1

Regina e Draco estão na sala secreta da Sonserina.
—__ Precisamos ajuda-los __ diz Regina ao saber que os comensais estão mantendo os alunos presos, especialmente os da Grifinória.
—__ Esta maluca? __ diz Draco __ Não podemos combate-los
—__ Eu não vou ficar aqui parada

Regina olha para sua poção e rapidamente pega a bolsa e retira de dentro dela a rara planta que roubou da estufa da professora Sprout
—__ Eu tinha outros planos para você, mas isso é mais importante

Regina começa a trabalhar numa nova poção enquanto Draco observa assustado.


2

—__ E então o que vai ser? __ pergunta Belatrix __ vai se entregar ou quer ver seus amigos sofrerem?

Harry fica sem saber o que dizer ou fazer, ele não esta pronto para enfrentar você sabe quem, mas também não pode deixar que pessoas inocentes paguem por isso.
—__ Onde ele esta? ___ pergunta Harry
—__ Vou leva-lo até ele ___ diz Belatrix
Hermione segura o braço de Harry
—__ O que esta fazendo? Você não pode se entregar
—__ Harry por favor não ___ suplica Rony ___ tem que haver outro jeito
—__ Creio que esse seja o único jeito __ diz Harry


3

Draco anda de um lado para o outro da sala sem saber o que fazer, ele esta com medo, sempre teve medo dos comensais apesar de seu pai ser um deles.
—__ Vamos ___ diz Regina se levantando e prendendo a bolsa na cintura
—__ O que? Pra onde?
—__ Se estiver com medo pode ficar aqui, mas eu vou ajudar meus amigos
Regina sai apressada pela porta e Draco fica na dúvida do que fazer, mas acaba seguindo ela.

Regina e Draco chegam ao salão comunal da Sonserina onde alguns alunos estão sentados e um comensal esta na porta.
—__ Preciso sair ___ diz Regina ao comensal

Ele olha para ela através da horripilante máscara, mas ela não se assusta
—__ Ninguém vai sair garotinha ___ diz ele ___ mas fique tranquila que não vamos machucar ninguém da Sonserina
—__ Só que ela não é da Sonserina ___ grita um aluno ___ ela é da Grifinória e eu não sei como ela entrou aqui
O comensal saca a sua varinha
—__ Bom, tenho ordens para não machucar ninguém da Sonserina, mas já que ela é da Grifinória....
—__ Não ___ grita Draco se colocando na frente de Regina.

O comensal esta prestes a lançar um feitiço, mas em questão se segundos a varinha é arrancada de suas mãos por magia.
Draco abre os olhos e vê o pai.
—__ O que esta fazendo Lucio? ___ grita o comensal ___ essa menina é da Grifinória
—__ Você não vai machuca-la ___ diz Lucio

Os alunos ficam assustados com a cena que acabam de presenciar, dois comensais se enfrentando por causa de uma menina da Grifinória.
—__ O que ela esta fazendo aqui? ___ Lucio pergunta para Draco
—__ Estávamos estudando ___ diz Draco
O pai sabe que ele esta mentindo e o encara com um olhar de reprovação
—__ Fiquem aqui em segurança ___ diz Lucio
—__ Não, eu preciso sair ___ diz Regina ___ preciso ajudar meus amigos
—__ Não há nada que você possa fazer por eles ___ diz Lucio
—__ Mas eu preciso tentar ___ diz Regina sacando a varinha
—__ Luminus ___ grita ela

Um forte clarão invade a sala e todos fecham os olhos, Regina aproveita para correr até a porta e sair da Sonserina


Regina corre pelos corredores do castelo que estão vazios, ela segue direto para a Grifinória e assim que chega vê vários comensais na entrada. Ela precisa pensar no que fazer, ela tem uma arma, que nem sabe ao certo se vai funcionar, mas de qualquer maneira ela só terá uma chance e precisa que todos os comensais estejam juntos. Ela sabe que precisa de ajuda, que precisa liberar os alunos.
—__ Eu acho que posso ajudar ___ diz Draco

