Harry Potter - Recomeçar
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Boa leitura! e leiam as notas finais!
Os quatro entraram na loja, eles já notavam um ar diferente nela. Um pouco mais alegre, mas ainda faltava muito para voltar ao que era. Os bonecos de Harry e Voldemort tinham sumido, para a alegria do moreno.
Logo, Andie apareceu.
_ Boa tarde, senhores – ela foi formal.
_ O que houve com você? Você parece nervosa – observou Gina.
_ É que... bom... me desculpe, Sr. Potter, mas da última vez em que esteve aqui essa loja virou o inferno.
_ Pois é, né? — riu Rony – Cadê o meu irmão, Andie?
_ Ele está lá atrás, parecendo um louco – Angelina falou surgindo de trás de uma estante.
_ Louco ele sempre foi... — Harry observou.
_ Mais louco – disse Angeliana séria.
_ Ele explodiu algo? Ah, pera! Esse é o normal dele – falou Gina pensativa – Afinal, o que está acontecendo?
_ Venham ver vocês – disse Angelina se virando e levando todos para a oficina – Vejam... — ela completou ao abrir a porta.
Jorge estava sentado sacudindo a varinha freneticamente fazendo soltar faíscas da ponta dela, depois levantou pegou um estojo e voltou a sua posição inicial.
_ Jorge... — chamou Gina.
_ Oi! — ele gritou ao ver os visitantes.
_ Jorge, o que você está fazendo? — perguntou Gina preocupada.
_ Inventando! — ele ainda gritava – Aliás, Rony, você não tem o talento...
Rony bufou.
_ Harry, não parece que ele tomou cafeína demais? — Sussurrou Hermione para que só o amigo ouvisse. Harry concordou ainda assustado com a cena que presenciava.
_ Hey, eu tentei, ok? — Rony se irritou.
_ Valeu a tentativa, mas não tente de novo. Ok? — zombou Jorge.
_ Mas o que exatamente você está fazendo? — Gina insistiu.
_ Montando outra coisa com a ideia do Rony – ele respondeu se voltando para a mesa onde trabalhava – Mas está faltando algo...
_ Algo ou alguém? — perguntou Rony.
_ Ronald! — ralhou Hermione – Você é tão sensível quanto um trasgo, sabia?
Gina foi até o irmão ao perceber que este chorava em desespero.
_ Eu n-não consi-sigo! Não s-sem ele! — ele falou aos soluços.
_ Consegue sim, Jorge – disse Angelina indicando para que Gina o soltasse. Gina o fez e Angelina sentou ao lado dele – Lembra aquela vez em que vocês brigaram no terceiro ano? — Jorge indicou que sim enquanto Angelina fazia cafuné no ruivo – Então, lembra que você inventou sozinho uma pegadinha para que Fred caísse e vocês fizessem as pazes?
Jorge indicou que sim novamente.
_ Então você consegue inventar algo sem ele, certo? — Angelina completou.
_ Jeito estranho de fazer as pazes, hein? — Harry comentou com os amigos.
_ Era uma parada só deles, as pegadinhas – respondeu Rony.
Quando Jorge se acalmou, Harry, Rony, Hermione e Gina decidiram ir embora. Harry deixou as compras e Nix para que os outros levassem para casa, ele iria direto para a casa do Dursley.
_ Hermione, aparate no beco entre a Rua das Magnólias e a Rua dos Alfeneiros, onde fui atacado por dementadores no quinto ano... — Harry pediu.
_ Ok, vai logo, Harry – Hermione falou.
Harry deu um beijo em Gina, aparatou para logo depois desaparatar no beco e então caminhou até a casa onde sofreu por muitos anos. Sofreu o descaso dos tios, os dias sem poder sair do quarto, isso quando não era preso no armário debaixo da escada.
Harry parou em frente a porta do número quatro e tocou a campainha. Logo um rapaz a abriu, mas não parecia ser seu primo.
_ Harry – o rapaz apertou a mão do moreno, era sim o Duda – Quanto tempo, cara!
_ Pois é, né? — Harry estranhou a atitude do primo.
_ Entre – convidou Duda abrindo passagem.
Harry entrou na casa que não tinha mudado muita coisa. Ambos os rapazes estavam nervosos e não sabiam como agir.
_ Hum... Por que não nos sentamos? — sugeriu Duda entrando na sala.
Harry concordou e se sentou no sofá.
_ Você parece muito bem, Duda – Harry elogiou.
_ É, depois de passar meses indo de um canto à outro do planeta sem muita comida, eu emagreci bastante – ele sorriu.
_ Mas não é só isso – Harry observou – Você parece... radiante!
_ Minha culpa, eu acho – falou uma menina vindo da cozinha.
_ Ah, Harry, essa é minha namorada, Susana – Duda apresentou.
