Harry Potter - A História de Ellie
43 Quinto Ano em Hogwarts
Notas iniciais
–Você não devia ter se metido Ellie! – Harry praticamente berrou, quando eles saíram da sala.
–Ei! É só você aqui que pode causar na sala? — Ellie perguntou vermelha, Harry sempre a deixava irritada.
–Você não sabe somo é uma detenção com a Dolores! — dizendo isso ele deu um soco na parede, assustando Ellie, Hermione e Rony.
–Bem, em breve eu descobrirei! — Ellie disse dessa vez um pouco mais acanhada.
–Ellie ele tem razão, a detenção com ela não é algo comum – Hermione estava nervosa – você não entenderia...
–Então me explique! — Ellie já estava nervosa.
–Mostre para ela Harry! — Rony berrou, Harry ignorou ainda estava com a cabeça encostada na cabeça respirando profundamente – Mostre Harry!
Harry se virou e encarando a imensidão dos olhos azuis de Ellie, Harry podia ver medo neles coisa que ele nunca havia visto antes, Ellie era uma menina forte e destemida que muitas vezes não deixava transmitir os seus sentimentos, ela sempre escondia para si. Mas dessa vez Harry podia ver tudo, a confusão em seus olhos e o medo por Harry estar se aproximando mais uma vez. Harry entregou as suas mãos cortadas para Ellie, que as pegou com um certo receio, mas logo todo esse medo passou rapidinho. Ela começou a esfregar a mão de Harry, todas as cicatrizes, ela estava confusa, mas acima de tudo inconformada.
–O que é isso? — Ellie encarou Harry, ainda um pouco nervosa por conta da aproximação dele.
–Isso, é a detenção com a Dolores – Harry disse sério.
–Mas, como...
–É uma caneta especial, em vez de escrever no pergaminho escreve na mão de quem está escrevendo...
–Isso não pode ser permitido! — Ellie soltou a mão de Harry – Você já contou isso a algum professor?
–Eu não quero dar esse gostinho para a sapa rosa – Harry disse nervoso.
–Entendo – Ellie se afastou mais uma vez, ela escorregou na parede até estar sentada no chão. Harry sentiu o seu rosto corar, por conta da saia de Ellie que subiu um pouco mostrando a sua coxa grossa.
–Mas é claro que você vai contar! — Hermione se sentou ao seu lado.
–É claro que eu não vou! — Ellie sorriu para Hermione – Eu aguento Hermione, sou dura na queda, você sabe disso...
–Deve haver algo que nós possamos fazer Ellie — Rony se ajoelhou de frente a ela – Se pedirmos ajuda de Jorge e Fred aposto que eles podem nos ajudar...
–Não! — Ellie se exaltou – Nada de pedir ajudar a Fred e Jorge, eles não podem saber disso! Estão me ouvindo? — Ellie perguntou séria para os três — Me prometam, que não vão contar a eles!
–Eu prometo – Harry foi o primeiro. Rony apenas concordou com a cabeça.
–Mione! — Ellie a encarou.
–Como se já não bastasse o Harry, agora tem que você! — Hermione tampou o rosto com as mãos.
–Por favor – Ellie pediu choramigando.
–Ah ta bom! — Hermione respondeu quase num rugido, fazendo Ellie rir.
–Senhorita Avery? — Umbridge abriu a porta da sala fazendo todos se assustarem – Na minha sala por favor.
–Sim senhora – Ellie se levantou, soltando a mão de Hermione.
–A senhorita nos deu um belo show hoje senhorita Avery — A sapa rosa guiava Ellie para a sua sala privada — Não é a toa que é amiga do Potter.
–Eu vou cumprir a minha detenção agora? Não será de noite? — Ellie estava confusa.
–Tudo ao seu tempo senhorita Avery — Umbrige abriu a porta liberando a entrada de Ellie – Sente-se por favor – Ellie obedeceu se sentando, teve vontade de vomitar, o quarto inteiro era rosa, tudo nele era rosa. Tinha certeza que teria pesadelo com isso de noite – agora, a senhorita é trouxa, sim?
Ellie a encarou surpresa. A sapa rosa tinha um sorriso presunçoso no rosto, era como se ela estivesse testando Ellie. A loira deu o seu melhor sorriso forçado possível.
–Sim senhora, eu sou trouxa – Ellie cruzou as pernas, e a professora olhou indignada pelo tamanho da saia de Ellie — Mas como vocês no ministério preferem, sou uma sangue-ruim.
