Happy Valentine's Day

1 Happy Valentines Day


Notas iniciais
Segurem os corações. História típica de Blackinnon.

O dia amanhecera e alguns raios laranjas entravam pela janela entre aberta do dormitório. Dorcas foi a primeira a acordar e tratou de acordar as outras com sua típica alegria matinal.

– Acordem, acordem! — Disse Dorcas abrindo as cortinas ao redor da cama de Marlene e fez o mesmo com a de Lily.

– Que horas são? — Perguntou Lily em meio as cobertas.

– O importante é o dia Lily. — Disse Dorcas.

– O que tem de tão importante hoje? — Lily disse se levantando.

– Como assim você não sabe que dia é hoje?

– Quinta-feira, hoje é quinta-feira. — Marlene disse assim que se levantou.

– Não! Hoje é um dia importante... — tentou Dorcas

– É seu aniversário? — Perguntou Lily.

– Bom que não seja, porque não comprei presente. — Disse Marlene.

– Não, não é meu aniversário. — Disse Dorcas impaciente. — Hoje é o dia dos namorados.

– Ah! Como pude esquecer? James e eu fizemos alguns planos para hoje. O que você e o Rem vão fazer?

– Ah, não sei. Ele disse que seria uma surpresa e...

– Dorcas Caroline Meadowes, me diz que você não me acordou a pleno sol nascente apenas para surtar com o dia dos namorados. — Disse Marlene, interrompendo o diálogo com direito a pulinhos e risos estéricos de suas amigas.

– Me desculpa Lene. É que eu tinha me esquecido que você não gosta dessas coisas clichês.

– Desculpada. Mas se fizer isso de novo, eu arranco sua cabeça fora.

Talvez seja as risadinhas, pulinhos, cartões, presentes, passeio de mãos dadas, romantismo ou até mesmo o fato de ser clichê demais (ou quem sabe o fato dela ser a unica sem namorado), mas Marlene não gostava nenhum pouco do dia dos namorados.

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Depois das três tomarem um banho quente e colocarem suas roupas, elas desceram para tomar café-da-manhã. Quando chegaram ao Salão Principal, James Remus, Sirius e Peter já estavem lá.

– Feliz dia dos namorados. — Remus e James disseram juntos assim que avistaram as meninas.

– Comprei um cartão para você. — Remus disse abraçando Dorcas.

– Eu fiz um cartão para você. — James falou colocando um ênfase no "fiz".

– Obrigada Jay. Aqui está o seu cartão. — Lily disse e deu um pedaço de papel colorido com várias coisas escritas nele. Acreditem ou não ela passou a noite toda fazendo esse cartão.

– Já comentei que você é minha ruiva preferida?

– Já comentei que eu vou vomitar? — Disse Marlene encarando os dois.

– Deixa de ser rabugenta, lene. Vamos comer. — Dorcas falou e se sentou ao lado de Remus.

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Depois de tomarem café da manhã, Lily, James, Dorcas e Remus foram para Hogsmeade comemorar o dia dos namorados.

– O que vocês vão fazer hoje? Peter perguntou a Marlene e Sirius.

– Eu vou ler um livro, da uma volta pela escola... — Respondeu Marlene.

– E eu vou atrás de algumas meninas que estão muito tristes porque não tem namorado.

– Você é patético. — Marlene disse revirando os olhos.

– Não, amorzinho. Apenas sei me aproveitar da situação.

– Tenho dó dessas meninas que são usadas por você.

– E você gostaria de ser uma delas. — Provocou Sirius.

–Não mesmo. — Disse Marlene rindo pelo nariz.

– Não precisa mentir, ninguém resite a mim mesmo — Disse colocando os braços atrás da cabeça.

– Você é patético. — Disse quase gritando.

– Eu sou gostoso.

– Idiota.

– O que é isso Lene? Mamãe não te ensinou a ter respeito não?

– Ah, cala a boca! — Gritou Marlene se levantando. — Para de se achar o gostosão, para de achar que todo mundo te quer. Para de usar as pessoas para satisfazer essa sua carência mútua.

– Do que você tá falando? — Sirius gritou se levantando também. — Quem é você pra falar algo de alguém? Será que você esqueceu que é a unica menina do sétimo ano que não tem namorado?

– Pelo menos eu não uso ninguém pra satisfazer minha carência. — Marlene gritou de volta e saiu dali.

Sirius olhou em volta, a essa altura todos que ali estavam o observavam. Decidiu por mim voltar para a sala comunal da grifinória sem falar nada.

– O que aconteceu aqui? — Emmeline perguntou a Peter que continuava sentado a mesa.

– Sirius e Marlene brigaram de novo.

– Esses dois brigam mais do que respiram...

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Já era de tardezinha, Marlene estava terminando de ler seu quinto ou sexto livro, mas não conseguia tirar da cabeça a briga com Sirius. Quem era ele pra falar daquele jeito com ela? Ela pensava. Tá, que ele não tinha mentido quando disse que ela era a unica menina do sétimo ano que ainda não tinha namorado, mas ele precisava gritar isso pra escola inteira ouvir? Ele sempre a conseguia tirar do sério, incrível como ele fazia isso com tanta facilidade. Dias dos namorados, hmpft, quanta baboseira.