Regina se vira e vê o amigo vindo em sua direção. Ela percebe que ele esta carregando alguma coisa
—__ Como saiu de lá? ___ pergunta Regina
—__ Conheço varias passagens secretas na Sonserina
—__ Você sabia de passagens secretas e me deixou enfrentar os comensais?
—__ Eu não sabia que você ia ser capaz de fazer o que fez ___ diz ele ___ você é simplesmente incrível
Regina sorri, nem ela sabe de onde tirou coragem para enfrentar Lucio
—__ O que você tem ai? ___ pergunta Regina
—__ Poção Polissuco __ diz Draco ___ e uma escova de cabelo da minha tia

Regina olha espantada para Draco e ele logo entende que ela saber porque ele tem aqueles objetos
—__ É uma longa história, mas eu já me passei pela minha tia algumas vezes
—__ Você o que? ___ Regina pergunta rindo, ela não consegue imaginar Draco de Belatrix
—__ Olha não temos tempo ___ diz ele ___ se eu me transformar nela, posso ordenar que os comensais saiam, eu sei o que eles vieram fazer aqui
Regina sabe que não é o melhor plano do mundo, mas o único que eles tem, então ela concorda.

Draco pega um fio de cabelo da escova e joga dentro do vidro com a poção polissuco, agita um pouco e bebe. Em segundos ele se transforma em Belatrix


4

Os alunos da Grifinória estão acuados na sala comunal sob a mira das varinhas dos comensais.
—__ Professora, temos nossas varinhas, por que não os atacamos? Estamos em maior número ___ diz Gina
—__ Não posso arriscar a vida de nenhum aluno ___ responde a professora Minerva.

Um barulho estoura na porta, e Belatrix entra
—__ Vamos __ diz ela para os comensais __ o menino se entregou

Os alunos se agitam
—__ Ah não! Harry o que você fez? ___ Gina diz quase chorando
—__ Saiam vou tranca-los ___ ordena Belatrix

Os comensais saem e Belatrix tranca a porta com um feitiço simples, que pode ser aperto por qualquer aluno com um “Alohomora”
—__ Liberem os comensais das outras casas e sigam para o salão principal ___ diz Belatrix com um ar de autoridade.

Os comensais saem para seguir suas ordens, e Belatrix segue para o corredor oposto onde se encontra com Regina
—__ Perfeito Draco ___ diz Regina ___ você foi incrível
—__ Preciso me esconder, vai demorar um pouco pro efeito da poção passar
—__ Pode deixar comigo agora, já sei o que fazer
—__ Tenha cuidado


5

—__ Solte todos primeiros, então eu vou com você ___ diz Harry
Belatrix ri, com sua risada extravagante
—__ Acha que eu confio em você? ___ diz ela
—__ E você acha que eu confio em você?
—__ Harry não faça isso ___ diz Hermione, ela teme pela vida do amigo.
—__ Ordene aos comensais que os solte ___ diz Harry

Belatrix executa o feitiço novamente para ver o salão da Grifinória, mas quando a janela de fumaça se abre no ar o que ela vê são os alunos saindo do salão.
—__ Mas o que? ___ exclama Belatrix seguindo para o salão principal
—__ O que estão fazendo aqui? ___ pergunta ela ao ver os comensais descendo as escadas em ordem
—__ A senhora não estava lá em cima? ___ pergunta um comensal confuso.
—__ Seus idiotas. Cade os alunos?
—__ Estamos aqui ___ grita Gina do topo da escada. Todos os alunos e professores da Grifinória, Lufa Lufa e Corvinal estão ali com as varinhas a postos.

Uma batalha se inicia, alguns alunos se escondem, mas a maioria quer lutar. As varinhas começam a disparar feitiços e muitos executam o que aprenderam nas aulas de Harry.
Hermione, Rony e Harry se juntam na batalha contra os comensais.

Lucio e o outro comensal que estava vigiando da Sonserina escutam o barulho e correm para ver o que esta acontecendo. Lucio se desespera ao ver a batalha e procura pelo filho e por Regina, mas não consegue ver nenhum dos dois.

A professora Minerva lança feitiços contra os comensais e tenta defender os alunos mais novos. Três comensais a encurralam e segue para um beco sem saída do castelo, onde encontra a professora Dolores escondida
—__ Por que não esta defendendo a escola e os alunos? ___ pergunta a professora Minerva

Dolores ficam sem reação, ela esta com medo, não sabe lutar e agora percebe que a teoria não adianta de nada se não houver a prática.

