Harry Potter e a Fênix Celestial
15 Arnix e Onix
Notas iniciais
Arnix e Onix
Os treinos eram a nova ordem da Armada de Dumbledore. Os membros estavam todos levando muito á serio as seções extras de corridas e até mesmo de lutas corporais. Era comum ver alguns membros da Armada utilizando a sala Precisa nos dias que não tinham treino.
Os grupos não corriam mais separados durante as manhãs, corriam todos juntos num grupo só. De vez enquanto para estimularem a defesa pessoal faziam algumas competições para não deixar tudo monótono e sem graça.
Harry sempre estava com Bella, ás rotinas deles finalmente batiam de modo que pudessem fazer a maioria das coisas juntos. A única hora que se separavam era a hora em que ela estava com Draco, nos jardins.
Mione e Rony pela primeira vez estavam mais atarefados do que Harry. Os dois, como já tinha dezessete anos, fariam no final do mês de abril a prova de aparatação, e como já estavam no começo do mês tinham mais coisas ainda para fazer, fora que tinham os sumiços básicos que sempre davam de vez enquanto.
–Não sei como conseguem fazer tudo isso. Dizia Bella.
–É Mione, ela sempre consegue fazer milhares de coisa ao mesmo tempo.
As lições das aulas também estavam cada vez mais complicadas e em quantidade maior. As noites de sábado e domingo eram dedicadas apenas para os deveres de casa. Segunda, quarta e sexta eram as reuniões da Armada, terça e sexta as aulas com Julius. Fora que Harry ainda tinha que dedicar um pouco do seu dia a Bella.
Realmente estavam cada vez mais atarefados e sem tempo. Os tempos entre as aulas ás vezes ele conseguia tirar um cochilo na sala comunal, sem nem passar no dormitório.
Mas ele estava feliz, a algum tempo estava conseguindo ter noites completas e sem pesadelos ou sonhos estranho e isso o deixava mais bem disposto do que antes. Só que mesmo sem seus sonhos ainda pensava muito em Sirius, era difícil não sentir saudade do seu padrinho.
–Quero um metro e meio de pergaminho explicando as propriedades do Mimbulus Mimbletonia para a próxima aula. Pediu a professora Sprout no final da aula.
Harry não sabia se ficava feliz pela aula finalmente acabar, ou triste pela professora ter passado tanto dever que provavelmente iria tomar o fim de semana e o feriado de pascoa.
–Isso vai ser um saco. Disse Rony desanimado enquanto subiam para a sala comunal.
Os três começaram a rir dele e ele subiu enfezado na frente para sala comunal. Rony não gostava da ideia de ter o feriado comprometido já que tinha planos para a pascoa desde o feriado de Natal.
Harry tomou um banho demorado e caprichou para descer, a maioria das pessoas já tinha descido para o jantar e grande parte da Armada da Grifinória estava na Sala Comunal. Como sempre faziam quando não tinha ninguém por perto, foram juntos para a sala Precisa. Ainda no corredor Mione chamou os que não estavam em Hogwarts. E assim que entraram Rodrigo, Fred, Jorge, Lino, Alicia e Angelina já estavam na sala.
–Façam um circulo ao meu redor, por favor. Pediu Rodrigo.
Os trinta e dois membros fizeram um circulo ao redor do homem mais jovem da família Swift, e que mesmo sendo jovem tinha o respeito de cada um ali por ser o professor de defesa pessoal e que mesmo não sendo da Armada, tinha os ajudado esse tempo todo.
–Hoje vamos fazer mais uma competição entre vocês – disse Rodrigo animando a todos – Até hoje fizemos dois testes. Um na terceira aula que tivemos, um no começo de janeiro e o que faremos hoje. Isso vai servir para ver como cada um evoluiu do começo até hoje. Pra isso vou analisar cada um de vocês nos combates.
Harry perdeu para Mione no par ou ímpar e as meninas começaram primeiro as lutas. Rodrigo já estava com uma tabela pronta nas mãos, onde ele iria analisar cada competidor e onde mostrava quem lutaria com quem. Brian iria ajudar Rodrigo com as avaliações femininas e Bella com as masculinas, já que eram os melhores e tinham mais tempo que praticavam defesa.
Era incrível ver as meninas lutando, todas estavam indo muito bem. A primeira rodada começou e foi difícil acompanhar as duplas se enfrentando, estavam mais ágeis do que as outras vezes: Bella ganhou de Kátia, Padma de Lilá, Marieta de Susana, Mione de Ana, Angelina de Alicia e Cho empatou com Luna na luta mais difícil da etapa.
Não teve nem intervalo e as lutas recomeçaram. Novamente os resultados foram ainda mais animadores. Conforme as lutas passavam, mais Brian e Rodrigo ficavam empolgados: Bella ganhou de Gina, Padma de Marieta, Mione de Angelina e Cho com muita dificuldade conseguiu ganhar de Luna no desempate entre elas.
