Harry Potter E O Mistério Do Tempo
3 Capítulo 3 - Snape, o misterioso
Notas iniciais
Após terem longas aulas no dia, o trio de amigos voltaram para seus dormitórios na sala comunal da Grifinória. Eles estavam exaustos e precisavam descansar um pouco. Também não era para menos que a energia deles estivesse exausta: Um ataque no trem com uma disputa pela vida de pessoas inocentes os cansaram.
– Sabe Harry... Eu estava aqui pensando comigo mesmo... O Snape anda muito quieto ultimamente não acha?
– Deve ser o cargo de diretor que o está deixando assim. Ele não está acostumando com grandes responsabilidades, disso você pode ter plena certeza!
– Eu não acho que deve ser isso. Aliás, eu acho até que ele está me parecendo muito suspeito.
– Suspeito de quê, Ron?
– Do ataque no expresso. Não te parece estranho isso?
– Olha, não sei onde você está com a cabeça mais, você não está falando nada com nada.
– Se você acha isso... Eu sou acho que... – Rony foi interrompido por um grito ao lado de fora do quarto onde ele estava com Harry e Simas.
Os dois ficaram em silêncio. Quando Rony fora retomar a conversa, eles ouviram outro grito.
– Ron, ouviu isso?
– Ouvi sim... O que será?
– Não sei, só sei que vou verificar o que é! É melhor você pegar a sua varinha.
Harry já estava com a varinha nas mãos. Cada vez mais, que ele se aproximava da porta, ele apertava ainda mais a varinha nas mãos, deixando-a pronto para ataque. Rony passava a mão pela mesa de canto que estava ao lado de sua cama procurando a varinha até que ele a encontrou. Rapidamente Rony chegou ao lado de Harry próximo a porta. Ele apertou ainda mais a varinha, quando Harry abriu a porta e viu Luna caída no chão.
Harry rapidamente correu em direção a Luna, que estava estirada no chão se contorcendo de dor.
– Luna! LUNA! LUNA! Luna por favor... fale comigo! Luna, consegue me ouvir?
– Sim Harry… Consigo te ouvir.
– Ótimo! Rony... vá buscar ajuda. Ela precisa ir à ala hospitalar o mais rápido possível.
– Certo, Harry! Mas antes, não seria melhor chamar a Hermione? Ela saberia o que fazer agora.
– Rony, apenas busque ajuda! Vá!
E então, Harry viu Luna perdendo muito sangue na região da perna direita.
– Luna, por favor... Aguenta firme! Não desista agora.
– Harry... Um Comensal me atacou...
– O quê? Como assim um Comensal, Luna?
– Sim... Um Comensal da Morte me atacou...
– Mas... Não há possibilidades disto ter acontecido. Há guardas fortes e muitos dementadores de Azkaban protegendo a escola! As chances de isto acontecer, segundo Snape eram de zero. Absolutamente zero.
– Porém então... Agora é um.
– Tudo bem que Snape é um Comensal também mas... Não. Ele não permitiria a entrada de Comensais aqui no castelo. Isso acabaria com a reputação dele. Ele de maneira alguma faria isso... Ou será que faria?
Enquanto Harry pensava por alguns instantes se isto seria realmente possível, chegou a ajuda. Uma enfermeira da ala hospitalar chegou e levou Luna.
Harry rapidamente correu pelos andares do castelo até que chegou ao gabinete do diretor. Ele sussurrou a senha e correu pela escada circular até que chegou ao gabinete. A cadeira se virou assim que ele entrou. Harry desesperado e com a fúria ao extremo não pensou em mais nada; Simplesmente apertou firme a varinha que quase quebrou, apontou para a cadeira e gritou.
– Confringo! – E a cadeira explodiu para trás.
Ele correu até a cadeira e havia apenas um boneco de pano com enchimentos de espuma. Ele correu até a janela mais alta daquele lugar e mirou os arredores do castelo. Ele viu Snape correr pela grama em direção à floresta proibida.
Saindo de lá, ele encontrou Rony e Hermione vindo correndo em sua direção.
– Harry... Rony me contou o que houve. Como isto foi possível?
– É o que eu quero saber também. Porém, já tenho uma teoria.
– Qual? – Perguntou Rony e Hermione juntos.
– Snape, deixou os Comensais entrar. Luna estava indo ao nosso quarto nos avisar de alguma forma quando foi surpreendida pelo Comensal.
– Pode ser mas... – Hermione foi interrompida por Harry.
– Vamos! Eu vi Snape correndo em direção à floresta proibida.
***
Ao chegar na entrada da floresta, eles escutaram um barulho de galhos velhos e antigos serem pisados. Eles correram e se esconderam atrás de um caixote de madeira que estava próximo. O trio viu Snape passar por entre algumas árvores e entrar na floresta.
– Vamos segui-lo!
– Ei, ei! Nem pensar Harry! – Dizia Rony assustado. – Lembra no segundo ano, o que nós encontramos aqui?
– Sim, sim... Eu me lembro. Há muitas aranhas e é a casa de Aragogue, a aranha do Hagrid.
Mas Harry não cedeu. Eles entraram na floresta atrás de Snape. Depois de seguirem Snape andando pela orla da floresta por um longo período de tempo que parecia interminável, eles se depararam com uma figura muito pálida, careca, alta; Usava uma veste única e longa que ia do pescoço até os pés e tinha uma cor esverdeada. Só quando ela se virou, Hermione soltou um urro baixinho de susto. Rony perdera a cor da face. Harry ficou surpreso e com medo. Quando eles viram a figura, os olhos vermelhos com fendas, o nariz não existia; No ligar do nariz havia dois buracos. Era Voldemort.
– Ah... Severo!
– Sim, Milorde.
