Harry Potter E A Revolta Dos Duendes
8 CAPÍTULO 8 – Expresso de Hogwarts
Notas iniciais
Cada vez mais mistérios, o que de fato está acontecendo no mundo bruxo.
Foi difícil para todos dormirem após ouviram o que houve com Gui e Fleur. Harry acordou-se cedo, antes mesmo dos gritos da Sra. Weasley e logo juntou-se a mesa com Hermione, Gina e os Weasleys para o café da manhã. Desta vez o Sr. Weasley e Percy estavam com eles, Gui e Fleur também, ambos estavam mais calmos.
– Bom dia Harry, diz o Sr. Weasley com um sorriso no rosto.
– Bom dia, responde Harry, olhando para todos a mesa.
– Meu querido, diz a Sra. Weasley com uma cara que não dormiu um segundo sequer, — com todos esses acontecimentos que houve, acho que não poderemos ir com vocês até a estação de King’s Cross, você se importaria...
– Claro que não, interrompe Harry, — Já podemos aparatar. Tomaremos os cuidados necessários, pode ficar tranquila. A Sra. Weasley agradece com um sorriso.
Apesar de muita gente a mesa, o café da manhã estava bem silencioso, o clima nunca estivera tão tenso na Toca com todos esses problemas acontecendo com a família Weasley, desde a morte de Fred, a ausência de Rony e agora o atentado a Gui. Ao fim da refeição, Harry e Gina se levantam para tomar o sentido do jardim, quando Percy sinaliza para Harry que gostaria de conversar com ele a sós. O garoto pede a Gina para esperar e o segue para a sala.
– Gostaria de falar comigo Percy? Pergunta Harry.
– Sim, responde Percy olhando para os lados para se certificar que ninguém ouviria a conversa. – Me parece que teremos problemas com os duendes. — Verdade, conclui harry. — Pois é, retoma Percy. — o Ministro me pediu pessoalmente para falar com você se era possível sua ajuda.
– Não estou entendendo, diz Harry confuso.
– O nosso grupo de aurores ainda não é tão experiente, perdemos os melhores na luta contra Você-sabe-quem. O minstro quer saber se você aceitaria visitar o Ministério para conversar com o grupo.
– Apenas conversar? Pergunta Harry.
– Não apenas conversar, responde Percy olhando para a porta que leva a cozinha, — você lutou contra o maior bruxo das trevas de todos os tempos e o venceu. Se estivesse conosco seria uma ajuda de peso até mesmo para motivar o grupo.
– Olha... Começa Harry com bastante calma. É meu desejo ser um Auror, mas não pretendo seguir os passos do Rony abandonando Hogwarts. Tenho muito que aprender ainda.
– Não seja modesto Harry, diz Percy sorrindo.
– Não estou sendo modesto, responde Harry, — tive muita sorte e Voldemort não conseguia me atingir por causa das varinhas gêmeas.
– Ele não conseguiu te atingir nem mesmo com a varinha das varinhas, você também lutou com outra varinha e mesmo assim ele não teve chances, fala Percy convincente. — Nunca se perguntou sobre isto?
Harry olha para Percy como se estivesse absorvendo a informação que ele lhe passara, de fato Harry duelou contra Voldemort com uma varinha diferente, embora o bruxo estivesse com uma varinha que não o reconhecia como dono.
– Tem alguma resposta? Diz Harry.
– Não, responde Percy. – Acredito que os duendes irão te procurar de todo jeito. Você é o campeão dos bruxos da era atual. Precisa tomar ciência de sua importância, não adianta fugir.
– Olha... Responde Harry. – Não sou campeão de nada! Este ano terminarei meus estudos como todo bruxo deve fazer, certo? Prometo que quando terminar procuro você ou o Ministro e me alisto para o Departamento de Aurores se for o caso.
Dizendo isso Harry deixou Percy sozinho e subiu para o quarto para arrumar suas coisas. Percy aparata com o Sr. Weasley e Gui para o Ministério e Fleur fica com a Sra. Weasley arrumando os preparativos para o almoço. No fim ele se reúne com Gina e Hermione, já com todas as malas prontas, os livros, seus pertences, sua vassoura e a gaiola com Ninphadora que era sua nova coruja, Bichento no colo de Hermione, e o Mini pufe Arnaldo no ombro de Gina, Bichento olhava suspeito para Arnaldo mas não tomou nenhuma atitude. Eles se despedem da Sra. Weasley e Fleur e em seguida aparatam para uma viela escura e desabitada próximo à estação King's Cross. Era um trio bem esquisito saindo de uma viela escura com várias malas, uma coruja, um gato e um mini-pufe que para os trouxas mais parecia um objeto de pelúcia. Eles entraram na estação e atravessaram a passagem para a plataforma 9 e ½ e logo avistam o Expresso de Hogwarts.
