Happy Hour

1 Capítulo Único - Happy Hour


Notas iniciais
Oie amores. Bom, essa fic é rápida, mas pra quem gosta de Dalaric é uma boa.

A música do capítulo é Swedish House Mafia - Save The World.

http://www.youtube.com/watch?v=BXpdmKELE1k&ob=av2e

Boa leitura.

Happy Hour – Capítulo único.


POV Alaric


–Me vê mais uma, Matt. – Pedi ao garoto que me servia sem parar doses de uísque.


–Tem certeza? – Ele perguntou na defensiva. – Acho que passou da conta hoje.


–Eu tô bem. – Respondi forçando um sorriso. – Coloque logo.


–Está bem. – Ele respondeu obedecendo. Senti uma pessoa sentando-se ao meu lado.


–O mesmo que ele. – Damon disse a Matt. Virei meus olhos para enxergá-lo. – Nossa, você está terrível.


–Também estou feliz em te ver. – Respondi ironicamente e ele sorriu. – O que te traz aqui?


–Briguei com Elena…de novo. – Ele respondeu bufando. Virei meu copo e ele repetiu o movimento.


–É normal quando se é um casal. – Falei dando de ombros.


–Não somos um casal. – Sua voz saiu desanimada.


–São sim. Só vocês dois ainda não perceberam isso. – Respondi e ele pareceu se animar.


–Matt! – Damon disse chamando a atenção do garoto que se distraia. – Me traga a garrafa!


–Não vão entrar em coma aqui no bar. – Ele alertou dando-nos a garrafa. Rapidamente coloquei mais bebida em nossos copos.


–E você…? – Damon começou parando seus olhos em mim.


–Eu o quê? – Perguntei confuso. Mais confuso que o normal. A bebida já fazia efeito em meu cérebro.


–Que mágoas está afogando? – Ele perguntou virando o copo. Desviei o olhar, encolhendo-me.


–Além de minha ex-mulher vampira ter me largado e eu descobrir que ela era mãe da sobrinha de minha ex-namorada que foi morta em um sacrifício ridículo e eu não ter mais ninguém? Nenhuma. Eu sou assim. – Respondi virando a garrafa e bebendo alguns goles.


–Eu sei que não sou muito amigável…mas eu estou aqui. – Damon disse colocando a mão em meu ombro e lembrando-me de meus amigos.


–Isso foi tão gay, cara. – Respondi rindo e ele me acompanhou, concordando.


–Quer saber? – Ele perguntou levantando do bar. – Vamos sair daqui.


–E para onde vamos? – Perguntei pegando meu casaco.


–Para qualquer lugar onde ninguém nos julgará. – Ele respondeu deixando o dinheiro em cima do balcão e sem protestar, o segui.


–Hey…é melhor não dirigirmos. – Alertei ao vê-lo entrar em seu carro.


–Relaxa…mesmo bêbado meus reflexos são melhores que de qualquer humano sóbrio. – Ele deu de ombros e fechou a porta. Eu teria negado, mas no momento, eu não me importava.


–Algum roteiro? – Perguntei animado.

–Sem roteiros. Hoje vamos para onde o mundo nos levar. – Ele gritou pisando fortemente no acelerador.


[…]


Sentia o vento passar por meu rosto com a alta velocidade que o carro permanecia. Cidades passavam diante de meus olhos e por mais que gostasse de Mystic Falls, não via a hora de sair dali por algumas horas, ou quem sabe, alguns dias.

Damon parou o carro e rapidamente saiu de dentro.


–Para onde vamos? – Perguntei percebendo que nossa parada era um aeroporto.


–‘Para onde o mundo nos levar’, lembra? – Ele repetiu sorrindo.


–Pensei que isso não fosse muito longe. – Respondi na defensiva.


–Vamos radicalizar. – Ele respondeu dando de ombros. – Algum lugar que sempre quis conhecer?


–Amsterdã. – Falei animado com a ideia e sem hesitar, seguimos nosso rumo.


[…]


Amsterdã


O avião pousou e não víamos a hora de ir para algum bar continuar nossa bebedeira. Entramos em um táxi.