Umbridge engoliu a seco, e Ellie sorriu sem mostrar os dentes.
–Mas a senhorita não conheceu os seus pais, sim? — A sapa rosa agora se sentou de frente a Ellie, e começou a preparar um chá.
–Minha mãe morreu quando eu era muito pequena – Ellie bagunçou os cabelos ondulados, querendo mostrar confiança a sapa rosa a sua frente – Eu nunca conheci o meu pai...
–Então a chances dele ser um bruxo, sim? — Ellie rolou os olhos nervosa, o que aquela sapa velha queria? — Aceita chá querida?
–Dois cubos de açúcar, por favor – Ellie disse sem emoção.
–Me perdoe pela minha intromissão, mas é que não é natural alguém ser animago e ao mesmo tempo trouxa...
–Existe possibilidades – Ellie cortou nervosa a professora.
–Muitos baixas, devo acrescentar...
–Mas existem – Ellie se colocou ereta na cadeira.
–Seu chá, senhorita Avery — Ellie pegou das mãos da sapa e encarou o chá. Até ele era rosa? Isso era doentio.
Ellie cheirou o chá, era doce demais. Já havia assistido muitos filmes trouxas para saber que aquele chá podia estar envenenado ou melhor enfeitiçado. Decidiu que era melhor não toma-lo.
–Está ao seu agrado?
–Perfeito – Ellie descruzou as pernas, fazendo a sua saia subir ainda mais, o que fez a sapa rosa corar, e Ellie sorrir.
–É uma excelente aluna – A sapa rosa continuou — É uma pena não andar com as companhias adequadas...
–Bem, eu sempre amei um problema...
–A senhorita é muito próxima do senhor Potter, sim?
–Essa é a minha detenção? — Ellie revirou os olhos – É pior do que esperava — Ellie disse num sussurro.
–Com licença? — a sapa rosa virou vermelha.
–Harry é meu amigo – Ellie respondeu apressadamente.
–Entendo – A sapa rosa voltou a sua postura como estava antes – E ele sempre foi assim, rebelde?
–Bem, era o esperado, ele já passou por tanta coisa, eu ficaria surpresa se ele andasse por aí sorrindo o tempo todo...
–Quando você diz que ele já passou por tanta coisa, está se referindo, ao incidente com o...
–Lord Voldemort? Sim.
–Eu ia dizer com o Cedrico Diggory, senhorita Avery...
–Mas ele já enfrentou o lorde das trevas três vezes! — Ellie sorriu mostrando os seus dentes brancos.
–Por favor, não mencione esse nome na minha sala...
–Se a senhora está tentando querer fazer a minha cabeça, pode desistir...
–Como a senhorita ousa...
–A senhora vai me dizer que não colocou Veritaserum no meu chá? Eu não sou muito boa em poções, mas eu reconheço aquele frasquinho da sala secreta do Snape, eu já estive muito lá — Ellie se levantou – Se isso foi a minha detenção, a senhora me permite me retirar? Eu tenho muitas tarefas para fazer, não tenho tempo para ficar discutindo com a senhora, nós podemos deixar isso para a sua próxima aula, sim?
–Te vejo novamente aqui, amanhã a noite senhorita Avery — Umbrige tinha a veia da sua testa saltando – E como a senhora pediu, a sua detenção irá começar — Ellie encarou a professora a sua frente, e ficou feliz por ser mais alta que ela, podendo assim intimida-la – E pergunte ao Potter se você deveria ter todo esse entusiasmo.
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–Ellie Helen Avery! — Ellie ouviu uma voz poderosa chamar pelo seu nome.
–Ah não — Ellie se virou e encarou a professora Minerva a sua frente.
–Ah não digo eu! — Minerva puxou Ellie para andar junto a ela – Foi arranjar detenção justo com aquela ridícula? — Ellie riu do apelido que Minerva usou com a Umbridge.
–Ridícula?
–Não me provoque Black — Minerva disse um pouco mais baixo.
–Me desculpe, eu não consegui me controlar, prometo que na próxima vez irei tentar me controlar...
–Tentar? — Minerva ergueu uma sobrancelha em desconfiança.
–Tentar é melhor do que nada professora – Ellie riu atrevidamente.
