Harry Potter - A nova era da magia

2 Uma supresa nada agradável


Notas iniciais
Então gente, eu postei o segundo mais cedo porque talvez eu demore a postar o próximo, mas eu vou postar basicamente de semana em semana, atrasando no máximo uma semana. Espero que gostem desse capitulo pelo ponto de vista do Albus, digamos que ele e o irmão sejam um pouquinho diferentes um do outro. Boa leitura e obrigado por acompanhar.

ALBUS SEVERUS POTTER POV

O ótimo sono de Albus foi quebrado naquela enfadonha manhã quando seu irmão mais velho James resolveu lhe fazer uma “surpresa”, primeiramente o menino foi sacudido pelo irmão até acordar, tendo este invadido o seu quarto, mesmo quando Albus havia pedido, implorado para seus pais que não deixassem James entrar mais lá, mas como sempre era ignorado como se isso fosse uma piada qualquer. Albus, levantou com um mau humor que não se lembrava de ter tido antes, o que era bem anormal para um garoto de dez anos, e para piorar, seu irmão conseguiu acabar de vez com seu dia com a “surpresa” que os esperava bem na sala de estar do andar de baixo. Primeiramente Albus se perguntava como James, sendo tão preguiçoso como era, conseguiu acordar cedo daquela maneira, sabia que nada de bom estava por vir, e ele dizia:

– Vamos lá maninho, te preparei uma surpresa lá em baixo, vai te deixar de queixo caído –

E quanto a isso não haviam dúvidas. O garoto de olhos verdes se levantou contrariado, seus cabelos provavelmente mais selvagens do que nunca, mas não mais que os de James, como alguém poderia ter um cabelo daquele jeito, levando em consideração que eram lisos, entrou no banheiro para escovar os dentes, lavar o rosto e tentar abaixar seu cabelo, e quando finalmente conseguira tal proeza, a praga de seu irmão mais velho surgiu dentro do banheiro passando as mãozonas em seus cabelos dizendo e com o sorriso irritante estampado sempre e uma calma anormal:

– Vamos logo cara, antes que papai e mamãe acordem –

Será que ele não avaliou a sua frase como óbvia demais para que ninguém não notasse que havia algo de errado? Pensou Albus, era tão descarado que o garoto já se acalmava para o que estava por vir.

James desceu as escadas primeiro, e logo em seguida Albus, então quando o menino passou pelo corredor de baixo e entrou na sala de estar não pode conter uns olhos arregalados e em seguida uma cara de completo enfezamento, aquilo era a gota d’agua. A sala estava completamente enfeitada com bandeiras e mais bandeiras nas cores verde e cinza, ou prata, haviam cobrinhas magicas deslizando por todo o lugar e a palavra “SONSERINA” estampava todas as bandeiras e adornos pela sala, e uma faixa bem grande estava flutuando perto do teto no centro da sala, e nela aparecia gradativamente em letras prateadas um texto aonde se lia:

"Prezado segundo senhor Potter (Com ênfase no “segundo”) nós da escola de magia e bruxaria de Hogwarts temos o desprazer de informar que o senhor não precisara passar pela seleção das casas, a qual ja foi definida desde sempre, quando chegar no castelo será jogado direto no covil das cobras."

Enquanto o garoto lia completamente abismado, James tirou uma foto com a câmera magica que estava bem ali na mesa, que logo expeliu uma foto em movimento, que evidenciava a reação de Albus. ­

– Maninho, você tinha que ver sua cara — Disse James rindo descontroladamente. Quando Albus terminou de ler, uns fogos de artifícios mágicos em miniatura explodiram em faíscas verdes pela sala e se dissiparam no ar. O irmão do meio tinha uma expressão de desprezo enquanto olhava para o irmão, que de repente se transformou num olhar completamente inexpressivo. — Nossa, Jay, fez isso tudo sozinho? Nunca achei que fosse capaz ao menos de pensar por si só — Implicou Albus com uma feição de desdem no rosto.

– Seu babaca, é só uma brincadeira, como consegue ser sempre tão irritante? — Retrucou James, que não tinha recebido bem a resposta de seu irmão.

