Harry Potter E O Segredo Do Vira-tempo
5 O novo endereço
Capítulo 5 – O novo endereço
-Agora pode me dizer, Harry. – Hermione olhou curiosa enquanto sentava na poltrona, naquela noite de domingo. as janelas da casa estavam todas abertas, fazia muito calor. Ah, noites de verão... ninguém consegue dormir cedo. O céu estava estrelado, e uma leve brisa soprava, correndo toda a casa; Gina e Rony estavam brincando com as crianças no jardim do lado de fora, enquanto Harry e Hermione estavam dentro de casa, na sala, jogando uma partida de xadrez de bruxo. “Ela sempre ganha” pensou desanimado.
-Dizer o que, mione?
-voce pensa que me engana, Harry potter; mas eu vi o olhar “furtivo” que você deu para o seu quarto, hoje pela manhã. Pode desembuchar agora mesmo!
-não sei do que você esta falando. Eu tinha acabado de acordar e...
-voce não sabe mentir mesmo não é Harry?
-mas porque você acha que eu estou mentindo? Eu estava o tempo todo dentro do quarto...
-voce usou meu vira-tempo, Harry? – ela olhou em seus olhos, mais afirmando do que perguntando – quem você está querendo salvar? – agora ela pareceu mais firme. Ele soltou um suspiro, resignado. Definitivamente não conseguia esconder nada dela.
-minha mãe – ele disse baixinho – mas você tem que jurar que não vai contar nada a ninguém, nem ao Rony. – ele disse meio angustiado.
-Harry... você realmente sente pena do Professor Snape, não é? Mas e o seu pai, Harry? Você a impediu de se casar com ele? Como você iria nascer? Isso iria interferir demais na linha dos acontecimentos... – ela indagou preocupada.
— eu não impedi meu pai de casar com minha mãe, mione. Eu simplesmente a salvei de ser morta, naquela fatídica noite de haloweem, em godric’s hollow.
— ah... mas e vc? E o seu pai então teve que morrer pra isso, Harry? – ela parecia um pouco triste com aquilo.
— infelizmente sim... e eu já sabia que sobreviveria, então pra reforçar mais a minha proteção, ensinei a eles, através de um bilhete, o feitiço do amor, que o próprio professor snape ministrou na minha mãe e em mim, para me “blindar”, afim de que a história seguisse sem grandes alterações; no entanto, minha mãe também sobreviveu, pra fazer o snape feliz...
-mas ela ficou viúva. Coitado do seu pai... – Hermione soltou um suspiro, triste.
-sim, mas ele teve seus momentos de felicidade com ela. Eu achei melhor assim, e deixar o snape ser feliz só um pouquinho, bom, na verdade até o final, né... eu admiro esse amor tão dedicado dele por ela. Ele passou a vida inteira a amando, sua vida parece ser toda baseada nisso... eu realmente quis recompensá –lo de alguma forma. — Agora ele parecia um tanto triste. Passou as mãos nos cabelos, desalinhando-os.
-é Harry. Mas sem esse amor talvez você não estivesse vivo hoje.
-é, talvez. É por isso que eu voltei no tempo e interferi nos acontecimentos, para que minha mãe sobrevivesse. Fico triste pelo meu pai. Mas não poderia ser de outro jeito...
— não tinha outra saída mesmo... – ela colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha, num gesto característico, olhando pra ele.
— Hermione, você tem que me dar a sua palavra que mais ninguém ficará sabendo disso, entendeu? Talvez eu tenha que voltar mais uma vez...
-harry, você tem consciência do perigo em que está se metendo? Se alguma coisa acontecer com você, ou se você for visto... – sua voz saiu extremamente preocupada.
-eu sei Hermione, eu sei.
- coisas ruins aconteceram com bruxos que interferiram no tempo. Você não pode ser visto e reconhecido e jeito nenhum.
— e eu não serei reconhecido, mione, tomarei cuidado. Pode deixar...
— é bom que tome mesmo. E tire essas ideias loucas da cabeça, está bem? Não quero perder meu melhor amigo... – olhou carinhosamente para ele, esticando-se para alcançar a xícara de chá.
-voce não vai perder Hermione. Pode deixar. – ele derrubou o rei de hermione no xadrez com o movimento de sua rainha – xeque mate! – olhou triunfante pra ela – ganhei ao menos uma vez...
