Notas iniciais
Sinto o cheiro de romance no ar... Mais um capitulo fresquinho para vocês meu amores. Gente não se assuste com letras de música na história é que gosto de introduzir minhas favoritas cantadas por minha amada, Bella. espero que gostem...

A Escalada

O silêncio na mansão era constrangedor. Os quatro não se falavam, apenas ficavam parados sentados no sofá esperando a hora do jantar de Natal atrasado ser servido.

Rony e Mione não tocaram no assunto sobre a noite anterior, à vergonha estava clara em seus rostos, mesmo eles não sabendo que seus amigos já sabiam o que o casal tinha feito na noite do baile sem nem contarem. Assim como os dois, Harry e Bella também não tiveram coragem de falar para os eles que tinham se beijado na noite anterior.

As horas pareciam se arrastar Dino e Gina não conseguiram ficar com eles devido à tensão entre os quatro. Já era quase seis horas quando subiram as escadas para se arrumarem para o jantar.

–Precisamos conversar. Disse Rony quando saia do banheiro.

–O clima está tenso. Falou Harry terminando de se arrumar.

–Mione pediu para irmos para o quarto delas.

Confirmou apenas com a cabeça, era estranho conversarem lá, já que nunca tinha entrado no quarto de Bella antes. Bateram na porta do quarto da frente três vezes e Mione abriu.

Harry ficou impressionado com o quarto de Bella, era de duas a três vezes maior do que o deles, todo branco com lilás e com um grande closet enorme ao lado do banheiro. A cama que as duas dormiam era uma enorme cama de casal maior que a maioria das outras. Bella saiu de dentro do closet enxugando o cabelo com uma toalha, os três se sentaram em no sofá apenas esperando a dona do quarto para se juntar a eles.

O clima continuava tenso, era estranho ter vergonha dos amigos ou medo de contar algo a eles. Bella não quis se sentar ao lado de Harry, se sentou na poltrona com apenas um lugar. Os quatro ficaram se olhando, mas ninguém falava nada, até Bella começar a rir.

Foi como se um puxasse o riso do outro, e quando foram ver, os quatro estavam rindo. Não precisavam ter vergonha uns dos outros, eram amigos antes de qualquer outra coisa. A crise de riso durou alguns minutos, por mais que um tentasse parar de rir, não conseguiam.

–Minha barriga está doendo. Disse Mione ainda rindo.

–O que aconteceu com a gente? Perguntou Harry limpando os óculos.

Não conseguiam parar de rir, era só tentarem parar e quando olhavam um para o outro tudo começava novamente.

–Chega... Disse Rony tentando segurar.

Só conseguiram para depois de algum tempo quando a Sra. Swift foi avisa-los que o jantar estaria pronto em meia hora e que Kingsley, Moody, Lupin, Tonks e Hagrid tinham chegado para o jantar.

–Vamos esclarecer algumas coisas então. Disse Mione mais contida.

Harry e Rony trocaram olhares, apesar do amigo não ter contado, ele sabia o que tinha acontecido.

–Bom nem sei como eu vou falar... Continuou Mione envergonhada.

–Sabemos que faz pouco tempo, que estamos juntos, mas... – continuou Rony – Na noite anterior, Mione e Eu... Er, a gente teve nossa primeira vez juntos, juntos mesmo, nossa primeira noite de amor.

Rony ficou tão vermelho quanto o cabelo dele e Mione mais ainda. Ela encarava as unhas e ele olhava para Harry como se esperasse uma bronca dele.

–Bom, eu já sabia disso. – Disse Bella revirando os olhos – Você chegou despenteada e com os sapatos na mão, parecia ter corrido a maratona São Silvestre e ainda sim estava com um grande sorriso no rosto Mione, eu já imaginava que isso tinha acontecido.

–Quando você me disse que tinha tido a melhor noite da sua vida meu amigo, você se entregou. Falou Harry.

O alivio dos dois foi perceptível, tudo que não queriam era serem julgados.

–Vocês tomaram cuidado? Perguntou Bella.

–É claro. Respondeu Mione voltando a ficar vermelha.

–Cara, foi mal. Sei que Mione é como sua irmã e a gente tinha tão pouco tempo juntos... Argumentou Rony.

–Relaxa cara, eu sei que você ama Mione. E se for contar, faz tempo que estão juntos, só quero que tome cuidado com ela... Você sabe que ela é importante demais para mim, vocês dois são na verdade. Disse Harry.

Mione se levantou e abraçou Harry com força, sussurrando no ouvido dele um “você também é”. Rony apertou a mão dele com um pouco mais de formalidade do que era realmente necessário, como se tivesse comunicado o pai de Mione que iriam se casar.

–Relaxa, vamos guardar o segredo de vocês. Disse Bella em tom de brincadeira.

Mione foi se sentar ao lado de Rony que beijou as costas da mão dela com muito carinho. Harry sempre soube que seus dois melhores amigos se gostavam, tudo que ele queria era a felicidade deles, independente de qualquer coisa.

