Harry Potter e a Criança Amaldiçoada - Interativa
2 Amos Diggory
Notas iniciais
Após se despedirem dos pais, Albus e Rose andam pelos corredores do trem, a bruxa do caminho de comida se aproxima, empurrando-o.
— Querem alguma coisa do carrinho, queridos? Torta de Abóbora? Sapos de Chocolate? Bolo de caldeirão? — pergunta a mulher.
Vendo o olhar apaixonado de Albus pelos sapos de chocolate, Rose diz:
— Albus, precisamos nos concentrar.
— Concentrar em quê? — ele pergunta sem entender.
— Em quem escolheremos como amigos. Meus pais conheceram seu pai indo para o primeiro ano em Hogwarts, aqui no Expresso. — Rose diz, deixando o primo espantado.
— Então nós temos que escolher agora de quem seremos amigos para sempre? Isso é um pouco assustador. — diz Albus um tanto assustado, só de imaginar que teria que escolher de quem seria amigo para sempre, isso o assustava um pouco.
— Pelo contrário, é maravilhoso. Eu sou uma Granger-Weasley e você um Potter, todos vão querer ser nossos amigos. Podemos escolher quem quisermos. — disse Rose sorrindo para o primo.
— Então como vamos decidir? E em qual compartimento entrar?
— Avaliaremos todos, e tomamos uma decisão. — disse Rose por fim.
Albus não podia negar, estava assustado com o pensamento de Rose, achara que entraria em Hogwarts e faria amigos naturalmente, mas Rose propôs algo completamente diferente e assustador.
Albus abre uma porta para olhar uma criança loira e solitária, que está em um compartimento diferente, vazio. Albus sorri e o loiro sorri de volta. Rose apenas observa a tudo, de onde que conhecia aquele garoto? Ele lhe era familiar.
—Oi. Este compartimento está... — perguntou Albus e o loiro assentiu.
— Está livre. Só eu estou aqui. — o loiro se apressou a dizer.
— Ótimo. Então nós podemos entrar... por um tempo, se tiver tudo bem? — perguntou Albus receoso. Alem da prima, não tinha muitas amizades e temia que o loiro a sua frente o visse, como o famoso filho de Harry Potter e não como ele mesmo, Albus.
— Ta bom. Oi. — disse o loiro enquanto Rose e Albus se sentavam a seu lado.
— Alvo. Al. Eu sou... meu nome é Alvo. — disse Albus com um pouco de dificuldade, temia dizer seu sobrenome e Scorpius o comparar com o pai. Não que Albus não amasse o pai, mas não queria entrar em Hogwarts como uma nova versão de Harry Potter.
— Oi, Scorpius. Quero dizer, eu sou Scorpius. Você é Alvo. Eu sou Scorpius — disse o loiro meio atrapalhado e Albus riu — E você é...? — perguntou se dirigindo a Rose, que tem o rosto mais endurecido a cada minuto.
— Rose — ela diz em um tom frio, mas Scorpius parece não se importar. O loiro queria fazer amigos, assim como Albus não queria viver a sombra do pai.
— Oi Rose. Aceita um pouco das minhas Fantasias Debilitantes? — perguntou Scorpius gentil.
— Acabei de tomar café da manhã, obrigada. — respondeu Rose educadamente e Scorpius assentiu.
— Também tenho um pouco de Choco-choque, diabinhos de pimenta e algumas lesmas gelatinosas. Tudo ideia da minha mãe. Ela disse que ( cantando) " doces sempre te ajudam a fazer amigos " — disse o loiro em uma tentativa exagerada de fazer amigos, percebendo que cantar foi uma má ideia.
— Eu quero. Minha mãe não me deixa comer doces. Qual você comeria primeiro? — perguntou Albus entusiasmado com todos aqueles doces.
Foi ai que tudo começara, Rose cutucava Albus como se quisesse dizer algo.
— Fácil. Sempre considerei os diabinhos de pimenta como o rei do saco de confeitaria. Eles são aqueles doces de menta que fazem sair fumaça pelas orelhas. — diz Scorpius feliz por conseguir se enturmar com Albus.
— Brilhante. Então é esse que eu vou querer. — diz Albus sorridente, enquanto Rose continuava a tentar cutuca-lo — Rose, quer parar de me cutucar? — disse irritado, a vendo bufar.
— Não estou te cutucando — respondeu a ruiva com uma careta.
