Harry Potter - E Os Prisioneiros De Azkaban
13 Momentum
Notas iniciais
OBS: Ah quero oferecer esse capitulo especialmente pra linda da ISABELA BLACK MALFOY que me deixou uma linda recomendação! bjus
Apezar do capitulo fraco, esse é pra vc! Depois eu ofereço outro melhorzinho!
Aparatamos em algum lugar dos Estados Unidos, mal pude perceber onde exatamente por que senti meu estomago embrulhar de imediato e soltei as mãos de Sirius correndo até um beco onde me escorei na parede e me preparei para vomitar.
– Por Merlin! –reclamei. – Eu odeio isso...
– Você tá bem? –diz Sirius se aproximando.
– Claro que não, sinto como se fosse cuspir meu estomago... –lancei um olhar cruciatus sobre ele.
– Vai passar... Toma! –ele tirou algo do bolso. – Isso vai ajudar a se sentir melhor...
– O que é isso? –disse desconfiada.
– Chicletes!
– Bruxos?
– Não! Feito pelos trouxas...
– Eu não vou por isso na minha boca. Tá andando com isso há quanto tempo nesse bolso?
– Dois dias! –ele ri.
– Que nojo... –fiz cara de quem ia vomitar e me escorei de novo na parede.
– É brincadeira! –ele abriu e colocou um na boca logo o mastigando. – Tem gosto bom, vamos lá! Mal não vai fazer... –ele estendeu um para mim.
– Não... –andei até ele. – Obrigado... Já to legal.
– Tudo bem! –ele riu outra vez.
– Onde estamos? –olhei para a rua movimentada.
– San Francisco! –ele disse parando ao meu lado. – Vamos! –ele me puxou pela cintura rumo à calçada. – Potter deve estar por perto.
– Farejou ele? –foi minha vez de lhe sacanear.
– Engraçadinha! –disse apertando os dedos na minha cintura o que me deu vontade de pular nele ali no meio da rua.
Seguimos rumo ao longo da calçada, enquanto anoitecia. Finalmente chegamos à frente de um hotel, onde Sirius me obrigou a ficar esperando sabe-se lá por que do outro lado da rua. Enquanto ele entrava no tal hotel e procurava por Harry. Deixou-me plantada do lado de fora no frio por quase meia hora depois voltou dizendo que não encontrou com Harry.
– Ele esta hospedado aqui, com Gina Weasley, mas... Saíram pra jantar!
– Gina com o Harry? Agora todo mundo de Hogwarts decidiu unir suas vassouras atrás da mesma porta é? –não sei por que senti um pouco de inveja, por que o único bruxo por quem eu realmente me interessava era um tremendo galinha, e estava bem diante mim.
– É o clima ou tem alguém com inveja por aqui? –ele riu.
– Inveja do que? Só idiotas se apaixonam. O amor é um sentimento ridículo... Só causa problemas. –me virei e sai andando.
– Nossa! Quem foi? –ele correu atrás de mim com aquele ar tosco risonho.
– Quem foi o que?
– Que partiu o seu coração, pobre Lori!
– Vai te catar Sirius... Não fala comigo como se soubesse alguma coisa de mim... –apontei meu dedo pra ele.
– Quanta hostilidade! Fiz só uma pergunta garota! –ele continuava rindo.
– Não me chama de garota... –mais uma vez lancei sobre ele o mesmo olhar cruciatus.
– Prefere que eu chame de Garoto?
– Não me provoca Sirius... –eu o empurrei contra a grade do portão de um prédio. – Eu to cansada e estressada. Você fica me carregando de um lado para o outro. Eu já to me arrependendo de ter te procurado. Devia resolver o problema com o Draco, sozinha...
– Por mim tudo bem... –disse em tom sério. – Não to aqui por vontade própria...
– Onde eu tava com a cabeça quando procurei por você hein?
– Ainda tá em tempo Lorena, é só pedir que eu vou embora.
– Ótimo. Então vai... –me afastei e o encarei.
– Tudo bem... Se e isso que você quer... –ele me olhou de um jeito frio e se virou começando a andar. – Boa sorte Lorena...
Respirei fundo sentindo que meus nervos e a bipolaridade típica da minha coruja estavam me afetando então corri atrás dele e segurei seu braço o fazendo olhar pra mim, com aquele olhar sério e disse:
– Não... Espera. Desculpa. Eu não sei o que me deu... Fica.
– Já disseram que você tem sérios problemas de humor? –ele disse erguendo uma das sobrancelhas.
– Eu sei... Desculpa. –acho que fiz biquinho naquele momento. – Fica Sirius, por favor...
– Você tem sorte por eu não saber dizer não a uma mulher... –disse com um sorriso malicioso. – Principalmente pra uma tão esquentadinha. –ele tocou meu queixo e sorriu.