–Bella e eu nos beijamos ontem à noite. Disse de uma vez aproveitando o embalo.

Bella se engasgou, não tinham combinado e nem mesmo conversado sobre a noite anterior e sobre os beijos. A reação de Mione foi pior, quase caiu da poltrona quando pulou de felicidades enchendo eles de perguntas, só que nenhum dos dois a responderam.

–Qual é gente? Vai ficar de segredo agora? Perguntou Mione quicando ao lado de Rony.

–Não tem segredo, foi só isso – respondeu Bella ressentida por ele ter contado sem antes terem conversado – Só nos beijamos.

–Me engana que eu gosto – disse Rony duvidando – Vocês estão namorando, não estão?

–Não tivemos tempo para conversar. Só nos beijamos ontem. Falou Harry olhando diretamente para Bella.

–Então foi mais de um beijo? Especulou Rony.

–Bom foi, mas... Começou Harry.

–Então estão namorando. Interrompeu Rony.

–Você não está entendendo, Rony? A gente não está namorando...

Bella falou muito mais alto fazendo Rony se sobressaltar com o tom de voz dela.

–Me desculpa... Pediu Bella.

–Não tem problemas. Respondeu Rony.

–Me deem licença, só vou terminar de me arrumar.

Ela passou a mão nos cabelos ainda molhados e foi para o closet, fechando a porta dele devagar.

–Vocês precisam conversar um pouco – disse Mione – Rony e eu vamos descer para conversarmos com os outros, vocês ficam aqui e conversam um pouco.

Rony e Mione saíram do quarto e ele fechou a porta para eles.

–Bella, precisamos conversar. Disse Harry andando pelo quarto.

–Só me dá um minuto tá bom. Respondeu Bella alto.

Ele andou pelo quarto observando os detalhes, era tão a cara dela. Todos os detalhes do quarto foram minimamente baseados no gosto e personalidade dela.

Só que o que mais chamou a atenção dele foi à parede atrás dos instrumentos musicais que havia uma espécie de prateleira, com várias garrafas que tinham papeis dentro, devia ter ali no mínimo umas trinta ou quarenta garrafas na parede. Do outro lado, perto da cama dela tinha um enorme mural.

No mural havia dezenas de fotos, desde o dia em que ela nasceu até o dia em que ela foi para Hogwarts pela primeira vez, em setembro com ele, Rony, Mione e Gina antes de se dividirem nos carros. Tinha fotos de todos os tipos e praticamente de todos os momentos da vida da garota, só que o que mais surpreendeu Harry foi a quantidade de fotos de Bella com Brian.

Desde quando eram pequenos até mesmo deles se beijando, na faixa dos quatorze anos dela numa praia linda. A curiosidade e o ciúme resolveram aparecer, as fotos deles pareciam tão felizes, não conseguia entender o porquê deles não estarem mais juntos.

–Desculpa a demora. Disse Bella saindo closet.

Ela se sentou na beirada da cama enquanto ele ainda olhava as fotos no mural.

–Meus pais podem parecer diferentes, mas são como a maioria dos pais. Quando o assunto é a gente, eles são bregas. Esse mural ficava junto com o de Roger e Rodrigo na sala de estar, até Roger bater o pé e eles deixaram a gente trazer para nossos quartos. Sempre que ficamos longe por muito tempo eles ficam olhando, é meio estranho, não é?

–É legal. Respondeu olhando as fotos de Bella pequena, com covinhas.

Sentou-se na cama de frente para ela, era incrível como os olhos dela eram azuis e fazia ele se sentir perdido quando olhava para eles, o tirava do chão, do mundo magico, como se tivesse olhando a coisa mais importante do mundo.

–Vi que você conhece Brian há muito tempo, faz tempo que vocês namoraram? Perguntou Harry tentando voltar ao seu foco inicial.

Ela não gostou muito da pergunta, ergueu a sobrancelha e torceu o nariz como ela sempre fazia quando algo a incomodava.

–Bella a única coisa que sei é que ele mora na Bulgária há dois anos e pelas fotos vocês estavam juntos até os quatorze anos mais ou menos... Você contou a Malfoy. Chantageou Harry.

–Mas você é...

–Você tem que me contar. Você sabe que eu gosto mesmo de você, só que preciso saber o que aconteceu com vocês dois, e se ainda tenho chance contra Brian.

Bella mordeu o canto da boca e tentou enrolar um pouco só que ele não desistiu. Tinha que saber.

–Conheço Brian desde quando me entendo por bruxa. Quando fomos embora daqui, nos mudamos para uma fazenda perto da dos pais dele, era apenas alguns quilômetros de distancia. Somos amigo desde sempre, estudamos na mesma escola trouxa e estudamos na mesma classe na Brazilian Wizarding School, quando completamos onze anos.

