Harry Potter - Novos Caminhos
16 A Saída de Malfoy
–Está decidido. Se os alunos se sentem prejudicados, estão no direito de pedirem a saída do Lúcio Malfoy. – conversava Dumbledore com Minerva em sua sala. – Está vendo Minerva, querida, às vezes nada precisamos fazer e a solução nos é dada pelo sábio tempo com uma pequena dose de paciência. O próprio Lúcio não soube como melhor agir e assim ele mesmo está se colocando para fora de Hogwarts, porém sobre a minha palavra, claro. Assim, seja lá o que Malfoy tramava, só foi atrapalhado por ele mesmo.
– O feitiço virou contra o feiticeiro. – Completou Minerva tranquila.
– Exatamente. – Consentiu Dumbledore.
– Está bem Dumbledore. Darei o aviso em minhas aulas aos alunos e você fala com o Malfoy. – ao falar o nome dele, minerva torceu a boca.
Assim foi feito. As aulas de Tratos voltaram ao mais normal de sempre e Lúcio voltava medroso para junto de seus comparsas, os comensais.
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A caminho do banheiro, Hermione encontrou Draco Malfoy sentado em um dos bancos do corredor dos banheiros. Ela passou direto, mas depois resolveu voltar.
– Hum... Draco? – começou a garota um pouco desconfiada.
Ele nada fez. De cabeça baixa estava e de cabeça baixa ficou.
– Você está bem? – continuou Hermione – Sei que deve ter sido difícil para você ter visto seu pai tão exposto daquela forma...
Draco apenas ouvia.
– Hum, e ainda mais sendo expulso. Você que continua aqui que talvez irá sofrer com comentários desagradáveis, mas não dê importância. – Falava Hermione sendo gentil. Via em Draco um adolescente revoltado que apenas precisava de atenção. Ela acreditava no lado bom das pessoas.
Draco levantou a cabeça olhando-a intensamente e em seguida tocou levemente sua mão.
Hermione hesitou, mas ficou quieta. Sentia algo por ele, não sabia se um misto de pena e atração, ou o quê. Ela também olhava para seus brilhosos olhos azuis que estavam um pouco rosados.
– Obrigado. – disse apenas o Draco.
– De nada. – retribuiu Hermione. E um pouco desconfortável levantou-se para seguir seu caminho.
Draco levantou-se também a segurando pelo pulso e encostou-a levemente na parede.
Hermione não estava surpresa. Sempre percebera que a rixa que Draco tinha com ela, poderia ser por outros motivos que agora via claramente quais eram. Não achou aquilo estranho, mas não sabia o que de fato estava sentindo.
Segurando ainda seu pulso, Draco a beijou calma e intensamente. Ela deixou-se levar pelo momento, mas de repente como em um susto empurrou-o para trás com a outra mão. Draco ficou confuso enquanto Hermione corria para o banheiro.
Ela estava muito agitada e lavou várias vezes o rosto tentando pensar em algo sensato.
“Mas o que será que deu em mim?! Só posso estar enlouquecendo! Eu, me sentindo atraída pelo Draco?! Isso não pode acontecer de novo. Vou esquecer ele e o que aconteceu aqui!”. Pensava Hermione decidida. Esperou mais um pouco para certificar-se de que ele não a esperava do lado de fora e saiu.
Porém Draco ainda estava lá esperando que ela saísse.
– Hermion... – tentou falar o Draco.
– Ah, não quero falar com você Draco! Fique longe de mim! Esqueça o que houve! – Hermione dizia andando apressada, quase correndo, aturdida, pensando apenas em chegar logo no quarto. Quando barruou já na entrada da sala comunal em Harry e Rony que vinham do almoço.
– Mas o que houve com voc... – ia perguntando Rony, mas vendo o amigo, a garota nada disse, apenas o abraçou e começou a chorar.
Ele a abraçou de volta, procurando confortá-la e olhou para Harry que parecia muito confuso e preocupado com a amiga.
– Vamos entrando – recomendou Harry.
A sala comunal estava vazia naquela hora. Todos ainda almoçavam, ou descansavam no jardim perto do lago aproveitando aquele dia de sol.
– Agora nos conte o que houve Mione. – perguntou Rony também preocupado sentando amiga numa poltrona.
– Foi o Dr... – Começou ela por impulso, mas logo se calou e olhou assustada para os dois.
– Foi quem? – perguntaram os garotos ao mesmo tempo sem entender.
– Nada! Não foi nada! – e subiu as escadas para os quartos.
– Nunca vi a Mione assim tão estranha... –comentou Rony.
– Nem eu. – falou Harry olhando para as escadas.
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Draco seguia pensativo para a sala comunal da sonserina. Ele sabia que sempre gostara da Granger, mas não queria admitir isto. Porém ela foi a única que realmente lhe deu atenção e se aproximou sem interesse algum, apenas por querer ajudar. Ele não resistiu. E agora, queria conversar com ela. Se explicar, mas estava parecendo impossível. Seguiu pelos corredores, solitário com seus pensamentos.
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