Na terceira rodada as meninas estavam com fogo nos olhos, cada vez mostrando mais o que sabiam deixando os meninos preocupados com o desemprenho deles, teriam se esforçar muito para mostrar um desempenho tão bom quanto os delas. Como era de se esperar Bella ganhou de Padma, que tinha se saído muito bem contra a morena. Cho conseguiu derrotar Mione por muito pouco. E a final das meninas ficou decidida: Bella contra Cho.
–Agora vamos para os meninos, antes da final feminina. Disse Rodrigo.
A luta dos meninos começou com Harry e Peter. Nos últimos dias ele havia se dedicado muito, mas Peter era muito bom, foi uma luta equilibrada que no final deu empate. O resultado da primeira rodada foi extremamente equilibrada: Fred ganhou de Simas, Jorge de Miguel, Neville de Antônio, Brian de Justino, Dino de Terêncio, Dênis de Ernesto, Colin de Zacharias e Rony de Lino Jordan.
Assim como a feminina não tiveram intervalo, a segunda rodada começou um pouco mais quente, ao contrario das meninas que utilizavam a inteligência, os meninos utilizavam a força. Harry conseguiu ir bem melhor, conseguiu derrotar Peter, estava orgulhoso com seu desempenho já que não tinha nem chegado perto da terceira rodada da última vez. Jorge ganhou uma luta equilibrada com Fred, Neville empatou com Brian, Dênis ganhou de Dino e Rony de Colin.
A terceira rodada foi complicada todos estavam mostrando o melhor que podiam enquanto Rodrigo e Bella analisavam cada detalhe sem dizer nada para não interferirem. Harry estava se saindo muito bem, ganhou de Fred e novamente não esperava tanto dele mesmo. Brian só conseguiu vencer Neville usando a experiência contra ele, Neville estava bem mais forte e assim como todos, estava feliz pelo seu bom desempenho. Mas a maior surpresa de todas era Dênis, ele era o mais novo da armada e estava conseguindo excelentes resultados, e numa luta equilibrada conseguiu empatar com Rony.
–Não vou deixar você ganhar tão fácil assim. Brincou Dênis.
A quarta rodada foi com certeza a mais difícil de todas, até mesmo do que a das femininas. Como prometido Dênis deu muito trabalho a Rony, que só conseguiu vencê-lo depois de uma luta cansativa já que não podiam empatar novamente. Harry bem que tentou ganhar de Brian, deu trabalho a ele, mas não conseguiu, foi derrotado.
–A final masculina é entre Rony e Brian, e a feminina Bella contra Cho. O ganhador de cada lado irão se enfrentar para decidirmos o campeão, Ok?
Os quatro confirmaram com a cabeça. Rony ganhou no cara e coroa de Cho e eles começariam a lutar primeiro.
–Pelo menos quebra o nariz dele por mim. Brincou Harry.
A luta de Rony e Brian foi a melhor masculina da noite. Brian conseguiu desferir bons golpes, mas Rony estava conseguindo se sair bem. Ele deu muito trabalho ao loiro, que só conseguiu derrotar Rony com muita dedicação e usando a inteligência a seu favor.
–Você foi muito bem meu amor. Elogiou Mione orgulhosa.
A das meninas era a mais esperada, a rivalidade delas estava clara há muito tempo, desde o dia em que discutiram na frente de todos na primeira reunião, no Cabeça de Javali.
Antes da luta Bella se aproximou de Harry e deu um beijo caprichado nele para implicar Cho, fazendo metade da Sala Precisa estremecer com os gritos e assovios empolgados.
–Não seja malvada. Pediu Harry.
–Não sou malvada. Piscou Bella.
A luta ente Cho e Bella, causou animação nos membros como nenhuma outra. Cho tinha se tornado uma excelente lutadora, mas Bella já tinha nascido com o dom. Com muita rapidez ela desferiu golpes rápidos em Cho, utilizando técnicas que ela não tinha usado com as outras. A luta foi definida em um só golpe que fez Cho ser arremessada para fora do tatame desacordada, dando a vitória a Bella.
–E por fim, a última da noite. Brian contra Bella... Disse Rodrigo.
Brian sorriu bobo para ela. Harry, torcia com todas as forças para Bella quebrar no mínimo algumas costelas dele.
–Não pega leve com ele. Falou Rodrigo no ouvido dela.
–Deixa de ser implicante.
Bella ficou de frente par Brian, os dois se atarracaram muito rápido. Era difícil vê-los, eram socos, chutes, movimentos tão rápidos que nem davam para perceber direito. Depois de algum tempo se afastaram e começaram a andar em círculos, olhando um para o outro.
–Evoluiu muito Bella. Disse Brian sério.
–Aprendi a ser mais dura. Respondeu Bella.
Brian nem parecia estar lutando com a menina que gostava, estava empenhado e concentrado de um jeito frio, que Harry sabia que nunca conseguiria fazer se lutasse contra ela.
Ele recomeçou a luta, com certeza aquela foi a melhor que tinham tido visto em todas as reuniões. Somente de assistir era uma aula. Bella deu um chute longo com a perna reta que ia pegar no peito de Brian, mas ele conseguiu segura-la. O sorriso dele segurando o pé dela deu um nó na garganta de Harry, ele não iria conseguir vê-la ser machucada por ele.
