Harry Potter - E Os Prisioneiros De Azkaban
3 A Varinha
Notas iniciais
PS: NÃO BETEI então desculpem os erros...
Como já era de se esperar eu não consegui minha varinha de volta, e nem sei se queria pra ser bem sincera, imagina, ter que encarar novamente Sirius Black? “que era um tremendo bonitão, mas isso não vem ao caso, ele era mal...” A questão é que levei uma tremenda represaria justo do meu professor favorito, durante uma das aulas quando ele me pediu “gentilmente”, que fizesse um feitiço e eu enrolei o quanto pude, até ele descobrir minha perda. Passei a maior vergonha da minha vida até aquele ano, diante da turma incluindo os alunos da GRIFINÓRIA, que estavam na mesma aula. Pra ajudar, meu irmãozinho me encheu de “elogios” mostrando o que ele realmente pensava de mim, diante de todo mundo.
_Não seria surpresa se tivéssemos mais um corpo sem cabeça vagando pelos corredores de Hogwarts. _disse ele com aquele sorriso irônico no rosto. _Por que pra essa aí, só ta faltando isso. Perder a cabeça! _todos riram e Draco bateu uma palma ao alto com um dos garotos comemorando o fato de ser um idiota.
_Obrigado pelo comentário senhor Malfoy. _disse Severo. _Quanto a senhorita Smith. Sugiro que se retire já que não está potencialmente capacitada para assistir minha aula. Comunique sua perda a Dumbledore. _disse virando-se de costas e continuando a aula.
Levantei-me da classe, sendo seguida pelos olhares de Draco, que ria da minha cara sem um pingo de dó. O único que pareceu se importar com o estado que sai daquela sala, foi Harry Potter, a última pessoa de quem eu esperava piedade. Segui pelo corredor me dirigindo a sala do diretor esperando ser novamente repreendida, com um discurso de horas e horas, mas acabei mudando de ideia e de rumo, e já que eu estava encrencada mesmo, resolvi apenas ir a outro lugar onde pudesse ficar sozinha. Subi até o topo da escola, onde ficava o relógio e me sentei na frente dos ponteiros, enquanto olhava os pássaros e as corujas que voavam pelo céu nublado, com meus livros sobre o colo, e as mãos no chão. Era adorável o “silencio” que fazia lá em cima. O único som que se ouvia era das engrenagens do relógio o fazendo funcionar.
_Draco tremendo idiota, metido a besta, que pensa que tem o rei na barriga Malfoy... _bufei lembrando-me das ofensas frequentes do alemão.
Fiquei me perguntando quando eu conseguiria fazer algo que o deixasse feliz de verdade para que ele me aceitasse como sua irmã afinal.
_Nunca... _dei de ombros. _Provavelmente.
Pois é, eu estava falando sozinha em uma torre vazia, mas esse era apenas um dos meus defeitos de fabrica. Sentia-me melhor conversando com meus botões do que com as outras pessoas, elas nunca me entendiam de fato. Era frustrante... De repente alguma coisa chamou minha atenção atrás das escadas, e me fez girar o pescoço na mesma direção. Dei um pulo antes mesmo de poder pensar em me levantar. Dei dois passos atrás colando a bunda no vidro do relógio, temendo não estar sozinha, ou melhor, temendo não estar sozinha, e sim acompanhada por ele, Sirius. Por um lado, pensei que ele poderia querer me devolver minha varinha, isso seria bom, assim não precisaria encarar Dumbledore. Mas por outro lado, ele poderia me fazer algum mal, tipo me jogar lá do alto só pra ver se meu corpo quicaria quando tocasse o chão, sei lá, foram os pensamentos que passaram na minha cabeça.
Aproximei-me da escada em um movimento suicida, “caramba, ele estava com minha varinha! Poderia usar a mesma pra me ferir!”, mas que coisa idiota eu estava fazendo não é mesmo? Mesmo assim, respirei fundo, me enchi de uma coragem ridícula, e avancei rumo os degraus. Felizmente a única coisa que encontrei foi uma coruja perdida, presa entre algumas madeiras soltas logo abaixo de um dos degraus.
_Hey! _sorri e me aproximei. _Como entrou aí? _me abaixei querendo ajudar a pobre. _Vamos! Eu te ajudo sua desajeitada. _depois de um pouco de esforço, dando sorte por ela não me bicar consegui tirar a mesma de lá. _Prontinho! Você não é a única que está tentando se esconder... Quem sabe não ficamos ambas aqui, fazendo companhia uma a outra hã? O que me diz?
Eu estava sorridente, do mesmo jeito que ficava toda vez que falava com os animais. A coruja? Bem ela simplesmente bateu suas asas, assim que se viu livre e me deixou ali, sozinha, falando com as paredes.
_Legal... Nem uma coruja me dá ouvidos. Que bela companhia eu me tornei... _dei de ombros novamente.
Senti-me uma infeliz naquele momento. Meu pai me renegava, meu irmão me odiava, e minha mãe... Bom, ela era a única que parecia me amar, e talvez fosse apenas pela obrigação de ser minha mãe. Quanto aos outros? Hum... Deixa pra lá. Andei até o relógio e apanhei meus livros, depois voltei a olhar para a escada e...