Os comensais se aproximam e Minerva lança um feitiço, ela luta sozinha com os três enquanto Dolores e agacha e tenta se proteger.
As varinhas estão conectadas, mas três contra um é muito desigual e Minerva sabe que não vai aguentar muito tempo
—__ Dolores, me ajude ___ pede ela

Dolores continua agachada, com as mãos na cabeça. Minerva chega na parede, não tem mais para onde ir, e os comensais vão vence-la, mas então surge uma cobra de luz, é um patrono, ela bate no peito dos comensais e eles caem desacordados. Minerva olha assustada, ela nunca viu um patrono daqueles antes. A cobra olha para a professora Dolores agachada no chão, e segue direito para seu peito, depois atravessa a parede e desaparece. Dolores cai morta no chão.


6

No grande salão principal, alunos, professores e comensais continuam a batalha. Belatrix dispara um feitiço que atinge em cheio o braço de Luna e a garota cai ensangüentada.

Regina se posiciona atrás de uma pilastra e abre sua bolsa, de onde retira uma esfera com um liquido roxo dentro, é a poção que ela preparou. Regina saca a varinha, aponta para o alto e diz
—__ Cumulus

Imediatamente uma imensa nuvem começa a se formar no teto abobadado do castelo. Regina lança a esfera para o alto, em direção a nuvem e um raio ilumina toda a sala. Uma chuva torrencial começa a cair, uma chuva roxa que atinge a todos que estão no salão e os paralisa instantaneamente. A chuva dura aproximadamente três minutos, conforme a nuvem vai diminuindo as gotas pararam de cair, e quando cessam completamente Regina sai de seu abrigo e se aproxima dos amigos. Estão todos imóveis. Regina sabe que eles estão bem, mas não podem ver nem ouvir nada, e ela sabe também que o efeito da poção não dura muito, por isso ela precisa ser rápida.

Regina se aproxima de um comensal e tira a máscara dele, ela quer ver seus olhos de perto. Encarando o comensal ela saca sua varinha, mira no peito dele e diz
—__ Avada Kedrava
O comensal cai morto.

Regina segue para o segundo comensal, retira sua máscara, olha em seus olhos e o mata. Quando ela retira a máscara do terceiro comensal, ela vê que é Lúcio Malfoy e para por um momento.
—__ Você me defendeu mais cedo ___ diz ela ainda em dúvida se deve ou não mata-lo

Ela anda em volta de Lúcio pensando no que fazer, ele é pai de Draco, seu amigo, mas ele também é um comensal e isso pesa mais. Regina decide que ele deve morrer.
Ela aponta a varinha para o peito de Lúcio e esta prestes a executa-lo quando...
—__ Expelliarmos ___ diz Dumbledore entrando no castelo

A varinha de Regina voa de suas mãos e cai afastada
—__ Professor Dumbledore ___ diz ela
—__ Já basta ___ diz ele seriamente ___ tem noção do que estava fazendo?
—__ Eles são comensais. Merecem morrer
—__ Não cabe a você decidir isso ___ diz Dumbledore ___ matar alguém corrompe a sua alma para sempre

Regina sente um frio percorrer sua espinha, ela nunca tinha pensado nisso, não parou para pensar que ela estava matando pessoas. E agora? Será que sua alma tinha sido corrompida? Será que agora ela se tornaria uma vilã como sua mãe?

O professor Dumbledore executa um feitiço que manda os comensais e Belatrix de volta, cada um para sua casa. Os dois comensais que estão mortos no chão, ele envia para Voldemort. Quanto aos alunos e professores, basta esperar que o efeito da poção passe para cuidar dos feridos.

—__ Te espero na minha sala em cinco minutos ___ diz ele para Regina


7


Regina entra na sala de Dumbledore temendo ser castigada, ela sabe que foi longe demais, mas só estava tentando defender seus amigos.
—__ Fiquei assustado com o que vi agora pouco ___ diz Dumbledore
Regina fica em silêncio, ela sabe que é melhor não discutir nem tentar explicar seus motivos.
—__ Raras vezes vi um aluno de quinze anos matar alguém a sangue frio ___ diz ele ___ sei que você achou quer era o certo a se fazer, mas acredite em mim, não era.

O professor se levanta de sua mesa e caminha ate ela
—__ A poção que você usou é bem complexo, devo admitir que nunca vi alguém de sua idade o executar.

