Notas iniciais
Mais um capitulo super fresco. Desculpa a demora pra publicar, é que vcs sabem né. Faculdade ocupa muito tempo, vou tentar terminar o próximo logo, espero que gostem desse capitulo. Traidores de terra...

Traidores de Terra

Finalmente a rotina dos membros dos Guerreiros voltaram ao normal, não se reuniam na sala Precisa, apenas durante os treinos matutinos para não perderem a forma. Harry finalmente tinha terminado suas aulas extras com Julius, o homem havia achado melhor ele continuar sozinho já que estava indo muito melhor do que o esperado.

Já fazia algum tempo que não tinham noticias de desaparecimento nos jornais, pela primeira vez em muito tempo a população bruxa estava um pouco mais tranquila. Mas os Guerreiros e a Ordem estavam desconfiados, o silencio de Voldemort era mais perigoso, estavam em alerta.

Na quarta feira, dia trinta, os alunos com mais de dezessete anos foram liberados para fazerem o teste de aparatação. Aqueles a partir do sexto ano que já havia completado 17 anos até o dia do teste, fariam uma prova teórica no castelo e em seguida iriam para Hogsmeade fazer o teste pratico.

–Boa sorte com a prova. Disse Harry.

–Vamos precisar. Respondeu Rony que estava muito nervoso.

Estavam todos na aula de feitiços, Bella deu um abraço em cada um dos dois, e eles desceram junto com outros que também fariam o teste, eram poucos os alunos do sexto que não tinha 17 anos.

O segundo tempo de feitiços custou passar, e foi difícil aguentar a ansiedade de Bella para ver seus amigos antes de irem para Hogsmeade. A aula mal acabou e Harry foi arrastado por ela pelos corredores até o salão principal onde provavelmente os outros estavam depois do teste.

–E aí? Como se saíram? Perguntou Bella quase quicando.

–A prova estava muito fácil. Respondeu Mione confiante.

–Fácil? Estava horrível, me esqueci de tudo. Discordou Rony.

–Mas você acha que foi bem? Perguntou Harry.

–Não sei cara. Só depois da pratica pra saber, eles divulgam junto os resultados.

Rony quase não comeu o que era estranho para ele que sempre estava faminto. A cara que ele fazia era muito engraçada, o nervosismo era tanto que em cima deles caia uma leve garoa.

–Você acha graça porque não é você. Resmungou Rony para Harry que ria.

–Desculpa cara... Disse Harry tentando se segurar.

Rony revirou um pouco o almoço e comeu um pequeno pedaço de frango.

–Vocês dão sorte de poder fazer aqui, Harry e eu, teremos que fazer em casa. Papai não acha seguro irmos até o Ministério nas férias. O bom é que eu estou barulhando ele para marcar assim que ele completar dezessete anos, assim podemos partir logo. Disse Bella.

Harry revirou os olhos, estava fazendo de tudo para convencê-la a ficar.

–Você e Mione são inteligentes, eu e Harry bom, não nos comparamos a vocês. Mione deve pelo menos ter acertado todas as questões da escrita. E você Bella com certeza vai passar na prática, nunca vi ninguém com tanta sorte pra acertar de primeira. Justificou Rony seu nervosismo.

–Não pensa assim cara...

Harry foi interrompido por uma grande dor em sua cicatriz, sentiu uma náusea quase colocando para fora tudo que ele tinha posto para dentro.

–Tudo bem, Harry? Perguntou Bella passando as mãos em suas costas.

–É só minha cicatriz, senti uma dor enorme nela. Respondeu tentando se concentrar.

–Alguma coisa da mente dele? Perguntou Mione.

– Não, isso é estranho. Não senti os sentimentos deles e nem vi nada, apenas dor.

Os olhos preocupados dos três ficaram o encarando.

–Acha que devemos falar com Dumbledore? Perguntou Bella para Mione.

–Ele não está no colégio agora, o vimos sair cedo. Uma reunião com o Ministro da magia, eu acho. Respondeu Mione.

–Eu estou bem, não se preocupem comigo, Ok? Vão e façam a melhor prova que puderem.

Harry deu um sorriso forçado, sua cicatriz ainda ardia. Aos poucos a dor foi passando, mas a sensação ruim não o deixou. Tinha sido forte demais. Rony e Mione saíram sem muita vontade, Harry teve que usar todas as suas justificativas, para deixa-los mais tranquilos.