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Ellie se encontrou com Harry, Rony e Hermione no dia seguinte para irem para aula de Minerva, não havia comentado sobre a conversa que tivera com a professora Dolores com eles, não achou necessário, por mais que Hermione tivesse a pressionado. Ao entrarem na sala deram de cara com a Umbridge num cantou da sala, Ellie revirou os olhos enquanto se sentava ao lado de Hermione
— Excelente — sussurrou Rony, quando se sentaram nos lugares de sempre. — Vamos ver se a Umbridge recebe o que merece.
A Profª McGonagall entrou decidida na sala, sem dar a menor indicação de que sabia que a Profª Umbridge se achava presente.
— Agora chega — disse ela, e os alunos fizeram imediato silêncio. — Sr. Finnigan, tenha a bondade de vir até aqui e entregar esses deveres aos seus colegas... Srta. Brown, por favor, apanhe esta caixa de ratinhos... não seja tola, menina, eles não vão lhe fazer mal... e dê um a cada aluno...
— Hem, hem — fez a Profª Umbridge, usando a mesma tossezinha boba que usara para interromper Dumbledore na primeira noite do ano letivo. A Profª McGonagall fingiu não ouvir.
Simas devolveu a Harry o trabalho dele, que o apanhou sem olhar para o colega e viu, para seu alívio, que conseguira um “A”. Ellie do outro canto sorria vitoriosa como sempre havia ido bem.
— Muito bem, ouçam todos com atenção... Dino Thomas, se fizer isto outra vez com o ratinho lhe darei uma detenção... a maioria da turma conseguiu fazer desaparecer as lesmas, e mesmo aqueles que as deixaram com vestígios do caracol entenderam o objetivo do feitiço. Hoje, vamos...
— Hem, hem — fez a Profª Umbridge.
— Sim? — disse a Profª McGonagall se virando, as sobrancelhas tão juntas que pareciam formar uma linha única e severa.
— Eu estava me perguntando, professora, se a senhora teria recebido o meu bilhete avisando a data e a hora da sua insp...
— Obviamente que a recebi, ou teria lhe perguntado o que está fazendo na minha sala de aula — disse ela, dando as costas com firmeza à Profª Umbridge.
Muitos estudantes trocaram olhares de alegria.
— Como eu ia dizendo: hoje, vamos praticar o Feitiço da Desaparição em ratinhos, que é bem mais difícil. Bem, o Feitiço da Desaparição...
— Hem, hem.
— Eu me pergunto — disse a Profª McGonagall numa fúria gélida, virando-se para a outra — como é que você espera avaliar os meus métodos de ensino habituais se continua a me interromper? Em geral, eu não permito que as pessoas falem quando eu estou falando, entende?
A Profª Umbridge pareceu que tinha levado uma bofetada no rosto. Não falou, mas endireitou o pergaminho em sua prancheta e começou a escrever furiosamente. Ellie não escondeu o sorriso e recebeu um olhar de reprovação de Hermione.
Parecendo supremamente indiferente, a Profª McGonagall se dirigiu mais uma vez à turma.
— Como eu ia dizendo: o Feitiço da Desaparição se torna mais difícil quanto maior a complexidade do animal a se fazer desaparecer. A lesma, como invertebrado, não apresenta grande desafio; o ratinho, como mamífero, oferece um desafio muito maior. Não é, portanto, um feitiço que se possa realizar com a cabeça no jantar. Vocês já conhecem a fórmula cabalística, então vejamos o que são capazes de fazer...
— Como é que ela pode me fazer preleção de que não devo me descontrolar com a Umbridge! — resmungou Harry para Rony, baixinho, mas estava sorrindo; sua raiva da Profª McGonagall tinha praticamente evaporado.
A Profª Umbridge não acompanhou McGonagall pela sala como fizera com a Trelawney; talvez tenha percebido que a colega não permitiria. Fez, no entanto, um número muito maior de anotações, sentada em seu canto, e quando McGonagall finalmente disse aos alunos para guardarem o material e sair, ela se levantou com uma expressão muito séria no rosto.
— Bom, é um começo — disse Rony, erguendo um rabo de rato comprido e retorcido e largando-o de volta na caixa que Lilá estava passando pela classe.
Quando os alunos saíram enfileirados da sala, Harry viu a Profª Umbridge se aproximar da escrivaninha da McGonagall; ele cutucou Rony, que, por sua vez cutucou Hermione, que, por sua vez cutucou Ellie e os quatro intencionalmente ficaram para trás para escutar.
— Há quanto tempo você está ensinando em Hogwarts? — perguntou a Profª Umbridge.
