Harry Potter e O Legado de Gryffindor

6 Capítulo 05 – Décimo Sétimo


Notas iniciais
Olá, pessoal! Primeiramente queria me desculpar por não ter conseguido publicar um capítulo na semana passada. Foi bastante corrido para mim aquele final de semana, então não consegui. Espero poder me planejar melhor e quando for ter alguma pausa nas publicações assim, poder avisá-los. Agora, finalmente mais um capítulo para vocês, onde finalmente Harry faz aniversário, como vocês devem imaginar pelo título :) Espero que gostem, tem bastante Hinny pra vocês! Até mais!

Capítulo 05 – Décimo Sétimo

Harry percebeu que o total apoio que Molly dava ao seu namoro com Gina poderia não ser tão bom assim. No começo ele ficou aliviado, pois pensava que os pais dela não concordariam. Entretanto, depois daquele almoço que acabara de enfrentar, o que ele mais desejava era sumir, já duvidava se algum dia seu rosto voltaria a ser pálido como antes. Durante toda a refeição a Sra. Weasley ficou dizendo o quanto torcia pelos dois ficarem juntos, como ela viu, desde que conheceu Harry, que ele seria seu genro, e diversas outras coisas que só fazia o garoto ficar da cor do cabelo de sua namorada.

Assim que todos terminaram de comer, Harry tratou de arranjar uma desculpa e subir direto para o quarto de Rony, onde se jogou na cama. Alguns segundos depois, Gina apareceu, rindo.

— Você tinha que ver a sua cara! Estava hilário... – ela caiu na cama rindo – Harryzinho, o genro que mamãe pediu a Merlin.

— Não tem graça! – ele disse emburrado, e se virou para o lado.

— Ah, Harry! – ela o abraçou por trás, colocando a cabeça em cima do ombro dele – Foi engraçado, vai... Ou você preferia que ela estivesse contra a gente?

— Não, eu sei... Mas, poxa...

Ela se virou e o beijou antes que ele continuasse reclamando, e depois se enroscou no peito dele, sem dizer nada, apenas para senti-lo e certificar-se de que realmente estavam ali, juntos. Afinal, como seriam as coisas dali em diante? Por mais quanto tempo poderiam desfrutar de momentos como aquele? Naquele instante, nada mais importava, a não ser estarem ali.

— Eu te amo, sabia?

Ele abriu um grande sorriso, fazendo que sim com a cabeça, e a beijou novamente. – Sempre vou te amar, Ruivinha. – Ela apenas sorriu e o beijou de volta.

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O resto do dia passou rapidamente, depois que Molly colocou quase todos para arrumarem os aposentos dos convidados e os colchões que ficariam na sala. Fleur e seus parentes chegariam durante a noite daquele dia, entretanto, o pai dela teve alguns problemas no Ministério da Magia Francês e tiveram de adiar a viajem para o dia seguinte.

Ao fim do dia, Harry se sentia exausto. Jogou-se na cama, preparado para dormir o mais rápido possível. Rony já roncava a seu lado e, apesar do sono, ele não conseguia pregar o olho. Dentro de alguns minutos faria 17 anos, se tornaria um adulto e estaria sozinho na guerra contra Voldemort. Não conseguia tirar esses pensamentos da cabeça, então resolveu descer até a cozinha para tomar um copo d’água.

Todos já dormiam, a casa estava em total silêncio e escuridão quando chegou ao andar de baixo. Encheu um copo com água até a metade e se sentou à mesa, enquanto bebericava. Um barulho vindo da sala o assustou e o fez derrubar o copo, que se espatifou no chão com um barulho estridente. Um miado revelou que a fonte do barulho era Bichento, com seus grandes olhos amarelos fixos em Harry, que apareceu à luz da lua que entrava pela janela. Pela segunda vez naquele dia, Harry achou o gato estranho, dessa vez parecia feliz em olhá-lo.

