu algumas das lágrimas frias lhe molhar a camiseta, porém não ligou. Aquele momento era difícil para toda a família Weasley.
– Vamos embora?! — Disse Gina após um soluço profundo.
– Espere, olhe para mim. — Harry a virou suavemente, fazendo-a ficar de frente para ele. Curvou-se calmamente até seus lábios tocarem os da menina. Ali, em um lugar tão sombrio e triste, o beijo de Harry e Gina fora o mais especial. Eles sabiam, que a batalha acabara, e agora podiam viver em paz. Um ao lado do outro.
Enquanto se beijavam, os dois sentiram as gotas fortes e densas de água caindo das nuvens carregados do céu de Godric's Hollow. Todos, inclusive os dois apaixonados, correram para dentro do Bar do Hagrid, um bar que o antigo guarda-caça de Hogwarts era dono.
O ambiente era bem quente e tinha um leve cheiro de mofo. As paredes eram de pedra fria, igualmente, o piso. No centro se encontravam cadeiras e mesas de madeira localizadas em locais estratégicos. Todos ( gordos, magros, meio-a-meios ) podiam passar entre as mesas e não esbarrar em nenhuma, isto facilitava a entrada de novos clientes. Por fim, na parede sul do bar, havia uma bancada feita também de pedras. Logo, atrás dela, todos avistavam Hagrid, que mantinha um sorriso coloroso por baixo da barba longa.
– Vejam só! Harry! Rony, Hermione.. Gina! Todos estão aqui.. Querem uma mesa? — Perguntou o meio-gigante ao Senhor Weasley que, ainda, admirava o local.
– Claro, claro Rúbeo. Estamos mortos de fome!
– Acabaram de vir do cemitério? — Hagrid sussurrou palavras para Harry enquanto o mesmo disparava à passadas longas para uma das cadeirinhas.
– Sim...
Todos tentaram manter o ritmo da conversa, pelo menos um pouco, agradável. Comiam, bebiam, mas nada disso apagava o fato de Fred estar morto. A Sra.Weasley, vire e mexe, soltava outros soluços e novas lágrimas escorriam de seus olhos profundos cor de caramelo. Gina estava tão grudada ao braço de Harry, que Hermione chegou-a perguntar se ia arrancar o braço do menino para poder guardar de lembrança. Este, foi o único momento que todos riram à mesa.
Jorge era o mais abalado. Ele não tentava reprimir a tristeza, deixava-a vazar como se ela fosse uma torneira aberta. Não comia, não bebia, apenas olhava para o nada em busca de algo que lhe fizesse feliz.
Depois de quase duas horas de conversa no bar, os Weasley, Harry e Hermione, se retiraram do bar ainda bem triste. Podiam ficar mais, porém Harry teria que acodar bem cedo no dia seguinte. Pois, bem cedo seria o enterro de Remus e Ninfadora Lupin.
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