— Está sim, e me machucando — reclamou Albus e Scorpius ficara cabisbaixo. Ela sabia, era sempre assim, seu sobrenome e os rumores sobre ele, sempre eram como uma maldição, o impedindo de ter amigos. Talvez Rose o odiasse por isso, talvez Albus ao saber seu sobrenome e os rumores que o cercava, perdesse o interesse pelos doces e se afastasse.
— Ela está te cutucando por minha causa — disse Scorpius triste, naquela hora parecia tentador olhar para os próprios pés.
— O que? — perguntou Albus sem entender.
— Escuta. Eu sei quem é você, então é justo que saiba quem sou também. — disse Scorpius receoso, com medo de afastar Rose e Albus.
— O que quer dizer, sabe quem eu sou? — perguntou Albus surpreso.
— Você é Albus Potter, e ela é Rose Granger-Weasley. Eu sou Scorpius Malfoy, meus pais são Astoria e Draco Malfoy. Nossos pais... não se davam muito bem. — disse Scorpius respirando fundo, como será que Albus reagiria com isso?
— Está tentando suavizar as coisas. Seus pais eram Comensais da Morte! — disse Rose em um tom acusador.
— Meu pai era, mas minha mãe não — disse Scorpius tentando defender a mãe.
Rose olha para os lados e Scorpius percebe porque ela fez isso e solta um suspiro.
— Eu sei qual é o rumor, e é mentira. — diz Scorpius parecendo desesperado.
Albus olha de Rose que está desconfortável, para Scorpius, que está desesperado.
— Qual o rumor? — pergunta Albus curioso.
— O rumor é que meus pais não poderiam ter um filho. Que meu pai e meu avô estavam tão desesperados por um herdeiro poderoso para prevenir o fim da linhagem dos Malfoy, que usaram um Vira-Tempo para mandar minha mãe de volta... — começa Scorpius cada vez mais receoso, pensando se conta a outra parte ou não.
— Mandar ela de volta para onde? — pergunta Albus sem entender, cada vez mais curioso.
— O rumor é que ele é filho de Voldemort, Albus — diz Rose e Albus abre a boca em um perfeito " Hã? "
Um silencio se faz presente na cabine, até que Rose diz algo para quebrar o clima:
— Provavelmente é uma besteira. Quero dizer... olhe, você tem um nariz. — ela diz e os três riem. Scorpius ri, pateticamente agradecido.
— E é igual ao do meu pai! Eu tenho o nariz dele, o cabelo dele, e o nome dele. Não que isso seja grande coisa também. Temos problemas de pai e filho, claro. Mas, em tudo, eu prefiro ser um Malfoy do que filho do Lorde das Trevas — diz Scorpius sincero.
Scorpius e Albus olham um para o outro e algo acontece entre eles. É ali que nasce uma amizade.
— Sim. Bem, provavelmente deveríamos sentar em outro lugar. Vamos, Albus — diz Rose se levantando e Albus parecia pensar profundamente.
— Não — disse Albus e Rose lhe lança um olhar incrédulo — Estou bem, você pode ir.
— Albus, não vou te esperar — ela diz o olhando nos olhos.
— Não espero por isso, vou ficar aqui — disse Albus decidido e Scorpius apenas observava tudo surpreso e triste. Triste por Rose não querer ser amiga dele e surpreso por Albus decidir ficar perto dele, mesmo sabendo quem ele é e os boatos que correm.
Rose olha para Albus um segundo, e então deixa o compartimento. Albus e Scorpius são deixados sozinhos, olhando um para o outro, um tanto incertos.
— Obrigado — Scorpius agradeceu após um minuto de silencio.
— Não se desculpe. Não fiquei por você, fiquei pelos seus doces.
— Ela é bem nervosinha — Scorpius disse, se referindo a Rose e Albus suspirou.
— Sim. Desculpa.
— Não, eu gosto. Você prefere Alvo ou Al? — perguntou Scorpius e Albus pareceu pensar, enquanto Scorpius sorri feliz por feito um novo amigo e joga dois doces na boca.
— Obrigado por ficar pelos meus doces, Albus — diz Scorpius sorrindo.
Logo, a porta é aberta novamente. Albus achava que era Rose e se preparava para dizer a prima que ficaria ali com Scorpius, mas não era Rose. A garotinha de aparentes 11 anos e cabelos extremamente loiros, vinha em direção dos dois, um tanto incerta:
— Posso me sentar aqui? As outras cabines estão cheias! — pediu corando violentamente e falando em um tom tão baixo, que quase não dava para ouvi-la. Albus a entendia, ela devia estar com vergonha.