— Trinta e nove anos, agora em dezembro — respondeu McGonagall bruscamente, fechando sua bolsa com um estalo.
Umbridge fez uma anotação.
— Muito bem, você receberá o resultado da inspeção dentro de dez dias.
— Mal posso esperar — respondeu McGonagall, com uma voz fria e indiferente, e se encaminhou para a porta. — Andem depressa vocês quatro — acrescentou, empurrando Harry, Rony e Hermione à sua frente.
Harry não pôde deixar de lhe dar um leve sorriso, e seria capaz de jurar que recebeu outro em resposta.
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–Como vai companheiro de detenção? — Ellie se juntou a Harry que estava a caminho da sala de Dolores.
–Não fique tão entusiasmada Ellie – Harry a olhou sério. E finalmente reparou nas roupas que ela estava usando. Ela estava com uma saia curta, e uma blusa exageradamente decotada, Harry estranhou, ela normalmente não usava roupas assim – O que, o que...
–São essas roupas? — Ellie sorriu pelo constrangimento de Harry – Assim como você ficou sem graça, espero deixar a sapa rosa também, ela odeia o cumprimento das minha saias... Mas essas aqui pertencem a Tonks...
–Ellie – Harry olhou apreensivo para ela.
–Me deixa me diverti um pouco Harry...
–Desde que você só use essas roupas na detenção dela – Harry realmente estava sem graça, era estranho vê-la usando essas roupas, ela não parecia mais aquela menininha que sempre usava um laço azul do cabelo e roupas que cobriam tudo. Ela estava parecendo uma mulher, na verdade ela era uma mulher.
–Está falando que nem o meu tio agora – Ellie revirou os olhos.
A detenção foi pior do que esperava, Ellie tinha que admitir. Sua mão doia como nunca havia doia antes. As cicatrizes nem de longe eram tão fortes e profundas como a de Harry, suas mãos sangravam, manchando até mesmo o pano que cobria as suas mãos.
–Essa mulher é uma idiota, uma nojenta – Ellie estava com irritada como a muito tempo não ficava – Isso que ela faz, é desumano!
–Uma coisa você estava certa – Harry tentava não mostrar a dor para a Ellie – Ela odiou a sua roupa, nunca a vi tão vermelha...
Os dois riram, mas logo pararam quando viram Jorge no fim do corredor, eles continuaram o seu caminho até que os três se encontraram, Jorge estava suando, era como se tivesse andando por Hogwarts inteira em apenas dez minutos.
–Eu estava te procurando – Jorge estava sério.
–Estava cumprindo detenção — Ellie colocou a sua mão para trás do seu corpo.
–Você? Cumprindo detenção? — Jorge riu surpreso, mas logo voltou sua feição voltou a ficar séria.
–Umbridge – Ellie respondeu dando de ombros.
Ellie se encolheu quando sentiu o olhar de Jorge em seu corpo, ele a revistou sem nenhuma vergonha. Ellie não conseguiu descifrar o olhar de Jorge havia sentimentos demais nele.
–Que roupas são essas? — Jorge perguntou agora irritado.
–Não te interessa! — Ellie respondeu, mas logo se arrependeu. Devia ter apenas explicado a ele, devia ter tido "Presente da Tonks". Mas Jorge não estava merecendo.
Jorge revirou os olhos impaciente. Harry estava sem graça ao lado dos dois. Sabia que era ele o motivo dessa briga.
–Harry, eu estava te procurando. Rony está que nem louco atrás de você – Jorge disse sem olha-los nos olhos.
–Eu, eu vou atrás dele – Harry ia dar um beijo na bochecha de Ellie de boa noite, mas parou ao ver o olhar de Jorge para ele – Boa noite.
–Boa noite – Ellie respondeu sem graça.
Ellie ficou encarando Jorge sem saber o que fazer, abraçou o seu corpo sentindo o frio gelado alcançar os seus braços desnudos, mas se arrependeu ao ver o olhar de Jorge cair para os seus peitos.
Sem ao menos dar boa noite Ellie continuou o seu caminho até a sala comunal, mas parou quando Jorge a chamou-la.
–Ah Ellie, a sua nádega esquerda também é muito bonita. — Jorge tinha aquele sorriso convencido no rosto que Ellie odiava.
–E você fede como um Trasgo Jorge Weasley! — Ellie lhe mostrou a língua fazendo o mesmo rir
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