Harry Potter.
138 Capítulo 26
Coloquei as roupas que eu e Mione havíamos modificado para que ficassem parecidas com as de Bellatrix Lestrange.
Havíamos decidido partir logo, pois, quanto mais tempo demorássemos, mais aumentava a chance de Voldemort tirar a Horcrux do cofre, caso alguma estivesse lá, de fato.
Grampo nos ajudaria a entrar e também sabia qual era o cofre. Harry, Hermione e Grampo ficariam embaixo da capa de invisibilidade. Enquanto eu fosse Bellatrix, Rony seria um comensal qualquer me acompanhando. Iríamos mudar seu visual, mas sem a necessidade de tomar Poção Polissuco, para que não gastássemos nosso pequeno estoque.
— Como estou? — perguntei dando uma giradinha
Mione riu.
— Bonita, na verdade. — ela disse — Mas espere só você tomar a poção.
Ri.
— Nunca irei me acostumar com a Poção Polissuco. — murmurei — É muito para uma nascida trouxa que nem eu.
Mione riu.
— Eu sei! Você vira outra pessoa! — ela exclamou — É absurdo!
Concordei, rindo.
— Transfiguração também é bem sinistro. — eu disse — A gente transforma coisas em outras coisas!
— E os animagos? — ela disse — Animais!
Ri.
— É bom te você como melhor amiga trouxa. — ela disse — Você me entende.
Me joguei em cima dela.
— Eu sou sua melhor amiga trouxa é? — perguntei, esmagando-a contra a cama
Ela riu.
— Bruxa também! Bruxa também! — ela exclamou com a voz abafada
Dei uma gargalhada.
Escutamos uma batida na porta e nos sentamos rapidamente.
— Pode entrar! — gritei
Rony abriu a porta e colocou sua cabeça pra dentro.
— Vocês estão prontas? — ele perguntou
Assenti.
— Vocês precisam me ajudar com meu disfarce. — ele disse
Mione assentiu, se levantou e saiu com ele.
Revirei os olhos e me levantei. Com um aceno da minha varinha, todos os meus pertences foram parar de volta em minha bolsinha. Olhei para o quarto limpo. Eu iria sentir falta deste chalé. Havíamos passado poucos dias nele, mas ele era tão aconchegante que eu adoraria ter ficado por algumas semanas.
Desci até a cozinha. Fleury e Gui estavam abraçados, encostados no balcão.
— Bom dia — eu disse
— Bom dia! — disse Fleur
Gui me encarou.
— Eu não vou nem perguntar porque você está vestida assim. — ele disse
— Eu não iria te contar mesmo. — bocejei — Se você perguntasse.
Ele bufou.
— Lizzie, espero que vocês saibam muito bem o que estão fazendo. — ele disse
Encarei-o.
— Não sei se você lembra, mas nós trabalhamos no Gringots por um tempo. — ele disse
Não disse nada. Por que ele estaria mencionando o Gringots? Ele estaria imaginando o nosso plano?
— As relações com duendes são complicadas… — Gui continuou — Vocês não podem confiar inteiramente neles, mas não se esqueçam do que combinaram. Vocês não querem ter um duende como inimigo.
Assenti.
— Vai dar certo. — eu disse — Confiaremos em Grampo apenas o necessário, e nos despediremos dele com todas as promessas cumpridas.
Gui assentiu.
— Tomem cuidado. — disse Fleur
Sorri.
— Sempre! — ri
Ela revirou os olhos.
— Semprre, sei. — ela riu
Harry entrou na cozinha.
— Bom dia — ele murmurou
— Pra você também. — eu disse, olhando para o mar, pela janela.
Vi Fleur e Gui, lentamente, sairem e fecharem a porta.Harry suspirou.
— Lizzie… — ele murmurou, se aproximando de mim
— Não! — eu disse apontando meu dedo indicador para seu rosto — Não me venha com ele “Lizzie” todo derretido pra cima de mim! Eu estou furiosa!