–Je weet een goede bar hier? – Damon perguntou ao motorista.


–Ja. – Ele respondeu educadamente.


–Er nemen ons. – Damon disse, e parecia uma ordem. Minha cabeça tentava decifrar aquela conversa, mas eu não conseguia.


–Duidelijk. – Ele respondeu seguindo na direção que Damon pedia.


–O que disse à ele? – Perguntei confuso.


–Ele nos levará a um bom bar. – Ele respondeu animado, mas eu conseguia ver a tristeza por sua briga com Elena.


–Vocês vão ficar bem. – Disse e seus olhos vieram aos meus.


–Agora não quero saber disso, Rick. – Sua voz saiu carrancuda.


–Não está mais aqui quem falou. – Respondi na defensiva e ele assentiu.


[…]


–We kwamen. – O motorista disse parando o carro.


–Dank u. – Damon respondeu entregando-o dinheiro.


–Exit? – Perguntei ao ver o nome do local.


–O motorista garantiu que iremos gostar então…


–Vamos lá. – Falei seguindo para dentro do bar.


As luzes vermelhas que iluminavam o local deixava tudo mais misterioso, algo que eu não entendia, já que era um simples bar.


–Olha ali. – Damon disse mostrando uma linda loira de olhos claros sentada sozinha no bar. – Vai até lá e jogue seu charme.


–Acha que consigo? – Perguntei na defensiva.


–Deve estar bêbada demais para notar. – Ele respondeu rindo. Respirei fundo, andando vagarosamente em direção a aquela mulher. Já estava na hora de eu tentar algo em minha vida amorosa.


–Posso me sentar? – Perguntei percebendo minha falta de habilidade. Seus lindos olhos vieram aos meus.


–Claro. – Ela respondeu desconfortável.


–Obrigado…?


–Amber. – Seus olhos procuravam alguém no local.


–Muito prazer, Amber. Sou Alaric. – Respondi esticando minha mão e ela educadamente repetiu o movimento. Olhei para Damon que gargalhava de minha situação. –Então…


–Então… — Ela repetiu pegando meu copo de vodka e bebendo.


–Porque está sozinha aqui? – Perguntei gaguejando. – Quero dizer, você é linda…


–Eca! – Ela disse repulsivamente. Eu era tão ruim assim? — Não dê em cima de mim.


–Por que não? – Perguntei incrédulo. – Tem namorado?


–Tem namorada. – Uma garota respondeu abraçando-a fortemente.


–Aa. – Eu não tinha palavras. – Me desculpem, eu não imaginava que você era…


–Gay? – Amber perguntou rindo. – Meu amigo, o que esperava encontrar aqui?


–Você sabe que isso é uma boate gay, certo? – A outra perguntou e minha reação me entregou, fazendo-as rir.


–Foi bom te conhecer, Alaric. – Amber disse puxando a mão de sua namorada. Meus olhos voaram até Damon que era encurralado por três homens.


–Me desculpem é que eu não sou do time de vocês… — Ele dizia com gentileza.


–Mas você é lindo. – Um deles disse passando a mão por seu peito. Damon se afastou ligeiramente e seus olhos encontraram os meus.


–VAMOS! – Ele gritou desesperado, saindo do meio. Levantei do bar e corri até ele.


–AHH! – Um deles disse ao me ver. – Você tem namorado! Adoro garotos fiéis.


–O quê? – Perguntei assustado. – Não…


–SIM! – Damon disse me cortando. Seu braço veio ao meu redor, prendendo-me ali. – Tenho namorado. E sou muito fiél, não é amor?


–Muito. – Respondi fingindo o melhor que podia. – Agora se nos dão licença… — Puxei Damon para fora da boate.

–Puta merda! – Ele disse gargalhando. Me sentei na calçada, e não consegui controlar minha risada.


–Era só o que faltava! – Falei rindo.


–O taxista achou que éramos um casal gay. – Ele afirmou balançando levemente a cabeça. – Precisamos sair daqui.


–E para onde vamos? – Perguntei virando uma garrafa de vodka que havia roubado lá de dentro.


