Harry Potter.
59 Capítulo 2
Paramos na frente de uns prédios normais. Eu achei que o Sr. Weasley estivesse perdido.
— Essa é a parte mais legal. — sussurrou Rony
— Do que você está falando Rony? — perguntei
Ele apontou para a parede e eu olhei para lá. No prédio, entre os apartamentos 11 e 13 não tinha nada.
— Olha que engraçado, não tem o 12. — ri
Voltei a olhar para a parede e ela começou a se mexer para o lado. As pessoas dos apartamentos nem se tocavam que o prédio se movia. Trouxas.
Quando ela parou de mexer vi que o 12 tinha aparecido.
— Faz todo sentido agora. — suspirei
Entramos pela porta e eu me vi em um corredor escuro. Escutei uma gritaria e vi que era um quadro de uma senhora.
— Mais escória para minha casa, a sangue-ruim e os traidores de sangue trouxeram mais uma. Aposto que é mestiça também. Escória. Bando de vaga...
— MÃE! — gritou uma voz que eu conhecia — Alice.
— Sirius. — sorri e corri para abraçar ele.
— Como você está? — disse ele
— Estou ótima e você?
— Tudo bem por aqui. — sorriu ele — Está tendo reunião agora, então subam ok?
— Ok. — sorri
— Deixa eu te mostrar nosso quarto Lis. — disse Mione. — Rony, você consegue carregar a mala?
— Claro. — riu ele
Subimos as escadas e entramos no primeiro quarto a esquerda.
— Vocês ficaram aqui por quanto tempo? -perguntei assim que chegamos no quarto
—Rony está aqui desde o começo das férias, eu cheguei semana passada. — disse Mione
— Vou descer, to morrendo de fome. — Disse Rony saindo
— Vocês ficaram aqui? Sozinhos? — ri
— Alice. — sorriu ela — Você me conhece.
— Ah Mione! — sorri — Fica com ele logo, tá todo mundo esperando!
— Eu também to esperando Alice, que merda.
Sorri.
— E como tá tudo com o Harry?
— Eu não vejo ele há 3 semanas mas está tudo bem. — Eu disse super controlada
— Você está pirando né?! — riu ela
Assenti.
— Imaginei — riu ela
— Argh. — ri — Mas qual é a dessa casa? O que é tudo isso?
— Aqui é a sede da Ordem da Fenix, uma ordem que combatia Você-Sabe-Quem antigamente mas que agora está novamente formada devido aos acontecimentos recentes.
— O que a Ordem faz?
— É tudo sigiloso mas conseguimos descobrir que eles tem andado avisando que Você-Sabe-Quem voltou mas está difícil. O ministro tem atacado constantemente Harry e Dumbledore.
— É, eu vi. — suspirei — Mas eu to com fome, vamos descer.
Descemos as escadas e Mione me levou até a cozinha. Todos estavam com cara de velório lá. Dumbledore, Sr. Weasley, Sra. Weasley, Gui, Carlinhos, Lupin, Sirius e outros bruxos que eu não conhecia.
Rony, Fred e Jorge apareceram atras de nós.
— O que aconteceu? — sorri
— Nada querida. — sorriu a Sra. Weasley — Apenas um contratempo com Harry.
— O que foi? — o meu sorriso se transformou em uma expressão preocupada.
— Harry estava andando com Duda e dois dementadores apareceram. — disse Sirius — Você sabe tão bem quanto eu que Harry consegue dar um jeito neles mas…
— Magia não é permitida fora de Hogwarts. — completei — Mas ele não vai ser expulso, certo?
— Não de cara. Mandei uma carta para Fudge, Harry vai participar de uma audiência disciplinar. Lá eles decidem. — suspirou Dumbledore. — O Fudge vai ser bastante relutante com isso. Afinal, Harry e eu estamos na sua lista negra.
— Mas e o Harry? — perguntei — Onde ele está?
— Vai ficar lá na Rua dos Alfeneiros. — disse Dumbledore.
— Como todo respeito professor, por que? — exclamei
— Ele ficará a salvo lá.
— A salvo? — exclamei — O inimigo dele retornou, ele viu meu melhor amigo ser morto e não pode fazer nada, ele me viu chorar pela morte de Cedrico e se sentiu extremamente culpado, ele tem que ficar preso naquela porcaria de casa com a merda dos parentes que ele odeia enquanto a namorada dele e os seus melhores amigos ficam na sede da organização que ele vai querer participar assim que tiver conhecimento dela. A salvo. Teremos sorte se ele não entrar em depressão ou ficar maluco.
— Alice querida… — começou Dumbledore — Eu não posso fazer nada.
— Você não pode fazer nada? E quem pode então? Professor, eu conheço ele. — suspirei — Ele não aguenta mais ficar lá. Ele vai se sentir abandonado. Ele teve que lutar contra o Voldemort. Ele teve que passar por tudo o que ele passou. Ele merece cercado de pessoas que querem ele e não onde ele é desprezado.
A sala toda ficou em silêncio.
— Separe seus melhores soldados. — eu disse — A gente vai buscar ele amanhã.
E eu saí da sala. Subi até meu quarto em silêncio e vi que Otulissa estava lá.
— Garota esperta. — sorri.
Rabisquei quatro palavras em um pedaço de pergaminho.
— Eu sei que você está cansada mas, você pode entregar isso pro Harry? Quando você voltar eu prometo que não vai mais entregar cartas.
Ela levantou vôo. Fiquei observando-a. Era um vôo muito bonito de se ver.
Dalí a o pouco, meu Harry abriria uma carta onde estava escrito:
Eu não te abandonei.
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