Harry Potter - Novos Caminhos
32 As Explicações de Snape
Notas iniciais
Só para constar, este NÃO é o último cap. hein?! :D
##Aproveitem, se deliciem com mais este capítulo da reta final de Harry Potter - Novos Caminhos!##
Até as notas finais, ok?! (y)
**)
A luta chegava ao fim nos terrenos de Hogwarts. Assim que viram o seu senhor jazido no chão, inerte, sem vida, muitos comensais fugiram temerosos, enfraquecidos já pela luta e sem esperanças de um dia voltarem a agir, agora sem o seu líder. Passaram a viver na escuridão de seus pensamentos e atos sem forças e poder até que um dia enxergassem a bondade e emergissem das trevas.
Mas havia muitos corpos pelo campo, na floresta ou boiando no lago. Foi uma luta difícil e muito triste, mas enfim vencida pelo que realmente era certo.
Narcisa não morrera com o feitiço lançado pelo marido que foi na verdade direcionado para o Draco. Ele apesar de covarde, não mataria o próprio filho, seu único herdeiro Malfoy. Mas ele sim morrera, ao sair correndo enlouquecido com o que havia feito, pensando ele ter matado a única pessoa que o amava, chegou ao campo no meio da guerra e foi capturado por uma das aves e teve o fim de tantos outros.
Minerva estava bastante ferida porém ainda de pé. Vencera a luta com Belatrix com a ajuda da Ordem da Fênix que chegara junto com os gêmeos Weasley para mais reforços. A louca Belatrix morreu em meio a uma de suas doentias gargalhadas pela varinha de Nerville.
Hermione logo ficou sendo cuidada por Ana que tentava aliviar os ferimentos, mas assim que pôde, foi levada para a ala hospitalar. Perdera muito sangue devido o feitiço violento conjurado por Lucius Malfoy em meio a sua ira. Ficara com algumas cicatrizes e estava com todo o tronco enfaixado devido o corte profundo. Porém forte como sempre foi, a garota se recuperava com a ajuda de Draco que estava em seu leito.
Os professores tentavam em meio a lágrimas e com a ajuda dos gigantes, centauros, aves e aranhas, reconstruir paredes da Escola e acalmar muitos dos alunos que sobreviveram enquanto que os sereianos com seus controle sobre as águas, apagavam o fogo que ainda existia pela propriedade.
Toda a Armada de Dumbledore e os demais alunos se encontravam na ala hospitalar, mas Dumbledore, Snape, Harry, Rony e Gina, não. Eles conversavam na sala do diretor agora também destruída, porém mais reservada e familiar como sempre.
(...)
Harry estava boquiaberto com o relato do professor Snape que por sua vez, ainda aturdido, tremia vez ou outra. Assim como Harry, Dumbledore estava mais que interessado no relato sobre esses últimos acontecimentos enquanto Rony cuidava e acalmava a irmã que ainda chorava, mais a um canto da sala.
– Desde o início, eu estava planejando as coisas do meu jeito em cima do que Voldemort acreditava ser da sua forma. – Snape falava estático com os olhos parados, mirando o nada... – Ele chegava a desconfiar certas vezes, mas eu conseguia fazer a ideia ser o máximo convincente. Belatrix... – Snape parou respirando fundo. Piscou várias vezes e encarou Harry. – Belatrix sentia que alguma coisa estava errada. Ela sempre desconfiava e tentava fazer a cabeça de Voldemort, mas eu era mais esperto; persuadia o lorde das trevas e fazia-o acreditar que minhas ideias eram sensatas e dignas de vitória. Foi assim que sempre tive certa vantagem de tempo para avisar ao Dumbledore sobre tudo. – Snape agora olhou o diretor que encostava a testa em seus dedos longos.
– Snape, — começou o diretor – Você se arriscou completamente! Desde o início até o último segundo... Para a nossa proteção. Para a proteção de toda esta escola. – Dumbledore deixara escorrer pesadas lágrimas. Era inevitável.
Snape levantou-se de onde estava sentado, seguindo para a beirada, que antes era uma parede, e mirou os terrenos da Escola, pesaroso. Por aquela Escola e pelo diretor faria tudo novamente. Dumbledore foi o único que o aceitou mesmo sabendo que era um comensal. Confiara nele como ninguém antes e ainda deixou o garoto Potter sob sua proteção. O filho de sua amada (...).
Mas Snape nada disse; apenas se virou para o diretor e falou em sua voz grave:
– Faria tudo novamente.
– Mas e a Gina? Por que fez isso? – Rony quem perguntara em meio a seu desespero por ver a irmã ainda assustada.
Snape suspirou pesadamente, uniu as pontas dos dedos e caminhou até a garota que estava sentada no chão enlaçando as pernas com os braços. Agachou-se de frente para a ela e levantou lentamente seu rosto para que pudesse encará-lo.
Ao mirar o professor, Gina logo percebeu seu olhar tristonho e sincero e se acalmou ainda deixando uma lágrima escorrer.
– Desculpe-me Srta. Weasley. – Disse Snape – Mas foi a única maneira que vi para que tudo ocorresse segundo meu plano.
A garota apenas assentiu e baixou novamente a cabeça.
Snape levantou-se e sentou agora encarando o diretor.
Harry fora até Gina sentando-se no chão abraçado a garota. Rony levantara-se para se juntar ao professor e ao diretor.
– Usei a Srta. Weasley como isca para que o Potter fosse atrás dela; até a Torre, pois assim era o plano de Voldemort arquitetado por mim.
