Harder Than You Know

1 Montreal,estou de volta.


Notas iniciais
~saindo de trás da cortina~Blz galerinha? Primeira fic de Simple Plan,então se tiver um errinho a la poser me avisem.
...Realmente não sei o que dizer...

Maldição... Odeio aeroportos. Principalmente se estou SOZINHA em um. Meu querido irmão não se encontra em nenhum lugar, e eu não consigo andar nesse lugar entupido de almas perdidas. Acabei de tropeçar num ser animado, que vai perder a cabeça... Um ser que é o meu irmão, mais conhecido como Chuck Comeau.

-CHUUUUUUCK – eu gritei do chão. Ele soltou uma gargalhada alta, pois eu havia caído de bunda no chão. – Pateta – eu acrescentei.Ele me levantou e o abracei forte.Não nos víamos fazia 4 anos.

-Caramba, você cresceu – ele disse.

-Você é meu irmão ou nossa tia Marina?- Perguntei, levantando uma sobrancelha

-Acho que seu irmão — Ele disse levantando a blusa, e se examinando. –Ainda não tenho nenhuma “gordura” pendurada dos lados da barriga. — Ele disse, me fazendo rir. Vi um homem loiro atrás de meu irmão, que tinha aberto um sorriso enorme, formando pequenas ruginhas envolta dos olhos escuros.

-DAVIIID – eu gritei e atirei os braços em seu pescoço. Ele envolveu os braços em minha cintura e me girou. Eu não conseguia respirar direito, ele estava me apertando.

-Pequena Comeau... Como vai? – era um apelido de infância, pequena Comeau. O meu único, além de Bia. Ele me soltou no chão e começamos a andar, em direção ao portão do aeroporto de Montreal. Maldita cidade fria dos infernos.

È, a bipolaridade vive me atacando.

-Ótima,David. Sentia falta da minha cidade natal. – Não disse que a bipolaridade vivia me atacando?A historia é a seguinte.

Quando eu tinha 5 anos de idade (atualmente tenho 19) minha mãe se separou de meu pai, e fomos viver com minha avó no Brasil, logo após Chuck começar no Reset. Minha mãe simplesmente não suportava a idéia de ficar nem no mesmo continente que meu pai. Passei 10 anos de minha vida indo de um continente ao outro,aprendendo a falar 3 idiomas diferentes,e tendo amigos em 2 partes opostas do mundo.Então,agora que ela falecera,logo depois de meu pai,eu decidira finalmente voltar a Montreal e viver com meu irmão.

Não é um conto de fadas da Disney, mas é até bonitinha.

Simplesmente amo meu irmão. Somos tão parecidos, em questão de jeito de ser e até a data de aniversario (sim, nasci em 17 de setembro de 1992) que já ouvi gente dizer que poderíamos ser gêmeos. Ele é minha fonte de inspiração e força desde que me entendo por gente, desde que peguei no primeiro microfone e sai cantando uma musica do Green Day enquanto eles ensaiavam, pouco antes de me mudar. Eles aplaudiram em pé.

Bem, não estou aqui para contar historias. Você não quer dormir quer?Se você não quer, eu quero obrigado. Bocejei alto.

-Quanto tempo vai demorar?

-Um tempinho. Minha casa é meio longe daqui garota — Disse Chuck, e logo depois voltou a conversar com sei-la-quem no telefone.

-Não é isso Sebastien. Minha irmã deve estar cansada, amanha a gente sai todos juntos para irmos ensaiar.

Droga, meu irmão estava falando com o cara que eu (como uma amiga minha brasileira diz) tenho um abismo já faz tempo. Sebastien Lefebvre, guitarrista de minha banda favorita, o cara lindo de olhos azuis, ou seja lá como você o conhecer.Nós já havíamos saído juntos(com os outros Simple Guys claro) e falamos por telefone e chat.Mas eu,boba como era,acabei me apaixonado pelo homem loiro de olhos azuis.

-Ok, amanha nos vemos cara. Até mais. –Ele disse e desligou o telefone. -Hey, porque está vermelha? –Ele perguntou logo em seguida, e eu senti as bochechas queimarem mais.

-Não estou vermelha — eu respondi, olhando para a janela.

-Está sim... Ta com vergonha do que Bia?

-Não estou com vergonha, eu... hãn...estou com calor.-Eu disse a primeira coisa que se passou por minha cabeça.Ótimo Bia,por que você não sabe mentir.