Regina fica feliz, sente como se todo seu esforço em poções tivesse valido a pena.
—__ Porém, essa poção não consta em nosso currículo ___ diz Dumbledore __ E se não me engano o ingrediente principal dele é uma planta muito rara, a mesma que sumiu da estufa da professora Sprout a alguns dias
Regina abaixa a cabeça
—__ Do mesmo jeito que um livro de poções sumiu da livraria de Hogsmead a algumas semanas
—__ Me desculpe ___ diz Regina, num tom tão baixo que quase não dá para escutar.
—__ Suponho que a poção que fez hoje não era seu objetivo inicial
—__ Não, não era

O professor começa a andar de um lado para o outro do escritório
—__ Aquela planta também é o ingrediente principal de outro feitiço muito raro e muitíssimo perigoso ___ diz Dumbledore ___ uma poção para ressuscitar os mortos.

Regina cai no choro, Dumbledore acertou em cheio, durante todo esse tempo ela estava tentando fazer uma poção que pudesse ressuscitar Daniel.

—__ Sei o quanto é dificil perder alguém querido ___ diz Dumbledore ___ mas acredite em mim, um feitiço como esse só trará mais sofrimento, a pessoa que se foi não pertence mais a esse mundo, e se traze-lo de volta ele será apenas uma casca, sem a essência e será infeliz.

Regina sente seu coração doer, todas as esperanças de ter Daniel de volta estão indo pelo ralo, ela nunca mais poderá vê-lo, não poderá toca-lo e nem sentir seus beijos
Dumbledore caminha até uma estante e pega um livro
—__ Gostaria de lhe dar um presente ___ diz ele entregando o livro à ela

Regina pega e lê o título
—__ Os contos de Beedle, o bardo
—__ Extamente ___ diz Dumbledore ___ aí você verá o que acontece quando se tenta trazer os mortos de volta a vida

Regina aperta o livro contra seu peito. Tudo o que ela precisa agora é ir para o quarto e chorar
—__ Obrigada ___ diz ela ___ posso ir?
—__ Pode, mas antes quero que me devolva o livro que pegou da livraria, ele não é apropriado para alguém da sua idade

Regina segue para o dormitório, onde pega o livro. Na volta percebe que os alunos estão começando a despertar.
—__ Aqui esta ___ diz ela entregando o livro a Dumbledore
Ele se certifica de que a página que contém a poção de ressuscitação esta ali e em seguida liebera Regina.

Regina sai da sala de Dumbledore e encontra seus amigos no salão. Eles estão confusos sem entender o que aconteceu, como os comensais se foram. Regina conta que Dumbledore chegou e enviou todos de volta de onde vieram.

8

Dois dias após os acontecimentos Dumbledore reúne todos no refeitório para um aviso
—__ Gostaria de comunica-los que o ano letivo se encerrará mais cedo __ diz ele
Os alunos ficam agitados, a maioria comemora as férias antecipadas
—__ Por que? E e as provas finais? ___ pergunta Hermione
—__ Temos uma professora morta e vários alunos feridos ___ diz Dumbledore ___ não temos condições de prosseguir com as aulas agora. Vocês regressarão mais cedo no período que vem e farão as provas referentes a esse período.
—__ Ei Harry você pode ir para minha casa ___ diz Rony
—__ Obrigado, aceito o convite pois não quero ver a cara de Duda mais cedo

Regina fica triste, ela não queria ter que voltar para casa, para Cora, e ela acha que a mãe não vai permitir que ela volte para a escola no proximo ano letivo.

9

Os alunos entram no expresso de Hogwarts. Corujas foram enviadas para avisar as famílias que os alunos estão indo mais cedo para casa. Regina se senta na cabine com Harry, Rony e Hermione.
—__ Se sua mãe deixar, vai passar uns dias na minha casa ___ diz Hermione
—__ Minha mãe não vai deixar ___ responde Regina
—__ Vai voltar ano que vem? ___ pergunta Harry
—__ Não sei, provavelmente não.
—__ Dumbledore disse que você ajudou a deter os comensais ___ diz Hermione ___ queria te pedir desculpas por tudo o que eu disse, por ter duvidado de você, agora sei que você é nossa amiga de verdade.
Regina dá um sorriso para Hermione, elas realmente ficaram amigas
—__ Queria te pedir desculpas também ___ diz Harry
—__ Tudo bem, esquece isso
Harry dá um cutucão em Rony
—__ Ai ___ grita o menino ___ É, eu... Eu queria te pedir desculpas também
Regina acena com a cabeça
—__ Também queria que me desculpassem por eu ter contado ao Draco sobre a Armanda
—__ Vamos passar uma borracha nisso tudo ___ diz Harry
—__ A propósito, obrigada pelas aulas, finalmente consegui executar um patrono ___ diz Regina
—__ Que bom, o que é o seu patrono? ___ pergunta Hermione
—__ Um cobra
Harry e Hermione se olham espantados. Cobras não costumam ser patrono.