Bella e Harry foram até os outros membros dos Guerreiros que também iam fazer o teste de aparatação. Ela abraçou Brian e Peter, enquanto Harry desejava boa sorte para Padma e Parvati, que também estavam nervosas.

–Draco. Disse Bella apontando para Malfoy sentando ainda na mesa.

Harry revirou os olhos e ela foi até o amigo dela que todos odiavam. Ela se sentou a mesa vazia da Sonserina e falou baixo com ele, em seguida o rapaz se levantou e revirou os olhos para ela como se cedesse à pressão. Provavelmente ela tinha enchido o saco dele, para ele fazer a segunda parte do teste de aparatação.

Draco passou por eles e saiu do castelo sem nem olhar na cara de Harry. Ele não podia reclamar da amizade dos dois, pelo menos na frente dela, Draco o ignorava e o deixava em paz. Bella deu de ombros para Harry com um olhar satisfeito e caminhou quase dançando para onde estavam, mas ela foi interceptada por Zabini.

O garoto segurou o braço dela com força e eles começaram a discutir. Brian, Peter e Harry não gostaram muito disso e foram para cima do rapaz.

–Solta ela agora. Disse Harry encarando Zabini.

–Não se meta onde não é chamado, Potter. Disse Zabini o ignorando.

–Larga, ela agora ou então...

–Vai usar o expelliarmus em mim – disse Zabini rindo alto – É tudo que você consegue fazer né.

Harry avançou para perto dele, mas Bella se soltou do braço de Zabini com facilidade e o impediu de partir para cima dele.

–Não vale a pena. Disse Bella.

–Já é comandado por ela também, Harry Potter. Pensei que apenas Draco era o bichinho de estimação dela...

–Vamos embora, cara. Chamou Brian ajudando Bella a segura-lo.

–Essa menina acha que manda em todos, mas em mim não – disse Zabini com um ar superior – O traidor de sangue, priminho dela agora vive na sombra dos Swift. Harry Potter obedece a namorada em tudo. Draco Malfoy, escuta os conselhos estúpidos dela. Como podem gostar dessa menina? Só porque ela é bonita, vocês tem que obedecê-la? Ela não é nada, anda com o retardado, o traidor de sangue e a sangue ruim...

Foi tão rápido que nem mesmo Harry conseguiu ver Bella, em questão de segundos ela o soltou e com a mesma mão que o segurava, deu um soco em cheio no meio da cara de Zabini que caiu surpreso no chão.

–Sangue ruim é você seu estupido, sua mãe enterrou metade da comunidade bruxa masculina e depois Mione é a sangue ruim. Disse Bella cuspindo fogo.

Harry a arrastou de lá com dificuldade, antes que ela terminasse de quebrar o resto do menino. Zabini ficou furioso pelo insulto e pelo soco. O olho dele ficou roxo por completo e Crabbe e Goyle o ajudaram a se levantar.

–Você vai ser expulsa logo viu. Disse Brian tentando não rir.

–Deixa pra lá, não vale a pena. Remedou Harry.

–Ele xingou Mione. Respondeu Bella.

–E eu e Rony também, mas você só ouviu a parte da Mione é claro. Brincou Harry, para deixa-la mais calma.

–Claro que não, meu amor. Perdi o controle, odeio aquele menino. Disse Bella com fogo nos olhos.

–Pessoas como Zabini, não tem jeito Bella. Eles têm uma mentalidade diferente da nossa, são apenas preconceituosos com corações ruins. Falou Peter.

–Tenta ficar calma, você tem que segurar para extravasar na hora certa. – disse Brian –Acha que consegue domar a fera?

–Eu tento — Brincou Harry – Boa sorte no teste.

Brian e Peter saíram correndo do salão e Harry e Bella subiram as escadas.

–O que ele queria com você? Perguntou Harry caminhando de volta para a aula de feitiços.

–Draco não queria fazer o teste pratico e eu o convenci, Zabini por algum motivo não queria que ele fizesse. Sei que não gosta de Draco, mas eu gosto. E estou tentando ajuda-lo, mas aquele idiota não quer deixar. Zabini está o vigiando pra Voldemort. –falou Bella fechando os punhos – Draco não é como vocês pensam, eu o amo e não consigo vê-lo se afundando, eu não posso deixar isso acontecer.

Harry passou as mãos nos cabelos dela e beijou sua testa com carinho. Ainda faltavam alguns minutos para o começo da aula, então ficaram namorando na porta da sala mesmo.

A aula de feitiços foi cheia de comentários sobre o que tinha acontecido no salão Principal, eles já imaginavam como seria sair da sala, na verdade apenas esperavam pela visita de Snape ou da professora McGonagall para dar uma boa detenção para ela.

