Harry Potter - E Os Prisioneiros De Azkaban
9 Depois de Hogwarts
Notas iniciais
Um ano se passou após a morte de Alvo Dumbledore, e eu ainda vivia em Nova York com minha mãe. Pelo menos até se espalharem as noticias sobre os comensais da morte, estarem caçando e matando todos os mestiços. Então para me proteger, eu tive de deixar minha cidade, minha casa e minha mãe para trás, e fugir para um lugar seguro. Dois anos depois, eu estava vivendo em uma cidadezinha gelada na Rússia, na mansão de uma amiga chamada Helena Salvatore. Ela tinha se casado com um homem chamado Damon Salvatore, e ambos viviam juntos naquela casa enorme. Quando ela soube que eu estava na Rússia, fez questão de me convidar para morar com eles. Como eles não tinham filhos, Helena dizia que seria bom ter mais uma pessoa na casa. Ela era uma das poucas trouxas que sabia que eu era uma bruxa, e não se importava com isso, afinal ela também tinha seus segredos.
Algum tempo depois, eu recebi uma carta, levada pela coruja de Sammy. A coitada chegou à janela do meu quarto, coberta de gelo e pousou sobre a grade da sacada. Eu estava sentada na beira da minha cama, no quarto que era aquecido por ar condicionado. Então ao vê-la do lado de fora, eu me levantei e abri as janelas. Apanhei o telegrama amarrado nas patas de Hina, como era chamada a coruja de Sammy, e depois voltei ao quarto deixando que a mesma também entrasse e se aquecesse um pouco antes de seguir viagem novamente. Sentei-me a beira da cama, e li o conteúdo da carta. As linhas falavam sobre todos os acontecimentos em Hogwarts nos últimos dois anos. A guerra que destruiu quase toda a escola de magia. As mortes, de alguns alunos, professores etc. E a vitória de Potter sobre o Lord das trevas. Respirei aliviada, percebendo que finalmente estava segura, e poderia voltar pra casa. Estava morrendo de saudades do meu irmão, e de minha mãe, queria muito vê-los.
_Que noticia maravilhosa! _olhei para Hina que estava se sacudindo na frente do ar condicionado.
Porém ao continuar a leitura meu sorriso se desfez. A carta também falava sobre as mortes de Narcissa Malfoy, a mãe de Draco, e de Lucius. Nosso pai... E como noticia ruim nunca vem sozinha, Sammy também dizia que meu irmão estava na prisão de Azkaban, acusado de participar da morte de Dumbledore.
_Espera! _pensei em voz alta. _Participar? Então não... Se não foi Draco que assassinou Dumbledore, então quem foi?
Fiquei pensativa, e continuei a ler, mas a carta era curta, e só informava o principal. Levantei-me da cama e apanhei um pedaço de pergaminho que carregava comigo, então comecei a escrever. Avisei Sammy de que estava voltando para a América e que depois de ver minha mãe eu daria um jeito de ver meu irmão, nem que eu tivesse que invadir Azkaban sozinha e enfrentar os dementadores. Enrolei o pergaminho com um laço vermelho e o selei com cera de vela preta, usando meu carimbo pessoal, depois amarrei o mesmo às patas de Hina logo a enviando de volta ao seu destino.
Decidida a regressar a America naquela mesma semana, eu pedi a Helena que me conseguisse uma passagem de avião para Nova York. Bom, eu poderia viajar de vassoura, ou simplesmente aparatar onde queria, mas eu odiava longas viagens na vassoura, e além do mais, aparatar sempre me dava enjoos e me fazia vomitar. Então optei pela opção mais fácil. No dia da minha viagem, eu vesti meu casaco favorito de inverno, branco com botões pretos, sobre minha saia bailarina de cor preta também, e me dirigi ao aeroporto. Foi uma viagem longa, e eu só pensava em ver minha mãe, e voltar a usar magia. Por que voltar a usar magia? Bem por dois anos eu evitei usar minha varinha para que os comensais da morte não me encontrassem. Achei que seria mais seguro não dar sinais a eles. Só esperava não estar enferrujada depois de tanto tempo.
...
Voltei para casa da minha mãe, e matei as saudades dela, e de Nova York. Era natal e a cidade estava perfeita, cheia de luzes, e casas enfeitadas. Nós morávamos no Brooklin, então era um pouco menos glamouroso o local, os prédios etc. Mas ainda assim, era muito bonito. E como nosso apartamento era no ultimo andar, eu podia ver quase toda a cidade da janela do meu quarto. Não demorou muito a eu receber a vizita adorável da minha amada e estimada coruja, Nephertite, que era uma coruja de penas escuras, mescladas com cinza, preto e branco. Ela era um pouco temperamental, ou bipolar por assim dizer, uma hora estava contente e batia suas asas com graça e sacudia a cabeça de um lado para o outro parecendo animada. Em outro momento ela batia as asas com violência, e reclamava com seu canto arranhado, e às vezes me bicava só de birra. Naquela noite ela parecia feliz a me ver.
_Olá garota! _me aproximei sorrindo. _Sentiu minha falta? _estendi o braço e ela voou até mim. _Eu senti muito a sua! _afaguei suas penas macias. _Tenho uma missão pra você sabia? _ela sacudiu suas asas. _Eu sei você recém chegou e eu já te vou pôr você no trabalho!
Andei até minha escrivaninha e abri a gaveta retirando de dentro dela um pergaminho enrolado, e selado que deixei pronto para quando Nephertite chegasse para dar a ela. Amarrei o rolinho em suas patas, e disse para onde deveria levá-lo. Três dias depois recebi uma coruja de penas branca chamada Edwiges que pertencia ao bruxo Harry Potter. Sua carta dizia o seguinte:
Olá Lorena!
Eu recebi sua carta e fiquei contente em saber que ainda está viva e segura. Com tudo que aconteceu, e depois do seu sumiço, pensei que algo ruim tivesse acontecido. Sobre sua pergunta, embora eu tenha achado estranha a sua curiosidade, devo dizer que a ultima vez que soube de Sirius, foi há dois anos. Não nos vemos desde que enfrentamos os comensais da morte no ministério, no sexto ano, e eu achava inclusive que ele estivesse morto, mas as atuais notícias que chegaram aos meus ouvidos eram de que ele esteve vivo todo esse tempo, mas muito mal. Eu cheguei a pensar, assim como todos, que Sirius não havia sobrevivido ao ataque de Bellatrix Lestrange na sala dos véus no ministério, mas pelo que parece, ele é mais forte do que eu pensava. Mas como eu disse, não o vejo faz quatro anos, mas talvez você o encontre. Ouvi boatos de que ele estava se escondendo em uma vila pobre em Paris, mas foram apenas boatos. Se conseguir encontrá-lo, diga que mandei lembranças, e que ele é um grande miserável!
Abraços, e considerações...
Harry Potter...
As palavras de Potter me encheram o coração de calor. Não podia acreditar que Sirius estava mesmo vivo, em algum lugar por aí. Eu sempre soube na verdade, sempre mantive viva minha esperança. O que eu precisava fazer era encontrá-lo. Precisaria dele para me ajudar com meu plano de salvar meu irmão da prisão de Azkaban. Sirius fugiu uma vez do lugar, e era o único que poderia me ajudar a resgatar Draco. Não poderia deixar que meu irmão apodrecesse naquele inferno. Ele perdeu tudo que mais amava, perdeu sua família, mas eu ainda estava viva e pretendia salvar meu irmão.
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