Harry Potter.
32 Capítulo 9
Certa manhã eu acordei e Mione não estava em sua cama. Desci de pijamas pro Salão Comunal e lá estava lá, brigando com Rony.
– Ei, o que foi? — perguntei
– O Ronald acha que o Bichento comeu o rato dele.
– Claro que ele comeu!! Ele é um assassino.
Eu suspirei e subi de volta pro meu quarto. Não estava muito afim de escutar brigas.
Desci para tomar café e esbarrei no Draco. Eu sempre esbarro nele.
– Ei ei, cuidado. — ele sorriu
– Ah desculpa, eu tava meio distraída porque Rony e Mione estão brigando por causa de uma história de ratos e gatos. Bom dia — eu disse
– Bom dia, eu até te chamaria pra tomar café comigo mas é proibido ficar em mesas de casas diferentes.
– Pois é — eu disse — Qualquer dia a gente faz um pique-nique
– Boa ideia.
– Tchau.
– Tchau
…
Na hora em que o correio chegou, estávamos eu, Harry, Rony e Mione comendo e veio um pacote que "parecia" uma vassoura.
– Abre logo — sussurrei
O ajudamos a abrir e era uma Firebolt, a vassoura que o Harry mais queria. A melhor.
– Ta afim de voar? — ele disse sorrindo pra mim.
– Claro! Vamos pro campo. — respondi
– Depois sou eu! — disse Rony
– Quem mandou Harry? — perguntou Mione
– Não sei, não tinha cartão.
– Você não acha melhor a gente entregar pra McGonagall?
– Como assim? — ele exclamou — É claro, que não. Vem Alice, vem Rony.
Fomos correndo pro campo mas antes que eu e o Harry decolássemos a Profa McGonagall chegou.
– Sr. Potter, fui informada que você ganhou essa vassoura e a pessoa não se identificou certo?
– Sim — ele respondeu
– Então me dê ela aqui. — disse ela
– O que? — exclamei
– Ouviu bem Srta. Felton
– A vassoura é do Harry!
– Não vou roubá-la — disse ela ofendida — Achei que você tivesse mais visão do que estava acontecendo Srta.
E ela saiu.
– Vou. matar. a. Hermione — disse Harry
– Ei calma — segurei no braço dele. — Ela tava só tentando te ajudar, ela deve ter uma boa explicação.
– Vamos lá ver então — disse Rony
Chegamos no Salão Comunal e Mione estava sentada lendo. Ao ver a gente entrar ela se levantou e foi até nós. Rony e Harry desviaram dela e subiram pro dormitório.
Ela foi até mim e eu cruzei os braços.
– Desculpa Alice,mas pra mim parecia obvio. — disse ela — A vassoura só podia ter sido mandada por Sirius Black.
– Tudo bem — sorri — Mas acho que os meninos não vão te perdoar tão cedo.
– Daqui a pouco eles esquecem — ela disse
– E Mione?
– O que?
– Você ta me devendo um voo na vassoura com o Harry.
– Claro! — ela riu
…
Durante a semana toda os meninos não falaram com Mione, eu ficava com ela normalmente mas ela tinha muito mais aulas que eu. Então eu fiquei um pouco com Harry e Rony também.
No fim de semana tentei convercê-los a voltar a falar com ela.
– Ei meninos, perdoem ela. — eu disse — Ela tava preocupada com a gente. Por favorzinho?
– Ta. — disse Harry — Depois eu falo com ela.
Abracei ele.
– Você é demais! — eu disse — E você Rony?
– Eu já estava bravo com ela por causa do lance do Bichento e do Perebas.
– A culpa não foi dela Rony! — eu disse — Eles eram bichos, seguem seus instintos! E você sempre reclamou dele mesmo. Ja estava velho.
– Depois a gente fala com ela então. — disse Rony, relutante.
Nesse momento, Hagrid entrou no Grande Salão.
– Ei, vem cá. Harry, Rony, Alice.
Levantamos e fomos atrás dele. Quando passamos pela por eu trombei na Mione e puxei ela pra vir junto. Harry olhou pra ela e sorriu, e cochichou algo que eu não escutei. Ela riu alto. Rony olhou pra ela e sorriu.
– Desculpa pelo Perebas, ele era um rato bom. — Mione disse
– Ele já estava velho — ele disse — Tudo bem.
…
Quando chegamos na cabana do Hagrid, Bicuço estava acorrentado na plantação de abóboras do lado de fora.
– Por que ele está preso Hagrid?
– Hoje é o dia da execução dele! — choramingou ele
– Eu sinto muito Hagrid — eu disse
– Mas vocês não vão assistir. — ele disse — Eu só os trouxe aqui para entregar uma coisa.
Ele foi até o ármario,pegou uma caixinha e entregou para Rony.
– Perebas! — exclamou ele — Onde você achou Hagrid?
– Correndo por ai. — sorriu ele — Agora voltem pro castelo, não quero que vocês vejam.
Algo quebrou a chaleira que estava em cima da mesa de Hagrid.
– Ai!! — disse Harry — Alguém tacou algo na minha cabeça.
Olhamos pela janela e vimos o Prof. Dumbledore, o ministro e um cara descendo a encosta para ir para a casa de Hagrid.
– Agora! — exclamou Hagrid — Saiam pela porta dos fundos, rápido.
Saímos correndo e nos escondemos atrás de algumas abóboras enormes. Quando os 3 entraram, subimos mais e ficamos vendo. O carrasco saiu da casa, e rapidamente levantou sua foice.
Eu não queria ver o resto, então eu coloquei a cara no peito de Harry. E apenas escutei o barulho.
Escutei Hermione chorar baixinho.
– Eles estão abraçados — disse Harry no meu ouvido.
– Finalmente — cochichei.
– ARRE PEREBAS! — disse Rony — ELE ME MORDEU! VOLTA AQUI RATO ESTÚPIDO.
Rony saiu correndo atrás dele e se jogou no chão. Harry estava com a mão na minha cintura e eu ria de Rony no chão.
– Harry — ele disse assustado — O sinistro.
Olhamos para tras e tinha um enorme cão preto quase ao nosso lado. Harry me apertou mais forte. O cão correu e pegou Rony pela perna. E o arrastou até o Salgueiro Lutador, onde eles desapareceram nas raizes.
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