O carrinho de doces chega e eles começam a comer as guloseimas, mas de repente Regina se levanta
—__ Vou andar um pouco
—__ Quer que eu vá com você?___ pergunta Hermione
—__ Gostaria de ir sozinha

Hermione entende, ela já aprendeu que Regina gosta de ter um tempo para ficar a sós, faz parte da personalidade dela.

Regina caminha pelos vagões até encontrar uma cabine vazia. Ela se senta e observa a chuva caindo na janela, de repente vê alguém entrando
—__ Posso entrar? ___ Pergunta Draco, já entrando ___ vi você vindo pra cá
—__ Queria ficar um pouco sozinha
—__ Ah, entendi. ___ diz ele saindo
—__ Espere ___ diz Regina___ Quero agradecer pelo o que você fez. Você foi corajoso ao se transformar em Belatrix para soltar os alunos.
Draco se senta ao lado de Regina
—__ Fiquei feliz em te ajudar, embora não tenha muita afinidade com os seus amigos

Draco fica em silêncio, olhando para baixo e Regina percebe que ele quer lhe dizer alguma coisa, mas não tem coragem.
—__ O que foi? ___ pergunta ela
—__ Eu vi o que você fez
—__ O que quer dizer?
—__ Eu não fui atingido pela chuva, por tanto vi o que você fez, vi você matando aqueles comensais

Regina sente-se mal, parte dela esta envergonhada pelo o que fez, mas outra parte sente que foi o certo, afinal eles eram comensais.
—__ Achei que não tinha escolha ___ diz ela ___ é difícil saber o que é o certo a se fazer
—__ É, sei bem como é isso ___ diz Draco dando de ombros
—__ Espere ai ___ diz Regina ___ se você estava acordado e viu tudo o que aconteceu, viu que eu quase matei o seu pai e não foi defende-lo
Draco abaixa a cabeça
—__ Como você mesma disse, é difícil saber o que é o certo a se fazer

Regina entende Draco, se estivesse no lugar dele ela também não saberia o que fazer, não saberia se iria salvar Cora ou deixa-la morrer. Regina percebe que ela e Draco tem mais em comum do que ela pensava.

—__ Vou deixar você sozinha ___ diz Draco se levantando

Regina se levanta também e dá um abraço apertado em Draco. Os dois olham um nos olhos do outro, e Regina toma a iniciativa de dar um beijo nele. É um beijo delicado, seus lábios se encontram de forma suave e seus corações se aceleram.

—__ Até ano que vem ___ diz Draco saindo
___ Até um dia

Assim que pode finalmente ficar sozinha, Regina se senta confortavelmente e pensa em como será sua vida daqui para frente. Ela duvida que a mãe vai deixar que ela volte, provavelmente Cora já esta planejando alguma coisa para torna-la rainha. Regina não sabe o que a aguarda quando ela chegar em casa, mas desde que ela descobriu que não poderá trazer Daniel de volta a vida, ela só consegue pensar em vingar a morte dele.

Regina abre sua bolsa e pega seu a caderno, ela o folheia até encontrar uma pagina solta. É uma pagina do livro de poções, ela a arrancou antes de devolver o livro a Dumbledore. Regina desdobra a página e olha o título da poção

“Poção do sono eterno”
Apenas uma mordida na maça e a vítima dormirá para sempre

Regina dá um sorriso
—__ Me aguarde, Branca de Neve

—____________________________________________
EPÍLOGO


Cora entra no Ministério da Magia e se dirige a um duende, que esta contando moedas
—__ Quero falar com o Ministro Cornelio Fudge
O duende olha para ela com um ar de superioridade
—__ Tem hora marcada?
—__ Não, diga que Cora Mills esta aqui
—__ O ministro não atende sem hora marcada ___ diz duende voltando a contar as moedas
Cora ergue a mão e as pilhas de moedas do duende desabam
—__ Avise ao Ministro que Cora Mills esta aqui ___ ordena ela