Marlene decidiu sair do seu coma literário e foi dar uma volta pela escola. Estava tudo muito vazio, a maioria das pessoas estavam em Hogsmeade comemorando o dia dos namorados. Ela resolveu então ir sentar a beira do lago. Sirius ainda estava na mente dela, todas aquelas palavras que ela disse, aqueles olhos estupidamente bonitos. Lene então se lembrou do que Lily tinha dito, que ela poderia fazer um cartão ou qualquer coisa para Sirius, porque além do mais não era apenas o dia dos namorados, era o dia de São Valentim, dia de trocar cartões. Quem escutasse acharia que é piada, mas Marlene chegou mesmo a fazer um cartão e até desceu com ele, ele estava no bolso de sua calça agora, mas depois daquela briga, ela nem sonhava em entregar o cartão.

Sirius estava na biblioteca, depois da briga com Marlene resolveu ir lá para ver o que Remus achava de tão interessante em várias estantes com vários livros. Descobriu por fim que nada era interessante ali, ele não achava graça nenhuma em ler aqueles livros empoeirados. Tudo o que Marlene dissera o tocara, será que ela achava mesmo que ele usava as pessoas por carência? Que ele era tão ruim assim? Ele chegou a dizer coisas bem horríveis também e se arrependia muito de cada palavra. Achou que era melhor procurá-la e pedir desculpas.

Foi se dirigindo ao dormitório quando viu que ela estava a beira do lago, respirou fundo, tomou coragem e foi lá. Depois de alguns passos ele estava a menos de um metro dela, tudo o que teria que fazer era se sentar e pedir desculpas.

– Vamos lá cara, é muito fácil, são apenas desculpas. — Sirius falava consigo mesmo mentalmente.

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Marlene continuava observando o horizonte, só se destraiu quando ouviu passos atrás dela, quando se virou viu Sirius atrás dela, engoliu em seco e o observou.

– Será que eu posso me sentar com você? — Ele perguntou.

– Claro...

– É... Como você tá? — Ele disse depois de se sentar.

– Bem. E você?

– Bem.

E ai veio aquele silêncio constrangedor, aquele silêncio incomodo que chegava a doer. Marlene queria quebrar o silêncio, mas não sabia o que falar, achou que tinha que pedir desculpas por ter falado aquelas coisas dele. Nada. Ela não conseguia falar nada.

– Lene... Me desculpa por mais cedo, por ter falado que... Bom, você sabe. — Ele que chegou a quebrar o silêncio, finalmente.

– Você não mentiu, mentiu? — Ela disse ainda observando o horizonte.

– Não, mas... Eu não deveria ter dito aquilo pra todo mundo. — Sirius pigarreou, parecia que tinha algo pesado na garganta.

– Você só disse o que todos já sabiam... De qualquer forma, tenho que te pedir desculpas também, falei aquilo porque estava muito nervosa, não quis dizer tudo aquilo.

– Você também não mentiu. Vai ver eu sou mesmo um galinha e me aproveito das pessoas, por isso que eu não tenho namorada, ninguém aceitaria um galinha como eu.

– Não, Sirius. — Ela se virou para ele, criando coragem para olhar em seus olhos. — Você não é assim. Tá, você pode ser assim as vezes. Mas esse é seu jeito, a pessoa que te amar vai aceitar você, do jeito que você é. Você tem tantas outras qualidades... Eu consigo ver.

Sirius observou o olhar de Marlene, os olhos dela brilhavam e ela disse aquilo com uma voz tão calma, tão linda, tão apaixonante. A mão dela estava a centímetros da sua, ele sentiu vontade de pegá-la mas não o fez. Ele não conseguia falar nada, surpreso com tudo que ela dissera.

– Ah, e isso aqui é pra você. — Ela disse o entregando um cartão que na frente dizia "Happy Valentine's Day".

– Obrigada, Lene. Mas eu não posso aceitar, não te dei nada e você me vem com um cartão.

– Não precisa me dar nada, isso é apenas um cartão nada simbólico, sabe? Nada muito importante.

– É muito importante sim e é muito bonito também. — Ele falou sorrindo. — Acho que tenho uma coisa pra você também.

Quando Marlene percebeu ele já estava perto demais, a mão dele estava agora em sua nuca e ela não conseguia pensar direito, apenas encarava os lindos olhos dele. Como ela amava aqueles olhos, como ela o amava. De repente seus narizes se tocaram e suas bocas se envolveram em um beijo calmo e apaixonante, a boca dele parecia ter sido moldada para a boca dela, se encaixavam perfeitamente. O beijo continuou por alguns minutos, até que ele falou:

– Feliz dia dos namorados, Lene.

– Feliz dia dos namorados, Sirius.

Os dois sorriam abertamente agora, ainda com as testas coladas uma na outra eles se beijaram mais uma vez, selando aquilo que os dois esperaram por muito tempo. Selando aquilo que todos sabiam que aconteceria. Descobrindo finalmente, que ele era feito pra ela e ela feita pra ele.

Notas finais
Tentei, juro que tentei terminar essa fic antes de meia noite, mas não deu. Ela ficou meio grandinha, mas eu amei. Espero que a nathnath e o rogerroger tenham gostado, porque essa fic é deles na verdade. Espero que vocês blackinnon shippers tenham gostado também, deixem um comentário para mim saber se gostaram ou não. Nathnath aqui está a fic, não me mate mais.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!