Harry pegou o gato e o colocou no colo, fazendo carinho em seu pêlo. Bichento ronronou e fechou os olhos, apoiando a cabeça no outro braço do garoto. Ele percebeu como o gato estava próximo dele ultimamente e como ele sempre gostara de Bichento. Não tinha tanta afeição pelos gatos da Sra. Fig, mas o de Hermione não lhe parecia tão chato. Aliás, achou aquilo curioso, pois o único gato da Sra. Fig que Harry gostara foi um que era bem parecido com Bichento, talvez da mesma raça.

O garoto ouviu passos vindos da escada e se virou para ver quem era. Bichento se empertigou, miando, e pulou do colo de Harry, saindo em disparada pela porta da cozinha e sumindo no quintal. Quando o garoto se levantou para ver onde o gato tinha ido, Gina apareceu ao pé da escada, vestindo sua camisola branca, com o cabelo solto nos ombros. Ela sorriu, mordendo o lábio inferior, assim que viu o namorado na cozinha.

— Sem sono? – ela foi até ele e o beijou levemente.

Ele meneou a cabeça positivamente – Muita coisa na cabeça, sabe? Vim aqui tomar uma água.

— Então foi esse o barulho que eu ouvi? – ela apontou para a poça d’água e o monte de cacos de vidro espalhados pelo chão.

— Foi. Bichento apareceu, eu me assustei, derrubei o copo.

— Quer dizer então que agora você se assusta com gatinhos? – ela riu – Imagina se fosse Voldemort. – ele riu também.

— Aliás, o Bichento sumiu logo antes de você aparecer, não sei onde foi...

— Ah, ele é um gato, Harry, amanhã ele aparece querendo comida e carinho. – o relógio de Harry fez dois bips quando ela terminou de falar – A propósito, feliz décimo sétimo! – Gina passou os braços por trás do pescoço dele e o beijou intensamente, de uma forma que quase nunca tinham se beijado, até quase perderem o fôlego.

— Wow. – ele sorriu – Obrigado. – e a beijou novamente – Ah, com licença. – ele sacou sua varinha e apontou para os cacos no chão – Reparo! – os cacos se juntaram formando novamente o copo que Harry enchera de água – Desculpe, mas eu precisava fazer isso.

Os dois riram e ele levitou o copo até a pia, onde o deixou de cabeça para baixo, e então secou o chão molhado embaixo deles. Gina olhava para ele com ternura, ao mesmo tempo em que tinha um sorriso travesso no rosto, como se quisesse falar algo entalado em seu peito. Entretanto o que saiu foi bem menos do que ela queria.

— Vem comigo.

Gina o pegou pela mão e o levou até a escada. Subiram até o quarto dela, onde ela abriu a porta com cuidado.

— Gina! – Harry sussurrou – E a Mione?

— Shhh! – ela entrou, puxando-o pela camisa, e fechou a porta. O quarto, mesmo à noite, era bem claro e arejado. Por uma grande janela era possível ver as montanhas ao longe, agora cobertas pelo manto da noite. A decoração do quarto tinha muito vermelho, e um pôster da banda bruxa As Esquisitonas estava pendurado em uma das paredes, enquanto uma foto da capitã do time de quadribol Harpias de Hollyhead ficava em outra. Uma pequena escrivaninha ficava embaixo na janela, onde estavam alguns pertences de Hermione – Porque você acha que o Bichento estava na sala hoje?

— A Mione está dormindo lá?

A ruiva balançou a cabeça, confirmando.

— Então...

— Isso mesmo. Ela sabe. Agora... – mordeu o lábio inferior, olhando nos olhos verdes – Feliz aniversário.

Gina o puxou pela camiseta e o beijou. Harry a levantou, colocando as pernas dela em volta de seu quadril e a levou para a cama, sem deixar de beijá-la.