O garoto de olhos claros não soltou o pé dela e na hora que a puxou para derruba-la no chão, ela fez algo incrível, que somente se via em filmes com efeitos especiais que passavam na televisão trouxa. Ela deu um impulso com a perna que estava no chão e quando ele a puxou ela tirou o pé do chão ficando suspensa no ar dando um giro de 360 graus, acertando o rosto dele em três lugares diferentes, causando um estralo que até a pessoa mais distante na sala pode ouvir.
O sangue estancou no nariz do rapaz que caiu desmaiado no chão sem reação nenhuma. A luta foi encerrada com Rodrigo tentando não rir, e Bella e Mione cuidando do nariz do rapaz e o acordando.
–Foi mal. Disse Bella estendendo a mal para ele levantar.
–Luta é luta. Respondeu Brian segurando o nariz para ver se estava de volta no lugar.
Os equipamentos na sala foram retirados, e antes dos membros saírem foram barrados por Dumbledore e Snape entrando na sala.
–Onde estão indo com tanta pressa? Perguntou Dumbledore bem humorado.
Os membros recuaram para o diretor passar. Harry achou estranha a visita, ninguém de fora a não ser Rodrigo assistia as reuniões.
–Passamos um pouco do horário diretor. Falou Rodrigo com um sorriso satisfeito.
Dumbledore concordou com a cabeça e pediu para que todos voltassem para dentro da sala que ele tinha algo para falar. Os alunos se olharam assustados, o medo de terem de parar com a Armada estava estampado na cara de cada um ali. Mas Harry sabia que não era aquilo, ele imaginou bem o que poderia ser aquela visita, pela cara de Rodrigo e Dumbledore. Apoiou o braço no ombro de Bella, e a beijou na bochecha contente.
–Primeiramente boa noite Armada – disse Dumbledore olhando as roupas estranhas que eles usavam – Vim aqui hoje para falar um pouco com vocês sobre algo dos seus interesses. Tive uma conversa com os membros da Ordem da Fênix e o Ministro da Magia...
Harry, Rony, Mione e Bella se olharam e sorriram.
–Eu estou pessoalmente orgulhoso de vocês. Nenhum de nós um dia imaginamos que algo tão pequeno como algumas reuniões para aprender D.C.A.T. fosse se tornar algo tão grande. As atitudes de vocês me surpreendem cada vez mais. Tão jovens e tão corajosos, são apenas crianças que tiveram que amadurecer um pouco mais cedo, para nos ajudar. São verdadeiros guerreiros e está na hora de pararem de ser apenas uma inspiração da Ordem da Fênix, para se tornarem um grupo que tem iniciativa e autonomia para fazerem as missões do jeito de vocês...
–O que o senhor quer dizer com isso, professor? Perguntou Zacharias visivelmente ansioso.
–Quer dizer, que vamos nos tornar independentes. Respondeu Mione caminhado para o lado de Dumbledore.
–Que a partir de agora seremos um grupo de verdade, uma sociedade... Continuou Rony se juntando a ela.
–Vamos ganhar novas reponsabilidades e teremos mais autonomia para lutarmos. Continuou Bella indo para o lado de Rodrigo e passando o braço pela cintura dele.
–A partir de agora, vamos por em prática tudo aquilo que aprendemos. Vamos finalmente entrar na luta, e não simplesmente olha-la de fora ou nos metermos nela escondidos. Somos um só, e nos juntaremos a um grupo de pessoas que estão lutando para conquistarmos a paz no mundo bruxo.
Harry mal terminou de falar, e as palmas os saldaram.
–Sabias palavras, por isso confiei a vocês quatro a liderança desse grupo – elogiou Dumbledore orgulhoso – Vocês agora não contaram com a gente, terão liberdade para assumir suas missões. Só não se esqueçam que com a independência vem as responsabilidade e o poder, nem sempre é fácil agir da forma certa, mas é o que tentarão fazer de agora para frente. Amanhã iremos nos reunir em uma pequena festa de comemoração, apenas com os dois grupos, a Ordem da Fênix e a Armada de Dumbledore. Iremos fazer uma nomeação oficial de vocês. Estejam todos na torre de astronomia, ás 21 horas...
Todos aplaudiram o diretor que se despediu deles e saiu da sala junto com Rodrigo e Snape.
–Eu não acredito. Falou Angelina pulando de felicidade.
Era difícil não se empolgar ali, estavam todos muito felizes com o que tinham ouvido.
–Por isso ele fez essas lutas, para terminar de avaliar a gente. Disse Cho a Harry.
–Com certeza, nem acredito que conseguimos. Respondeu Harry.
A noite pareceu pequena, ficaram até tarde conversando na sala Precisa e depois Fred, Jorge, Lino, Alicia e Angelina entraram escondido na sala comunal da Grifinória para dormirem no castelo e indo embora apenas de manhã.
O dia não passou, voou. Era andar pelos corredores e ao ver um membro da Armada, eles indicavam nos dedos as horas que ainda faltavam para se tornarem um verdadeiro grupo independente.