– Irritante? Eu? Não sou eu que fico o tempo todo perturbando o irmão e dessa vez você foi longe demais — Respondeu Albus indignado.

– E qual o problema de ir para a sonserina Albus? Eu só quis brincar com isso, mas se você é tão frágil que não consegue levar coisas como essa numa boa, o que eu posso fazer? — Retrucou James, que deu um sorrisinho ao dizer a palavra frágil.

– Bem, não sou eu que me incomodo TAAANTO com alguém de outra casa a ponto que querer aparecer mais que eles — Quando Albus acabou de falar, James ficou vermelho e agora ja não achava mais tanta graça, quando ele iria responder, os pais dos meninos surgiram na sala, sua mãe estava especialmente enfezada e o pai tinha uma cara séria, que suas duas cicatrizes evidenciavam ainda mais.

– O QUE SIGNIFICA ISSO? — Disse Gina tão irritada e vermelha que seria capaz de explodir, então James extremamente sem graça tentou explicar:

– Mãe...er...a carta do Albus chegou e...- Foi interrompido pela mãe — NÃO INTERESSA, ISSO NÃO TEVE GRAÇA ALGUMA JAMES, PELA MILÉSIMA VEZ E... — Harry se antepôs a acalma-la — Calma querida, esta quase explodindo de tão vermelha, e esta me lembrando muito sua mãe. — Gina bufou e então olhou para os filhos.

– Expliquem-se agora...- Ordenou Gina, e Albus não se manifestou, apenas olhou para James pelo canto dos olhos que, e James logo entendeu a mensagem, "se deu mal".

– Mãe...bem...a carta do Albus chegou e eu queria surpreende-lo...- Ficou em silencio por um tempo quando seu pai se manifestou: — É assim que você surpreende seu irmão, não consigo imaginar surpresa maior.- Disse Harry ainda com uma expressão calma ao mesmo tempo séria no rosto.

– Mas vocês sabem como eu adoro meu irmão, mas não tenho culpa se ele não tem senso de humor.- Respondeu James que se sentiu mais seguro ao falar com seu pai, já que a mãe era assustadora quando estava irada.

– Tudo bem James, mas acho que não vai ser tão engraçado se eu mandar uma carta para a diretora McGonagall pedindo a ela para não o deixar fazer parte do time de quadribol no seu segundo ano, não é? — Perguntou Harry arqueando as sombranselhas.

Albus então olhou para o pai, achou que aquilo poderia ser um castigo muito mais injusto do que imaginara, mas não opinou, mesmo quando se deparou com um James completamente arrasado, que logo que iria falar algo foi interrompido por uma menininha que apareceu na porta.

– Mamãe, papai, o que esta acontecendo? — Disse a pequena Lily Luna Potter esfregando os olhos.

– O de sempre querida, não se preocupe, já resolvi tudo! — Disse o pai com um sorriso singelo, a mãe deles foi até a menina e a chamou para tomar café, acenando com o rosto para que Harry desse um jeito em tudo por ela.

– James, espere no meu escritório, que eu já estou indo, NÃO. TOQUE. NAS. GAVETAS pela...-

–...Milésima vez, eu sei pai!...- Disse James um pouco chateado e indo subir as escadas — Mas bem que foi engraçado HAHAHA — Completou rindo, então correu para o segundo andar.

Harry balançou a cabeça em sinal de desaprovação e então fitou Albus, que estava parado no mesmo lugar em silencio.

– Filho, você conhece o seu irmão, ainda não se acostumou com as brincadeiras? Ontem mesmo você estava levando tudo numa boa! — Disse o pai franzindo a testa.

– Acho que sim...e não, sei la, mais ou menos, ele consegue me irritar, e ainda essa agora de ficar dizendo que eu vou para a sonserina...- Disse Albus que se lembrou da possível punição do irmão, mas estava tão irritado com ele que não foi capaz de protestar-se contra isso.

– Quer falar sobre isso Al? — Perguntou o pai.

– Tudo bem, melhor deixar pra lá, vou subir e me arrumar. — Terminou Albus começando a ir em direção ao corredor, quando se lembrou da carta, voltou até uma caixinha verde cintilante parada bem abaixo da faixa, ao abri-la, mais uma cobra feita de faíscas verdes pulou de dentro, e então Albus deu um pulinho, e bufando pegou a carta sem reparar que o pai deu um risinho, e passou por ele sendo afagado pelo mesmo na cabeça.