Eu odiava quando ele falava comigo daquele jeito. Mas eu o preferia assim, com aquele ar sínico e charmoso do que me olhando do jeito que ele me olhou antes. “Como eu fui idiota e estúpida, ele estava me ajudando e eu me comportando como uma maluca mimada”. O pior de tudo é que meu orgulho Sonserino, se perdia totalmente perto dele. Um membro da Sonserina jamais se curvava diante de ninguém, e jamais pedia, por favor. E eu tinha quebrado todas essas regras em menos de um minuto. Praticamente choraminguei diante do Black pra que ele ficasse. Acho que no fundo eu queria que ele ficasse comigo, mais para tê-lo por perto do que pela sua ajuda.
– Vem agente ainda tem que encontrar o Harry. –disse ele segurando minha mão.
A pele dele era tão quentinha, e eu não conseguia deixar de pensar no quanto eu queria que ele me tocasse como na noite que invadiu meu quarto de hotel. Não conseguia entender porque ele parou... Tudo bem, fomos interrompidos pela maldita camareira. Eu devia ter lançado um feitiço sobre aquela vaca, por ter atrapalhado meu momento com Black. Mas, depois quando ficamos sozinhos, ele simplesmente fingiu que nada tinha acontecido. Será que ele não se sentia atraído por mim? Será que ele só fazia aquilo pra me tirar do sério? Ou me deixar louca por ele? Esses pensamentos me deixaram irada por dentro, mas me controlei. Sirius soltou minha mão e passou o braço pelas minhas costas. Andamos por aquelas ruas como se fossemos um casal, e eu me senti ótima vendo as pessoas passando por nós e nos olhando. Rodamos por um tempo sem encontrar Harry, então Sirius me levou até uma lanchonete para comer alguma coisa. A garçonete se aproximou e perguntou qual seria nosso pedido. Odiei o jeito que aquela loira aguada encarou o Sirius. E ele ainda sorria pra ela o descarado.
– Vão querer mais alguma coisa? –disse ela toda fresca para o lado dele.
“pensa que eu não percebi aquela vaca sonsa”
– Seu telefone também tá no cardápio? –disse ele.
“filho da mãe, descarado”
– Não! –ela me olhou e viu minha cara de: diz que sim, e eu te transformo numa perereca verde sua trouxa.
– Uma pena! –seguiu Black. – Nesse caso é só isso!
– Na verdade eu vou querer mais uma coisa! Pode trazer um pouco de verniz pra passar na cara de pau dele se não for incomodar! –eu disse praticamente atropelando as palavras, e engolindo as vírgulas.
“Ah, vá à merda, eu tambem não tenho sangue de barata. Eu sou uma Sonserina...” Aquela piranhazinha tava dando em cima do que era meu. Tá, Sirius não era meu, mas... “Dane-se”. Por fora eu estava sendo irônica, por dentro eu estava lançando um avadakedabra naquela loira azeda, e socando as fuças do Sirius. Ele por outro lado, riu da minha cara e disse pra garota que só queríamos aquilo mesmo. Ela ergueu as sobrancelhas, provavelmente notando meu ataque de ciúmes, e se retirou.
– O que foi isso? –disse ele sorrindo.
– Nada... Não podia deixar pra se atirar em cima dela depois que eu saísse?
– Tá com ciúmes? –ele franziu a testa ainda sorrindo.
– Não ferra. –desviei o olhar.
– Não devia ficar...
– Vê se deixa de ser tão galinha tá? Me respeita, eu posso não ser sua namorada, mas ela não sabe disso... –apontei meu dedo pra loira que tava rindo atrás do balcão. – Eu vou surrar essa mulher... –franzi a testa fazendo cara feia. – Ela ta rindo da minha cara...
– Hey! –ele tocou meu rosto me fazendo olhar pra ele. – Ela nem é tão interessante assim! –disse sorrindo.
“por que ele fazia isso comigo, que droga”.
– Não é mesmo... É sonsa, biscate, e ainda é gorda.
“mentira, não era, mas eu tava com ódio”.
– Você fica uma graça quando tá brava sabia?
– Cala a boca... –acho que fiz biquinho de novo.
“que ódio”
– Se serve de consolo. –ele se espichou pra trás. – Eu ainda gosto mais das garotas de Hogwarts!
– Não... Não serve.
“mentira servia sim”.
Outra garota trouxe nosso pedido, por sorte daquela bruaca, por que eu estava cuspindo fogo pela boca, deixando muito dragão no chinelo. Nós comemos, enquanto Sirius ficava me irritando com aquelas piadinhas. Mesmo tendo certa idade, ele era nada mais do que um garoto crescido no corpo de um homem. Nem tanto assim, já que ele era bem jovem, aparentemente. A ultima coisa que eu poderia pensar naquele momento era em me apaixonar pelo Black. Seria suicídio sentimental. Eu estaria ferrada se isso acontecesse... Mas não podia deixar de querer ele, nem de adorar o brilho dos seus olhos escuros. O sorriso dele era lindo, e sua gargalhada era música pros meus ouvidos. “Merda eu já estava caidinha por aquele bastardo...”.
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