No final da tarde antes de se arrumarem, chegaram as encomendas para Harry, Gina, Rony, Mione e Bella de Melissa e da Sra. Weasley com as roupas para eles usarem na comemoração. Não era nada sofisticado demais, eram apenas roupas de festas.
As oito e meia Harry subiu para se arrumar, as meninas já tinham subido há muito mais tempo que eles, só que ele e Rony tiveram que ficar para trás para conseguirem arrumar alguma desculpa e um jeito de saírem da sala Comunal vestidos para uma festa sem chamar a atenção.
Antes dos outros desceram para o jantar, Rony conseguiu pagar algumas moedas para um terceiranista jogar alguns gases fedorentos para esvaziar a sala comunal para eles saírem mais tarde.
Ás nove horas em ponto escutaram o barulho e os gritos das pessoas na sala Comunal, dezenas de alunos subiram as escadas correndo do fedor que era imenso lá embaixo. Os grifinórios da Armada saíram correndo pelo buraco do retrato tapando o nariz, somente quando estavam do lado de fora conseguiram respirar e rir da situação.
–Será que quando voltarmos ainda estará fedendo? Perguntou Harry para Rony.
–Sei lá, não perguntei esses detalhes a Fred.
Adiantou-se um pouco e segurou na mão de Bella para irem até a torre de Astronomia, ela estava tão linda com um vestido curto preto de renda na parte superior e um salto alto que a deixou da sua altura.
–Você está linda, meu amor. Elogiou a olhando.
A torre de astronomia estava lotada quando chegaram, Fred, Jorge, Lino, Angelina e Alicia já haviam chegado assim como os da Corvinal e da Lufa-Lufa.
–Já chagaram há muito tempo? Perguntou Harry a Peter.
–Não, acabamos de chegar. Conseguiram sair como? Perguntou o rapaz ajeitando a gola da camisa.
–Rony conseguiu com que um menino jogasse gases fedorentos. E vocês?
–Bombas de bosta. Respondeu Peter.
Quando todos já estavam na pequena festa, Dumbledore fechou a porta da grande sala da torre. Além dos membros da Armada, estavam ali todos os professores, e membros da Ordem. Harry apertou a mão de Dédalo Diggle pelo menos umas quatro vezes naquela noite, assim como a de Horácio. Bella não saiu do lado dele em nenhum momento.
O jantar estava maravilhoso, depois de comer um banquete caprichado, um som ambiente começou a tocar e eles começaram a dançar. Havia três convidados que não eram da Ordem presentes, Fudge e sua esposa, e uma que chamou sua atenção, madame Rosmerta do Três Vassouras conversava com Melissa, a Sra. Weasley e a professora McGonagall no canto da sala.
Para a surpresa de todos que estavam ali presente, Snape tirou ela para dançar no meio do salão. O olhar perdido dele, fascinado por ela deixou todos abismados e assustados, já que Snape não era o tipo de homem que agradava muito as mulheres.
–Ei moça, você está uma gata. Brincou Roger.
Bella parou de dançar com ele e foi dançar com o irmão mais velho, ela estava tão linda que foi difícil se separar dela mesmo que fosse apenas por uma música.
Dava para ver a satisfação no olhar de cada um dos membros. Sempre que se olhavam sorriam, estavam felizes pela independência, sabiam da responsabilidade que teriam que enfrentar, só que tinham que comemorar um pouco, afinal eram jovens.
–Harry, Bella – chamou Mione vindo na sua direção com Rony –Dumbledore quer que a gente vá até o escritório dele.
–Pra que? Perguntou Bella.
–Não sei, apenas pediu que nós quatro fossemos até lá. Respondeu Rony.
Os quatro saíram da sala sem entender. A festa ainda estava na metade e nenhum deles tinha visto o diretor sair, não fazia muito tempo que o viram pela ultima vez. Subiram direto para o escritório dele desconfiados.
Dumbledore estava sentado esperando por eles quando entraram no escritório e quatro cadeiras estavam na frente dele apenas esperando por eles.
–Sentem- se, por favor. Pediu Dumbledore.
Harry se sentou no meio, de frente para o diretor que ficou analisando eles por algum tempo.
–Eu contei a eles sobre nossas conversas. Disse Harry usando oclumancia caso ele tentasse vasculhar sua mente.
–Fez a coisa certa, Harry. Disse Dumbledore sorrindo satisfeito.
Dumbledore tomou um gole da poção assim como das vezes que ele tinha estado na sala, ficou olhando para os quatro como se pensasse bem no que falar para eles, ele parecia escolher cada palavra que diria.
–O senhor vai nos contar tudo agora, professor? Perguntou o olhando nos olhos.
–Sim, Harry. Vou lhes contar o que sei e o que cabe a mim lhes contar, desde já aviso que não sei de tudo como vocês pensam que eu saiba. Sei apenas o que convém e para o começo da jornada de vocês será de suma importância.
Dumbledore olhou para Harry e sorriu ao ver a careta que ele fez ao falar “jornada de vocês”.
–Vamos conversar sobre o começo, aquilo que realmente interessa – disse Dumbledore – Sei que já sabem o motivo pelo qual Voldemort foi á casa dos Potter naquela noite.