— Claro — Scorpius sorriu — Quer? — perguntou oferecendo um doce a garota.
— Não obrigada — ela disse educadamente, parecendo estar com vergonha de pedir doce para o loiro, mas olhava os mesmos, com uma cara esfomeada.
— Pode pegar, eu não me importo — ele disse sorrindo e a garota pegou um doce, ainda um tanto tímida.
— Obrigada — agradeceu em um sussurro.
— Qual é o seu nome? — perguntou Albus tentando ser educado, achava aquela garota estranha, mas assim como Scorpius queria fazer novos amigos.
— Se eu falar, vocês não vão querer ser meus amigos... — a garota falou corando novamente. Scorpius e Albus perceberam que ela era bem tímida.
— Pode falar, eu sou um Malfoy e acham que sou filho de Voldemort e ele é um Potter, todos esperam que ele seja uma cópia fiel do pai, mas não ligamos para o nome — disse Scorpius sorrindo e tranquilizando a menina.
— Eu sou Avada Cruciatos Zabine — disse a menina e Albus e Scorpius se olharam. Que nome " pensaram.
— Um nome um tanto diferente hein? — disse Scorpius rindo — Eu sou Scorpius Malfoy — ele disse e a menina assentiu, parecendo bem tímida — E ele é Albus Potter — apontou para o moreno a seu lado.
No decorrer da viagem, os três viraram melhores amigos. Com a ajuda de Scorpius e Albus, Avada foi se soltando e logo os três já eram amigos.
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Rose ainda estava chateada, Albus se recusara a ir com ela, para ficar conversando com Scorpius, aquilo a irritara. Agora, a ruiva procurava uma cabine e logo viu uma garotinha pequena, de pele pálida e cabelos muito negros, longos e lisos. Seus olhos são de um tom incomum de amarelo, profundos e calmos, de formato alongado e com cílios longos.
— Posso ficar aqui? — Rose perguntou um tanto tímida e a garota assentiu. — Sou Rose, Rose Granger Weasley — disse Rose se sentando ao lado da garota, a cabine aparentemente estava vazia, só tinha as duas.
— Prazer, eu sou Natasha Axiel Thorn — a garota disse sorrindo, parecia contente, esperando ter feito uma amizade nova — Para que casa você quer ir? — perguntou tentando socializar com Rose.
— Grifinória, a casa dos meus pais e você? — perguntou Rose curiosa.
— Meus pais eram da Sonserina, acho que eu devo ir para lá também — disse e Rose pareceu pensar. Tudo bem que bruxos da Sonserina costumavam ser maus, mas a garota parecia legal, decidiu fazer amizade com ela mesmo se ela caísse na Sonserina, além do mais, sem Albus ali, ela não tinha amigos.
Logo, as duas começavam a conversar animadamente e já se tornavam amigas.
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E agora nós entramos em um mundo-do-nunca da mudança do tempo. E essa cena é pura magia. As mudanças são rápidas enquanto saltamos entre os mundos. Não há uma cena individual, apenas fragmentos, cacos que mostram a constante passagem do tempo. Inicialmente, estamos dentro de Hogwarts, no Grande Salão, e todos estão dançando em volta de Albus e se começaram os murmúrios " Albus Potter " " Um Potter bem no nosso ano. " Ele tem o cabelo dele ".
— E é meu primo, prazer em conhece-lo — dizia Rose, aparentemente tentando fazer amizade, através da fama do primo.
O chapéu seletor caminha entre os estudantes, que de repente, se separam em suas Casas. Se torna evidentemente claro que ele está se aproximando de Rose, tensa, enquanto espera pelo seu destino.
— GRIFINÓRIA— o chapéu seletor diz, enquanto Rose caminha saltitante a mesa da Grifinória, onde a recebem com uma salva de palmas.
— Graças a Dumbledore — Rose sorri aliviada.
Scorpius corre para tomar o lugar de ROSe abaixo do brilho intenso do Chapéu Seletor.
— SONSERINA— e a mesa da Sonserina se enche de palmas.
— Natasha Axiel Thorn — como Minerva é a diretora, o próprio chapéu seletor chama e logo uma garotinha de cabelos negros, caminha nervosa e com medo de não cair na Sonserina, rumo ao chapéu seletor.
— Lufa-Lufa— diz o chapéu e a mesa da Lufa-Lufa se enche em palmas.