–Deu para perceber nas fotos. Disse irritado por ela tentar enrola-lo, essas informações ele já tinha percebido nas fotos.

–A nossa amizade sempre foi importante para mim, ainda é, mesmo depois de tanto tempo. Ele foi meu primeiro amigo, estávamos bem tínhamos 13 anos quando ele falou que estava apaixonado e que o que sentia por mim não era amizade, era amor. Eu não acreditei no primeiro momento, estava segura que erámos apenas amigos, mas ele me convenceu do contrario. Ele foi me mostrando que talvez o que eu sentia também era amor, a vontade de estarmos juntos a cumplicidade...

“ Só tínhamos 13 anos, erámos criança ainda. Só que aquilo mexeu com tudo que eu sentia, foi fácil confundir amizade com amor naquela idade era fácil demais fazer isso. Começamos a namorar e eu fui me envolvendo mais e mais, como ficávamos grudados pensei que estava amando pela primeira vez. Era apenas boba demais para perceber que tínhamos estragado anos de amizade por uma confusa vida amorosa.”

Bella desviou os olhos dos dele se levantando para ir até o closet.

–Você terminou com Brian porque foi para a Bulgária? Perguntou tentando não deixar o assunto morrer.

–Claro que não, não sou tão mesquinha assim.

Ela voltou do closet com uma caixa média de veludo e colocou em cima da cama.

–Namoramos por um ano, foi bom, não vou dizer que não foi porque estaria mentindo. Fizemos planos para um futuro distante e estávamos convencidos que conseguiríamos realizar todos os nossos sonhos. Só que meus problemas voltaram a me assolar e ele se afastou um pouco de mim, justo ele que sempre me apoiou com tudo antes de namorarmos.

–Posso saber qual é esse problema? Perguntou Harry curioso.

–Acho melhor não, e nem me diga que contei a Draco porque não contei – brincou Bella – Certo dia, faltando pouco mais de duas semanas para a volta as aulas eu tive que viajar com meus pais e no final de semana tinha a festa de aniversario de uma amiga nossa. Achei que não ia dar tempo de ir, mas consegui chegar em casa a tempo. Arrumei-me muito rápido e Roger me levou de carro, era em uma fazenda por perto mesmo. O procurei por toda a casa e não o achei, só consegui encontra-lo quando fui atrás de Jessica. Os encontrei nos fundo da casa dela se beijando.

O queixo de Harry despencou no chão, não conseguia imaginar alguém magoando Bella assim. Agora tudo fazia sentido, ela tinha medo que um dia alguém fizesse isso de novo. Se ela mesmo não tivesse contado ele não acreditaria, dava para ver nos olhos de Brian a culpa sempre ele olhava para ela.

–Eu sinto muito.

Foi tudo que conseguiu dizer, até ela sorrir.

–Agora dá para entender o que nossa historia esta parecendo não dá? Ele era meu melhor amigo, assim como você é hoje. E ele se declarou para mim, estragando tudo. Se não tivéssemos namorado eu nunca sentiria ódio dele, como eu senti. Eu nunca me magoaria como me magoei e ainda estou magoada.

“ Eu chorei durante dias, justo eu, Harry. Odeio chorar, odeio me mostrar vulnerável, odeio sentir ódio por uma pessoa que foi tão especial em minha vida e estragou tudo. Eu não sei se o amava, nunca soube. Erámos amigos e nos tornamos estranhos. Não sabe como foi difícil vê-lo naquele dia no aniversario do meu pai.

Assim que Roger me trouxe para casa eu me tranquei no meu quarto, era uma dor sem tamanho. Nunca tinha me sentido assim antes. Eu mal cheguei em casa e o meu padrinho o levou lá para conversarmos. Não consegui descer as escadas, não consegui olhar na cara dele porque até aquele momento eu tinha certeza que o amava.

Roger e Rodrigo queriam arrebenta-lo, mas minha mãe não deixou. Até meu pai se assustou com o modo como fiquei. A mágoa era grande demais para perdoar, tudo que eu pensava era justo ele que prometeu me ajudar com tudo que eu estava passando, me arrumou mais um motivo para sofrer. ”

Bella abriu a caixa que tinha minigarrafas que também continham pergaminhos de cartas dentro. Harry começou a lê-las, e viu que todas que estavam ali dentro eram de Brian rotuladas com datas, que iam desde a época que eram pequenos até a última visita deles a Hogsmeade.

–Ele me mandou dezenas depois que me traiu, e não respondi nenhuma. Era um costume nosso fazer isso, uma espécie de brincadeira escrever e colocar em garrafas grandes as letras das nossas musicas e pequenas as cartas de recados que escrevíamos. A última que ele me mandou antes de partir foi está aqui – disse Bella pegando a maior que tinha dentro da caixa – Foi quando as aulas estavam perto de voltar, ele me pediu desculpas e disse que não conseguiria ficar no mesmo lugar que eu sem poder me tocar, sem podermos estar juntos. Deu-me um prazo para respondê-lo, caso contrário, ele iria embora junto com seus tios que estavam partindo para Bulgária. Como não respondi no prazo ele foi e eu sofri por tempo muito tempo, Harry.