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Harry pensou estar sonhando quando acordou no outro dia. Precisou de alguns segundos para perceber que sua namorada estava realmente aninhada em seu peito. Sorriu, feliz por poder estar com ela em seus braços, beijou sua testa, e começou a afagar seus cabelos ruivos. Alguns minutos depois, ela acordou, com um lindo sorriso no rosto e, ao ver que seu namorado já estava acordado, o abraçou com mais força.

— Bom dia!

— Bom dia. – ele a beijou os lábios de leve.

— Como se sente acordando pela primeira vez como maior de idade?

— Não sei... Melhor que acordar maior de idade é acordar com você enroscada em mim.

Gina abriu um largo sorriso e o beijou intensamente. Instantes mais tarde, os dois foram interrompidos por várias batidas na porta. Separaram-se bruscamente e ouviram a voz de Molly.

— Gina, Hermione, acordem! O café já está pronto e os pais de Fleur já devem estar chegando! Arrumem-se e desçam em cinco minutos!

Os dois se olharam assustados e ouviram a Sra. Weasley descer as escadas. Harry se levantou rapidamente, colocando sua camiseta apenas um segundo antes de ouvir a porta abrir bruscamente. Seu coração disparou quando ele imaginou a mãe de sua namorada entrando no quarto, entretanto, ninguém entrou e a porta se fechou sozinha. Gina suspirou aliviada e abraçou Harry.

— Ufa... Quase, ein?

— Ei! – Hermione tirou a capa da invisibilidade de cima dela e apareceu à frente da porta, fazendo a ruiva dar um pulo. Ela tinha uma expressão feliz e seus cabelos estavam completamente desarrumados – Eu estou aqui, OK?

— Céus, Mione. Você nos assustou!

— Desculpa, Gina, mas a sua mãe bateu aqui nos apressando, aí eu tive que vir...

— E porque você está usando a minha capa, Mione?

— Bem, é que eu estava no quarto do Rony agora de manhã... – o rosto dela ruborizou ao ver o amigo dar uma risada – P-por que se acordassem e me vissem na sala, poderiam estranhar e entrar aqui. Aí, para... Ajudar vocês eu... FuiproquartodoRonyagoracedinhoefiqueicomelelá! – ela falou a última frase muito rápido, quase não dando para entender o que disse – Aliás, Harry, você devia ir para lá, o Rony estava perguntando de você e eu enrolei ele um pouco. Ah, e parabéns! – Ela o abraçou rapidamente – No café eu te dou o seu presente. Toma, sua capa.

Harry pegou sua capa da invisibilidade da mão de Hermione, deu mais um beijo em Gina e jogou a capa por cima de si, saindo pela porta do quarto de sua namorada. Quase trombou com Fred enquanto subia as escadas para o sótão, então encontrou Rony sentado em sua cama, terminando de embrulhar o que parecia ser um presente.

— Harry! Acordou cedo, ein? Feliz Aniversário. – ele jogou para o amigo o embrulho que acabara de arrumar.

— Obrigado! O que é isso?

— Abra e veja.

Harry começou a desembrulhar o pacote em forma de paralelepípedo e depois de algumas camadas de papel de embrulho se deparou com um belo tabuleiro portátil de xadrez de bruxo. Tanto o exterior quanto as peças eram entalhados em madeira escura, e possuíam um nível muito grande de detalhes. Não fosse a coloração da madeira as peças pareceriam realmente miniaturas de um exército medieval, ainda mais pela forma como se mexiam.

— Uau! Obrigado, Rony! É realmente um belo conjunto.

— E não é só isso. – o ruivo pegou, ao lado de sua cama, um tabuleiro bem parecido, mas com a coloração da madeira mais clara – Eles são tabuleiros irmãos, tudo que acontece em um acontece no outro. Assim poderemos jogar xadrez de bruxo mesmo à distância!

Harry sorriu, imaginando quantas vezes mais iria perder para o amigo no esporte agora que poderia jogar à distância, e o agradeceu novamente. Marcaram de realizar a primeira partida com os tabuleiros durante a noite.