–Ele não vai te denunciar – disse Neville enquanto saíam da sala – Ele não vai ter coragem de dizer a eles que apanhou de uma garota.

Os três foram juntos até a sala Comunal para deixarem os materiais e trocarem de roupa para descerem os jardins de Hogwarts, ainda era muito cedo, nem duas horas da tarde ainda. Correram por meia hora seguida e só pararam quando os alunos estavam voltando para o castelo depois dos testes.

Mione e Rony não esboçaram nenhum sentimento quando chegaram perto deles, apenas perguntaram sobre a briga de Bella e Zabini depois que saíram.

–É serio que é isso que vocês querem saber?- Perguntou Bella irritada – Podem falar agora o resultado.

Mione e Rony ergueram um pedaço de papel pequeno, e começaram a pular de felicidade.

– Não consigo acreditar que conseguiram – comemorou Harry – Você tirou dez Mione na escrita, pelas barbas de Merlin, não errou nenhuma.

–E não errei nada na prática. Completou orgulhosa.

–Como você conseguiu tirar oito, cara? Você nem pega nos livros quando Mione está longe. Brincou Harry.

–Eu sou inteligente, cara. Fazer o que? Nasci com o dom.

Harry e Neville empurraram Rony para dentro da agua fria do lago o fazendo ficar todo ensopado. Quando ameaçaram pegar Mione, ela ergueu a varinha, mas não conseguiu escapar por muito tempo de Bella que a arremessou com um feitiço.

–Eu já te disse que te odeio? Gritou Mione torcendo o cabelo com as mãos.

–Acho que não, se não me engano até hoje você só me disse, eu te amo. Respondeu Bella.

Junto com boa parte dos Guerreiros que estavam na beira do lago começara a correr e brincar de pega. Harry nunca tinha brincado disso de verdade, já que não contava as vezes que tinha que fugir de Duda para não apanhar. Mas agora depois de velho estava brincando junto com seus parceiros.

Todos os Guerreiros maiores de dezessete tinham conseguido passar nos testes, para eles era mais fácil já que tinham treinado mais variedades de feitiços e tinham aprendido o básico de aparatação com Harry, que tinha aprendido com o próprio Dumbledore.

–Já estava ficando com vergonha. Brincou Harry deitando na areia.

Bella sorriu e virou ele de uma vez ficando por cima.

–Você é muito mole senhor Potter. Provocou Bella.

Ele segurou os braços dela e a derrubou com cuidado, a deixando imóvel mesmo sabendo que a qualquer momento ela podia se soltar. Rony e Mione foram se sentar ao lado deles sem dizer nada por alguns minutos, os quatro apenas ficaram olhando os outros se divertirem, pareciam tão bem, tão felizes.

–Quando tivermos que ir, Neville vai ser o melhor para assumir a liderança. Disse Mione.

–Também havia pensado nele. Concordou Bella.

–Vocês ainda não sabem se realmente vão. Disse Harry para interromper os sonhos altos deles.

–Não ligamos para suas tentativas, Harry então não se meta. Disse Bella o beijando.

Harry deu de ombros, Bella era assim. Ele e Rony tinham apertado ela de todas as formas para falar da conversa dela com Dumbledore, mas a única resposta que eles tinham tido era “Não, posso falar”, e “é coisa minha”. Mas quando o assunto era ele, não tinha conversa, ela já estava decidida ou queria saber de qualquer jeito.

Todos os dias ela o interrogava para saber se ele ainda estava tendo pesadelos, e não se contentava com isso, perguntava para seus colegas de quartos para saber se era verdade mesmo que ele não tinha tido pesadelos.

–Eu não entendo o por quê de vocês irem. Disse tentando voltar ao assunto.

–Porque sim, uai. Respondeu Rony.

–E nem começa com a ladainha de ser perigoso e tal, já decorei o discurso. Disse Bella colocando a mão na testa teatralmente.

–Não entendo – disse Harry – Falo que a missão é minha e que não quero colocar vocês em perigo, e vocês me ignoram, principalmente você Bella. Mas quando te pergunto da conversa com Dumbledore, você me diz que e coisa sua.

–É diferente. Respondeu Bella fingindo não escuta-lo direito.

–Diferente como, marrentinha?

–Diferente. Respondeu Bella.

Rony deu de ombros e deitou de costas o chão, eles já tinham se cansado dessa discursão a muito tempo.