– Faz bastante tempo, diz Harry.
– Verdade, responde Hermione, — será que ele vem? Completa ela com os olhos em lágrimas.
– Sabemos que não, fala Gina. — Com um tempo talvez você o entenda, sabe que ele é desastroso na hora de impor das decisões que toma.
– Vamos entrar, diz Harry interrompendo o assunto. Os três entram num vagão do trem e logo encontram uma cabine vazia onde guardam as malas e se acomodam. Harry deixa Nimphadora numa mesa, enquanto que Hermione senta-se com Bichento no colo, Gina senta-se ao lado de Harry com Arnoldo que estava numa soneca em seu ombro. O trem começa a partir quando Luna Lovegood aparece na porta e se junta a eles, o trem segue viagem tranquilo, aparentemente sem nenhuma intromissão quando alguém bate na porta deles.
– Pode entrar diz Hermione.
A porta se abre e para a surpresa um duende aparece na entrada. Ele estava sério, vestindo uma espécie de smoking preto com sapatos bem lustrados e uma mala que brilhava bastante e também parecia bastante pesada, O duende magicamente com uma varinha nas mãos guarda seus objetos e se senta na cadeira vaga, embora não parecesse agressivo, deixou todos tensos, após sentar-se lança um olhar profundo para cada um dos garotos que estavam na cabine.
– Parece que a cabine de vocês é a única com um lugar vazio, diz o duende tentando parecer amistoso.
– O que está fazendo aqui? Pergunta Gina de forma ríspida.
– Como conseguiu essa varinha, diz Hermione séria com bichento rosnando ameaçador.
O duende examina cuidadosamente a garota e senta sem responder. Gina fica esperando a resposta e Harry procura a varinha no bolso para caso haja necessidade.
– Pode guardar sua varinha, Sr. Potter, diz o duende. – Eu não tentava isso, Senhorita Weasley, diz ele a Gina que já se levantava com a varinha em punho. A garota para espantada e volta a se sentar ao lado do namorado que a puxa para a poltrona, Luna segue lendo o Pasquim e parece não dar a menor atenção ao que está acontecendo.
– Pode nos explicar o que significa um duende está empunhando uma varinha e o que este mesmo duende faz aqui no expresso de Hogwarts para alunos bruxos? Diz Harry tentando parecer não ofensivo em suas palavras, o duende fica em silêncio, examinando Harry Potter como se o avaliasse digno de receber sua resposta.
– Sou Grinponk, novo professor de vocês, diz o duende.
– Como é que é? Fala Gina.
– Porque o espanto garotinha? Responde Grinponk.
– Você é um duende, diz Gina, — Isso só pode ser uma piada...
– Sendo você teria mais cuidado em suas palavras garota, diz Grinponk parecendo irritado. – Comentários preconceituosos como o seu não serão mais permitidos. Completa com um olhar fulminador. — Embora não mereçam esta explicação, vou lhes dizer que o Ministério da Magia enfim reconheceu nossos direitos, tanto a ocupar cargos no Ministério, como na formação mágica.
– Isso é impossível, diz Hermione.
– Mais um comentário preconceituoso desses e eu mesmo pedirei o envio das duas a Askaban, diz Griponk demonstrando uma profunda ofensa em seu rosto.
– Melhor ficarmos quietos, diz Harry.
– Quando chegarmos ao castelo procuraremos a Minerva para nos informar melhor, diz Hermione em tom desafiador.
– Perfeito, façam isso, diz Grinponk que abre um exemplar do Profeta Diário que trazia na capa a foto do Ministro apertando a mão de um duende e acima com o título: REVOLUÇÃO NO MUNDO MÁGICO.
Os três se olham sem acreditar no que leem e seguem o restante da viagem calados. Chegando à estação de Hogsmeade avistam Hagrid que chamava os alunos do primeiro ano e para surpresa de todos que desembarcavam do trem, eles viram duendes crianças seguindo Hagrid.
– Mas o que está acontecendo aqui, diz Hermione.
– Não sei, mas parece que não terei o ano tranquilo que tanto esperava diz Harry desconsolado.
Todos se dirigem as carruagens que eram puxadas por Trestálios, ao embarcarem Luna enfim deixa a leitura do Pasquim e comenta: — Meu já sabia disso, é tudo por causa dos Narduques que há escondido em Gringots.
– E o que seria... ia dizendo Gina, quando Hermione a interrompe, — Nem adianta.
Todos seguem nas carruagens até finalmente avistarem o Castelo e são recebidos por Argo Flich que o olhava com tamanho desprezo e enfim os convida para entrar.
Notas finais
Deixa um review, é bom saber que estão acompanhando e principalmente que estão gostando do capítulo. Se tiver algo pra criticar pode colocar também.
Recomendações e favoritos também serão bem vindos.
Se tudo der certo amanhã um novo capítulo.
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