— Então, vamos descer? Deve ter um monte de pessoas querendo te cumprimentar lá embaixo.

Os dois desceram as escadas para a cozinha e a encontraram muito cheia e enfeitada de amarelo e vermelho, com dizeres colados na parede de “Feliz Aniversário”. Os Weasleys estavam todos lá, inclusive Gui, que tinha chegado com Fleur, e foi uma enxurrada de parabéns, congratulações e abraços. Gina o abraçou novamente e lhe deu um selinho, o que provocou uma grande exclamação de felicidade vinda da Sra. Weasley e dois rostos vermelhos no meio da cozinha.

Depois Jorge e Fred o levaram para a sala, tirando-o dos braços de sua irmã, para mostrar a ele a pilha de presentes que estava ao lado da lareira. Dos dois, ele ganhou um pacote cheio dos últimos artigos das Gemialidades Wealey.

A Sra. Weasley lhe deu um fino relógio de bolso de ouro, que parecia ter muitos anos de vida, mas que estava em perfeito estado.

— É uma tradição, Harry – explicou –, que todo bruxo ganhe um relógio quando atinge a maioridade. Demos um para o Rony em março também. Esse pertencia a meu irmão Fabiano, está meio gasto e tem um risco no vidro, mas está funcionando perfeitamente. Está enfeitiçado para nunca atrasar. E, agora que você vai entrar para a família – ela deu um sorriso para Gina, que virou a cara –, me senti mais feliz ainda em lhe dar este.

Sem conseguir expressar em palavras o quanto aquilo significava para ele, Harry a abraçou forte, agradecendo. Depois, Hermione lhe deu parabéns novamente e um bisbilhoscópio novinho em folha, “E muito mais eficaz que o seu antigo”, ela disse. Gui e Fleur lhe deram uma cabana de acampar, parecida com a que eles usaram na copa mundial de quadribol, mas, segundo Gui, muito maior e mais confortável. Harry agradeceu muito a eles, comentando para si mesmo como isso poderia ser de ótima utilidade em sua busca pelas Horcruxes.

— Agora vamos, queridos, temos de tomar o café que eu preparei rápido para que consigamos arrumar tudo antes dos Delacour’s chegarem.

Depois do café, Molly colocou todos para arrumarem a bagunça recém-formada, livrando apenas Harry, porque era seu aniversário, e Gina, porque insistia que Harry precisava de uma companhia em seu dia. Os dois foram para o pomar, onde o palco de toda a cerimônia estava montado, e se sentaram num banco embaixo de uma cerejeira. Harry percebeu que ela carregava alguma coisa escondida dentro da blusa, mas antes que pudesse perguntar ela falou.

— Tenho outro presente para você, Harry. – ela sorriu tirou de dentro da blusa um pequeno saquinho de veludo – Eu mesma que fiz. Está bem, a Mione me ajudou quando eu precisei de um pouco de mágica, afinal eu ainda não posso sair por aí reparando copos quebrados. – eles riram – E não ficou exatamente como eu queria, mas é de todo coração, espero que você goste.

Harry pegou o saquinho, ansioso, e o abriu, ouvindo um barulho metálico. Enfiou a mão e puxou duas correntes de prata, que continham, cada uma, um galeão falso preso a elas. Harry olhou sem entender muito, então ela explicou.

— Eu usei aqueles galeões falsos que usávamos na A.D. A Mione me ajudou a enfeitiçá-los de modo que agora só se comuniquem entre si. Assim... Eu posso estar sempre perto de você. Quando você quiser, é só apertá-lo contra seu peito e dizer meu nome, que o galeão brilhará dourado e esquentará em meu peito, e eu saberei que você está pensando em mim. Dessa forma sempre vou poder senti-lo, mesmo que você tente fugir e me deixar sozinha. – a expressão dela endureceu um pouco com o pensamento, mas tentou mudar de assunto para esquecê-lo – Mais uma coisa. Se alguma hora eu correr perigo, ele brilhará vermelho, te avisando. Assim você poderá ficar tranqüilo sempre que o galeão estiver dourado.