–Eu quero proteger vocês, será que não entendem? Perguntou tentando manter a voz calma.

–Entendemos. Também queremos te proteger, mas nem por isso te pedimos para desistir de tudo e fugir com a gente para bem longe de tudo isso – desabafou Bella – Para de me pedir pra ficar. Para de pedir pra Rony e Mione ficarem. Para. Você só está nos fazendo perder tempo de discursão, vamos e prontos.

Ela se sentou e cruzou os braços e ele suspirou, ela estava com raiva e continuar com isso ia apenas ter consequências para ele no final.

–Vamos subir? Perguntou Harry.

Os quatro se levantaram, Harry limpou a areia da roupa e segurou na mão de Bella a puxando para um beijo.

–Idiota. Ela falou com um sorriso de canto.

–Linda!

Sentiu uma grande dor em sua cicatriz o pegou de surpresa novamente.

–O que foi Harry? Perguntou Bella preocupada.

–Minha cicatriz... Está... Doendo... Muito...

Harry se ajoelhou no chão rachando de dor. Foi a dor mais forte que ele já havia sentido na vida, tudo começou a girar e ele sentiu vontade de vomitar exatamente como mais cedo.

–É “você sabe quem”, cara? Perguntou Rony.

–Não sei. Gritou Harry.

A dor foi imensa, sentiu as mãos macias de Bella e Mione tocarem suas costas o deitando para trás na tentativa de deixa-lo confortável. Mas nada que fizessem iria adiantar, aquela dor era demais para ele, como se a morte tivesse o atingido.

Besteiras passaram por sua mente, preferia morrer a sentir aquela dor em seu corpo.

– Eu... Não consigo ver... Nada... Disse com esforço sobre a mente de Voldemort.

–Não fale nada – disse Mione desesperada, ele sentiu as lágrimas quentes dela cair em seu rosto – Vai passar.

Harry sentiu uma grande falta de ar, além da dor na cicatriz, alguma coisa o impediu de expelir o ar para fora fazendo ele ser sufocado como se alguém prendesse sua garganta com força.

–Não... Consigo... Respirar...

A última coisa que ele viu foi os olhos azuis de Bella, antes de desmaiar...

Mione o sacudiu várias vezes só que ele não respondia. Os membros dos Guerreiros ficaram assustados em ver Harry daquele jeito. Rony, com dificuldade conseguiu tirar Mione de cima do amigo enquanto Neville tentava afastar as pessoas que estavam querendo ver de perto.

Bella pareceu ser a única que pensou mais rápido, encostou a cabeça no coração dele e escutou a batida fraca. Sem pensar demais, abriu a boca dele e enfiou a varinha.

–Anepneo...

O peito de Harry se levantou e bateu de volta no chão com força. Bella checou a respiração dele que estava bem mais forte do que antes, o coração voltou a bater normalmente, mas ele não acordou.

–Ele está morto? Perguntou Mione chorando.

–Está desacordado — Respondeu Bella — Saiam da frente.

Neville abriu mais espaço com os braços, e para surpresa de todos Bella pegou Harry nos braços. Ela parecia tão pequena e mesmo assim conseguiu ergue-lo, o desespero e o medo de perdê-lo, lhe deu forças. Rony largou Mione e ajudou a prima a segurar Harry para leva-lo para dentro do castelo. No meio de tanto desespero ela estava agindo com sabedoria, o que tinha que fazer ela já tinha feito, agora cabia aos outros.

Neville os acompanhou e pediu para que os outros não deixassem ninguém impedi-los no caminho até a ala hospitalar. Harry era pesado, tiveram dificuldades nas escadas, já que tentavam não machuca-lo.

–O que está acontecendo aqui? Perguntou a voz autoritária da professora McGonagall.

A professora ficou espantada ao olhar para eles, por alguns instantes ela pensou que Harry estava morto nos braços dos amigos. Minerva olhou para os rostos assustados deles e antes que respondessem convocou uma maca, Bella e Rony o colocaram em cima, e levitando ela o levou até a ala hospitalar, chegando muito mais rápido.

–O que aconteceu? Perguntou a enfermeira verificando os pulsos dele.

–Não sabemos, ele reclamou de uma forte dor na cicatriz, caiu no chão e desmaiou. Disse Mione afobada.

–Achamos que ele estava morto, mas Bella fez alguma coisa que o fez voltar a respirar. Completou Rony.

–O que você fez? Perguntou Minerva.

–A traqueia respiratória dele estava tapada, trancada. Usei o feitiço Anepneo. Respondeu Bella tentando manter a calma.