-Ah não, não aceito.. quero uma revanche... – os dois sorriram um para o outro, mas Hermione ainda tinha uma ponta de preocupação. “Não vou dobrá-la tão facilmente. Ela vai tentar me seguir” – Harry pensou, enquanto com um gesto da varinha fez as peças se arrumarem todas no tabuleiro novamente.
[...]
-Oh, meu amorzinho... – disse lily ao ver seu filho no colo de hagrid – a mamãe veio te buscar... – o menino olhava para o canino curioso, com um certo brilho triste nos olhos. Ao ouvir a voz da mãe, imediatamente levantou o rosto na direção da voz, seu rosto se iluminou ao ver a mãe, estendeu os bracinhos, suplicando pelo seu colo, sem parar de dizer a palavra “mamã” a todo momento, até a mãe se aproximar e pegá-lo nos braços. Embalou-o carinhosamente. Hagrid indicou uma poltrona num canto mais reservado para ela sentar-se. Ela sentou-se e começou a dar-lhe de mamar; o menino sugava avidamente o leite, estava com fome. Uma fralda cobria o seio e parte de seu rosto enquanto ele se alimentava.
— acho linda essa cena... – dumbledore suspirou aliviado.
— é mais linda ainda por causa da mãe... – snape deixou escapar com um olhar de adoração na direção de lily. – ela é maravilhosa...
— você conseguiu faze-la se sentir melhor, Severus? – dumbledore sorriu malicioso – ou eu o interrompi? – agora seu tom era mais divertido do que nunca.
— Ora professor... isso é particular – snape deu um meio sorriso – mas o senhor teve que mandar aquela coruja bem na hora... o senhor sabe mesmo como interromper... – snape soltou um suspiro frustrado.
-Não faltará oportunidade, Severus – disse enquanto caminhavam entre as abóboras, na horta de hagrid, ao lado da casa – desejo realmente tudo de bom para voces...
— Pensei que o senhor ainda estivesse triste com a morte do Potter – disse snape surpreso, olhando-o de esguelha – o senhor não era “amigo” dele? – snape parecia irônico e meio amargurado, até enciumado.
— Realmente gostava de Thiago. Mas ele morreu. O que eu posso fazer? – dumbledore suspirou triste, mas tentando se conformar. – e você, Severus, está aqui, não está? Você tem sido de extrema importância para a ordem, e porque não dizer para mim também – sorriu confortando-o. — sei que você tentou salva-lo, mas também não fez tanta questão assim... afinal, você a ama certo? E você a merece. Você tem arriscado sua vida todos os dias para protege-la. Fico feliz por você finalmente te-la para si. Seja feliz.
— Isso realmente significa muito para mim, diretor – ele disse olhando em seus olhos, grato – obrigado.
[***]
— E agora, pra onde nós vamos? – lily perguntou quando eles entraram na sala do diretor, em hogwarts.
— lily você vai morar ao lado de sua irmã, Petúnia. Tudo já está pronto – Dumbledore olhou pra ela, carinhoso – eu mesmo estive na casa. – é melhor que por enquanto você more em um bairro trouxa; para sua segurança, Severus a levará até lá para instalá-la, e porá fortes feitiços em volta da casa para a proteger...
— Ele vai descobrir, não vai professor? – lily disse com o olhar aterrorizado – ele vai vir atrás de nós...
-Infelizmente virá, mas nós estaremos preparados para ele – Dumbledore disse olhando para ela, tentando passar confiança. Olho para Severus confirmando com o olhar que ele já poderia levá-la ao destino trouxa, na Rua dos Alfeneiros, número três, o novo endereço da família Potter... que em breve, não se chamaria mais Potter, Snape pensou.
-Bom lily, vamos? – Snape olhou para a mulher ruiva com a criança no colo, que sorriu de canto, afirmativamente. Em seguida lançou um último olhar para o diretor.
-As malas dela...
-As malas dela estão sendo levadas nesse momento para a nova casa Severus – o diretor disse calmamente ao devolver o olhar indagativo que snape lhe lançou. Dumbledore pareceu divertido com a preocupação do professor de poções.
-Bem então até mais diretor – disse Snape, conduzindo gentilmente Lily para fora da sala. lily saiu e snape fechou a porta, deixando Alvo em sua cadeira sentado e pensativo. Suas mãos estava apoiadas na mesa, com as pontas do dedos unidas, num gesto característico.
“Teremos que estar muito bem preparados para sua volta, tom...”
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