Quando Albus chegou ao segundo andar, James estava parado perto à escada, hesitou em falar, mas conseguiu em seguida.

– Desculpa cara...- E ficou o encarando, então Albus ainda se sentindo chateado respondeu:

– Jay você só esta pedindo desculpas para que papai mude de ideia quanto a você ir para o time de quadribol, você não me engana! -

– Você esta muito errado Al, muito errado! — Respondeu James um tanto surpreso.

Albus entrou no quarto e se jogou na cama, seu quarto era bastante agradável, as paredes eram pintadas de cinza e com alguns posteres de Gonçalo Flores da seleção brasileira de quadribol e também alguns outros de bandas bruxas e algumas trouxas recomendadas pelo afilhado do pai, Teddy Lupin. O carpete era vermelho escuro os moveis dentro eram em cores de um marrom opaco, pareciam antigos e todos eram encantados, alguns até respondiam a certos comandos, abrindo ou desejando bom dia (como no caso do guarda-roupas) ao pé da cama tinha um grande baú, aonde Al guardava varias coisas de que gostava, ele tinha uma estante em uma parede próxima à cama, a maioria dos livros ali foram dados de presente por sua tia Hermione ou sua prima Rose, de quem gostava bastante e se dava muito bem, ao lado da cama, tinha uma comoda pequena de madeira com uma Orbis sustentada em cima de um suporte de bronze, como Albus ainda não tinha uma varinha, ele era enfeitiçado para acender quando comandado, nesta mesma comoda tinha uma gaveta, aonde Al guardava materias do profeta diária que se relacionavam à sua família, por mais que não almejasse nada como "fama" se orgulhava de ler a respeito deles, então sentou-se e abriu a gaveta, e a primeira folha que se encontrava, era uma matéria sobre sua tia, que agora trabalhava no Departamento de Execução das Leis Magicas no ministério da magia, a matéria mencionava sobre uma lei que para os bruxos mais velhos era relativamente recente e havia sido criada por ela que tinha um trecho inteiro de um discurso descrito no jornal:

"...Desde jovem, quando recebi minha carta par a escola de magia e bruxaria de Hogwarts, me senti privilegiada de entre tantos trouxas, ter sido destinada a estudar magia e de ter nascido com esta capacidade em mim...fiz o máximo que pude para honrar o fato de ter sido chamada para estudar magia...porém durante meus tempos de escola, eu me perguntava sobre o porquê de não permitirem que os jovens bruxos e bruxas pudessem utilizar magia em casa, longe dos terrenos das escolas, já que isto seria de grande valia para o crescimento do jovem bruxo ou bruxa em nossa comunidade...é bastante claro que crianças e adolescentes praticando magia deliberadamente por ai iriam infringir varias e varias regras do Estatuto do sigilo...a questão era, se são bruxos, cabe aos pais de cada um destes jovens aprendizes educa-los para que não utilizassem magia em publico....então desenvolvi uma lei que permite o uso de magia por menores baseada num numero considerável de regras que limitariam seu uso por: idade, anos estudados na escola de magia e o tipo de magia a ser executada...lembrando que as magias permitidas são em sua maioria de uso domestico, encantamentos e feitiços simples e feitiços defensivos para a proteção dos mais jovens, para os mais velhos será permitido a utilização de magias ofensivas apenas em casos extremos...declaro em complemento que a magia por traz do rastreador foi aperfeiçoada para permitir os usos de magia no ambiente caseiro e totalmente isolado do âmbito trouxa...o rastreador também detectara o uso quando improprio e um esquadrão treinado do Departamento de Acidentes e Catástrofes Mágicas sera enviado na mesma hora para reverter qualquer seja o problema...devo acrescentar por fim que cada jovem bruxo e bruxa devera receber uma advertência por má inflição da lei, três advertências são convertidas para as leis antigas...relembrando que se em casos extremos, isto sera relevado"