As mãos de Bella tremiam, McGonagall e Madame Pomfrey tentou acorda-lo de todas as formas que conheciam, mas seus esforços foram todos em vão.

–Ele está sendo controlado – respondeu Snape entrando na enfermaria – O Lorde das Trevas deve estar controlando a mente dele do outro lado.

–Mas ele ficou bom em oclumancia. Discordou Mione.

–Talvez não tão bom...

–Julius fez um excelente trabalho Severo. Tenho certeza que não é incompetência deles.

Dumbledore entrou ala hospitalar andando muito rápido. Foi até a cama onde Harry estava deitado e começou a interroga-los do jeito dele. Procurou todos os detalhes, e eles contaram sobre a dor que havia sentido mais cedo.

–Peço que se retirem, se tivermos notícias iremos lhes informar. Disse Dumbledore colocando a mão no ombro de Rony.

Sem nenhuma vontade os três saíram, deixando o coração deles ali, junto com Harry. Queriam ficar ao lado dele, sentiam medo de perdê-lo.

–Precisamos avisar os outros. – disse Bella passando a mão nas costas da amiga – Rony sobe um pouco com ela, eu vou descer no salão Principal.

Rony afirmou com a cabeça e deu um beijo na testa da prima.

–Ele vai ficar bem, Bella. É o Harry, ele sempre fica bem. Disse Rony tentando convencer ele mesmo.

–Eu sei que vai. Concordou Bella.

A garota desceu as escadas de uma só vez, não conseguiu olhar para trás, então voltaria e abraçaria seus amigos chorando. Por fora ela podia até parecer bem, mas por dentro seu peito estava mais apertado que nunca.

–Como está Harry? Perguntou Cho antes de ela terminar de descer as escadas.

–Está desacordado ainda. Não sabemos o que aconteceu, mas ele vai ficar bem, ele tem que ficar bem.

Bella sentiu o impacto do abraço de Brian e encostou a cabeça no ombro dele. Ela retribuiu com força, só Deus sabia o quanto ela precisa daquilo. Perto dos outros ela podia se mostrar forte e mesmo Brian tendo a magoado, ele era o que mais a conhecia ali. O único que realmente sabia o que ela escondia atrás de tanta força.

–Mione está onde? Perguntou Luna.

–Com Rony na sala comunal. Dumbledore não deixou a gente ficar com ele.

Luna segurou na sua mão e apertou com força. Se tinha uma coisa que Bella tinha aprendido em todo esse tempo, era gostar de Luna. A força que ela demostrava por trás da menina sonhadora a ajudava a pensar com clareza.

Bella tocou a pulseira e escreveu um recado avisando os meninos que estavam fora do castelo sobre o que tinha acontecido. Assim que mandou a mensagem avistou sua mãe e seu pai entrando pela porta do salão, e correu para abraça-los.

Ela esperava por eles. Dumbledore sabia que os dois eram importantes na Ordem com vantagens que talvez outros não tinham. Além de ser uma excelente auror, Melissa era uma das melhores medibruxa que conheciam, e Julius havia ajudado Harry a controlar oclumancia.

–Vamos cuidar dele querida – disse Melissa segurando o rosto da filha com as duas mãos – Faremos o impossível.

–Sei disso. Prometem que não vão me deixar sem informações?

–Claro que não meu amor, tudo que soubermos iremos te contar. Respondeu Julius.

Os dois subiram as pressas para ala hospitalar deixando Bella com boa parte dos Guerreiros que assim como ela, estavam preocupados. Nenhum arredou o pé do salão, ficaram todos sentados na mesa da Grifinória, olhando um para o outro sem dizer nada, apenas esperando noticias.

O sol finalmente começou a se pôr, Rony e Mione desceram e ela estava bem mais calma depois do susto que tinham levado. Sentaram-se ao lado esquerdo de Bella, enquanto Luna estava do seu lado direito e Brian sentado na frente.

O movimento para inicio do jantar começou cedo, e só quando os primeiros alunos desceram para o jantar que o pai de Bella desceu as escadas e a chamou um pouco mais distante dos outros.

Rony, Mione, Gina, Luna e Neville foram com ela até Julius enquanto os outros esperavam ainda na mesa. Afastaram-se da escada de modo que apenas eles escutassem o que tinham para falar.

–Como ele está? Perguntou Bella.

–Do mesmo jeito querida. Não conseguimos acorda-lo, tivemos que desistir. Respondeu Julius.

–Não.