–Quanto cansado você tá? – Ele perguntou pegando a garrafa de minha mão e bebendo.


–Tô bêbado o suficiente para não sentir nada. – Respondi e em um puxão, Damon me levantou do chão.


–Então prepara o shop, meu amigo. – Ele disse animado. – Nós vamos a Berlim.


[…]


–De trêm? – Perguntei ao sentar no banco do veículo.


–Sim. – Damon respondeu dando de ombros. – É perto.


[…]


Berlim


–Hallo Freund. – Damon disse a um jovem garoto parado na rua. Ele sorriu educadamente. — Wo können wir trinken shop? – O menino apontou para um bar do outro lado na rua. – Danke. – Ele disse indo na direção que o garoto mostrou.


–Como sabe falar todos os idomas? – Perguntei perplexo.


–São muitos anos perambulando pela Terra. – Ele respondeu orgulhoso. Cambaleava alguns passos, sentindo a bebida destruir minha mente. Eu teria uma ressaca terrível.


Entramos no bar e o cheiro de shop invadiu minha alma. Gigantes homens olhavam para nós dois e por um momento, pensei que morreria ali, mesmo com um vampiro ao meu lado.


–LASST UNS TRINKEN! – Damon gritou e todos seguiram sua voz, voltando suas atenções para longe de nós.


–O que disse para ele? – Perguntei sentando no bar, antes que caísse ali.


–“Vamos beber”. – Ele traduziu e assenti, pegando meu gigante copo de shop.


[…]


Horas haviam passado e nós dois continuávamos nos enbebedando. Cochilamos durante uma hora debruçados à mesa do bar, junto com alguns bêbados perdidos.


–Damon… — Sussurrei chaqualhando-o freneticamente. – Damon!


–O que é? – Ele perguntou mal humorado.


–Vamos embora. – Respondi grogue.


–Agora não, Rick. – Ele murmurou com os olhos ainda fechados.


–DAMON! – Falei alto e alguns bêbados reviraram ainda dormindo. Ele abriu seus olhos e a má disposição ainda ardia em seu rosto.


–Não vamos para casa. – Ele disse já acordado.


–Não? – Perguntei confuso.


–Não. – Ele afirmou pegando seu casaco. – Mal começamos.


[…]



Caribe


–Deus do céu, tá quente! – Reclamei enquanto meus pés pisavam na fina e branca areia da praia.


–Então tire a roupa. – Damon disse tirando sua camisa e deitando-se na cadeira. Olhei na defensiva. – Vamos lá, Rick. Está no caribe.


–Tem razão. – Concordei, jogando-me na cadeira ao lado. O celular de Damon vibrou e rapidamente, ele ignorou a chamada. – Sabe que isso só vai piorar sua situação.


–Isso o quê? – Ele perguntou fingindo que não havia entendido.


–Não seja idiota. – Respondi pegando meu uísque. – Ela deve estar preocupada.


–Não me importo. – Ele respondeu carrancudo. Virei meus olhos, lembrando-o que não me enganava. – Pelo menos não agora.


[…]


–ACIMA! ABAJO! AFORA! A DENTRO! – Gritamos junto a um grupo que viravam sem parar seus copos de tequila. Senti o sal com limão queimar em minha garganta junto com o forte sabor da bebida. Damon chaqualhou a cabeça, arrepiando-se pelo sabor. Ri de sua reação.


–Ai!! – Gritei ao cair da cadeira que sentava. Eu não conseguia me manter em pé.


–Tá tudo bem aí? – Damon perguntou gargalhando da minha falta de equilíbrio.


–Cala a boca. – Respondi carrancudo, enquanto me levantava com dificuldade. Sem ao menos notar, esbarrei em um musculoso homem, que me olhou irritado.


–Qual é a sua? – Ele perguntou enfrentando-me. Comecei a rir e Damon, também já completamente embriagado se juntou a mim. Os olhos daquele estranho ardiam de raiva.


–Ele ficou bravinho. – Damon gozou abraçando-me pelo pescoço. A mão do homem veio em sua direção, mas Damon o segurou fortemente, assustando-o. – Acho que não.