Os quatro afirmaram com a cabeça.
–Aquela noite, o amor de Lilian protegeu Harry contra a maldição da morte lançada por Voldemort, muitos por muito tempo acharam que ele tinha ido embora de uma vez, morrido ou algo parecido. Mas o que nenhum de vocês sabem realmente é o motivo pelo qual Voldemort continuou vivo mesmo depois da maldição da morte ter ricocheteado.
Quase automaticamente Harry se inclinou para frente, Bella e Mione seguraram suas mãos numa forma de apoio.
–Lorde Voldemort é um grande bruxo das trevas – continuou Dumbledore – O maior bruxo das trevas que existiu nas ultimas décadas. Ele não nasceu com a treva no coração, mas ela se apoderou dele cada vez que ele a utilizava para conseguir seus objetivos. Naquela noite realmente era para ele ter morrido, mas algo deu errado para nós e certo para ele.
“ A treva que o consume não aceitou perder uns dos seus maiores aliados e o protegeu. Ainda não sei como, meninos, a única coisa que sei é que essa treva o deu uma segunda, e caso ele falhasse de novo, uma terceira chance. As trevas criou para ele uma proteção, deu a ele a chance de governar sem ser impedido de viver. A morte é questão de escolha para pessoas como Voldemort.
As trevas que corre pelas veias dele, criou algo que nem mesmo seres poderosos como eu e Bella podemos destruir ou derrotar. Objetos perigosos que nem mesmo ele poderia criar. ”
Harry deu uma olhada para Bella que apertou sua mão com força, ela estava aterrorizada. Ele não tinha escolhas, iria morrer nas mãos de Voldemort e mesmo que ele conseguisse mata-lo, o homem das trevas voltaria.
–As trevas criaram os Arnix – continuou Dumbledore – Algo tão perverso que desequilibra por completo a magia. Sempre que ele é morto, o Arnix produz um poder, um elixir que o traz a vida novamente. Ele não sabia disso, pelo que sei, quando veio atrás da pedra filosofal ainda não tinha conhecimento do que já tinha nas mãos.
–E como o senhor quer que eu mate uma pessoa, que tem com ele dois tais de Arnix que não o deixa morrer nunca? Perguntou Harry assustado.
Dumbledore sorriu e tomou mais um gole de poção, olhando para os quatro rostos assustados que o observava.
– Na verdade são três, um já vive dentro dele. Mas a natureza é perfeita Harry. A magia é pura é magnifica. Disse Dumbledore tão sonhador quanto Luna.
–Tão magnifica que deu a Voldemort esses tais Arnix que dão a ele força suficiente para derrotar o mundo bruxo e trouxa. Disse Harry irritado.
–A história não acaba aí, Harry. A magia é pura e sábia, meu jovem. Assim como as trevas criaram os Arnix, a magia boa criou a única coisa que pode destruir os Arnix, as Onix.
–O que é isso? Perguntou Rony adiantando-se.
–Isso caro Ronald, é um poder incrível puro e forte que é a única coisa que existe que tem poder suficiente para destruir os Arnix. – respondeu Dumbledore com um sorriso cansado – Na noite em que Voldemort foi aparentemente derrotado e os três Arnix foram criados, na casa de Harry uma pedra muito misteriosa foi achada. Uma pedra dividida em três cores diferentes, e que não deixava ninguém toca-la. Fui eu mesmo que a encontrei no seu berço, a enorme pedra estava ao seu lado e mesmo depois de tudo você brincava inocentemente com ela enquanto eu não consegui chegar perto. Eu não pude toca-la, mas consegui leva-la até o Departamento dos Mistérios para que fosse estudada usando um feitiço de levitação.
“Poucos sabem sobre a existência dessa pedra, e apenas eu sei o que ela realmente significa. As Onix são suas, Harry, sempre foram. Somente com elas, vocês podem derrotas os Arnix e com isso derrotar Voldemort de uma vez por todas.”
–Isso é ótimo cara – falou Rony animado – É irmos até lá para pegarmos ela.
–Não é tão fácil assim, Ronald. Na noite em que vocês tiveram no Ministério uma coisa que nem eu esperava que fosse acontecer, mas aconteceu. No momento que estavam no Departamento dos Mistérios e tentaram abrir a porta, ela se alto protegeu. Há muito tempo que a porta não abria, pois ela se alto protegeu quando Voldemort voltou. Quando Harry tocou na porta tentando entrar, ela sentiu que ele ainda não estava pronto...
–Ela se repartiu em quatro e sumiu. Completou Harry lembrando-se da visão que tinha tido.
–Isso mesmo, Harry. Ela se dividiu e se espalhou por aí, ninguém sabe onde ela está, apenas quando você tiver pronto que você poderá ir atrás delas de uma vez por todas, essa é a jornada que eu te falei. A jornada que ninguém a não ser você e seus amigos podem cumprir, porque Rony e Mione estão ligados a você antes de se conheceram.
Mione apertou a mão de Harry e Rony sorriu para ele, apenas Bella pareceu não gostar muito dessa história.
–Senhor, então eu não posso ir com eles? Perguntou Bella.