Logo, o chapéu coloca Albus e Avada na mesa da Sonserina e todos se surpreendem. Um Potter na Sonserina? Isso sim era novo e chocante. Albus caminhava rumo a mesa da Sonserina, incerto. Como seus pais reagiriam? Enquanto isso, Rose se lamentava dizendo " Albus! Isso está errado, não devia ser assim ".
— Você pode ficar perto de mim! — Scorpius disse sorrindo, enquanto Albus se aproximava.
— Claro, sim — disse Albus ainda embasbacado com toda aquela situação.
— Oi — disse uma Avada um tanto tímida se juntando aos amigos.
— Oi Avie — disse Scorpius sorrindo para a amiga.
— Avie? — a garota estranhou o apelido.
— Sim, Avie de Avada... Melhor do que Crucie né? — perguntou Scorpius rindo e ela assentiu.
— Preciso dar um apelido para vocês, como vocês gostam de ser chamados? — perguntou Avada a Scorpius e Albus.
— Ele prefere ser chamado de Albus e eu de Scorp — disse Scorpius sorrindo. Aquele estava sendo um bom ano, havia feito dois novos amigos, para completar só faltava Rose.
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E assim três anos se passavam... Albus diferente do pai, não era bom em quase nada. Não era tão inteligente, ao contrario de Rose sua prima que em seu segundo ano se tornou artilheira como o pai, ele não era bom em voo. Albus se distanciava cada vez mais do pai e aos poucos, o impedia de se aproximar. Para Albus, era horrível ser comparado ao pai o tempo todo, isso o irritava. Pedira até ao pai que não o trouxesse mais a Estação e o mesmo ficou triste com isso. A mãe de Scorpius acabou piorando e morrendo e Albus e Avada prometeram que iriam ao funeral. Scorpius estava feliz com a amizade dos dois, mas isso não o impedia de sorrir abobado para Rose, ou até aplaudi-la quando Minerva anunciou que ela seria a artilheira da Grifinória no segundo ano.
Albus logo iria para seu quarto ano em Hogwarts, sua relação com Rose só piorou, os dois mal se falavam. Natasha amiga de Rose e que também virou amiga de Albus, tentava remediar a situação e fazer os dois primos voltar a se falarem, mas de nada adiantava. Rose era teimosa e Albus mais ainda. Rose e Albus se falavam somente na frente da família e era tudo fingimento.
Naquela madrugada em especial, Albus não conseguia dormir. Estava assentado no topo da escada. Escutava vozes no andar abaixo. Escuta-se a voz de Harry antes que ele apareça, um idoso está em uma cadeira de rodas com ele, AMOS DIGGORY.
— Amos, eu entendo. Realmente entendo. Mas acabei de chegar em casa e... — começou Harry falando baixo e tomando cuidado para não acordar ninguém, sem nem imaginar que Albus escutava tudo na escada.
— Eu tenho tentado marcar um horário contigo no Ministério. Eles dizem, “Ah, Sr. Diggory, temos um para o senhor. Vamos ver, daqui a dois meses.” Aí espero. Muito pacientemente. — Amos explicou, mas Harry o interrompeu.
...e vir a minha casa no meio da noite, enquanto meus filhos se aprontam para um novo ano escolar, não é certo. — disse Harry em um tom serio.
— Dois meses passaram, recebi uma coruja, “Sr. Diggory, realmente sinto muito, mas o Sr. Potter foi chamado para um compromisso urgente, e vamos ter que fazer algumas mudanças aqui. O senhor está remarcado para um encontro, vamos ver, daqui a dois meses.” Então isso se repete de novo, e de novo. Você está se escondendo. — disse Amos em um tom acusatório.
Albus pensava no que Amos Diggory poderia querer com seu pai de tão urgente?
— Claro que não, apenas estou com receios. Como Diretor do Departamento de Execução das Leis da Magia, tenho medo que seja responsável... — se explicou Harry, mas não pôde terminar, pois fora interrompido por Amos.
— Há muitas coisas pelas quais você é responsável. — começou Amos em um tom acusador.
— Perdão? — disse Harry sem entender.
— Meu filho, Cedrico. Lembra-se dele, não é? — perguntou Amos e Harry suspirou. Lembrar de Cedrico o machucava.
— Sim, lembro do seu filho. Sua perda... — Albus apenas escutava a tudo, atentamente.