— Eu sei, eu sei. — ele disse — E você tem todo o direito de estar. Eu fiz merda. Na verdade, a minha vida é essa minha habilidade constante de estragar as coisas. Alguém deveria escrever livros sobre como eu faço burrada.
Cruzei os braços.
— Tudo que eu te peço é uma trégua, por agora! — ele disse — Quando isso tudo acabar, você pode gritar comigo por tudo que eu já fiz. Você pode até ir embora e nunca mais me ver.
Revirei os olhos.
— Eu posso ir embora e nunca mais te ver agora. — eu disse
Ele franziu as sobrancelhas.
— Sim, você pode. — ele disse
— Eu não estava pedindo permissão. — eu disse
— Eu sei! — ele riu — Eu não consigo me imaginar vivendo em um mundo onde Alice Felton me peça permissão para qualquer coisa.
— Que bom. — eu disse, dando de ombros.
Ele sorriu.
— Eu só preciso que fique tudo bem agora. — ele disse, em voz baixa — Eu devia estar me preocupando com a maldita Horcrux, mas só consigo pensar em como consertar as coisas com você.
— Você sabe que não pode bagunçar as coisas desse jeito e depois vir com essa voz baixinha pedir desculpas, não sabe? — murmurei
— Eu sei. — ele disse
— Dessa vez, eu te perdôo! — eu disse
Ele sorriu.
— Só por causa de Lupin. — completei — Eu não caio nessas suas desculpas.
— Lupin? — ele riu — Por que ele teve um bebê? Ted te inspirou a me perdoar?
— É claro que não. — bufei — Eu só me senti triste ao ver Ted ficar com a quarta opção de padrinho.
Harry me encarou e assentiu.
— Eu queria não precisar ser padrinho dele. — ele disse — Por mais feliz que eu esteja.
Eu entendi o significado de suas palavras. Ele adorava o fato de ser padrinho de Ted, mas queria que outras pessoas estivessem em seu lugar. Seu pai, seu próprio padrinho e Pedro Pettigrew, que em um universo paralelo, não havia traído seus amigos.
Assenti.
Ele segurou minha mão e brincou com meus dedos.
— Devíamos ir. — ele disse
— Certo — murmurei
Ele soltou minha mão e saiu da cozinha.
…
— Todos prontos? — perguntou Harry
Estávamos na areia. Havíamos mudado algumas das feições e características de Rony, ele agora era barbudo e cabeludo. Hermione e Harry estavam lado a lado. Harry segurava Grampo nas costas e Hermione segurava a espada. Eu segurava um copo e, dentro dele, havia uma poção de aparência grotesca: a Poção Polissuco que me transformaria em Bellatrix Lestrange.
Todos assentiram.
— Então, bebe, Lizzie. — ele disse
Fiz uma careta e bebi todo o conteúdo do copo.
— Ugh! Que coisa horríveis. — exclamei — Você continua o mais gostoso, Harry.
Harry, Rony e Hermione riram.
— Obrigado, Alice. — Harry disse
Dei de ombros.
Todos nós seguramos nossas mãos e fomos sugados pela sensação familiar que era a aparatação. Quando abri meus olhos, estava em uma ruela escura da Travessa do Tranco.
Harry, Hermione e Grampo já não estavam mais à vista.
— Vamos? — perguntei a Rony
Ele assentiu.
— Você vai conseguir. — ele disse
Suspirei.
— Eu sei. — eu disse
Saímos da ruela e fomos em direção à rua principal da travessa, que levaria à rua principal do Beco Diagonal. Logo, topamos com um Comensal da Morte.
— Madame Lestrange. — ele disse fazendo uma reverência
Bufei e revirei os olhos, fazendo com que o homem se afastasse.
— Isso foi ótimo. — ouvi Harry sussurrando perto do meu ouvido
Saímos da Travessa do Tranco e logo vi a grande construção de mármore branco: Gringotes, o grande banco do Reino Unido. Mesmo de longe, eu conseguia ver pequenas silhuetas de duendes na porta.
