Harry Potter e a Nova Geração
1 Ressureição Indesejada
Notas iniciais
Ressurreição Indesejada.
Tudo estava calmo. Jonathan aguardava silenciosamente em sua cama. Estava acordado, disso ele sabia. Abriu os olhos e contemplou o teto. Estava ansioso para seu quinto ano na escola de magia e bruxaria de Hogwarts. O que iria acontecer de diferente esse ano e que não ocorrera nos outros? Ele não sabia. Mas tinha a impressão de que algo novo ocorreria. Se levantou e contemplou o símbolo da Grifinória em sua parede. O quarto pequeno e aconchegante de Jonathan agora parecia repugnante. Porque ele tinha esse pensamento?
-Querido, dessa para o café!
-Já estou indo mãe. – gritou Jonathan.
Abriu a porta do quarto e se dirigiu as escadas. O corredor estreito da casa que dava acesso a vários cômodos agora parecia largo, enorme. Ele continuava não sabendo de o porquê das coisas estarem tão estranhas, mas simplesmente ignorou.
Ele entrou na cozinha: grande e amarela como de usual. Sentou se a mesa e sua mãe com em simples aceno de sua varinha fez com que as torradas, a manteiga, e o suco chegassem a mesa sem ninguém ter se quer encostar neles. A mãe, com seus cabelos crespos, olhou para o filho e disse com tom de preocupação:
-Filho, está tudo bem? Você parece preocupado...
-Estou bem mãe, obrigado – disse apanhando uma torrada – Só estou ansioso.
Naquela tarde, Susana levou o filho a estação King’s Cross e, antes do filho atravessar a barreira, beijou-lhe na bochecha e abraçou-o. Após o grande show de afeto da mãe, Jonathan correu para dentro do pilar de tijolos e desapareceu através dele. Ao entrar na plataforma 9 3/4, o garoto correu apressado pra dentro do trem, a procura de seus amigos.
Victor e Guiliane já o esperavam em uma cabine, e quando ele apareceu na porta, o olharam com ar de alívio:
-Onde você estava? Ficamos preocupados! — disse Guiliane se levantando com um salto do banco e o encarando com seus olhos castanho escuro.
-Minha mãe dando um show – disse Jonathan, se sentando ao lado de Victor – Aliás, onde está a Maria?
-Foi em outro vagão procurar as amigas dela – disse Victor – Ela não tem só nós de amigos, sabia?
Todos abriram singelos sorrisos no rosto. Guiliane tornou a se sentar, eles ficaram conversando sobre as férias de cada um até o trem sacudir. Ele começara a andar.
-Será que vai demorar muito? – Perguntou Maria, que aparecera a porta do trem, com seus cabelos negros e seus olhos azuis brilhando.
-Tomara que não. – respondeu Jonathan.
Então seguiram viagem. Os três conversando e rindo alto por um longo período, até escutarem barulhos e o trem parar repentinamente.
-Que foi isso? – perguntou Victor, aflito.
Os quatro se levantaram, sacaram as varinhas e se aproximaram sorrateiramente até a porta. A tal abriu repentinamente e Jonathan, que estava mais a frente, sentiu um forte impulso no peito e foi arremessado para trás, fazendo com que os outros caíssem também.
As luzes se apagaram. Vultos encapuzados passaram pelo corredor: um deles apontou a varinha para os quatro mas continuou andando. Quando o último dos vultos passou, Jonathan se levantou e observou os vultos. Todos passaram olhando por todos os vagões e aparataram na porta. Jonathan voltou para dentro do vagão, seus amigos já estavam de pé, as luzes voltaram e o trem recomeçou a andar.
Longe dali, os vultos se materializaram em frente a uma mansão, com diferentes tipos de vegetação no quintal. Um homem alto, magro, de cabelos encaracolados saiu da porta mais à frente do quintal, fez um pequeno gesto com a varinha e o portão se abriu. Os vultos foram entrando na mansão, aparentemente na sala de estar da tal. A sala era enorme: as paredes eram pintadas de azul escuro, iluminadas com um candelabro lindo posto no centro da sala. Logo abaixo do tal, havia um corpo sem vida flutuando de cabeça para baixo, em cima de uma mesa grande e retangular, que os homens encapuzados se sentaram junto ao homem de cabelos enrolados.
-Alguém descobriu algo nessa revista? Hum... Você! – ele apontou para um homem encapuzado sentado mais ao fim da mesa – Me diga o que viu.
-Nada de muito diferente, apenas alguns calouros e alguns rostos conhecidos. – disse o homem.
-Foi muito arriscado a nossa decisão de aparecermos sem um disfarce esse ano, mas agora que já sabem da nossa existência, não temos o porquê de fingirmos que não existimos. Do mesmo jeito foi um sucesso. – disse o homem apontando sua varinha para o corpo morto a cima – Agora, as comemorações.
Todos os encapuzados puxaram sua varinha e dispararam vários feitiços de várias cores no corpo, que caiu com um estampido na mesa. Após o ato, todos à mesa gritaram:
-Sete vivas aos Novos Comensais!
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