_Não me importaria se fosse você Sirius. _é, continuei falando sozinha.
Na verdade me senti tão caco naquele momento, que sinceramente até a companhia de um assassino fugitivo de Azkaban me faria bem. Afinal, ele não poderia ser assim tão mal. Tudo bem ele esfaqueou a mulher gorda, mas ela era um quadro, não a feriu de verdade. Quanto ao que fez com a família de Harry, bom, não foi ele quem matou os pais de Potter, foi o Lord. E quer saber? Ele poderia ter me machucado, mas não fez. Por quê? Fiquei me perguntando isso, enquanto descia as escadas em espiral.
POVS AUTORA:
Enquanto descia calmamente as escadas do relógio da torre, Lori sequer imaginava que estava sendo seguida pelos olhos de certo bruxo presente. Ele a observou o tempo todo, enquanto ela reclamava em voz alta sobre seus problemas pessoais com o irmão. Que, aliás, não ficou bem claro ao bruxo do que se tratavam as reclamações da garota. Tudo que ele percebeu foi que Lori tinha problemas com Malfoy, nada, além disso, poderia ser qualquer coisa, afinal ele sabia bem como funcionava o ano letivo, a vida na escola. Não era fácil... O presente se retirou do esconderijo, e andou até a escada tocando as grades com as mãos, enquanto observava a garota descendo o ultimo lance e saia da sala abaixo.
...
POVs Lori (Lorena)
Era isso, eu tinha que enfrentar Alvo Dumbledore, e teria que ser naquele momento. Já queria aproveitar que estava me sentindo péssima, e nada me afetaria mais do que meus próprios pensamentos autodestrutivos. Adentrei a sua sala e fui recebida pela professora Minerva, com aquela sua voz de gato meio esganiçada. Tá bem, às vezes eu era um pouco cruel com meus pensamentos, principalmente quando estava deprimida. Mas dane-se, ela não podia ler meus pensamentos mesmo...
_Algum problema senhorita Smith? _por Merlin! Como ela era irritante.
_O professor Snape me pediu pra vir falar com o diretor professora Minerva... _disse segurando meus livros frente ao peito.
_Qual a razão minha jovem? _se manifestou Alvo.
_Eu acho que perdi minha varinha diretor... _baixei meu rosto olhando meus pés.
Ou eu era mesmo muito dissimulada, ou uma ótima atriz, porque eu não tinha motivo algum pra me curvar feito uma tonta da lufa-lufa, eu era uma Sonserina caramba! Aquele papel de coitadinha, não servia bem pra mim. Mesmo assim, uma represaria de Dumbledore não seria nada legal, então achei melhor seguir com o teatro.
_Ora! Mas que problema terrível temos aqui... _disse ele em toda sua sabia conclusão.
Jamais seria capaz de ter qualquer pensamento atrevido contra o diretor, mas... Sinceramente, se ele viesse com a pergunta: “mas como foi que isso aconteceu?” eu não ia segurar minha língua na boca e responderia da maneira mais irônica e sarcástica que aprendi ao longo da minha curta vida até então. Seria mais ou menos algo do tipo: “bom, eu acordei certa manhã, e pensei, puxa que belo dia para se perder uma varinha!”... Tenha dó. Revirei os olhos nas suas cavidades só de pensar na possibilidade de ouvir tal pergunta. Mas claro que isso não aconteceu, afinal era Dumbledore ali naquela cadeira, não um estúpido idiota, de miolos moles.
_Sente-se senhorita Smith, e me diga quando foi e onde foi que a viu pela ultima vez. Quem sabe possamos encontrar sua varinha! _ele sorriu e isso me deixou mais calma.
_Bem... “ferrou! Eu ia dizer o que”
“então, eu sai da cama no meio da noite, e tive minha varinha surrupiada por ninguém mais, ninguém menos que Sirius Black. Ah! Sim, diretor, ele estava nos corredores de Hogwarts, bem pertinho dos dormitórios, onde facilmente poderia encontrar Harry Potter e matá-lo, mas eu não disse nada a ninguém por que o achei bonitinho”. Certamente Dumbledore ia adorar ouvir essa...
_Prossiga senhorita Smith! _disse ele calmamente mexendo em sua barba branca.
_Então... Eu não me lembro... “será que ele engole essa?”
_Por que não fazemos o seguinte? Volte a seu dormitório e faça o mesmo caminho do dia anterior. Se não encontrar sua varinha, volte aqui e eu lhe darei algo que a ajude na sua tarefa!
_Tudo bem...
“Ufa”, assim eu me levantei da cadeira, agradeci a Dumbledore, e a Minerva, depois sai da sala do diretor. No corredor, eu respirei aliviada, e agradeci mentalmente por ele não tentar usar nenhum feitiço da verdade, pra me fazer lembrar meus últimos passos dados. Às vezes era preciso o uso de tal feitiço para que a mente revelasse seus segredos inconscientes. Mais uma vez “ufa”, por que se Alvo soubesse do que eu sabia, ele me mataria. Bom, nem tanto, mas eu poderia ser a próxima a receber a visitinha “adorável” de um Dementador.
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