Dumbledore permanecia quieto apenas ouvindo e Rony fechou levemente os olhos franzindo o cenho.
– O objetivo de Voldemort era que eu atraísse sua irmã para que assim o Potter fosse até ela e então seria o fim do seu amigo. Mas o meu objetivo era, no momento em que o lorde das trevas chegasse, que tudo parecesse perfeito dentro dos planos que ele acreditava e assim ser pego de surpresa, sem o menor vestígio de traição de minha parte. – Snape olhava para Rony que agora parecia aliviar mais sua expressão, percebendo a real intenção do professor.
Severo deu uma breve pausa virando-se para Harry e Gina sentados no chão ao canto da sala; viu Harry amparando a garota, e por segundos, deixou que sua mente vagasse pelo seu passado tão agradável com Lílian. Aquela que sempre amou e que seu filho fora deixado sob sua proteção por peça do destino. Aquele filho, Harry Potter, com a alma tão sensível quanto a da mãe (...).
– O Potter não poderia fazer isso: matar o Voldemort. Suas varinhas sendo feitas da mesma essência, pena de fênix, não se destruiriam nunca, pois são irmãs; e Dumbledore, você não sabia deste meu plano, então só coube a mim esta missão.
– Como a Gina foi parar na Torre? Todos estavam correndo em direção da passagem... Em que momento isso aconteceu? – Rony perguntou ainda confuso.
– Neste mesmo momento Sr Weaslesy. Entrei na mente de sua irmã e a manipulei. Peço novamente que me desculpem, mas não havia outra maneira. Sua irmã caminhou até a Torre enquanto todos desciam para o andar da passagem secreta para a vila. Fiz com que ela se atrasasse mais para descer junto com as outras garotas da sala comunal e saindo por último, levei-a hipnotizada à Torre.
Gina agora olhava também para o professor. Estava apoiada no peito de Harry que afagava seus cabelos.
– Ela ficou aturdida assim que saiu do transe, mas não podia contar-lhe nada. Seria arriscado demais. Foi quando pouco tempo depois, você e Potter chegaram e em seguida Dumbledore, com os gigantes e a diretora da Beuxbatons. – Continuou o professor.
Todos ficaram calados. Pareciam estar revivendo aquele último e pavoroso momento até que severo quebrou o silêncio perguntando:
– Sabia que de uma forma ou de outra, vocês encontrariam a Srta. Weaslesy, mas como exatamente a encontraram?
– Estávamos desesperados atrás da minha irmã e quando todos os feridos e desmaiados nos corredores, foram atendidos e levados dali, perguntamos a algumas pessoas se não teriam visto a Gina. Alguns diziam que não, mas outros apontavam para cima ou diziam tê-la visto andando na direção contrária de todos, ou seja, subindo.
– Não pareciam preocupados com mais nada a não ser correr e alcançar a tempo a passagem para Hogsmeade. – Pronunciou Harry do canto da sala, ajudando Rony a explicar. – Então percebemos que deveríamos continuar subindo os andares; que ninguém havia parado, chamado ou levado a Gina para o corredor onde todos estavam.
Gina neste momento enterrou seu rosto em Harry, escondendo um choro silencioso.
– Gritávamos desesperados por ela, mas não tivemos resposta. Assim, chegamos até a Torre e demos de cara com o senhor, professor, segurando-a... – Continuou Rony.
– Foi o momento que cheguei com os gigantes. – Falou por fim Dumbledore.
– Sim, diretor. – Pronunciou Harry.
– Desculpe-me Severo, por ter duvidado de você ao vê-lo com a garota Weasley... – Começou Dumbledore em sua voz rouca. – Realmente não esperava aquilo. Maxime me avisou que a Srta Weaslesy havia sido capturada. Ela vinha para cá em sua carruagem, quando passando pela Torre, viu o acontecido. Esperava ver tudo, qualquer um, menos você naquela situação, mas foi graças a isso que agora estamos aqui, vivos. Desculpe-me Severo.
– Não tem que fazer isso. Não me deve desculpas. – Severo levantara-se novamente caminhando lentamente até a beirada. – Potter, venha aqui. – Chamou o professor retomando seu jeito imperativo.
Harry se afastou de Gina com um beijo, foi até o professor e parou ao seu lado. Severo nada disse. Continuou apenas com as mãos unidas nas costas observando tudo lá em baixo. Harry fez o mesmo e vendo aquilo, uma dor enorme tomou seu coração. Foi quando ouviu o professor dizer ainda sem olhá-lo:
– Obrigado por ter salvo a minha vida.
Harry se virou para encarar o professor.
– Obrigado, Potter. – Repetiu Snape olhando o garoto e lembrando-se novamente de sua querida Lílian.
– E também agradeço por ter salvo a minha, professor.
Mas as palavras não estavam sendo suficientes nem para Harry, nem para Severo.
Harry então abraçou o professor que de início não soube como agir, mas que logo retribuiu ainda desconcertado.
E foi neste momento que todas as incompreensões e rixas entre ambos se esvaíram dando lugar a uma sincera e amigável relação.
Afastaram-se rapidamente e voltando ao seu jeito carrancudo, porém agora não verdadeiro, Severo perguntou:
– Já lhe disseram que seus olhos são iguais aos da sua mãe?
Harry deu um leve sorriso o que fez com que o professor risse também, pela primeira vez depois de muitos anos.
Notas finais
Mas e então, o que acharam? :D Deixem seus reviews!
Bjkssssss
Até breve!
♥
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