Mione soltou um gritinho, e tapou a boca assustada.

–Ele vai ficar bem meninos – disse Julius para acalma-los – Achamos que Voldemort não conseguiu entrar na mente dele como antes, então usou uma poção muito antiga. Essa poção aliada a um feitiço pode fazer duas mentes e dois corpos se ligarem de longe. Assim ele conseguiu fazer Harry cair em sono profundo, mas a vantagem é que para ele conseguir que Harry permaneça nesse estado é que ele também tem que estar.

–Então Harry não vai acordar enquanto ele não acordar? Supôs Neville.

–Isso mesmo. Ele deve ter pedido a um dos seus comensais para fazer, e usou uma ligação que ele é Harry tinham em comum...

–O sangue – interrompeu Mione – Voldemort usou o sangue de Harry para voltar, o mesmo sangue que corre nas veias de Harry, corre no de Voldemort.

–Isso mesmo, Mione – concordou Julius – Não podemos interromper daqui, poderia causar danos irreversíveis á Harry, finalmente Voldemort tem o controle sobre ele. De uma forma que ninguém conseguiu imaginar. Só não entendemos o porquê disso, pra que ele quer deixar Harry desacordado se também vai estar?

–Para deixa-lo vulnerável. – respondeu Bella – Ele deve querer usar algo ou alguém para pega-lo.

–Pode ser, mas conclusões precipitadas apenas vão deixar os outros mais apavorados – Disse Julius – Daqui a pouco desceremos para jantar, não tem sentido ficarmos lá. Madame Pomfrey cuidará dele.

Bella afirmou com a cabeça, e voltaram para mesa da Grifinória que ainda era tomada por membros dos Guerreiros. Não esconderam nada deles, eram um grupo só, agora não tinham esse tipo de segredo.

–Agora todo cuidado é pouco – disse Brian – Vamos nos revezar para ajudar Madame Pomfrey a vigia-lo. Não podemos deixar ninguém entrar lá, principalmente os sonserinos. Não confio neles.

Todos concordaram com Brian e foram cada um para sua mesa. Como o esperado, todos que estavam na ala hospitalar, desceram para o jantar. Dumbledore convocou mais algumas cadeiras para Julius e Melissa se sentarem com eles na mesa dos professores que aceitaram de bom grado.

Quase nenhum deles estavam com fome, Bella mal tomou o suco de abobora e deu duas garfadas na comida. Mione apenas revirou e não comeu nada, e até mesmo Rony que mal havia tocado no almoço, não comeu muito. Estavam preocupados demais para comer alguma coisa.

–Se vocês não comerem não conseguir ficar bem dispostas. Disse Neville.

–Neville está certo – concordou Bella – Temos que ficar prontos...

A frase dela foi interrompida por Filch. O homem entrou correndo no salão, arrastando uma perna e tentando gritar, mas sua voz falhava. Dumbledore rodeou a mesa e foi encontrar com o homem, onde os três estavam sentados dando a eles o privilegio de ouvir.

–O que aconteceu Filch? Perguntou Minerva antes do diretor.

–Comensais... Floresta... – tentou dizer ofegante – Marca negra.

A palavra “marca negra” fez todos ficarem apavorados. Melissa, Julius, Kingsley e Snape saíram correndo para fora do castelo e voltando menos de um minuto depois quase tão assustados quanto Filch.

–Tem uma marca negra sobre a floresta Alvo – disse Melissa – Carlinhos os viu, estão chegando pela floresta.

–Todos os monitores, reúnam os alunos das suas casas e vão para suas salas Comunais. Só saiam quando eu der ordem... Andem Logo... Gritou Minerva.

Mione e Rony correram para organizar os alunos da Grifinória. Bella pensou rápido e logo mandou uma mensagem para os outros dizendo que o castelo estava sendo atacados, e que tinham que estar todos ali.

Kingsley, Dumbledore, Snape e Julius começaram a mandar Patronos para enviar mensagens aos membros da Ordem. Fawkes apareceu no salão e o diretor mandou um recado para o Ministério imediatamente pedindo reforços para os ajudarem no castelo.

–O que vocês ainda estão fazendo aqui? Perguntou Minerva vendo os Guerreiros andando de um lado para o outro se organizando.

–Vamos ajudar – respondeu Bella – Já mandamos recado para os que não estão aqui, devem estar chegando á qualquer minuto.

–De jeito nenhum, vocês são apenas crianças. Quero cada um na sua casa agora.

–Você não vai nos impedir professora. Respondeu Bella.