— Voldemort queria você, não o meu filho! Você mesmo me contou. As palavras que ele disse foram: “Mate o outro.” O outro. Meu filho, meu lindo filho, era o outro. — continuou Amos em um tom rancoroso e magoado, lamentando a morte do filho e Albus parecia compadecer de sua dor.
— Sr. Diggory, como o senhor sabe, me solidarizo com seus esforços para memorizar Cedrico, mas...
— Um memorial? Não estou interessado em um memorial, não mais. Já sou um homem velho, quase morrendo, e estou aqui para pedir, implorar, que me ajude a trazê-lo de volta. — Amos implorou e Harry olhou para cima, atônito.
— Trazê-lo de volta? Amos, isso é impossível. — disse Harry calmamente.
— O Ministério tem um Vira-Tempo, não tem? — perguntou Amos, tentando ser direto.
— Todos os Vira-Tempos foram destruídos. — argumentou Harry.
— A razão da minha urgência é que acabei de escutar um rumor, um forte rumor, de que o Ministério recolheu um Vira-Tempo ilegal que Teodoro Nott havia guardado. De uma investigação. Deixe-me usar o Vira-Tempo. Ter meu filho de volta. — implorou Amos.
Há uma longa pausa, mortal. HARRY tem extrema dificuldade. Assistimos Albus se aproximar, escutando a conversa.
— Amos, está brincando comigo? Sabe que não podemos fazer isso. — disse Harry sério.
— Quantas pessoas morreram pelo Menino Que Sobreviveu? Estou te pedindo para salvar uma delas. — insistiu Amos.
Isso machucava Harry, ele pensa e seu rosto endurece.
— O que quer que tenha escutado, a história de Teodoro Nott é falsa. Amos, me desculpe. — diz Harry encerrando o assunto.
— Olá!
Albus pula quando Delphi — uma mulher de uns vinte e poucos anos com
um olhar determinado — é revelada, olhando para ele através da escada.
— Ah, desculpe. Não quis te assustar. Eu costumava escutar muito da escada também. Sentada aí. Esperando que alguém dissesse alguma coisa um pouquinho interessante. — ela diz se explicando.
— Quem é você? Porque essa casa é minha, e... — diz Albus, logo sendo interrompido pela mulher.
— Sou uma ladra, claro. Estou prestes a roubar tudo o que você tem. Me dê seu ouro, sua varinha, seus Sapos de Chocolate! — Ela olha feroz e depois sorri — Eu sou Delphini Diggory — ela sobe a escada e estende a mão — Delphi. Cuido dele, de Amos — Ela indica AMOS — E você é?
— Albus — responde Albus com um sorriso pesaroso.
— Claro! Albus Potter! Então Harry é seu pai? Isso é um pouco surpreendente, não é?
— Na verdade, não. — responde Albus fazendo uma careta e ela ri.
— Ah. Toquei na sua ferida? É o que costumavam me dizer na escola. Delphini Diggory : não há um buraco em que não possa entrar. — ela disse rindo.
— Eles fazem todo tipo de coisa com o meu nome também. — responde Albus e Delphi o olha cuidadosamente.
Delphi. – Amos a chama
Ela vai sair e então hesita. Sorri para Albus.
— Não escolhemos nossos parentes. Amos não é apenas meu paciente, é meu tio. É parte da razão por eu ter pegado o emprego em Upper Flagley. Mas ficou difícil. É duro viver com pessoas que estão presas ao passado, não é? – diz Delphi e Albus assente.
— Delphi! – Amos a chama novamente.
— Upper Flagley ? – pergunta Albus curioso.
— Lar St. Oswald para Bruxos Idosos. Venha nos visitar algum dia, se quiser – diz Delphi sorrindo para Albus.
— DELPHI! – Amos a chama novamente, só que dessa vez aos berros.
Ela sorriu e então tropeçou enquanto descia as escadas. Ela entra em uma sala em que estão Amos e Harry. Albus a observa.
— Sim, tio? – Albus a vê respondendo o homem de cadeira de rodas.
— Conheça o outrora grandioso Harry Potter, agora um homem de gelo do Ministério. Vou te deixar em paz, senhor. Se paz é a palavra certa pra você. Delphi, minha cadeira. – diz o homem com rancor nos olhos, enquanto olhava para Harry.
— Sim, tio.
Amos é empurrado para fora da sala. Harry é deixado, aparentando estar desamparado. Albus continua observando, pensando cuidadosamente em tudo o que ouviu...
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