_ Bones – Harry completou.
_ Oi, Harry – ela disse sorrindo.
_ Vocês já se conhecem? — perguntou Duda.
_ Bom.. Sabe, Dudinha...
_ Você é uma... uma... — Duda travou.
_ bruxa? Sim, eu sou...
Harry observou a cena incrédulo. Ele imaginava como seria se os tios descobrissem que a namorada de Duda é uma bruxa.
_ Desculpa, Duda. — ela disse se sentando ao lado do loiro – Eu nem iria te contar se você já não soubesse sobre o nosso mundo – ela completou.
_ Ótimo, então você ia continuar me enganando? — ele a encarou.
_ Hum... tenta entender... — ela pediu – Eu só poderia contar à um trouxa, quero dizer, um não-bruxo se eu já estivesse casada com ele... — ela deu uma pausa – É a nossa lei.
_ Depois conversamos, pode ser? — Duda pediu se endireitando no sofá – Bom, Harry, eu te chamei aqui porque...
_ Eu vou deixar vocês conversarem sozinhos – Susana se retirou para a cozinha.
_ para começar, tenho ouvido um barulho vindo de debaixo do assoalho do seu quarto, e bom... Achei melhor não mexer, você sabe...
_ Ah, vamos ver... Esqueci de esvaziar lá embaixo antes de sair – Harry se levantou e se dirigiu à escada – Podemos?
_ Sim, claro! — Duda se levantou e acompanhou Harry até seu antigo quarto.
_ Seus pais trancaram a porta e tornaram o quarto uma área de isolamento? — perguntou Harry ao parar em frente a porta.
_ Claro, você sabe como eles são com relação a você. Mas não tinham trancado até que ouviram o barulho no assoalho... Eles tinham medo de ser um monstro de estimação seu... — ele respondeu sem graça.
_ Alohomora – ele apontou a varinha para a fechadura e esta fez um clique.
Harry percebeu Duda se contrair ao ver a varinha, então logo a guardou. Abriu a porta e viu o quarto exatamente como o deixou. Ainda tinha uma pilha do Profeta Diário intactos na mesa e a cama estava desarrumada. Ele se dirigiu até a madeira solta do assoalho e se ajoelhou. Tirou a madeira e lá encontrou o motivo do barulho.
A miniatura que ganhara no Torneio Tribuxo do Rabo-Córneo Húngaro. O dragão soltava fogo pelas ventas e agora observava Harry.
_ É o meu dragão.
_ O seu o que? — Duda se assustou.
_ Meu dragão, eles ainda existem, sabia? — Harry se levantou com o dragão em suas mãos – Esse é a miniatura do que eu enfrentei...
_ Você enfrentou um dragão? — disse Duda surpreso.
_ longa história... — suspirou Harry ao se lembrar do torneio.
_ Acho que temos tempo... — Duda se sentou na ponta da cama.
Harry colocou o dragão na escrivaninha e se sentou na outra ponta da cama.
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_ Então, você sonhava com a morte dela, do Cedrico – Duda concluiu depois que ouviu toda a história sobre o Torneio Tribuxo e os momentos no cemitério.
_ Exato, eu revivia a mesma cena enquanto dormia todas noites durante aqele verão em que foi atacado.
_ Desculpe por ter zoado você e... — Duda começou a falar mas a campainha tocou – Vamos descer.
_ Rony, Hermione e.. Gina! — Suna falou na porta.
_ Oi, Susana. Acho que estamos na casa errada – Harry reconheceu a voz de Gina.
_ não estão, não – Duda disse ao chegar perto da porta – Acho que vocês são os amigos de Harry, estou certo?
_ hum... Sim, somos – disse Hermione.
_ Oi, gente – Harry apareceu – Entrem.
_ É claro! Que cabeça a minha – Duda entrou na sala e todos o seguiram.
_ Sentem-se – Duda convidou.
Duda se sentou na poltrona que era do pai, Harry se sentou no canto do sofá com Rony ao seu lado.
_ Eu vou buscar o chá – disse Sosana.
_ nós te ajudamos – disse Gina indicando ela e Hermione.
As três saíram e logo voltaram com o jogo de chá e os muffins.
Depois de servirem todos, Susana se sentou no braço da poltrona de Duda, Hermione se sentou ao lado de Rony e Gina se sentou entre o irmão e o namorado.
_ Bom... gente, esse é meu primo Duda Dursley, e você já conhecem Susana Bones, sua namorada – seus amigos fizeram cara de surpresa – Duda, essa são Ronald Weasley e Hermione Granger, meus amigos, e essa é minha namorada, Gina Weasley.
_ É um prazer conhecê-los – disse Duda.