–Está me desafiando Srta. Swift. Estou mandando você pegar seu grupo e irem ficar em segurança. Disse McGonagall irritada.

–Não estou desafiando ninguém professora, somos um grupo independente agora. Você não pode dizer o que podemos ou não fazer quando os comensais ou Voldemort entram na história.

Minerva arregalou os olhos para a petulância da menina, abriu a boca para retrucar só que Dumbledore a interrompeu.

–Isabella está certa, Minerva. Eles sabem o que estão fazendo, a decisão é deles.

–Mas Alvo, são apenas crianças – disse Minerva indignada – O líder deles está desacordado...

–Isabella e seus amigos darão conta do recado.

Dumbledore piscou para os três e virou as costas para Minerva indo falar com os outros sobre o que cada um tinha que fazer.

Bella chamou a atenção de todos batendo palmas e apontou para fora do castelo. Saíram todos de uma vez, se encontrando com Lupin e alguns aurores que já estavam nos jardins esperando apenas pelos outros.

Fred, Jorge, Angelina, Alicia e Lino chegaram menos de cinco minutos depois de serem chamados, todos ficaram olhando para Bella como se esperasse que ela os liderassem. Ela não queria essa responsabilidade já que era uma das ultimas a entrar no grupo, mas se sentiu honrada. Olhou ao redor analisando o local, ela devia isso á Harry.

–Angelina, Alicia, Kátia, Ernesto, Zacharias e Colin. Quero vocês nas vassouras, vão até a orla da floresta e digam quanto tempo temos até chegarem, fiquem e ataquem por cima. Disse Bella.

Os seis convocaram as vassouras, que estavam nos vestiários, e levantaram voou.

–Ana, Justino, Dênis e Susana vão para o corredor da sala comunal dos Sonserinos. Tenho certeza que alguns vão se empolgar querendo se juntar aos parentes...

–E onde que é? Perguntou Dênis.

–Nas masmorras, abaixo do salão Principal. Respondeu Rony que era o único ali que tinha ido até lá.

Os quatro saíram correndo e entraram no castelo com as varinhas em punho.

–O resto é a linha de frente e de fundo. Rony, Mione, Neville, Luna, Simas, Fred, Jorge, Cho, Brian, Gina, Peter e Dino ficaram comigo na linha de frente. O resto é a de fundo, não deixem ninguém entra no castelo, deixaremos o menor número passar por nós.

Miguel, Marieta, Antônio, Lilá, Parvati, Padma, Terêncio e Lino se espalharam perto da entrada do castelo. Não ficaram em linha reta, pelo contrario, ficaram de uma forma que pudessem quebrar a formação e mesmo assim não deixar nenhum adversário passar por eles.

Assim como a linha de fundo, a linha de frente ficou espalhada. Sabiam que não iam ficar naquela formação sempre. A preocupação deles era não deixar o impacto entre eles e os comensais ser muito desastroso.

–Estão chegando – Gritou Kátia ainda voando no céu – São pouco mais de cinquenta...

Dumbledore ficou na frente de todos, ao lado dele Lupin, Kingsley, Minerva, Melissa, Julius, Moody, Flanders e Snape. Puderam ouvir o barulho dos comensais rindo e fazendo barulho aos saírem da floresta agindo como se estivessem indo para uma festa muito animada. Na frente do grupo ao invés de Voldemort, estava Bellatrix.

–Vocês não são bem vindos, no meu colégio, Sra. Lestrange. Disse Dumbledore alto.

A risada de Bellatrix puxou outras que se estenderam a todos os comensais que estavam ali.

–Não precisamos da sua permissão, velho tolo.

–Sempre com muita classe, Bellatrix – retrucou Dumbledore – Saiam já do meu castelo, ou então os expulsaremos.

–E o que faz você achar que não entraremos no seu castelo novamente, Dumbledore? – perguntou sarcasticamente – Você é sempre muito inocente.

–Como vocês entraram em Hogwarts? Perguntou Dumbledore desconfiado.

–Acho que você confia demais seu velho estupido – disse Bellatrix – Devia escolher melhor as criaturas que coloca no seu terreno, Dumbledore. Lamento informa-lhes, mas vocês têm alguns problemas com traidores, mais precisamente traidores de terra.

Ela abriu os braços com um sorriso diabólico. Um grande barulho veio de trás dos comensais que deram espaço para as enormes aranhas saírem da floresta e ataca-los. Dando inicio a batalha, a primeira de outras que com certeza viriam.