Ele leu a carta toda, estava com muito ódio de Brian por ele ter a feito sofrer daquele jeito. Estava com vontade encontra-lo e faze-lo engolir aquela carta com garrafa e tudo.

–Eu nunca faria isso com você – disse Harry largando a garrafa e segurando na sua mão – Eu gosto mesmo de você, Bella.

Ela abaixou a cabeça para fugir do olhar dele, mas ele persistiu. Mesmo com tudo, alguma coisa fazia Bella sua maior prioridade de todas.

–Mesmo depois do que eu te contei? Como posso acreditar nisso...

–Eu não sei, a única coisa que sei é que te...

Mas ela tapou sua boca com o dedo indicador e olhou para ele.

–Não me diga isso, por favor.

–Por que não?

–Porque eu também sinto o mesmo por você...

–Não precisa dizer isso, você gosta dele...

Harry foi até a prateleira e pegou uma garrafa intitulada como Canção de Brian e leu alto, a cada palavra que ele lia sentia um golpe, em ver o amor que ela colocou na musica após os dois terem terminado. Bella apenas ouvia sem dizer nada e só se pronunciou quando ele terminou.

–Eu sou uma boa compositora, só isso. Poderia significar muita coisa na época, mas agora não significa nada demais. Apenas sinto carinho por ele, já você... Tenho certeza que estou apaixonada.

–Acho que você está apenas confusa, Bella. Eu sei que estou apaixonado por você, mas acho que você ainda gosta de Brian. Disse quando terminou de ler.

Ela sorriu.

–Você não me entende? Eu nunca senti por Brian o que sinto por você – falou Bella sem olhar para ele – No começo eu até pensei que podia estar me confundindo, você se parecia tanto com ele. Segurou minha mão quando precisei, cuidou de mim quando estava mal, ficou ao meu lado quando estava triste, pensei que estava confusa. Mas não, nunca me senti tão perdida por alguém, você tirou meu chão me fez perder o sentido do certo ou errado, porque sempre que eu me aproximava de você meu coração sai do peito. No dia que você me viu falando com Draco não era sobre Brian, era sobre você.

Ele guardou a musica de volta na garrafa, por mais que quisesse acreditar sentia inveja de Brian por ter tido o coração dela nas mãos, e mesmo ela gostando do outro, não podia desistir dela. Sorriu e passou uma das mãos nos cabelo negros e compridos dela, ela parecia tão frágil ali na sua frente que dava vontade de abraçar e não deixar nada acontecer com ela.

–Estou apaixonado por você e não sei o que fazer. Falou encostando suas testas.

–Você acha que está apaixonado por mim, Harry. Meus irmãos sempre me falaram que fui um imã para homens, talvez estivessem certos. Discordou Bella.

–Não acho coisa nenhuma. Eu quero você, Isabella, será que não me entende? – disse Harry segurando nos braços dela – Eu já te falei que no começo eu achava que era atração, só que não era. Na verdade você poderia ser um trasgo que mesmo assim eu me apaixonaria por você todos os dias. Não que você não seja bonita, você é. Mas não foi isso que me fez me apaixonar por você, foi seu jeito diferente, seu jeito de moleca e mulher, seu jeito sensível e ao mesmo tempo tão forte, isso me fez ficar extremamente apaixonado por você, garota.

Fechou os olhos com as testas ainda encostadas e sussurrou.

–Namora comigo, Bella.

–Não me pede isso...

–Namora comigo Bella. Pediu novamente.

Sentiu o corpo dela estremecer e a segurou.

–Não quero me machucar. Argumentou Bella.

–Você está com medo de alguém te machucar por ser minha namorada?

–Não seu bobo, sabe que não tenho medo disso. Só não quero me magoar como antes.

–Eu nunca vou te magoar.

Beijou-a com toda vontade, os lábios dela seguiam o mesmo ritmo dos seus. As lentes dos seus óculos ficaram embaçadas com o calor dos rostos deles.

–Namora comigo, Isabella. Estou perdidamente apaixonado por você, sem você nada faz sentido. Pode durar um mês, um ano ou para sempre. Só que pra isso você precisa ficar comigo, aceita namorar comigo?

Bella ficou olhando para ele. Os olhos azuis dela estavam cheios de duvidas. Não dava pra ele saber a resposta dela, sabia que não devia se envolver com ninguém, mas já era tarde demais, estava completamente envolvido.

–Promete que vai tentar não me magoar, Harry Tiago Potter?

–Prometo que vou fazer tudo para te proteger. Respondeu.

–Então Sr. Potter, acho que você é meu namorado. Disse Bella.