O duende obedece a contragosto e e meio minuto depois, Cora já esta entrando na sala do Ministro

—__ Cora! A quanto tempo ___ diz Cornélio se levantando para recebe-la
—__ Nem vamos falar em tempo ___ diz ela dando um beijo no rosto dele.
Cora se senta em frente a espaçosa mesa do ministro.
—__ A que devo a visita? ___ pergunta Cornélio
—__ Preciso que minha filha, Regina, entre em Hogwarts

Cornélio fica confuso, o que ele tem a ver com a vida escolar da filha de Cora
—__ Mas ela já não esta lá? ___ pergunta ele ___ pelos meus calculos ela já tem uns quatorze ou quinze anos não?
—__ Tem quinze ___ diz Cora ___ mas nunca foi a Hogwarts. Quando trouxeram a carta dela eu não a deixei ir, queria educa-la em casa, mas agora preciso que ela vá para lá nem que seja só por esse ano.
—__ Mas eu não tenho influência em Hogwarts, você devia falar com Dumbledore
—__ Não tenho uma boa relação com Dumbledore ___ diz Cora
—__ Receio não poder ajuda-la
Cora se ajeita na cadeira
—__ Ah você vai sim ___ diz ela ___ caso contrário vou revelar a verdadeira origem de Regina para o mundo bruxo
Cornélio fica pálido
—__ Você não seria capaz ___ diz ele ___ sua filha seria perseguida, caçada e por fim exterminada
—__ Eu a esconderei, a protegerei __ diz Cora __ mas você terá um grande problema para conter o pânico que essa revelação vai causar.

Cornélio reflete por alguns minutos, ele sabe que ela esta certa, uma revelação daquelas vai gerar uma onda de pavor incontrolável.
—__ Você nem tem certeza disso ___ diz Cornélio ___ pelo o que soube você andou com o Lúcio
—__ Ah bobagem, com o Lúcio foi apenas uma noite
—__ Uma noite é o suficiente para uma nova vida surgir
—__ Sim, pode ser ___ diz Cora ___ mas como mãe eu sinto que Lúcio não é o pai de Regina, eu já tinha me sentido mal antes da noite que passei com ele, eu já estava grávida.
—__ Me arrependo tanto de ter acobertado seu namoro com ele ___ diz Cornélio
—__ Você era um bom amigo, e isso é o que os amigos fazem
—__ E olhe no que deu. Agora você esta me chantageando
—__ Prefiro ver isso como uma troca de favores ___ diz cora

Cornelio pensa por alguns instantes, ele não tem outra opção
—__ Esta bem ___ diz ele ___ vou a Hogwarts conversar com Dumbledore e faze-lo aceitar sua filha na escola
—__ Assim é bem melhor
—__ E em troca você ficará longe, como sempre esteve e esqueça essa história
—__ Pode confiar em mim Cornélio, ainda sou a sua velha amiga Cora. Regina passará um ano em Hogwarts e depois vou transforma-la em Rainha e ficaremos na Floresta Encantada. Não tenho nenhum interesse em espalhar pânico no mundo bruxo. Ninguém nunca saberá que Regina é filha de Tom Riddle.

Notas finais
CONSIDERAÇÕES FINAIS — Para quem não conhece a saga Harry Potter, Tom Riddle é o verdadeiro nome de Voldemort. — Voldemort conseguia falar com cobras, por isso Regina também consegue (Harry consegue porque ele é uma horcrux, parte da alma de Voldemort esta nele) — Tom Riddle dividiu sua alma e armazenou as partes em objetos chamados Horcruxes, assim mesmo que ele morresse sua alma continuaria viva nesses objetos e ele poderia retornar a vida. O único jeito de destruir Voldemort era destruindo todas as Horcruxes e Harry conseguiu isso no último livro/filme. Mas e se Voldemort tivesse tido uma filha? Seria ela uma horcrux também? E se for, uma parte do Lord das trevas ainda estaria viva e quem sabe ele mesmo não poderia ressurgir
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!