-Sei... Está quase nevando lá fora... E você tem a pressão baixa que eu sei, agora desembucha.

-An... É que David está um pouco perto demais de mim, só isso — Posso não ser boa com mentiras, mas sou boa para inventar desculpas e mudar de assunto rapidamente. David virou rapidamente o rosto em nossa direção, com os olhos confusos e arregalados. Chuck logo começou a ralhar com ele sobre “regras de proximidade quando minha irmã mais nova está entre nós”. Admito que às vezes esse ciúme de irmão mais velho de Chuck é muito fofo. Às vezes.

Chegamos a um bairro nobre da cidade, e paramos na frente de uma casa enorme. Era azul claro e linda. A casa do meu irmão.

-Sua casa não mudou nada. –Eu falei depois que saímos do carro olhando pra macieira que eu costumava subir ate o topo, me pendurar em um galho e tocar com meu violão todos os dias. Dois segundos depois, tropecei no nada.

-Seu senso de direção também não — Ele respondeu rindo,e eu o encarei,estreitando meus olhoscastanhos. -Que?

-Nada... Senti sua falta — Eu disse meio envergonhada. Eu e meu irmão somos parecidos em vários aspectos, principalmente em mostrar amor e carinho com outra pessoa. Era no mínimo muito constrangedor para nós dois. Ele se acanhou.

-Eu... Eu também — Ele me disse o abracei de lado de novo. –Mandei fazer seu quarto, espero que goste. –Antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa, corri para cima, e entrei em meu quarto (eu sabia que era no final do corredor).

O Quarto era incrível. Era grande, com paredes brancas cheias de pôsteres das minhas bandas favoritas. A cama tinha pelo menos duas vezes a minha altura (apesar de eu ser um pouco baixinha, e estava coberta por cobertas brancas e pretas,com varias almofadas fofas.Os moveis eram brancos também.E em uma parede lisa,havia 3 porta intrsumentos.

Meu irmão realmente me conhecia.

-Tudo bem que você está empolgada, mas não precisava me derrubar no chão. –Chuck disse, entrando no quarto.

-Você mereceu –eu ri – Amei o quarto. –Eu completei o abraçando. Ele me abraçou de volta,rindo.David apareceu do nada,com algumas de minhas malas,e o motorista do carro com o resto.

-Será que não dava pra ter menos roupa? –Disse David, depois que terminaram, e o motorista (do qual não sei o nome, pois sou muito desligada).

-Desculpe David,se sou uma garota– Eu respondi,colocando meu baixo, minha guitarra, e meu violão no porta instrumentos na parede. Ouvi-o dar uma risada baixa.

-Que foi? –eu disse prestes a por o baixo no segurador mais alto.

-Você quase não alcança o ultimo. –Ele disse e depois começou a gargalhar.

-Falou o cara mais baixinho do Simple Plan. –Eu disse rindo, e ele jogou uma almofada em minhas costas.

-É guerra agora? –Eu disse, levantando as sobrancelhas e pulando em cima dele, caindo na cama.

...

Depois de uma guerra de travesseiro, eu e David finalmente arrumamos meu quarto e descemos até a sala, a procura de Chuck. Ele estava...

-CHUCK COMEAU LENDO UM LIVRO? –David exclamou.

-Não Desrosiers, estou fazendo um ritual aos deuses maias. È claro que to lendo um livro. –Chuck respondeu e voltou a ler o livro.

-gentileza manda lembranças, grande amigo Chuck.

-Disponha — ele respondeu.

-Eu estava sendo sarcástico — David retrucou.

-Eu sei — Chuck respondeu de novo, e eu peguei no pulso de David, revirando os olhos.

-Vamos lá ao estúdio tocar um pouco?

-Demoro. –Ele disse, agora segurando o meu pulso e me levando ao estúdio nos fundos. Já que Montreal é uma cidade fria, Chuck fez um estúdio no quintal dos fundos, e não uma piscina ou algo normal das famílias canadenses. Entramos no estúdio, e eu me coloquei enfrente ao microfone com uma guitarra Gibson (provavelmente do Sebastien) e David com seu baixo.

-Então vamos tocar o que? –Ele perguntou, ajeitando as cordas do baixo.

-Hmm... Que tal algumas do Green Day e depois tocamos um pouco de Simple Plan?

Ele concordou sorridente com a cabeça,e começamos a tocar Carpe Diem.

Notas finais
Reviews? gostaram da ideia,ou devo voltar pro lugar de onde vim *~*?