–Essa era a pergunta que eu esperava que você me fizesse Srta. Swift. Vou chegar lá, já – disse Dumbledore satisfeito – Prestem muita atenção no que vou dizer, as cores das Onix significam muito mais do que vocês pensam, e cada cor foi criada para Harry inspirado em um de vocês e em Voldemort também, dando a cada cor uma habilidade especifica. Cada Onix derrota um Arnix, e vocês descobriram nessa jornada qual é a certa para cada um deles. A branca representa a coragem, expirada eu penso, em Rony que sempre esteve ao seu lado para te ajudar mesmo nos momentos em que essa coragem foi colocada em prova. A azul é a inteligência, inspirada na Srta. Granger, que sempre usou a logica e sua inteligência para te ajudar nos momentos que você mais precisava dela. E a sua, Harry, inspirada especialmente em você, é a vermelha, o amor. A coragem e a inteligência são também os Arnix inspirados na qualidade do mestre deles, e ao invés de amor o terceiro Arnix é a falta de amor a que ele usou para voltar no cemitério. A sua é a única que poder derrotar Voldemort no final é a que destrói a que está dentro dele. A Onix do amor te pertence Harry, pois você teve motivos de sobra para desacreditar no amor, jogar tudo para lá e desistir de uma vez por todas de enfrentar Voldemort, mas não desistiu, por causa do amor. Você faz isso por aqueles que conhece e pelos que não conhece, isso é nobre. Isso faz de você o dono das Onix.
–Obrigado senhor. Agradeceu Harry sem graça.
–Não tem porque me agradecer meu jovem – disse Dumbledore olhando para eles por cima dos óculos meia lua – Quando eu vi as Onix pela primeira vez, eram apenas três cores, essas que acabei de descrever. Mas na noite em que Voldemort voltou algo estranho aconteceu no Departamento dos Mistérios e assim que cheguei lá para ver a pedra tinha ganhado mais uma cor, a verde.
“ Não tive tempo de analisar, a pedra simplesmente me jogou para fora da sala e se trancou de modo que ninguém entrasse ou saísse lá de dentro. Com minha demissão de Hogwarts fui atrás de resposta e cheguei numa conclusão que nem precisava de muito estudo para chegar.
Na noite em que Voldemort voltou, você mais do que nunca foi testado. Mostrou-se forte, vendo Cedrico ser morto, enfrentando tudo sozinho, sem seus amigos por perto. Você o derrotou e as trevas novamente temeram perder seu maior aliado e criaram mais um Arnix. As Onix sentiram a ameaça e a pedra se expandiu criando mais uma Onix, mais uma cor, mais uma habilidade para derrotar esse Arnix, a força. A mesma força que você teve para ver Cedrico morrer e derrotar Voldemort. A mesma força, que é a marca de Isabella Swift, que teve seu destino ligado ao seu no mesmo instante em que a Onix e o Arnix da força foram criados. ”
Bella apoiou a cabeça no ombro de Harry. Ele tinha prometido a eles que não os impediria de acompanha-lo, mas até ele completar 17 anos ainda tinha tempo de convencê-los a deixa-lo ir sozinho.
–Voldemort sabe sobre isso, professor? Perguntou Harry.
–Ele sabe sobre os Arnix, isto é obvio. Desconfio que dois estão em formas de pedra assim como as Onix, um está sendo usado nele e o outro não faço ideia de onde esteja, acho que pode estar em Nagini ou em algo que pode protege-lo e ainda sim ser extraído mais pra frente caso ele precise. Agora sobre as Onix acho que ele apenas desconfia, tenho certeza que ele sabe de algo. Ele deve desconfiar de alguma coisa, por isso devem ter muito cuidado. A partir de agora não posso mais ajuda-los. Se tem uma coisa que entendi nesses pouco mais de quinze anos, foi que as Onix são poderosas demais. Ela é destinada apenas para quem a merece e pode ganha-la, e você Harry é o dono dessas preciosidades ocultas, o destino delas está em suas mãos. Disse Dumbledore como se adivinhasse o que ele estava pensando, em tirar seus amigos do meio da sua jornada.
–Diretor – chamou Mione – Harry nos disse que o senhor tinha dito que o poder de trás daquela porta poderia ser tão bom quanto perigoso. Por que um poder tão puro pode ser perigoso?
–Porque todo poder em excesso Srta. Granger é perigoso. O poder das Onix é imenso, capaz de fazer verdadeiros milagres, extremamente poderoso, tudo aquilo que é poderoso demais pode despertar em pessoas boas seus lados ocultos e obscuros. Tomem cuidado, vocês quatro não vai ser fácil a jornada que terão que seguir, mas será necessário e no fim vocês vão ver que vai valer a pena.
–O senhor acha que podemos conseguir? Perguntou Harry sentindo um nó na garganta.
–Sim, nunca duvidei de você, Harry. Nem por um minuto, se tem alguém que eu confiaria minha vida essa pessoa é você. Agora vão se divertir um pouco – disse Dumbledore com um sorriso cansado – Isabella, você pode ficar mais um pouco para termos uma conversinha?