_ posso perguntar uma coisa? — Gina perguntou e Duda assentiu – Como você e a Susana se conheceram? — ela perguntou sem medir palavras – Porque, até onde eu sei, você e seus pais sempre tiveram aversão aà bruxos... Pera ele não sabe? — Gina concluiu olhando para Susana.
_ Soube hoje, quando Harry chegou – Duda respondeu.
_ Bom... eu moro aqui do lado no número 6 – respondeu Susana – Vim pra cá um pouco antes de Duda voltar com os pais. Eu e meus pais viemos para cá para proteger os Dursley...
_ É o que? — Duda estava surpreso.
_ Vocês voltaram um pouco antes da batalha de Hogwarts e ainda não estavam seguros e...
_ Mas se não estavam seguros, por que voltaram? — perguntou Rony.
_ Por que Harry já não se escondia mais, Ron – Hermione respondeu – Não tinha porquê virem atrás da família dele, já que todas as informações que eles poderiam ter estavam estampadas em todos os jornais.
_ Isso – Susana concordou – Nós viemos para ver como estava a área, não esperávamos que os Dursley logo voltassem, a ideia era que eles só voltassem quando a guerra tivesse acabado. Nós viveríamos aqui até um ou dois meses depois do retorno deles e depois iríamos embora.
_ Mas a Ordem ficou sabendo que o Harry tinha sido encontrado e que conseguira fugir – Gina começou a falar – Alguns dias antes deles invadirem o Gringotes...
_ Fiquei sabendo disso – Duda se manifestou – Quando disseram que Voldemort quase tinha pego você, eu suspirei aliviado em saber que estava vivo e que ainda conseguia lutar. Eles decidiram nos trazer de volta. Mas que história é essa de invadir o Gringotes? Afinal, o que é o Gringotes?
_ Gringotes é o banco bruxo. Não é impossível invadir, mas era impossível sair. Mas mais uma vez o Harry conseguiu algo impossível. Vocês saíram num dragão, certo? — Susana concluiu.
_ Outro dragão? — Duda se surpreendeu.
_ Sim, outro... Só que este não percebeu que estávamos com ele. Nós tivemos que pular num lago para descer dele – Harry observou.
_ Entre esses dois acontecimentos os Dursley voltaram. E nós passamos a frequentar um a casa do outro, não que seus tios soubessem que nós éramos bruxos, eles sabiam que estavam sendo protegidos, mas não faziam ideia de éramos nós, Harry – Susana conclui a história.
_ Mas você não deveria estar em Hogwarts, Bones? — perguntou Hermione.
_ Assim como Gina, eu não voltei... Sou de sangue puro, mas não queria fazer aquelas brutalidades que os Carrow mandavam.
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Depois de muito conversarem, o dia já virava noite.
_ É melhor irmos, Harry – disse Gina – Mamãe está nos esperando para jantar.
_ Vamos sim. Não quero despertar a preocupação de minha sogra – Harry respondeu.
_ O cara que derrotou o maior bruxo das trevas que já existiu está com medo da sogra? — implicou Duda.
_ Você não conhece a figura, Duda... Se conhecesse, você entenderia – Harry respondeu.
_ Harry! Não fale assim da minha mãe! — Gina exclamou.
_ Eu não disse nada demais! — Harry se defendeu – Só disse que ela se preocupa muito com os filhos e agregados da família.
_ Acho bom... — Gina disse de cara emburrada.
_ Por que vocês não vem jantar conosco, Duda e Susana? — perguntou Rony.
_ Acho melhor não, quem sabe um outro dia – Duda declinou – Eu e Susana precisamos conversar hoje.
_ Ah, sim... Façamos o seguinte, meu aniversário é dia 11 e vai ter uma festa e vocês estão convidados! O que acham? — Gina se animou.
_ Hum... pode ser – respondeu Duda.
_ Ótimo! Então nos vemos em uma semana – Harry sorriu – Até lá então, Duda – ele completou se levantando.
_ Até semana que vem, Harry – respondeu Duda.
_ Ah, quando você for contar aos seus pais que você namora uma bruxa, por favor, me chame. Estou com saudades de ver tio Valter de cara roxa arrancando os bigodes – Harry fez piada e Duda assentiu com uma risada tensa.
Todos se despediram. Os quatro saíram para a rua dos Alfeneiros e seguiram para o beco onde desaparataram e aparataram no jardim d'A Toca. Entraram e viram Jorge jogado no sofá e Angelina sentada no chão perto dele.
_ Boa noite – Harry disse ao entrar.
_ Ai estão vocês – disse Angelina – Molly já estava pirando. Ela está na cozinha.
Notas finais
Eu tenho uma outra fic, essa é sobre a 3ª geração:
http://fanfiction.com.br/historia/217045/Segredos_e_Confusoes_da_Nova_Geracao
Espero que curtam!
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