Muitos bruxos adultos da época pelo o que dizia no jornal discordavam disto, mas vendo que a lei funcionava mudavam de ideia (mesmo com uns pequenos acidentes no começo que normalmente envolviam bruxos adolescescentes perturbando trouxas e sendo punidos severamente depois, e não voltando a repetir tais atos, Albus se lembrou de seu tio Rony mencionar que a esposa falava muito e era extremamente entediante e chato para quaisquer pais que quisesse entender a lei tendo que ler tudo que Hermione disse e que acabavam evitando que seus filhos usassem magia de qualquer forma, mas logo foi repreendido pela mesma. Em anexo ao jornal, tinha uma lista que listava os feitiços permitidos por idade, e Albus se sentiu chateado por tão poucos feitiços serem permitidos a bruxos de 11 e 12 anos, sendo a maioria, feitiços domésticos e que até mesmo os de dezesseis anos não podiam usar magias extremamente avançadas, mas a cada ano mais feitiços eram testados e aprovados pelo ministério, o que Al sempre achava engraçado toda vez que mencionavam mais um feitiço aprovado, pois Al sabia que eles eram testados no que eram chamadas "famílias cobaias trouxas" que ao entender dele, eram burros demais para notar que desde a casa que moram, até o emprego deles, tinham sido programados e premeditados por outros (bruxos) para que servissem de cobaias, mas viviam vidas felizes e particularmente normais, mesmo vivendo em ruas inteiramente bruxas, ou em casas isoladas com portas que funcionavam como chave de portal para uma outra casa em um bairro trouxa normal.

Havia uma edição do profeta diário sobre a copa mundial de 2014, aonde uma repórter chamada Rita Skeeter (que todos os membros da família odiavam) redigiu uma irritante matéria sobre " as grandes presenças" na final da copa mundial de quadribol, que citava seus pais, ele e seu irmão, seus tios, primos e até mesmo o Teddy, de uma maneira bem perniciosa, e em um outro jornal, este do ano passado, tinha uma outra matéria de Rita em que o titulo dizia "O herdeiro do eleito ingressa em Hogwarts...futuro orgulho ou vergonha da família?". A matéria falava sobre a entrada do irmão James em Hogwarts, e como Albus pensava, se ele fosse alguém que se importasse muito com qualquer coisa, teria se sentido completamente intimidado por ela que em um de seus trechos dizia descaradamente que "...o filho do herói do mundo bruxo deveria fazer por aonde orgulhar a família, Harry Potter não precisaria de um peso morto em sua vida extraordinária...", esta havia sido a ultima gota para Albus, como essa mulher poderia ser tão nojenta, mas logo deixou de se importar já que percebeu que ou James era estúpido demais para não se sentir intimidado e com medo, ou ele era muito seguro de suas "habilidades" para não se importar, o que se provou ser verdade quando ele retornou de Hogwarts se gabando de ter voado tão bem que a diretora iria lhe escalar para o time da grifinoria no ano seguinte, e que teve desempenho espantoso em defesa contra as artes das trevas, além de uma ascensão rápida ao "leão do pedaço" (como seu primo Fred disse com estas mesmas palavras) e para a infelicidade dos professores, foi o aluno no primeiro ano com mais detenções, simplesmente brilhante.

Albus escutou o pai subindo as escadas e indo até o escritório, então mais do que depressa se esgueirou até la para escutar a conversa, quando a porta fechou-se, mas Albus lembrou-se de que Jay tinha posto uma orelha extensível la dentro, e esta funcionava sem o auxilio de um fio, então Al correu para o quarto de James para pegar o outro par, quarto este que era extremamente bagunçado, livros, materiais escolares, objetos mágicos diversos espalhados pelo carpete beje, as paredes pintadas em listras horizontais de amarelo em um tom fraquinho, e vermelho em tom vivo, com posteres de quadribol por todos os lados, bandas bruxas (especialmente as com mulheres, entre varias outros), os moveis eram os mesmo de seu quarto, mas abarrotados de coisas e alguns meio danificados, e vários posteres de times de quadribol espalhados pelas paredes, Al achou o outro par das orelhas extensíveis em cima da mesa de cabeceira e partiu para o corredor, já que elas só funcionavam até certa distancia, começou a escutar a conversa.