Bella abraçou os três e ficou para trás sozinha com Dumbledore.
A cabeça de Harry estava a mil, tinha ganhado informações demais de uma só vez. Se Dumbledore mesmo não tivesse contado, ele não acreditaria. Era muita loucura está história de poder.
De um lado existia os Arnix, criados da própria treva para poder proteger Voldemort. Dois Arnix estavam bem protegidos, um era o próprio Voldemort e um estava ocultado por ele em algo. Do outro lado as Onix, uma magia antiga abrigadas em quatro pedras que tinha o poder de matar Voldemort de uma vez por todas, mas estavam espalhadas por aí.
Harry sabia o que o diretor queria dizer que elas os obedeciam, e que dependia dele o que fazer com elas. Mas depois de ouvir tudo que ele disse e saber que sua jornada será para achar as Onix, que eram as únicas coisas que podia derrotar a coisa mais maligna que existia na face da terra o fez desanimar na hora.
Tinha prometido protege-los e não mentir, mas a situação agora era outra. Ele sabia o que devia fazer agora, sua missão tinha sido dada, agora não tinha mais mistérios.
–Será que eles vão demorar muito? Perguntou Rony enquanto voltavam para a torre de astronomia.
–Não sei. Respondeu sem prestar muita atenção.
–Será porque Dumbledore disse que nem seres poderosos como ele e Bella podiam derrotar os Arnix? O que ele queria dizer com Bella ser poderosa? Perguntou Mione.
Rony e Harry deram de ombros. Ele não estava com muita cabeça para nada agora, a única coisa que queria era deitar sua cabeça em seu travesseiro e pensar em tudo que tinha escutado e começar a traçar planos para conseguir andar o mais rápido possível na tentativa de encontrar as Onix, mas ainda tinha que ficar para o final da cerimonia.
–Harry espera um pouco – disse Mione antes de entrarem na festa – Dumbledore não quer que você se preocupe com isso somente quando sair daqui de Hogwarts. Pensa bem antes de fazer alguma coisa, agora temos a Armada para ajudar.
–Vocês não podem ir comigo. Disse com a cabeça girando, tudo estava fora do lugar.
–Não começa cara. Disse Rony.
–Mas vocês não podem ir – repetiu Harry – Escutou o que Dumbledore nos disse, é uma missão perigosa. Irei enfrentar as trevas e isso é algo que não quero para vocês, terei que achar as Onix e derrotar os Arnix, sozinho.
–Não tem não, cara. Sabemos que essas Onix são poderosas, mas não vamos com você por causa delas, não vamos pedir elas em troca da nossa companhia. Falou Rony colocando a mão em seu ombro.
–Nunca iria pensar isso de vocês, Rony. Mas essas coisas são perigosas, não quero arrisca-los.
–Não se preocupe com a gente. Vamos com você e ponto final, viu Dumbledore falando está decidido antes de nos conhecermos. Falou Mione calmamente.
–E nem deixa, Bella escutar isso cara, pro seu próprio bem. Brincou Rony apontando para a garota que virava no corredor na direção deles.
Os quatro entraram na festa juntos, e nem parecia que tinham saído lá de dentro. Todos ainda estavam lá, dançando e se divertindo. Harry os invejava, queria não ter nada na cabeça naquele momento, queria estar ali dançando sem se preocupar com mais nada. Apenas esperando apenas pela oficialização de Dumbledore.
–Pensei em um novo nome para a Armada. Disse Mione se sentando ao lado deles.
–E qual é? Perguntou sem muita empolgação.
–Armada das Onix, você é o dono delas e ninguém sabe o que realmente significa, é perfeito, tem uma pedra trouxa com esse nome vão pensar que é uma apologia a elas. Sugeriu Mione quase tão triste quanto ele.
–Bom nome. Concordou Rony.
–É uma ótima ideia – disse Bella com um sorriso – Mas tenho uma pequena mudança, Guerreiros das Onix soa melhor.
–Guerreiros das Onix? Perguntou Mione.
–Sim, agora entraremos na guerra de uma vez. Somos jovens no meio dos adultos, somos guerreiros em entrar numa briga maior do que podemos pensar, mas também somos guerreiros o bastante para não desistir.
O modo como ela falou foi cativante, que até fez Harry sorrir.
–Guerreiros das Onix é perfeito. Concordou Mione.
Dumbledore chegou pouco depois deles com uma caixinha nas mãos. Mione correu na direção do professor e sussurrou para ele o novo nome do grupo, e ele pareceu gostar. Todos os trinta e dois membros ficaram enfileirados na plataforma que tinha ficado maior para cabe-los.
–Estamos aqui essa noite para comemorarmos com esse novo grupo. – disse Dumbledore formalmente – Todos aqui não têm nem vinte anos, mas cada dia nos surpreendem com suas forças vontade. A partir de hoje não serão mais a Armada de Dumbledore, não serão um grupo em treinamento. A partir de hoje, serão independentes, serão os Guerreiros das Onix.
Todos os convidados inclusive os membros começaram a aplaudir.
