Harry Potter E O Mistério Do Tempo

1 Capítulo 1 - A Invasão no Ministério


Notas iniciais
Livremente inspirado em: Harry Potter E O Enigma do Príncipe (livro e filme)+ Harry Potter E As Relíquias da Morte (livro) + Harry Potter E As Relíquias da Morte - Parte 2 (filme)

Era aproximadamente três horas da tarde quando toda a equipe do Profeta Diário se reuniu na entrada principal do Ministério da Magia para ouvir as palavras do primeiro Ministro Scrimgeour.

– O ministério está sofrendo muito com os ataques de você-sabe-quem. Porém, não podemos nos deixar abalar as estruturas importantes. Estamos vivendo em tempos difíceis, porém o ministério ainda continua... Forte! Temos uma equipe muito forte guarnecendo nossas dependências e nenhum... Repito, nenhum Comensal ou o próprio você-sabe-quem poderá infiltrar-se neste local!

Ao terminar, Scrimgeour voltou para sua sala. Ao abrir a porta marrom carvalho, as dobraduras da porta rangeram suavemente. O baque da porta batendo fez o chão oco e velho da sala tremer, fazendo com que a mesa antiga e gasta tremesse levemente, e o quadro de vidro com a foto de Scrimgeour caiu no chão e se espatifou.

Ainda de costas, Scrimgeour suspirou bem intensamente. Ouviu alguns passos pelo chão velho e oco em direção à outra porta que se bateu com força.

– Quem está ai? – Perguntou o ministro em direção à porta.

Ninguém respondera à pergunta dele. Já com uma pontada de pânico na boca do estômago, Scrimgeour perambulou até a sua mesa e se sentou. Quando viu uma sombra negra em jato passar pela porta de sua sala, ele se virou para mirar a janela.

A vista não foi agradável; Uma multidão de Comensais da Morte passavam voando pela sua janela e iam em direção à entrada principal do Ministério. Menos de um minuto foi necessário para que os jatos de luz azul e verde começassem a cruzar o céu. Guardas contra Comensais. Scrimgeour sentou-se em sua cadeira pensando no que fazer.

A porta tremeu e ele então, se levantou e correu alguns passos até a porta e trancou-a. Ele então escutou passos lerdos no chão oco que emitiu alguns sons graves. Ele não ousou olhar para trás. Quando se virou... Não havia nada! Absolutamente nada! Então, ele pensou que estava muito transtornado com toda a história de um possível ataque de Comensais ao Ministério e estava ocorrendo!

Um barulho muito forte aconteceu por trás da outra porta que fica ao lado direito da mesa do ministro. Ele então, abriu a terceira gaveta da mesa, e passou a mão por ela sobre uma papelada de cor amarelada até que achou o que estava procurando; Logo sacou sua varinha e a deixou em punhos pronto para a ataque.

– Quem está ai? É melhor sair logo! – Gritou o ministro.

Com uma explosão, a porta se rompeu e seus pedaços voaram por toda parte. Scrimgeour com o empaque da explosão caiu da cadeira e permaneceu no chão até que a poeira causada pela explosão baixou. Quando se levantou estava de frente com dois Comensais: Greyback e Bellatrix.

– Ora, ora, ora... Veja só quem encontramos, se não é o ministro. – Zombava Bellatrix.

– Pois é... Quem diria! Belo discurso Scrimgeour. Que bela guarda você colocou para guarnecer suas dependências, não é?! Eu acho que o Ministério não continua forte. Caiu de vez agora! Com você morto, o Ministério será nosso! – Dizia Greyback sem nenhuma preocupação.

Quando Scrimgeour levantou em um salto, apontou a varinha para Bellatrix e Greyback respectivamente. Bellatrix soltou um urro de susto e logo voltou a rir.

– Nem pense em nos atacar, seu velho imundo! – Disse Greyback.

– Ele nem consegue ficar em pé direito, vai conseguir nos desafiar?

– Não me subestime sua bruxa ridícula! – Gritou Scrimgeour para Bellatrix.

– Ei, ei, ei! Dobre a língua seu velhote. Você está lidando com uma Lestrange. Mais respeito. E além de tudo, sou uma Comensal da Morte seu velho esquisito. Da mesma forma que já se foi o velhote do Dumbledore, pode ir você também.

– Estupefaça! – Gritou Scrimgeour. Porém Bellatrix desviou com sucesso.

– Expelliarmus! – Ordenou Greyback e a varinha de Scrimgeour voou para as mãos dele.

Greyback, com a varinha de Scrimgeour nas mãos, segurou ela e a quebrou ao meio. Depois, a jogou na cara de Scrimgeour.

– Por que não acabamos logo com isso e ganhamos nossa parte da recompensa, Bella?

– Pode ser... Mais antes, por que não nos divertimos mais um pouquinho?

– Como? – Perguntou Greyback.

– Crucio! – Gritou Bellatrix e um jato rápido de luz vermelha expeliu da ponta de sua varinha e atingiu em cheio o peito de Scrimgeour, que caiu no chão e gritou de dor.

