Notas iniciais
Bom, é isso, espero que tenham gostado!

Mortes se fazem necessárias para que a vida possa continuar.

Todos pareciam muito concentrados em suas próprias batalhas para perceber a presença do velho bruxo. Ele olhou para Harry, surpreso, e depois para os demais.

—Harry! Você o matou. -Exclamou.

— Sim, direto, eu o matei, mas não estava sozinho. -Seus olhos passaram pelos seus colegas e amigos. — Se me permite perguntar, onde o senhor estava diretor?

—Horas... Eu estava... Atrás da horcrux! Você sabe que o Lord das Trevas só pode ser definitivamente eliminado após todas as horcrux serem destruídas.

— Ok... -Disse vagamente. -Senhor, sei que agora não é oportuno, mas gostaria de saber algumas coisas. Primeiro: Quem é Ariana?

Dumbledore engoliu em seco ao ouvir o nome da falecida irmã. Mas antes que ele pudesse, responder uma voz continuou.

—Quem foi Abraxas Malfoy? Qual é a história da minha família? -Questionou Draco.

— E a minha? Qual foi o nosso pecado, diretor? -Perguntou Blasio.

— O que ouve com Lilian e Tiago Potter aquela noite?- Hermione tratou de perguntar.

Harry não entendeu como eles sabiam daquilo, já que não tivera tempo de contar, mas bastou um sussurro na sua mente para ele entender. "Legilimens", todos os seus sabiam dos pecados do diretor por causa do feitiço da mente.

—Onde conseguiu forças para acabar com seu grande amor? -Gina apareceu e perguntou.

—E para dar esperança a tantos? -Questionou Neville.

Aos poucos alguns alunos foram surgindo. Menos Rony, que muitos achavam que havia se escondido ou fugido.

Dumbledore ficava mais e mais vermelho. Ele precisava acabar com aquilo, para ele estava mais que claro que todos aqueles alunos sabiam os seus segredos. O rosto de Harry surgiu em sua mente e parecia a sua salvação. Destruir Harry Potter era a resposta.

—Não sei do que estão falando. -Disse calmamente. -Sinto dizer que não tenho as respostas.

— Não?

— Não, senhor Potter. Como poderia ter?

Harry olhava abismado para aquele homem que um dia ousou admirar. Aos poucos um sentimento de irá foi se instalando dentro de si. Ele segurou a varinha e apontou para Dumbledore.

—O que está fazendo, senhor Potter?

— Como pode enganar a tantos? Destruir famílias e acabar com vidas... Como consegue dormir?

Ao ouvir tal fala alguns bruxos pararam de duelar. Harry murmurou um feitiço de ataque, mas Dumbledore, como tinha mais experiência, se defendeu com maestria. Outro feitiço foi sussurrado.

—Estupore!

— Protego!

O feitiço foi contra o feiticeiro e Harry foi jogado contra uma parede. Seus amigos não estavam mais ali. Ele viu Hermione tentar se livrar de um comensal e ir ao seu socorro. Blasio e Draco duelavam contra a própria família. Dumbledore se aproximou e apontou a sua varinha na direção da de Harry.

—Confringo.

A varinha foi se desintegrando, queimando. Harry estava desarmado.

—O que vai fazer agora, Harry? -Perguntou friamente. Segurou sua varinha, e sem nem ao menos hesitar, apontou-a para Harry. -Você já viveu o suficiente.

—HARRY PEGA!- Gritou Rony, assustando Dumbledore e dando tempo para Harry agarrar uma varinha.

Antes que pudesse perceber, Harry já estava em pé. E segurava a varinha.

—ESSA É A VARINHA DA SUA MÃE! -Gritou o ruivo. -USE-A! Você tem que me ouvir eu...

Ele não acabou a frase. Com o feitiço da morte seus olhos perderam a costumeira luz. Gina Weasley deu um grito ao ver o corpo do irmão ir ao chão. Parecia que todos pararam para olhar o corpo dele cair. Até que quando chegou ao chão, só era uma carcaça. Não era mais Ronald Weasley. A criança que ele algum dia foi e o jovem sonhador que era partiram... Harry, chocado, respirou fundo para não sucumbir à dor de perder o amigo.

Todos encaravam Dumbledore e Harry, os bruxos pararam de lutar e observaram os feitiços serem lançados. A varinha de Harry era extremamente forte, mas parecia que sucumbiria a varinha criada pela morte. Harry lutava bravamente, mas logo foi jogado longe por um feitiço e desarmado. A varinha caiu em meio aos destroços. Dumbledore caminhou satisfeito até ele.

—Esta vendo Harry? Você não é nada sem mim. Não tem poder o suficiente. Apenas aquele que amou verdadeiramente o portador da varinha possui essa força.

Dumbledore segurou sua varinha e apontou para Harry Potter.

—Adeus Harry.

— Expelliarmus.

A varinha de Alvo voou longe e ele se virou surpreso.

—Eu amei o suficiente. -O homem falou.

— Severos...

—Como pôde mata-la? -Seus olhos denunciava a sua dor. -Ela acreditou em você. Todos eles acreditaram. E você os deixou para morrer como porcos ao abate.

O mestre em poções apontou a varinha.

—Você não quer me matar Severos...

— Como pode ter tanta certeza?

Antes que Dumbledore pudesse dizer sequer uma palavras um jato verde o atingiu e levou sua alma consigo para a mais profunda escuridão. Harry olhava tudo assustado.