O Beco Diagonal estava arrasado. Até mesmo a Gemialidades Weasley estava com um aspecto triste e frio. Resisti ao impulso de entrar lá e buscar, em Fred e Jorge, risadas, logros e brincadeiras. Olhei para meu lado e vi que Rony estava com a mesma expressão que eu, provavelmente pensando na mesma coisa.
Cheguei à porta e entrei com falsa confiança.
Fui até o balcão principal e limpei minha garganta
— Quero entrar no meu cofre. — eu disse
— Identificação, por favor. — o duende murmurou
— Eu não acho que isso seja necessário. — eu disse
O duende, que estava concentrado em escrever até aquele momento, levantou os olhos e quase derrubou a pena.
— Madame Lestrange! — ele disse
O duende se enrijeceu e se levantou.
Ouvi passos vindos de trás.
— Eles sabem. — ouvi Grampo sussurrar — Sabem que é uma impostora.
O duende do balcão voltou.
— Madame Lestrange, por gentileza, você poderia nos mostrar sua varinha? — ele perguntou
— Por que eu faria isso? — perguntei, impaciente
— Por motivos de segurança. — disse o duende
Bufei, tirei minha varinha do bolso das vestes e mostrei a ele.
— Satisfeito? — perguntei — Você quer testá-la também?
— Não, não. — ele disse — Não será necessário.
Assenti.
— Me acompanhe. — ele disse — Por favor.
Segui-o pelo corredor e quase trombei com um dos seguranças. Minha supresa foi descobrir que eu o conhecia. Ele era ruivo e alto. Eu sabia que ele havia estudado em uma escola na França e trabalhava em um banco. Agora tudo fazia sentido.
— Você… — deixei escapar
A postura da Josh ficou rígida.
— Sim, Madame Lestrange. — ele disse
— Venha comigo. — eu disse — Precisarei de ajuda.
Josh olhou para o duende que nos acompanhava, que assentiu fervorosamente.
— Claro — disse Josh — Com prazer!
Segui pelo corredor enquanto escutava Harry praguejar baixinho.
— Você não o conhece, Alice! — ele sussurrando — Você está colocando o plano em risco.
— Ou salvando nossas peles. — sussurrei de volta
O duende nos levou até um dos carrinhos que levavam a todos os cofres e nos esprememos para cabermos todos. O duende achava que estava levando três pessoas quando, na verdade, levava cinco pessoas e mais um duende.
O carrinho começou a andar e logo atingiu a velocidade máxima.
Tentei manter a minha expressão hostil, que eu conhecia bem de Bellatrix.
Foi quando vi uma cachoeira se aproximando.
— O que é isso? — perguntei
— É a Queda do Ladrão. — disse o duende que nos guiava — Lava todos os encantamentos.
— Então quer dizer que ficarei molhada? — perguntei, irritada
Não escutei a resposta do duende, pois haviamos adentrado a cachoeira. Segundos depois, estávamos do outro lado dela, mas o carrinho havia diminuído sua velocidade.
Olhei para Rony, que estava com sua aparência normal. Pela sua expressão, vi que eu também estava com a minha.
— Bloody hell.— ele disse
O duende olhou para trás e arregalou os olhos.
— Impostores! — ele disse
Harry, porém, foi mais rápido. Saiu de sua capa e lançou a Maldição Imperius nele.
Josh me olhava, confuso.
— Você! — ele
— Oi — sorri
— Você ficou doida? — ele perguntou — Você quer morrer?
— Eu quero mudar as coisas ruins. — eu disse
Ele suspirou.
— Eu sabia que te conhecia de algum lugar. — ele disse — Você é Alice Felton!
Sorri.
Ele se virou para Harry.
— Você era o loiro, não era? — ele perguntou
— Bom te ver novamente. — Harry riu
Josh abriu a boca mas uma sirene surgiu no meio do carrinho.
— Isso não é bom. — ele disse
E caímos.
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