A sensação que aquelas palavras lhe provocaram foi inacreditável, um turbilhão de sentimentos o invadiu de uma só vez. A partir de agora aquela menina era sua, sua pequena.

–Agora que você é minha namorada, vamos ter que te deixar feia, sei que é impossível, mas podemos começar pelo seu closet, só roupa feia, grande e brega de agora para frente. Brincou Harry.

Ele a ergueu pela cintura e a beijou, girando-a no ar. Os dois caíram em cima da cama e ele continuou olhando para ela.

–Você é tão bonita. Sussurrou para ela.

–Você também é, adoro seus olhos, são tão verdes. Disse Bella levantando os óculos dele.

Os dois ficaram ali por alguns minutos, apenas se olhando. Sentindo o calor da pele um do outro naquele momento, o tempo parecia ter congelado de vez.

–Precisamos descer, vou guardar a minha caixa. Disse Bella se levantando.

–Pode deixar.

Harry pegou a caixa e levou até o closet colocando onde ela havia tirado e a porta do quarto se abriu de uma vez dando um susto neles.

–Vocês estão há muito tempo aqui, está na hora de jantar. Disse Rodrigo entrando no quarto.

–Sabe essa coisa que fica entre meu quarto e o corredor? Chama-se porta e serve para você bater antes de entrar.

Bella lançou uma almofada nele que foi até a cama e a pendurou nas costas mesmo com a resistência dela.

–Deixa de ser idiota... –Berrou Bella. –Quando eu ficar maior de idade irei lacrar minha porta com os melhores feitiços.

–Vai demorar um pouco ainda, baixinha.

Harry somente riu e fechou a porta do quarto quando saíram, não tinha conversado direito com Bella, só que estava com fome e tinha sido bom Rodrigo ir busca-los porque se dependesse dele ficaria o resto da noite com ela.

Na sala todos esperavam por eles. Hagrid estava com uma garrafa de Gin tomando sem copo mesmo ao lado de Carlinhos e Margot, ele o cumprimentou erguendo a garrafa e derramando um pouco na namorada de Carlinhos. Moody conversava com Kingsley e Julius bem baixinho do outro lado da sala, e quando ele se aproximou os três se calaram de uma só vez.

O jantar estava delicioso, a Sra. Swift e a Sra. Weasley tinham feito um verdadeiro banquete em muito pouco tempo. Toda a sala de jantar estava com a decoração de Natal, uma grande árvore estava no centro da casa e várias luzinhas brilhantes com fadinhas estavam na mesa e nas cadeiras.

Um peru gigante estava em cima da mesa, Hagrid tinha tirado uma coxa enorme e ficou quase meia hora pedindo desculpas para Melissa por ter pegado metade do peru para ele. Realmente parecia uma noite de Natal, a família e os melhores amigos estavam todos reunidos ali comendo e conversando animados como se nada tivesse acontecendo.

Bella estava sentada ao lado de Harry, e os dois estavam de frente para Mione e Rony que toda hora davam chutes em suas canelas por debaixo da mesa. O jantar foi maravilhoso, quando todos terminaram foram para frente da lareira conversar.

Harry ficou junto com os homens conversando enquanto as mulheres estavam do outro lado da sala falando sobre o baile de inverno.

–Os comensais estão mais difíceis de pegarem, Kim. Mandei um esquadrão de aurores irem para o subúrbio de Londres, mas não conseguimos pegar nenhum... Acho que temos alguns infiltrados no Ministério que estão passando as informações porque eles sumiram pouco antes que chegarmos como se soubessem que estávamos indo pra lá. Contou Julius.

–Sempre desconfiei disso, mas o Ministro não quer submeter os outros a poção da verdade. Disse Moody.

–Isso não seria bom, Moody. Talvez alguns deles estejam sobre o efeito da maldição Imperius, não dá para saber a verdade de alguém assim. Corrigiu Kingsley.

Moody resmungou, mas não voltou a falar novamente.

–A situação está critica Kingsley, se não agirmos rápido eles vão conseguir tomar conta do Ministério da Magia. Tem infiltrados demais, temos que contra atacar não podemos mais confiar em qualquer um, não estou confiando nem na minha sombra com cem por cento de certeza ali dentro. Disse Julius.

–Precisamos falar com Dumbledore então – sugeriu Arthur – A Ordem está com muito desfalque com a morte de Mundungo, ele era nossos olhos e ouvidos do lado oposto.

–Snape está fazendo o possível para nos trazer informações, mas não é tão fácil assim... É quase impossível para ele, é considerado um traidor pelos comensais. Acho que Dumbledore está arriscado Snape demais. Disse Lupin olhando para Harry.

–Vocês sabem qual é a outra opção de Dumbledore. Disse Moody.

–Sei, mas é arriscado demais mandar Melissa – disse Arthur – Ela é uma forte aliada nossa, ele desconfiaria dela na hora.

Harry não conseguiu entender.