Harry sorriu inebriado de felicidade e a beijou, querendo agradecer com todas suas forças o presente, querendo passar a ela toda a sua felicidade, querendo se desculpar por ter que pensar em partir sem ela e querendo, acima de tudo, mostrar como amava aquela ruivinha.

— Posso? – ela disse, pegando um dos amuletos da mão de Harry. Quando ele assentiu, ela o colocou no pescoço do namorado, beijando o galeão depois de fazê-lo. Com isso, as peças de ouro, tanto a que estava no pescoço quanto a que estava na mão de Harry, brilharam e o nome de Gina apareceu gravado em uma das faces dos dois galeões. Harry imitou o que a namorada fez e novamente as peças brilharam, gravando agora o nome de Harry na outra face de cada uma.

— Agora você não pode mais me abandonar. – ela disse, sorrindo.

Os dois se beijaram e aproveitaram o resto da manhã, juntos.

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A chegada dos pais de Fleur para o almoço foi um grande alvoroço. A Sra. Weasley queria fazê-los sentir o melhor possível em sua casa e, para isso, abusava dos filhos. Rony já estava ficando cansado de levar tantos doces e chás, puxar cadeiras e servir sanduíches.

Junto com os pais, veio Gabrielle, a irmã de Fleur, que era uma miniatura da mais velha. Tinha crescido bastante nos três anos que se passaram, agora tinha 11 anos. Ela, que era fissurada em Harry desde o episódio do lago, onde fora salva por ele, veio logo abraçá-lo e agradecê-lo novamente, com um grande sorriso em seu rostinho. Gina logo fechou à cara ao ver isso e ao ouvir Fleur dizer que a irmã não parava de falar em Harry desde ele a salvara. Tratou logo de se aproximar mais do namorado e segurar sua mão, querendo deixar claro que ele já estava comprometido.

Após o longo e delicioso almoço que a Sra. Weasley preparara para todos, Fleur chamou todas as meninas para seu quarto para experimentarem os vestidos. Hermione subiu com Gabrielle, e Gina a contragosto foi atrás, mas não antes de dar um selinho em seu namorado na frente da pequenina um-quarto-de-veela. Harry e Rony se conformaram em subir para o quarto e ficar esperando, muito, as garotas terminarem aquilo. Cochilaram minutos depois, cansados por todo o tempo de arrumação da casa.

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Harry estava sentado em uma poltrona numa sala escura, iluminada apenas pela lareira na parede oposta. Em seu colo estava a gigantesca cobra Nagini. Estava extremamente irritado com o garoto ajoelhado à sua frente.

— S-s-senhor... Por fav...

— Cale-se. – disse Harry, calmamente, olhando com desprezo para o garoto loiro à sua frente – Você e sua família já sua família já me deram problemas demais. Está na hora de fazer algo de útil. Voltará para lá amanhã mesmo, e ficará até que as aulas em Hogwarts voltem. Então você irá de volta para a escola.

— M-mas, s-senhor... Todos já sabem o que eu fiz na câmara secreta... Não me...

— Ninguém tem provas, apenas o testemunho de Potter. Não poderão fazer nada contra você. Deverá ficar de olho nele se ele voltar.

— E a garota, a Weasley? Eu já te falei que...

— Não! Não é possível, eu já lhe disse, não consegue entender? – começava a se irritar com o garoto – Não mexa com a garota, por hora. Quando eu achar que é necessário, eu mesmo cuidarei desse assunto. Você não viu o que aconteceu da última vez? Usarei a garota quando foi extremamente necessário. Por enquanto não vou me arriscar.

— E-e... O q-que eu devo f-fazer com Potter?