—Como? -Questionou.

— Você tem bons amigos, Potter, vá apoia-los, eles precisam de você.

Harry levantou-se e caminhou pelo castelo, até que abriu uma porta e ouviu choros. Ali estava o corpo de Ronald Weasley. Hermione chorava compulsivamente, Draco tentava acalma-la, sem sucesso. Quando Harry se aproximou sentiu uma forte dor na sua alma. Ele perderá seu grande amigo. A guerra estava tinha acabado, comensais fugiram, outros foram capturados.

No dia seguinte foi o funeral, todos estavam tristes pela perda. Ronald Weasley morreu como um herói e como tal encontrou o paraíso. A família Weasley nunca chegaria a se recuperar, mas ela iria continuar e seguir em frente. Todas as famílias dos falecidos se encontravam no velho cemitério, o mesmo que receberá os corpos de Tiago e Lilian, a comunidade bruxo estavam de luto e os heróis de guerra para sempre seriam lembrados. Harry, após ver o corpo de Rony ser engolido pela terra, decidiu caminhar pelo lugar. Passou por túmulos de pessoas que foram muito importantes para a sociedade

Até que avistou um homem deixando flores sobre um dos túmulos, se aproximou com cuidado e em silêncio. Era Severo Snape. E aquele era o túmulo de Lilian Potter.

—Espero que você tenha encontrado a paz, Lily. -Harry o ouvirá dizer.

— Professor.

Severo virou-se, assustado.

—Oh, Potter, é você... Só estava...

—Eu sei, visitando uma velha amiga.

Os olhos do Mestre em Poções estavam marejados.

—Sua mãe foi uma grande mulher é uma incrível amiga, sinto apenas não ter retribuído.

— O senhor retribuiu. Não tive oportunidade de agradecer...

Snape o interrompeu.

—Não precisa, fiz o que deveria fazer. -Ele suspirou e olhou para a cova, lá jazia uma pela foto de Lilian sorrindo, silenciosamente ele se despediu e preparou-se para partir. -Potter. -Chamou, Harry o olhou. -Sinto muito pelo seu amigo.

— Eu também, senhor.

ANOS DEPOIS...

O café da manhã daquele dia se passava na antiga casa dos Weasley's, crianças corriam pelo quintal sendo observadas de perto pelos seus pais e tios. Rose Granger Malfoy, era uma esperta menina que puxará tanto a mãe quanto ao pai, mas não tanto quanto o irmão Scorpius, que era o retrato do pai. O mesmo se aplicava a James Zabine, filho mais velho de Gina e Blasio Zabine, ele puxará exageradamente ao pai, mas mantinha traços da mãe.

Molly Weasley estava maravilhada com tantos netos. Eram uma grande família.

—Mamãe. -Chamou a pequena Rose. -Onde está o tio Harry?

— Ele teve que ficar no castelo ,querida,para corrigir um pequeno problema.

Com o passar dos aos o mundo bruxo finamente evoluiu. O sistema escolar foi alterado, novas aulas surgiram e outra voltaram. Cada aluno iria entender o que levou aquele mundo a ser daquela forma. As famílias antigas se renovaram e a cada dia um membro novo nascia, perpetuando assim, um grande legado.

Em Hogwarts, as coisas também se alteraram. Severo Snape era o novo diretor da instituição, que acima de tudo prezava a educação, mudanças foram feitas e a segurança reforçada. Os que tinham que pagar, pagaram.

E ele estava ali. Concentrado, corrigindo alguns pergaminhos, foi quando ele escutou um barulho e olhou para a janela. Lá uma bela fênix pousou e, estranhamente, soltou um livro. Ele se levantou e recolheu. Abriu com cuidado e começou a ler.

"Querido Harry.

Estou bem. Não se preocupe tanto comigo, Harry. Eu tive uma boa vida e morri por algo melhor ainda: Minha família. Você, a Hermione... Todos. Mas, não lhe escrevo essa carta para explicar como é a sensação de morrer ou lhe dizer se realmente existe um paraíso. Escrevo para explicar o que aconteceu. Numa noite, enquanto todos dormiam, eu ouvi um pio de uma fênix e me levantei a sua procura. O pássaro acabou por me levar até uma velha pensadeira e lá eu vi o que tinha acontecido. Sim, eu sou o tal escritor das cartas, peço desculpas se te zanguei.

O amor é a magia mais poderosa que existe, acredite, é verdade e você é a maior prova disso. Portanto perpetue esse pensamento.

Foi bom ser seu amigo.

Com amor,

Ronald Weasley.”

Harry tinha lagrimas nos olhos, ele realmente sentia muitas saudades do amigo. Contudo, sorriu. Ronald Weasley tinha sido um dos homens mais corajosos que ele já conhecerá. Guardou a carta com cuidado e deixou os pergaminho de lado. Aparatou até a casa dos Weasleys e sorriu encantado ao ver uma pequena garotinha correr para os seus braços.

—TIO HARRY!

◊

E é em meio a trevas que a luz pode brilhar mais forte. Harry viveu por muitos anos e chegou a se tornar o diretor de Hogwarts, após a morte de Severo. As famílias continuaram, dessa vez sem a sombra maligna das trevas. Quando ele deu seu ultimo suspiro, eu bati asas e voei até o mais profundo dos céus, finalmente ele estava ali.

Meu filho.

Harry Potter.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!