–Desculpe – falou entrando no meio da conversa – Mas o que Melissa tem a ver com os comensais e Voldemort.

O homem sorriu, mas antes dele responder Roger respondeu.

–Voldemort tinha uma queda pela mamãe, ofereceu até o posto de rainha ao lado dele.

–Não foi bem assim – discordou Julius – Melissa é uma sangue puro Prewett, e ele não a amava só estava interessado no nome e no sangue puro dela já que é um mestiço.

Harry olhou para Melissa, Bella tinha herdado muita coisa dos pais, mas a beleza vinha principalmente da mãe. Melissa estava sentada no sofá fazendo uma trança em Gina, enquanto Bella conversava com a tia mostrando algumas cordas do violão na tentativa de ensinar alguma coisa a ela e as outras meninas.

–Dumbledore sugeriu que talvez Melissa tentasse entrar para os comensais da morte – continuou Julius – Mas sabemos que ele nunca a amou, era só uma atração e ele sabe que ela nunca trocaria de lado, seria arriscado demais confiar na possibilidade dele acreditar que ela deixou a família e os filhos para se juntar a ele.

Dumbledore só podia estar louco, pensou Harry. Não podia deixar pessoas se sacrificarem desse jeito, o único sacrifício a ser feito era ele.

Olhou para Julius e a culpa tomou conta dele. Talvez pedir Bella em namoro não fosse certo, colocaria a filha dele em perigo, talvez tinha feito errado, se amasse mesmo Bella deveria tê-la deixado fora desse mundo dele.

–Acho melhor deixarmos para falar sobre isso depois – sugeriu o sr. Weasley – Elas não vão gostar de saber que estamos trazendo esses assuntos para esta noite.

Os homens começaram a rir. Julius lançou um olhar cansado para a esposa que retribuiu do mesmo jeito, estavam escondendo alguma coisa deles, isso estava claro.

–Vocês podiam alegrar um pouco nossa noite – disse Lupin – Uma boa música ajudaria muito.

Roger deu de ombros e puxou Tonks para beija-la na testa, na frente de todos, estava claro agora que os dois estavam juntos.

–Onze vidas? Perguntou Rodrigo para Bella e Roger.

–Pod... Começou Roger.

–Pode ser minha musica? Disse Bella o interrompendo.

Os dois Swift convocaram os instrumentos deles que apareceram no canto da sala junto com o resto das coisas.

–The Climb... Disse Bella.

Todos foram para o outro lado da sala para ficarem de frente para os três, Harry se sentou ao lado de Julius que estava segurando a mão da sua esposa.

Rodrigo começou a tocar e Bella fechou os olhos para começar a cantar....

The Climb ( A Escalada)

I can almost see it

That dream I'm dreaming.

But there's a voice inside my head saying

You'll never reach it.

Every step I'm taking

Every move I make

Feels lost with no direction

My faith is shaken

But I, gotta keep trying.

Gotta keep my head held high.

There's always gonna be another mountain

I'm always gonna want to make it move

Always gonna be an uphill battle

Sometimes I'm going to have to lose

Ain't about how fast I get there

Ain't about what's waiting on the other side

It's the climb.

The struggles I'm facing

The chances I'm taking

Sometimes might knock me down

But no, I'm not breaking

I may not know it

But these are the moment that I'm gonna remember most and

Just gotta keep going

And I, I got to be strong

Just keep pushing on, cause

There's always gonna be another mountain

I'm always gonna want to make it move

Always gonna be an uphill battle

Sometimes you're going to have to lose

Ain't about how fast I get there

Ain't about what's waiting on the other side

It's the climb.

There's always gonna be another mountain

I'm always gonna want to make it move

Always gonna be an uphill battle

Sometimes I'm going to have to lose

Ain't about how fast I get there

Ain't about what's waiting on the other side

It's the climb.

Keep on moving

Keep climbing

Keep the faith

Baby

It's all about

It's all about the climb

Keep the faith

Keep your faith

A música era realmente muito bonita, a cada palavra dita ela colocava uma emoção que ele nunca tinha a ouvido colocar antes.

–Muito Obrigado, Harry. Disse Julius o pegando de surpresa.

–Pelo que senhor? Perguntou confuso.

–Por fazer minha filha de volta por completo, tenho certeza que você é o motivo dela voltar a cantar essa musica. Respondeu Julius.

Será que ele sabia que os dois estavam namorando? Questionou-se Harry. Mesmo que não soubesse ele tinha a obrigação de contar aos sogros sobre o caso com a filha deles. E quando Bella cantou a última palavra, tomou coragem para contar.

–Eu e sua filha estamos namorando senhor, eu queria ter te pedido primeiro, mas não resisti. Se o senhor não quiser que eu e Bella fiquemos juntos, eu vou entender, sei que não sou a pessoa certa para ela, vou fazê-la correr riscos porque sou um homem marcado, mas quero que tenha certeza que não deixarei nada acontecer a ela por minha causa.