–Posso dizer que sou um professor orgulhoso. – brincou Rodrigo – Juntos fomos crescendo e a cada aula eu percebia a diferença, cada lição que eu ensinava era absorvida pelos membros da Armada, quer dizer, os membros dos Guerreiros. Tenho certeza que vão se sair bem, estou orgulhoso em fazer parte da Ordem da Fênix e ter participado do crescimento de vocês.
Novamente todos aplaudiram, deixando Harry nervoso. Ele teria que dizer algo, tinha que pensar que agora os Guerreiros eram sua prioridade.
–Ainda me lembro da primeira vez em que Rony e Mione me convenceram a dar aulas escondido de Umbridge, justo eu que era considerado o louco da escola – disse Harry fazendo todos rirem, até mesmo Fudge – Aos poucos fomos evoluindo e quando estávamos crescendo fomos interrompidos. Tenho certeza que nem nos melhores sonhos pensaríamos que a antiga Armada fosse voltar à ativa, que um dia ela deixaria de ser a Armada de Dumbledore para se tornar os Guerreiros das Onix e que nesse dia iriamos passar a ser independentes. Hoje tudo isso se realizou, nos tornamos independentes, vamos participar da luta e não só assisti-la. Vamos recrutar membros para nosso grupo, para nos auxiliar, mas nunca iremos esquecer dos Originais, dos trinta e dois alunos desgarrados e rebeldes, nós fomos aqueles que com certeza mudamos a história. Mudamos a ideia de que apenas adultos poderiam lutar, somos jovens sim, e agora vamos lutar sim. Mesmo que isso incomode muita gente, iremos fazer o certo, afinal somos os Guerreiros das Onix.
Os assovios e aplausos foram geral pela sala, Harry olhou para Fudge que aplaudia com um sorriso satisfeito. Algumas das suas palavras eram diretamente para ele.
Dumbledore entregou a eles as medalhas com o símbolo dos Guerreiros das Onix, e novas pulseiras com novas vantagens que iriam aprender usar com o tempo. Assim que Dumbledore terminou de entregar, eles começaram a comemorar, sabiam que era algo sério se tornarem independentes, mas estavam felizes por estarem ali juntos comemorando a primeira vitória de muitas que correriam atrás.
–Posso tomar um minuto do seu tempo, sr. Potter? Perguntou Fudge se aproximando deles.
–Claro Ministro.
Os dois foram até um canto da sala, para conversarem a sós enquanto os outros voltaram a dançar para curtir o finalzinho da festa.
–Primeiramente parabéns pelo seu grupo. Disse Fudge.
–Obrigado senhor.
–Quero que saiba Harry, que vocês têm o meu apoio pessoal. Não contei a ninguém a não ser os que participam da Ordem da Fênix sobre o grupo de vocês, isso você pode ficar despreocupado – disse Fudge inquieto – eu não vou interferir nessas sociedades, Dumbledore me convidou para participar dessa reunião, pois ele acha que significo resistência e pra isso tenho que saber a verdade sobre quem realmente irá proteger o mundo magico.
–O senhor realmente significa resistência, Ministro. Afirmou Harry chateado com Fudge por não agir como tal, milhares de bruxos estavam confiando nele.
–Não sou Harry. Você significa resistência, por isso não irei te impedir de sair da escola o ano que vem com seus amigos. Dumbledore me deixou a par dessa saída de vocês, eu não quero saber o que irão fazer e nem irei perguntar, confio em você e nos seus amigos. Mas peço que tomem cuidado, muitos dependem do sucesso de vocês.
–Sei bem disso, Ministro. – disse Harry infeliz – Agradeço o senhor pelo apoio e por não se meter em nossos assuntos. Eu já havia conversado com meu grupo, e tínhamos entrado no consenso de ajuda-lo a manter a resistência do Ministério. Quero que saiba que iremos protegê-los assim como protegeremos Hogwarts.
–Muito obrigado, Harry Potter. Fico bem mais tranquilo em saber que posso contar com a ajuda de vocês.
Fudge se despediu de Harry e foi para o lado da esposa. Lembrou-se da sua ultima conversa com o Ministro, ele tinha ficado tão furioso com ele por causa do testamento e tinha sido até rude. Daquela vez ele achava que tinha problemas, mas não sabia que seus problemas não eram nem metade do que ele estava enfrentando agora, sentiu saudades daquela época.
Bella se aproximou dele o trazendo de volta para o mundo real, onde todos seus problemas estavam esperando por ele.
–Vamos dançar? Chamou Bella.
Ela o puxou pelo braço e encostou a cabeça em seu ombro de uma forma tão natural mesmo a musica sendo animada. Sentiu um nó no peito, como podia levar aquela garota com ele, para o meio do inferno?
–Eu não queria que você fosse comigo. Sussurrou em seu ouvido sabendo que deveria ter ficado calado.
Ela o olhou com um olhar sério, mas ao invés de xinga-lo apenas sorriu.
–Você não tem escolhas Sr. Potter, eu vou sempre estar contigo.
Bella olhou para ele com um olhar meigo e beijou seus lábios, o fazendo esquecer um pouco de todos seus problemas. Pelo menos naqueles minutos com ela.
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