Bellatrix riu.

– Ora, ora... Você sabe mesmo como se divertir com um prato cheio em, Bella?!

– Isso foi por mim... Crucio! E isto pelo Greyback... Crucio! E isto foi pelo Lorde das Trevas.

Scrimgeour gritava de dor. Ele sentia como se seu corpo pegasse fogo repentinamente, e como se seus ossos e junções estivessem sendo destruídos um a um.

– Sua... Bruxa... Imunda... Pagará m-um-muito... Caro...! – Lutava Scrimgeour para falar.

Bellatrix teve um surto de risos, acompanhada por Greyback. Eles riam vendo Scrimgeour se contorcer e gritar de dor no chão.

– Avada Kedavra! – Gritou Bellatrix. Um flash de luz verde foi emitido da ponta de sua varinha e atingiu em cheio o peito de Scrimgeour que foi silenciado pela maldição e parou gélido.

Greyback lançara um feitiço que quebrara a janela da sala do ministro. Ele então se aproximou dela e emitiu a Marca Negra. Na mesma hora, os lampejos de luz verde e azul que cruzavam o céu terminara.

***

Harry havia chegado n’A Toca havia alguns dias. Ele então foi despertado do sono com a luz ofuscante do sol alaranjado do amanhecer. Ele então, esfregou os olhos e sentou-se na cama. Passou as mãos pela mesa que estava ao lado de sua cama, pegou o óculos, e o colocou. Viu então de onde se originara o feixe de luz do sol que o acordara. Era de uma fresta da janela de madeira que estava quebrada.

Ele foi até o banheiro, lavou o rosto; Penteou os cabelos negros bagunçados e escovou os dentes; Tomou banho, e vestiu o jeans preferido dele e velho, a camiseta simples de cor cinza com colarinho azul escuro, vestiu o all star marrom claro sujo, e colocou uma jaqueta simples de cor bege.

Desceu as escadas, e quando chegou na cozinha, todos estavam sentados à mesa tomando o café da manhã.

– Eu dormi muito? – Perguntou Harry meio sem jeito.

– Na verdade não. Nós todos acordamos à pouco tempo com o representante do ministro da magia batendo na porta. – Disse Rony com a boca cheia.

– Ron... Não fale de boca cheia! É feio. – Disse Hermione constrangida.

– Desculpe. – Devolveu Rony.

– Mas... O que ele queria?

Rony jogou o Profeta Diário daquela manhã em direção ao Harry. Ao cair sobre o prato dele, sua xícara de chá cambaleou e quase caiu. Harry primeiramente viu a imagem alarmante que se destacava no centro do jornal bruxo; Ele via lampejos de luz cruzando o céu e a Marca Negra, aquele rosto de caveira enorme com língua em forma de uma serpente. Abriu o jornal bruxo e seus olhos caíram com um pesar sobre a manchete alarmante:

O MINISTÉRIO CAIU DE UMA VEZ POR TODAS. O PRIMEIRO MINISTRO SCRIMGEOUR

ESTÁ MORTO.

Então, Harry foi ler a reportagem.

“ Na tarde de uma terça feira, após dar o seu discurso explicando e desvendando os boatos sobre o Ministério da Magia, Scrimgeour foi atacado em sua sala por dois Comensais ainda não descobertos; Scrimgeour teve sua varinha quebrada, o que prova que ele não teve nenhuma chance de defesa para lutar. Scrimgeour, ainda fora torturado com a maldição Cruciatus e após tal ato, fora brutalmente assassinado com a maldição da morte Avada Kedavra. Os alunos terão suas aulas normalmente em Hogwarts, o local mais seguro até o momento. Recomendamos que fiquem protegidos em suas casas.”

– Nossa...! – Disse Harry incrédulo.

– Nós também não conseguimos acreditar filho. Estamos todos muito chocados com a situação. Volde...

– Não!!! Não...Diga este nome, pai! É tabu. – Rony interrompeu o Sr. Weasley.

– Ok, ok. Me desculpe! Como eu dizia Harry, você-sabe-quem está muito forte agora. O número de seguidores aumentou em massa após a primeira ascensão dele.

– Espera aí... Como assim, primeira ascensão? Há ou houve uma segunda?

– Ainda não! Mas nós suspeitamos que haja.

– Isto é mais sério do que eu pensava... Muito mais sério.

– Harry, isto é mais sério do que todos nós pensávamos. – Disse Hermione.

– E não há jeito algum de Pará-lo ou se quer derrotá-lo agora.

– Sim! É isso!

– É isso o que Harry?

– Nós não podemos derrotá-lo ou Pará-lo. Mas podemos retardá-lo! – Harry sentiu uma forte pontada de entusiasmo.

Enquanto todos gritavam, se animavam, Harry de repente caiu no chão e se encostou em uma parede ao lado da lareira de pó de flú. Ele sentiu sua cicatriz em forma de raio arder fortemente. E ele deixou Voldemort invadir sua mente.