Harry falou mais formal do que esperava, suas mãos estavam trêmulas e começaram a suar ao olhar para os olhos claros do sogro que muito se parecia com os da filha, mas para a sua surpresa ele sorriu.

–Não se preocupe com isso Harry. Independentemente de você ser o ou não o garoto mais procurado, Bella não ia se afastar de você somente por nós acharmos que você é perigoso para ela, não nos importamos com isso rapaz, só o que queremos é a felicidade dela e a sua também. Disse Julius.

–Não tenho palavras suficientes que eu possa usar para te agradecer. Obrigado pelo que fez com minha menina, Harry. Já faz dois anos que eu não a escutava cantando a música dela, e ver que ela está feliz com você é tudo que eu poderia pedir a Deus. Falou Melissa passando a mão em sua cicatriz.

Harry balançou a cabeça para os dois, gostava deles e tudo que não queria era decepciona-los. Bella vinha cumprimentando os outros que estavam abraçando ela e seus irmãos quando olhou para ele, ela deu uma boa olhada nos pais, mas foi na sua direção, o abraçando e beijando na frente de todos que estavam na sala.

Todos os cumprimentaram por estarem juntos, surpreendendo Harry. Ele esperava uma negação pelo menos dos irmãos, mas como dizia Rony, os Swift não tinham muita noção do perigo.

Os dias na mansão voaram, e foram um melhor do que o outro. Harry e Bella sempre ficavam na área externa junto com Mione e Rony, enquanto Dino e Gina iam trabalhar com os gêmeos que estavam aproveitando muito bem do namorado da irmã caçula.

Á volta para escola foi infeliz, não queriam voltar agora, pela primeira vez em muito tempo ele estava vivendo um sonho bom todos os dias, o que era bom pra ele, já que todas as noites os pesadelos e os sonhos estranhos o assolava.

Foi ainda mais perigoso voltar para Hogwarts, o cuidado que teriam que tomar era extremamente grande já que agora os comensais tinham voltado a ativa e estavam tendo até a cara de pau de oferecer uma recompensa por Harry, que era nada mais nada menos que um lugar junto a Voldemort.

Os aurores tinham tirado o máximo que podiam os cartazes que estavam espalhados tanto no mundo bruxo como trouxa.

–Vamos ter que tomar mais cuidado do que nunca — disse Moody –Vamos te levar para a casa dos Lovegood e de lá você vai direto para escritório de Dumbledore.

–E eles? Perguntou sobre os amigos.

–Vão de carro, temos que chamar a atenção deles para o mais longe possível de você, Harry.

–De jeito nenhum, eles vão atacar vocês. – discordou – Ou vai todo mundo comigo ou eu também vou no carro.

–Você não tem escolha, Harry. Se for com eles vai coloca-los ainda mais em risco. Apenas Hermione é maior de idade, você, Rony e Bella não podem usar magia ainda. Disse Lupin.

–Vamos ficar bem, cara. Mione vai tá com a gente. Disse Rony tentando tranquiliza-lo.

Bem que tentou não de ir, mas não conseguiu. Foi levado escondido até a casa estranha dos Lovegood, ele iria voltar antes do que seus amigos para o castelo.

–Eles vão ficar bem Harry – disse Luna enquanto mexia na trança do seu cabelo – Eu vou com você para não ir sozinho.

Harry apenas sorriu, gostava de Luna, mas naquele momento não era a companhia que ele queira. Ás dez horas da noite Luna entrou na lareira e foi para Hogwarts usando pó de flúr, cinco minutos depois foi a vez de Harry.

Ele deu uma boa olhada nos três homens que estavam parados na sua frente apenas esperando que ele partisse em segurança.

–Te vejo em Hogwarts. Disse Lupin balançando a cabeça em um cumprimento.

Harry viajou pela rede de flúr e caiu de bunda no chão na sala de Dumbledore. O diretor estava sentado na sua cadeira e o cumprimentou com a cabeça.

Levantou-se limpando a sujeira da roupa com as duas mãos, procurou por Luna na sala só que não a encontrou, balançou com a mão para o diretor e quando foi abrir a porta para sair, ele o chamou.

–Fique um pouco para a gente conversar, Harry. Pediu Dumbledore.

Ele se sentou na única cadeira de frente do diretor sem graça, deu uma boa olhada nele e reparou que ele estava ainda mais cansado, como se a qualquer momento ele fecharia os olhos e dormiria ali, na sua frente. Era incrível como os membros da Ordem da Fênix estavam cansados e abatidos ultimamente.

–O senhor está bem, professor?

–Sim, sim, só estou um pouco cansado meu jovem. Já não tenho mais a mesma disposição que eu tinha antes, a idade traz sabedoria só que vem com algumas desvantagens Harry.

O diretor pegou uma poção azulada de reanimação, e tomou um gole bem caprichado.

