Happy Valentine's Day, Fionna
14 Capítulo XIV - Todos
Notas iniciais
Gumball’s P.O.V.
As semanas após a “noite dos garotos” passaram rapidamente. Fionna, Marshall e eu dividimo-nos entre a banda, o colégio e nossa amizade. Para a surpresa geral, as coisas entre nós continuaram praticamente as mesmas.
Ainda era muito estranho ver Fionna e Flama juntos, é claro, mas ela estava feliz e isso importa mais que tudo no mundo.
No dia anterior ao baile, decidi sair com Mono, meu grande amigo. Ele é quieto, mas muito leal e sincero, tudo de que eu precisava naquele momento.
A verdade é que estava incerto em relação a Marshall. Não, não me entendam mal: nossa amizade era tão forte como fora antes, o que me deixava completamente feliz e aliviado. O problema é que sempre parecia haver algo que eu não conseguia definir. Tensão?
Decidi me abrir com Mono assim que a oportunidade surgisse.
– Como estão os preparativos para o baile? – Perguntou-me ele enquanto dava um gole em seu suco.
– Incríveis! É uma honra enorme poder mostrar nosso trabalho ao colégio. – Dou um sorriso triste. – Mas pode ser bem estressante também.
Mono encara-me longamente antes de responder:
– Entendo. Robert, há algo que você queira me dizer?
– Você e esse seu olho. É o Marshall.
Os punhos de Mono se fecham.
– O que aquele idiota fez desta vez?
– Não, não é nada disso, ele não fez nada. É que... – Suspiro novamente. – Há algo acontecendo e não tenho ideia do que seja.
Os olhos de Mono adquirem um brilho estranho.
– O que aconteceu naquela noite?
Dou um pulo.
– Como assim? Não houve nada. Marshall e eu somente assistimos a alguns filmes e Fionna saiu com Flama.
Ele balança a cabeça.
– Não é essa a noite a que me refiro, Robert. O que aconteceu no Lemongrab?
Aperto os olhos, confuso.
– Eu já lhe contei, Mono!
– Apenas responda a pergunta.
– Marshall confessou seus sentimentos e me beijou.
O olhar de Mono era mortalmente sério agora.
– Hoje, qual seria sua reação se ele repetisse o gesto?
Não soube responder.
O que eu faria se Marshall me visse como mais que um amigo?
Se ele me beijasse?
Se ele me... amasse?
Engulo em seco e desvio o olhar, mas o sorriso reservado de Mono me mostra que ele sabe exatamente minha resposta.
E eu, em um momento de epifania, também sei. E isto queima meu coração.
Marshall... Como pude ser tão cego?
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Fionna’s P.O.V.
Subo no palco com Gumball e Marshall atrás de mim. Sinto um arrepio em meu estômago, mas ignoro.
Vamos arrasar esta noite!
Começamos com algumas baladas conhecidas. Os alunos deliram e a pista de dança continua lotada por horas a fio. Cantamos até mesmo Bad Little Boy (Flama não se importa e a música é realmente muito boa). Um sucesso!
Fazemos uma pausa de trinta minutos para hidratar o corpo e descansar a garganta. Vejo Gumball afastar-se para um dos corredores rapidamente, seu rosto coberto em uma expressão tão triste que quase vou atrás dele. O que pode ter acontecido?
Flama beija-me na bochecha e esqueço completamente tudo o que tenho na mente. Ele pode parecer distante, mas é tão carinhoso que faz meu coração pular.
Flama encosta sua testa na minha e sussurra:
– Eu te amo, Fionna.
Sendo um rapaz de poucas palavras, aquela frase tinha muito, muito significado. Com os olhos cheios de lágrimas, abraço-o e respondo:
– Oh, Flama, eu também te amo tanto, tanto, tanto...
Continuamos abraços e dançando lentamente, nossos corações batendo juntos.
A felicidade não poderia ser maior.
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Marshall’s P.O.V.
Arrasamos!
Mal consigo conter minha alegria. Quando recebemos a notícia de que iríamos tocar no baile, eu e Gumball nos detestávamos e tínhamos uma paixonite por Fionna. Hoje, no dia do baile, tenho meus melhores amigos do mundo e um coração praticamente recuperado.
Sinto uma pontada ao pensar em Simone, mas balanço a cabeça e deixo pra lá. Eu sempre vou amá-la como uma mãe, porém ela foi responsável por seus atos e infelizmente eu não posso consertá-los.
Meus pensamentos se dispersam ao ver Gumball caminhar para um dos corredores. O que mais estranho é sua expressão cabisbaixa, quase triste.
Esquisito! Fomos um sucesso, por que ele se sentiria assim?
Sem conseguir evitar, sigo seus passos e o encontro apoiado em uma parede, respirando forte, seu rosto envolto na escuridão do corredor.
Sinto meu coração disparar, mas tento ignorar. Desde aquela noite, a noite dos garotos, os antigos sentimentos por Gumball voltaram a aflorar em meu peito. Se eu parar para pensar, acho que eles nunca desapareceram de fato...
Fecho um dos punhos e respiro fundo, tentando novamente fazer tais sentimentos sumirem de minha cabeça. Gumball é um grande amigo e não me ama deste jeito. Não vou estragar tudo de novo!
– Gumball? Está tudo bem?
Ele respira fundo. Posso jurar que fechou os olhos, mas é só uma suposição.
– Não... Quero dizer, sim, sim, Marshall. Tudo ótimo!
Aproximo-me dele e ouço sua respiração ficar mais tensa.
– Não minta para mim, Bubba! O que está havendo?
Seguro-o pelos ombros e sua reação me surpreende: ele não se afasta; na verdade, Gumball parece derreter sob meu toque.
Não... Não pode ser.
Pode?
Dou um passo à frente e Gumball não recua. Minhas mãos deslizam para seu pescoço e a respiração dele fica ainda mais tensa.
Sinto seu olhar em mim e congelo. E se eu...
O toque firme, mas gentil de seus lábios sobre os meus é uma surpresa muitíssimo agradável. Glob, agora sou eu que derreto sob o toque dele!
Minha cabeça gira, sentimentos passados e presentes deixando-me zonzo. As mãos trêmulas de Gumball dizem-me que ele não está melhor.
– Bubba... – Murmuro contra seus lábios e o abraço apertado, aprofundando o beijo com uma paixão que me consome.
Quando nos separamos, ambos estamos arfando desesperadamente. Sem conseguir evitar, entrelaço seus dedos nos meus.
– Gumball? Marshall?
Ambos pulamos ao vermos Fionna parada no corredor. Será que...?
– De volta ao palco em dez minutos. – Ela sorri. – Happy Valentine’s Day, meninos.
Sorrimos de volta.
– Happy Valentine’s Day, Fionna.
Ouço seus passos de volta ao salão, mas minha atenção está voltada completamente ao garoto ruivo à minha frente. Sinto que ele sorri para mim.
– Marshall...
Coloco um dedo em seus lábios e meu sorriso aumenta.
– Shh... Eu sei. – Envolvo sua cintura com meus braços e nossos corpos se tocam. – Eu também.
Quando nossos lábios se encontram, deixo a felicidade inundar minha alma.
Para sempre, Bubba.
FIM
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