Rony respirou fundo, e Bella sorriu para ele. Ela sabia que aranhas era a fraqueza de Rony, mas conhecia o primo sabia que ele superaria esses medos.

–É para matar todas as aranhas. Gritou Mione para os membros.

Nenhum deles gostavam da ideia de matar outro ser vivo, mas aquilo era necessário. Não podiam simplesmente deixa-los vivos, eram traidores e se não os matassem, eles iriam mata-los.

Bella se juntou a Rony e Mione no começo, Dumbledore confiava nos Guerreiros contra as aranhas e junto com os outros foram segurando o máximo dos comensais na primeira parte dos jardins enquanto os Guerreiros das Onix lidavam com as pestes de oito patas.

–Bombarda... Estupefaça...

Bella utilizava mais esse feitiço, ia explodindo as aranhas ou simplesmente não as deixando passar por eles para irem para a linha de fundo.

–Bombarda Máxima.

Pelo menos 20 aranhas de uma vez explodiram quando Bella usou esse feitiço, com certeza esse era um dos melhores dela. Ela abaixou e Rony pulou por cima dela para acertar um feitiço parecido com o dela em três aranhas que tentavam prender Simas contra a parede.

–Será quantos bichos desse ainda tem? Perguntou Rony irritado.

Bella deu de ombros e saiu correndo, vários comensais tinham furado a barreira deles e ido direto para o grupo da linha de fundo que estavam sozinhos, já que a maioria dos adultos estava mais na frente.

A primeira comensal que Bella pegou tentou atingi-la de cara com a maldição Cruciatus que passou raspando por ela e atingiu outro comensal que duelava com Miguel. Bella tentou acertar um feitiço estuporante nela, mas não conseguiu. A máscara da mulher caiu e ela pode ver os cabelos loiros cor de palha e a pele muito branca, a mãe de Malfoy.

–Depulso.

A Sra. Malfoy foi arremessada para uns cem metros de distancia, e Bella nem olhou para ver o que aconteceu com ela, partiu para cima dos outros com muita garra e força de vontade. Não estava lutando apenas por ela, estava lutando por Harry agora.

–Miguel, Cho... Vão ajudar Carlinhos e Margot perto do lago.

Mesmo estando escuro, Bella tentava ver tudo que acontecia, e comandava o máximo que podia.

– Desçam das vassouras – gritou Bella para os meninos que atacavam por cima – As entreguem para Gui, Rodrigo e Roger.

Eles afirmaram com a cabeça e ela correu para o meio da confusão, onde o fluxo da luta era maior e mais terrível ainda, no chão pelo menos uma dezena de feridos que não sabiam se eram amigos ou os comensais.

–Uma ajuda? Perguntou Bella a Kingsley.

–Claro.

Kingsley e Bella fizeram uma parceria, o grande homem que agora era seu professor, ficou de costas para ela e juntos acertavam o máximo de comensais que conseguia tirando eles dos duelos. Como estavam de costas um protegia o outro, mesmo sendo bem menor do que Kingsley, ela conseguiu o defender dos feitiços e ainda sim tirar alguns comensais da vantagem.

–Fazemos uma ótima dupla, baixinha. Brincou Kingsley dispersando dois comensais que duelava contra Dédalo Diggle sozinho.

–Também acho.

Bella avistou Lilá tendo alguns problemas e deixou Kingsley sozinho. Apesar de terem abatido muitas aranhas, elas ainda estavam em grande número e Lilá estava tendo dificuldades de afastar tantas de uma só vez.

Bella usou o mesmo método que havia usado com Kingsley, ficou de costa para ela e começaram uma a cuidar das costas das outras. Uma a uma as aranhas iam caindo aos pés delas, mortas.

–Essa foi muito boa. Disse Lilá tocando na mão de Bella.

Lilá arregalou os olhos e foi lançada em cima dela. Com dificuldade Bella conseguiu sair de baixo da garota que estava estuporada. Bella a segurou nos braços e a carregou para deixa-la encostada na parede do castelo.

–Cave Inimicum... Cave Inimicum... Vai ficar tudo bem, garota.

Lançou feitiços protetores para oculta-la das aranhas e dos comensais, já que ela estava vulnerável. Deu uma última olhada na amiga e quando se virou, sentiu um grande golpe na sua barriga, sendo arremessada a mais de cinquenta metros de distancia de onde estava.

Notas finais
Obrigado por lerem minha história. Aos que estão gostando, comentem, favoritem, recomendem, me mande uma mensagem, me deem um sinal kkk Bjão