–Fiquei sabendo que está namorando a filha de Julius. Disse Dumbledore casualmente.

Harry engasgou em seco.

–Sim, senhor.

–Fico feliz que esteja aproveitando, Harry.

–Desculpe senhor, mas quando fala desse jeito é como se fosse meu último ano de vida. Disse Harry aborrecido.

Dumbledore sorriu.

–Por contrario, meu jovem. Acredito que terá um futuro brilhante, e acredito ainda que Isabella é a pessoa perfeita para você. Ela será muito útil para a sua jornada.

–Mas eu não vou leva-la. Não vou coloca-a em perigo, professor. Eu já lhe disse que vou sozinho – disse Harry alterando um pouco a voz – Pra falar a verdade, eu ainda nem contei a eles que vou embora. Mas como eu poderia contar se estou tão no escuro quanto eles, não é mesmo? O senhor vive me dizendo que na hora certa vai me contar, então na hora certa eu vou contar a eles, e não os deixarei ir comigo.

Dumbledore sorriu novamente e tomou mais um gole da poção.

–Harry, Harry, Harry, isso não cabe a você. Você não pode fazer tudo sozinho, nem sempre existe só um herói.

–O que o senhor quer insinuar? Que eu quero bancar o herói? Isso jamais foi minha intensão, eu só quero protege-los. Disse se levantando da cadeira.

–Jamais esperaria algo desse jeito de você, Harry. Sente-se, por favor – pediu Dumbledore pacientemente – se tem uma coisa que tenho certeza é de suas intenções. Mas você é sim um herói, e independente de tudo você precisa contar com eles. Ronald, Hermione e Isabella são seu porto seguro, meu jovem. Logo você vai saber de tudo eu te prometo. Só que agora não é a hora certa de você saber, mas é a hora certa dos seus amigos saberem de tudo que se passa na sua cabeça, não é a mim que você tem que contar, é a eles, porque daqui a algum tempo eu não vou poder te ajudar, mas eles poderão.

Harry se acalmou, parou e ficou pensando no que o diretor estava lhe falando. Dumbledore estava certo, era injusto com eles esconder a verdade, se tinha pessoas que poderiam ajuda-lo a desvendar os mistérios dos seus sonhos eram eles.

–Professor, foi por isso que o senhor pediu para que voltemos com a Armada? Perguntou antes de sair.

–Também. A Armada é um grupo e você é o líder dela. Pelo que Rodrigo anda me passando vocês estão quase prontos, logo serão independente e tomaram as próprias decisões. A partir do dia que estiverem prontos não serão, mas a Armada de Dumbledore será muito mais do que isso.

Harry saiu da sala do diretor com o corpo mais leve, Dumbledore tinha o dom de fazê-lo se sentir melhor, a coisa certa que teriam que fazer agora era resolver com seus amigos e investir mais ainda na Armada de Dumbledore.

Estava tudo decidido agora, ele sabia bem o que teria que fazer. Seus passos agora teriam que ser mais precisos, porque além de lutar por Rony e Mione, teria que lutar por Bella também. Ela era sua maior razão de todas para continuar lutando, mesmo que pra isso tenha que se separar dela por algum tempo.

Desceu as escadas para encontrar Luna na esperança que ela talvez não estivesse na sala Comunal da Corvinal, e a encontrou no salão principal, sozinha.

–Você ficou me esperando. Disse Harry contente pela primeira vez em vê-la naquele dia.

–Sim, precisava te mostrar uma coisa, não queria mostrar na frente dos outros e dos meus pais. Disse Luna muito séria, nem mesmo parecia a Luna sonhadora que ele conhecia.

Ela tirou de dentro da mochila uma pagina arrancada de um livro e entregou para ele. Na folha estava descrito coisas sobre o véu, pesquisas diretamente vinda do Departamento dos Mistérios.

–Como você conseguiu isso? Perguntou lendo o que estava escrito.

–Peter me deu isso há algum tempo. Respondeu Luna.

Continuou lendo a pagina, onde falava das teorias que acercava em relação ao véu, dando a ele uma nova esperança. Quando terminou de ler olhou para Luna, ela estava diferente, não parecia mais a mesma menina sonhadora. Talvez ele não tivesse percebido isso antes, Luna tinha mudado... Talvez aquela fosse a primeira vez que ela realmente tinha demostrado isso a ele.

–Está tudo bem, Luna? Perguntou Harry preocupado.

–Desde o dia que tivemos no Mistério, Harry. Eu tenho tido sonhos estranhos... Disse Luna.

–Que tipos de sonhos? Perguntou curioso.

–Com o seu padrinho...

Notas finais
Tá aqui o link da música The Climb que tanto amo, sei de cor a letra de tanto escutar... https://www.youtube.com/watch?v=66qgLHC4UJU Meninas que sempre comentam, valeu opela participação. Pessoas que estão lendo, comentem, favoritem , recomendem, me deêm um sinal kkkk bjs