Notas iniciais
Olá, queridos!

Que dramalhão, hein? hahaha. Cap novo fresquinho pra vocês! o Espero que gostem!

Annie F.

Fionna’s P.O.V.

Após alguns dias daquela cena dramática que presenciei, os meninos finalmente conseguiram deixar as diferenças de lado e pudemos dar atenção à banda.

Naquele ensaio na casa de Marshall, apenas Flama comparecera e aquilo me deixava um tanto quanto nervosa. Além de não saber exatamente o que sentia, não havia contado para os outros dois que já tinha um parceiro para o baile. O que será que eles pensariam? Será que reagiriam como Cake?

Começamos com algumas baladas conhecidas, depois algumas músicas próprias e logo o ensaio acabou. Enquanto eu desconectava o microfone do som, Flama aproximou-se de mim.

- Muito bom. – Como sempre, seco, direto e objetivo. Ele não era de muitas palavras, mas, ao contrário de Mono, era um laconismo sombrio, de dar arrepios. Às vezes eu me perguntava se minha paixão por ele não tinha nada a ver com a aventura que seria, oh, por que eu estava certa de que seria muito intenso.

- Obrigada. – Respondi. Minhas bochechas queimaram.

Ele me deu um beijo no rosto e se foi.

Olhei para Marshall e Gumball, que assistiam à cena com os cenhos franzidos.

- O que foi?

Os dois se entreolharam.

- Fionna – Gumball aproximou-se e colocou as mãos nas minhas. Meu coração disparou com a delicadeza do gesto. – Estive pensando... Já tem algum par para o baile?

Engoli em seco: eis a hora da verdade!

- Na verdade, tenho sim. – Dei um olhar culpado para os dois. – Flama me convidou há alguns dias.

- O quê?! – Marshall juntou-se a nós rapidamente. – Você não aceitou. Você não aceitou. – Olhou dentro dos meus olhos como se quisesse me hipnotizar.

- Marshall! – Gumball revirou os olhos. – Essa coisa de olhar nos olhos só funciona com as suas fãs desmioladas! – Virou-se para mim. – Você sabe que não é recomendável, Fionna. Ele pode ser... perigoso.

Dei um suspiro resignado e assenti.

- Eu sei, mas eu também gosto dele. – Percebi que os olhos dos dois se arregalaram. – Gumball, Marshall, será que dentro daquela casca grossa não existe um ótimo coração? – Soltei minhas mãos das de Gumball. – Eu preciso tentar. Desculpem-me, meninos.

Marshall aproximou-se de minha orelha e sussurrou.

- Que tal um duelo pelo coração desta dama?

- Marshall! – Gumball estava começando a se irritar. – Não é hora de fazer isso! Quer confundi-la ainda mais? – E sussurrou algo como: “por que ele não pensa?”

- Bubba, ela precisa ver o perigo que está enfrentando. – Tornou-se para mim e seu olhar era completamente sério agora. – Fi, vou falar como seu amigo: não sabe com o que está lidando. Gumball sabe, mas é muito covarde para te contar. – O outro gesticulava enfurecido para Marshall calar a boca. – Flama já esteve envolvido em algumas coisas... digamos, ilícitas.

- Pode provar? – Estava brava, magoada. Eles não tinham o direito de fazer isso! Se queriam tanto me convidar, por que não o fizeram antes? Engoli o choro e acrescentei. – Vocês são terríveis mesmo. Por que fazer isso comigo? – Afasto-me deles e aponto um dedo acusador. – Ficam me fazendo músicas, flertam comigo, dizem coisas bonitas, mas é só! Nenhum de vocês teve a coragem de me convidar! Não me julguem, não tentem me fazer mudar de ideia. – Meus punhos estavam fechados. Se eles dissessem mais alguma coisa, juro que iria socá-los. – Pensei que fossem meus amigos, não dois idiotas que ficam brincando com meu coração.

Dito isso, reuni minhas coisas e saí andando com a maior dignidade que pude.

~’~’~’~

- Fi, querida, não fique assim.

Depois daquele fiasco, fui direto para a casa de Cake. Precisava conversar com alguém, desabafar. As lágrimas contidas agora caíam em gotas grossas.

- Eles são tão... tão... Por que fazer isso comigo? Agora que eu estou finalmente desencanando! Sofri tanto por Gumball e por Marshall, Cake. Eles não são meus amigos de verdade, não fariam isso comigo.

Ela afagou meus cabelos e, sorrindo, respondeu:

- Você nunca esteve mais errada, Fi. – Quando a olhei espantada, Cake riu. – Os três estão apaixonados por você há tempos, mas há diferença entre o modo como cada um tentou lhe contar. – Balançou a cabeça. – Gumball e Marshall são muito próximos de você, não queriam perder sua amizade. É mais fácil declarar-se para alguém que não está com você a todo o momento.

Balancei a cabeça.

- Você está errada, amiga.

Ela levantou uma sobrancelha.

- É mesmo?

- Uhum. Sabia que Marshall era apaixonado por Gumball? Ele se declarou!

Agora os olhos de Cake estavam tão arregalados que quase dei risada.

- Mentira! E se declarou agora?

- Oh, não, não. Isso foi antes de eles me conhecerem. Marshall ficou bêbado e...

Percebi seu olhar inquisitivo.

- O que foi?

- Já parou para pensar, Fi? O garoto mais popular da escola teve de ficar bêbado pra se declarar ao melhor amigo. Isso só confirma o que eu disse. Eles podem parecer insensíveis por deixá-la na dúvida, mas suas razões foram nobres.

Aquilo era demais para mim. Levantei-me e despedi-me dela.

- Preciso ir para casa, Cake. – Abracei-a rapidamente. – Obrigada pelos ótimos conselhos.

Por mais sentido que fizesse, aquela ideia de Cake me parecia muito absurda.

Todavia... E se fosse verdade?