– Harry... Meu bravo inimigo... Você já tem menção do que está acontecendo... Eu estou cada vez mais forte... E não há nada que você possa fazer... Irei buscá-lo... Onde quer que esteja... E irei matá-lo e acabar com isso de uma vez por todas... Nem que eu tenha que matar à todos até chegar a você... Você pode se render e se entregar de bom grado... Ou eu inicio uma enorme guerra de sangue... Você tem um dia!

Harry ouviu a voz de Hermione de longe até que despertou da transe.

– HARRY! HARRY! – Gritou Hermione.

– Oi, oi... Estou aqui!

– O que aconteceu?

– Foi ele de novo. Você-sabe-quem invadiu minha mente!

– Ai Harry, de novo?! Você não pode deixar que isso aconteça!

– Eu sei Hermione, eu sei, tá legal? Só que também não é sempre que eu consigo. Eu tento, mais ás vezes não dá!

– Ok, e o que ele disse?

– Ele disse que está cada vez mais forte, e ele vai me buscar independente de onde eu esteja e nem que ele tenha que matar todo mundo até chegar em mim e que ele vai me matar. Ele disse que eu posso me render ou ele inicia uma grande guerra de sangue. Ele me deu um dia!

– E você...?

– Irei me render!

Houve um tumulto e todos começaram a falar ao mesmo tempo.

– Ei pessoal! Calma... Deixe-me explicar. Não quero que ninguém fique ferido ou morra por mim. Irei sozinho e irei me render. Não é justo e eu não vou suportar que vocês fiquem feridos ou até mesmo que vocês morram tentando me proteger, me defender! Se sou eu o que ele quer, é eu que ele terá!

Todos ficaram em silêncio. E logo o tumulto voltou.

– Só um minuto... Ei... Gente, por favor... Só um... – E na falha de tentar pedir o silêncio, o Sr. Weasley sacou sua varinha e ordenou. – Silêncio!

E no mesmo instante, todos se calaram.

– Harry, termine de ler a manchete. – E o Sr. Weasley jogou o Profeta Diário para Harry.

Harry retomou a leitura.

“ E Voldemort anunciou, que enquanto não possuir o tempowax, não cessará a guerra.”

– E o que é o tempowax?

– Faltou à algumas aulas Sr. Potter? – Zombou Hermione.

– Tempowax é um objeto, na verdade, uma ampulheta que possui uma areia de cor amarelo. E tem um poder surpreendente! Você pode usá-lo para prender um inimigo em um certo lugar em um determinado tempo. Sem contar, que ele dá o poder, de você voltar no tempo e ressuscitar os mortos.

– Realmente... É algo muito perigoso. Nas mãos dele então...!

Terminado o café da manhã mais agitado que já teve n’A TOCA Harry, Rony e Hermione subiram para o quarto.

Harry estava arrumando o malão para voltar à Hogwarts. Ele por enquanto era o único que pensava em retornar à Hogwarts e cursar o sétimo e último ano na Escola de Magia e Bruxaria. Ele abriu o malão vazio; Colocou algumas roupas, o uniforme da Grifinória, o uniforme de quadribol, a vassoura, os livros: História da Magia, Criaturas Incríveis, A herbologia, A Arte das Trevas e Trasgos e Outras criaturas mágicas, um retrato de Sirius e o retrato dos pais dele. Então, fechou o malão e o levou até a porta de entrada.

– Harry... Não faça isso!

– Não adianta Hermione, já me decidi. Voltarei à Hogwarts e irei cursar o meu último ano lá.

– Então eu não deixo você ir!

– Já tenho 17 anos... Sou de maior e mando em mim agora. Não há chances de você me impedir, a não ser que me mate e vá para Azkaban.

– Sabe que eu ainda não descartei a ideia?!

Os dois começaram a rir.

Rony chegou e pegou o malão dele. Também começou a arrumá-lo; Ele foi mais rápido que Harry e quando voltou, Hermione e Harry ainda estavam rindo.

– Sabe... É o malão mais vazio que eu levo para Hogwarts em todos esses anos.

– Ah não Ron... Você também?

– Eu também o que, mione?

– Regressará à Hogwarts. Harry também irá!

– É mesmo? E onde está sua roupa da Grifinória?

– No malão!

– Ah. Mamãe me convenceu à ir. Também convenceu Fred e George.

– Tudo bem... Eu vou! – Disse Hermione.

– Está esperando o que? Vamos! Arrume seu malão e coloque seu uniforme. Já estamos atrasados para pegar o trem.

***

Depois de se arrumarem todos, pegarem seus malões, e pegarem a rede de flú, então todos chegaram à Estação de King’s Cross. A plataforma trazia boas lembranças à Harry.

– Vão queridos. Vão! Se não irão perder o trem! – Gritava a Sra. Weasley apressada.

E então, todos embarcaram no trem com destino à Hogwarts.

Notas finais
Querem sabe mais sobre o Tempowax? Não percam os próximos capítulos que revelará grandes surpresas!!!