Harry Potter.
64 Capítulo 7
Estávamos no Salão Comunal e Mione lembrou:
– Detenção de vocês é daqui a meia hora. — disse ela com uma voz de decepcionada.
– Que voz é essa? — perguntou Harry.
– Vocês são muito idiotas! Pra quê se meter em briga com ela? — exclamou Mione
– Questão de princípios. — disse Harry — Vamos Alice?
– Vamos. — respondi
Peguei minha mochila e coloquei nas costas.
– Coloca suas coisas na minha mochila que eu levo pra você. — sugeriu ele
Coloquei minhas coisas na mochila dele e dei um beijinho em seu nariz.
Saímos do Salão Comunal e fomos andando para a sala da Umbridge.
– Oi Harry! Oi Alice! — escutei alguém dizer
Me virei e vi a Luna Lovegood.
Luna Lovegood era uma garota loira com feições delicadas. Havíamos a conhecido assim que chegamos em Hogwarts. Nós fomos na carruagem com ela. Ela é "tão normal quanto Harry".
– Oi Luna — sorri
– Onde vocês estão indo? — perguntou ela — Quer dizer, desculpa. Isso não é da minha conta.
– A gente ta indo pra detenção Luna. — riu Harry
– Ah, que pena. — disse ela com aquele jeitinho sonhador — Até mais.
– Nos vemos depois. — sorri
Chegamos na sala da Umbridge e entramos em seu escritório. A primeira coisa que eu pensei foi: ROSA.
A sala era cheia de frufrus e de porcelanas.
– Podem sentar — disse Umbridge.
Sentamos na frente dela e ela nos encarou.
–Que casal adorável. — disse ela sorrindo com ironia
– Não tanto quanto a sua sala. — eu retruquei
Ela encrespou a boca.
–Vocês vão escrever uma frase para mim. Algumas vezes. — disse ela
Harry se abaixou para pegar nossas penas que ele estava carregando para mim em sua mochila.
– Não, não. — disse ela — Eu tenho umas penas especiais.
Ela me deu uma pena e depois uma a Harry.
– A senhora não nos deu tinta. — Harry disse
– Não precisa de tinta. — disse ela — Quero que vocês escrevam "Não devo contar mentiras."
– Quantas vezes? — perguntou Harry
– O bastante para a mensagem penetrar.
Comecei a escrever e senti uma dor profunda nas costas de minha mão. A tinta da caneta era vermelho vivo. Escrevi mais uma vez e a dor aumentou. Olhei para minha mão e vi que parecia alguém tinha cortado parte dela. Continuei olhando e eu vi que a frase "Não devo contar mentiras" estava se gravando em minha pele. Olhei para Harry e ele estava tendo a mesma reação que eu. Olhei para Umbridge e ela estava com um sorrisinho sarcástico.
– Vocês sabem que merecem isso. — disse ela
Durante os 40 minutos que se passaram eu decidi não demonstrar dor. Sorria para Harry e ele, mesmo sem entender nada, sorria de volta.
Quando ela nos liberou, saímos tranquilamente da sala dela.
Assim que viramos o corredor, Harry e eu, simultaneamente, nos abraçamos.
– Liz, você está bem? — ele disse — Eu não acredito que aquela sapa velha te machucou. Deixa eu ver sua mão.
Ele pegou minha mão e beijou delicadamente o machucado.
– Ela vai se arrepender por isso, Liz. — ele sussurrou — Eu prometo.
– Sua mão deve estar doendo tanto quanto a minha. — eu disse
– Minha mão é mais forte, está tudo bem. — sorriu ele
– Harry, a gente não vai mais entrar em briga com ela ok? — suspirei
– Você não tem que se meter Alice, eu podia ter vindo sozinho. — disse ele
– Sempre que você vier eu venho. — eu disse
– Liz, não. — disse ele
– Vou sim! — exclamei.
– Está bem, a gente não vai mais entrar em briga. — disse ele
– Vocês não deveriam estar no dormitório. — disse uma voz atrás de mim.
– Cala a boca Malfoy. — suspirou Harry
Me virei e suspirei.
– A gente estava na detenção Draco. — eu disse — Ja estamos indo.
– Ah, tudo bem. — disse ele — Eu posso falar com você rapidinho?
– Claro. — eu disse.
– Eu to indo Lizzie. O Malfoy te leva no Salão Comunal.
Ele saiu irritado.
– Wow. — disse Malfoy visivelmente satisfeito.
– O que você quer Draco? — perguntei exausta
– O que eu quero? — disse ele — Nossa, você está super afim de falar comigo.
– Não é isso. — eu disse — Desculpa.
– Eu sinto falta de você. — disse ele
– Eu sinto falta do garoto que eu conheci no trem. — eu disse
– Eu sou muito melhor que ele. — disse ele — Mas você não quer conhecê-lo
Olhei para o chão.
– Vem, eu vou te levar. — suspirou ele
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