– Deve estar se perguntando por que eu o chamei aqui está hora, não está?
Snape apenas acenou com a cabeça em sinal de concordância.
– Bem... Eu havia comunicado à Harry Potter que ele tinha o prazo de um dia para me dar resposta sobre um acordo que nós fizemos. E ele não me deu resposta.
Primeiro, quando Harry ouviu Voldemort pronunciando seu nome, ele ficou em choque. Depois ele havia finalmente se lembrado do acordo que ele fizera com Voldemort sobre se render para que não morressem pessoas inocentes ou Voldemort fazer uma guerra.
– Tenho que me render!
– Harry... Não! Você ficou maluco?
– Hermione tem razão, Harry. Você não pode se render. Se não, mesmo após sua morte, ele irá tomar o poder e matar todos os trouxas. Além disso, sem você o mundo bruxo ficará ainda mais perigoso. Pois, o-menino-que-sobreviveu finalmente será morto, e será nada mais além de uma lenda!
– Mas... – Harry percebeu que não adiantava discutir.
Simplesmente, Harry pulou a frente da árvore em que eles estavam escondidos e se revelou. Snape assustado, deu um salto para trás cobrindo Voldemort e sacou a varinha apontada para Harry.
– Oh... – Disse Voldemort surpreso e empurrando Snape para o lado. – Harry Potter! Qual é a minha resposta?
– Voldemort... Eu quero apenas mais dois dias! Só mais dois. E prometo que eu mesmo irei ao seu encontro te dar a resposta.
– Pensa que eu sou tolo, Harry Potter? Hein? Acha mesmo que eu irei acreditar nesta bobagem que você diz? Eu conheço muito bem esta pegadinha... Você pede dois dias, fala que irá me encontrar e aí... Foge com seus dois amiguinhos, o Weasley e a Srta. Granger?
– Isto não é verdade... Eu me rendo! ME RENDO! – Gritou Harry.
– Ótimo! Então... Avada Kedav...
– Espere! Por favor... Me dê dois dias para mim me preparar e me despedir dos meus amigos, familiares e professores?
– Tudo bem... Só mais dois dias! E Snape ficará de olho em você.
– Ok... Estamos de acordo.
***
Harry já tinha um plano em mente. Porém ele não poderia arriscar que as pessoas morressem por culpa dele. A ordem da fênix... Ou melhor, o que restou da ordem da fênix após a primeira ascensão de Voldemort lutaria de pé, com bravura e honra na maior e épica batalha bruxa. Os Weasley estavam com medo, porém fortes!
– Aí, Fred... – Disse Jorge. – Se eu morrer, quero que você pague todas as dívidas da loja e passe para o nome de Rony.
– Tudo bem... – Disse Fred. – Se eu morrer, quero que você venda a loja para a Dolores e depois jogue Rony no meio da floresta proibida e o deixe lá por dois dias.
Os gêmeos Weasley se entreolharam e caíram no riso. A Sra. Weasley estava preocupada com Gina, que poderia morrer pois não tinha muita experiência em feitiços.
***
Mais um dia amanhece em Hogwarts. É dia do treino de quadribol e Harry não está muito animado. Pois, no dia seguinte haveria uma grande batalha e Snape não poderia saber. Mas, era quase impossível Snape não ficar sabendo pois, a escola inteira comentava.
– Potter! – Guinchou Snape com a voz esganiçada na porta do dormitório.
Harry levantou da cama em um salto que fez um barulho estrondoso, pois o chão estava velho e oco.
– S-sim professor!?
– Que história é essa de que haverá uma grande batalha épica de bruxos? – Disse Snape com os dentes trincados.
– Bom... É uma... uma...
– Uma, uma o quê, Potter? Não me enrola.
– Um duelo! É isto! É a grande final do clube de duelos.
– Como há uma final do clube de duelos e eu não estou sabendo? Potter, eu sou o diretor!
– Bom... Ai você se resolve com o professor Louis.
– Ótimo...! Estou de olho em você, Potter!
Snape saiu do dormitório. Harry passou a mão pela canteira de sua cama e pegou o óculos. Depois, colocou as vestes de quadribol, pegou a varinha e a colocou na cintura por baixo da veste para que ninguém a visse. Isto teria um motivo especial, será? O quê Harry Potter estaria tramando desta vez?
Após um longo e cansativo treino, para a conquista da taça de quadribol anual, Harry tomou um bom banho e colocou as vestes da Grifinória para se dirigir até a aula de feitiços.
Chegando na sala, ele observou que estava lotada de alunos de todas as casas. Logo ele encontrou seu lugar, ao lado de Rony.
– Bem alunos, hoje iremos aprender um feitiço novo. O nome dele é Sectumsempra!
Harry já tinha conhecimento daquele feitiço e até mesmo já havia utilizado contra Draco Malfoy.
– Peguem suas varinhas... Façam dois giros completos de 360º... Isso muito bem... Depois, estiquem todo o braço e deem um leve impulso para frente! Muito bem! A pronúncia é a mesma.
Uma aluna da Lufa-Lufa, que provavelmente havia repetido o 7º ano, perguntou.
– Professor Louis... Qual a função deste feitiço?
– Bom... Ele faz nascer diversos cortes profundos no seu adversário fazendo com que ele perca muito sangue. Ou... Se quiser um corte mais específico apenas dê um giro, e dê um impulso bem forte; Se quiser um corte mais específico também, aponte precisamente para o local!
Harry então, lembrou-se de Luna, e do corte que havia na perna dela. Provavelmente ela havia sido atacada com aquele feitiço. Antes daquela aula, apenas ele e Snape tinha conhecimento do feitiço. Então, era Snape o Comensal que havia atacado Luna!
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