— Apenas observe o que ele está fazendo e...

Alguém bateu à porta e, irritado pela interrupção, Harry mandou entrar.

— Milorde – disse Rabicho, lentamente –, desculpe a interrupção, mas Yaxley chegou.

Um homem alto e loiro vestido na capa preta dos comensais entrou, seguido por outro homem magricela e velho.

— Milorde. Este aqui é Welby Ford, você deve conhecê-lo.

— Sim. – Harry se encheu de felicidade ao ver o homem na sua frente, com os olhos opacos e distantes.

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Bem longe d’A Toca, um curioso gato ruivo entrava no castelo de Hogwarts logo pela manhã, usando a passagem da bruxa corcunda. Sabendo exatamente seu objetivo, rumou direto para o segundo andar, chegando à estátua da gárgula. Não demorou muito para que o gato conseguisse descobrir a nova senha da sala do diretor de Hogwarts. Bastou ficar rondando sorrateiramente pela entrada para que ele conseguisse pegar o momento que McGonagall chegara. Depois disso foi só esperar ela sair para o almoço, então pôde finalmente voltar novamente à sua forma humana. Ainda era muito estranho se acostumar àquele corpo.

Limpando a garganta ele proferiu a palavra-chave, que saiu fraca e arrastada, mas foi o suficiente para fazer a gárgula começar a girar. Era uma sensação mais estranha ainda, voltar a usar a voz depois de tantos anos. Levaria algum tempo até que ele se acostumasse de novo a uma vida normal. Subiu nos degraus que giravam e logo estava dentro do antigo escritório de Dumbledore. A sala não tinha mudado quase nada desde as vezes que ele tinha estado ali em sua adolescência.

Logo que entrou, ouviu exclamações de surpresa vindas de alguns dos quadros dos ex-diretores, mas foi o de Dumbledore que lhe dirigiu a palavra. Estava bastante surpreso, porém bastou conversarem por alguns minutos que ele entendeu tudo que acontecera, por que o homem estivera naquela forma todos esses anos. Ele ficou conversando por vários minutos com o retrato, exercitando novamente sua voz e colocando-se a par de diversas questões que desconhecia. Quase uma hora depois, percebeu que a atual diretora poderia voltar a qualquer momento e lembrou-se da principal razão de estar ali.

— Desculpe-me, professor, mas tenho que partir antes que seja descoberto aqui. Peço, é claro, a sua discrição. E a de vocês, também. – ele se dirigiu aos outros quadros que estavam acordados – Seria muito inconveniente que descobrissem meu estado por outra pessoa que não fosse por mim. Agora, se me permite – ele se dirigiu até a mesa onde estava o velho chapéu seletor –, preciso reaver algo, acredito que o senhor sabe o quê. Preciso devolvê-la a quem lhe é de direito.

Notas finais
E aí, o que acharam? Espero que tenham gostado! Gostaram dos momentos Harry e Gina? Gosto muito de poder escrevê-los assim, já que eles ficaram juntos nessa realidade alternativa. E sobre o presente que Harry ganhou da Gina, não quis descrever pois não era o intuito desta fic, mas acho que ficou claro. E acho que é algo que seria totalmente natural de ter acontecido. Me lembro ter lido alguém falar que se, no livro oficial, se o Rony não tivesse aparecido para cortar o beijo que Harry estava ganhando de aniversário, talvez o presente teria sido algo a mais mesmo :P E dada as circunstâncias, foi o que aconteceu aqui. Enfim, já estão ficando curiosos com as coisas que estão aparecendo? O que será que Draco tem que fazer? E quem será essa homem que apareceu no final? Algum palpite de vocês? Comentem tudo que acharem, inclusive vocês, leitores fantasminhas, pois vai ser muito bom ouvir a opinião de vocês. Receber a notificação de um novo comentário e ler tudo que o leitor esta achando é a melhor coisa que tem para um autor. Obrigado e até a próxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.