–Acho que sim. – Um outro disse, aparecendo atrás do brutalmonte, com mais três caras.


–Corre. – Sussurrei no ouvido de Damon que apenas sorriu.


–Eu acabo com eles em segundos. – Eles respondeu confiante. Um deles exibiu o pedaço de madeira que segurava nas mãos.


–CORRE! – Gritei puxando o braço de Damon, que me seguiu sem protestar. Virei meus olhos, percebendo o quanto estavam perto aqueles encrenqueiros. Senti um aperto trazendo-me de volta.


–Esqueceu uma coisa. – Um gigantesco homem disse sorrindo ironicamente.


–Opa. – Falei e uma mão veio em direção ao meu rosto, atingindo-me fortemente. Perdi o equilíbrio, caindo na piscina há metros de mim. Com meu corpo completamente molhado, um casal me ajudou sair de lá. Eu não conseguia sozinho. Meu olho latejava de dor.


–Achei você. – Damon disse vindo em minha direção. – Seu corpo estava ileso, mas suas roupas estavam cheias de lama.


–O que…o que aconteceu com você? – Perguntei grogue.


–Foi um pouco difícil fugir daqueles idiotas. – Ele respondeu irritado.


–Você é um vampiro, não devia ser difícil. – Retruquei enquanto andávamos lentamente em direção a saída.


–Sou um vampiro bêbado. – Ele respondeu pegando um último copo com tequila.


[…]


Rio de Janeiro


Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça. É ela menina, que vem e que passa. Num doce balanço, a caminho do mar… — Damon cantava ao nos sentarmos em um quiosque.


–Caipirinha? – Perguntei esticando meu copo e sem hesitar, ele esticou sua mão.


–É melhor nunca mais dormirmos… — Ele disse bebendo goles da bebida. – Ou a ressaca será terrível.


–Nem fale. – Respondi rindo abobado


[…]


–É assim que se faz? – Perguntei a uma linda mulata que sambava ao nosso lado. Aquela música me animava, levando qualquer pensamento negativo para longe de mim. Minhas diversas caipirinhas eram intermináveis.

Damon já sambava há muito tempo, não perdendo a linha da música, mesmo bêbado como estava.


–O que está achando? – Ele perguntou quase gritando.


–Nunca imaginei que veria Damon Salatore sambando. – Respondi gargalhando.


–Faço coisas que ninguém nunca imaginaria; — Ele concordou. Senti meu celular vibrando em meu bolso. Peguei e atendi.


–ALÔ? – Gritei, com o alto volume da bateria em meus ouvidos.


–Alaric? – Uma voz feminina perguntou.


–ELENAAAAA! – Gritei animado e os olhos de Damon vieram ao meu ser imediatamente.


–Está bêbado? – Ela perguntou assustada. – De novo? Alaric onde vocês estão?


–Vocês? Não sei do que está falando. – Menti saindo de perto do barulho.


–Mente ainda pior quando está bêbado. – Ela respondeu irritada. – Onde está Damon?


–Tomando capirinha. – Falei arriscando alguns movimentos de samba. – É uma pena não estar aqui. Estão muito boas.


–Estar aí aonde? – Ela perguntou confusa.


–Ora. Aonda mais estaríamos com caipirinha? – Perguntei ironicamente. – No Brasil, é claro.


–O QUÊ? – Seu grito machucou meus ouvidos, fazendo-me afastar o celular ligeiramente. – Vocês estão no Brasil?


–Sim e tá muito bom. Falo com você depois. – Desliguei o celular, não dando chance para Elena dizer mais uma palavra.


–O que ela queria? – Damon perguntou aproximando-se.


–Não sei…mas tá puta. – Respondi dando de ombros e indo para o meio da festa.


[…]


–Alaric, acorda. – Damon dizia balançando-me brutalmente. Abri meus olhos e senti uma dor insuportável me atingir. – Tome. – Ele disse esticando-me um comprimido com água.


–Que ressaca. – Murmurei percebendo que havíamos dormido na areia na praia.


–Não reclame. – Ele respondeu mal humorado. – Não há remédio que cure ressaca de vampiro.


–Desculpe. – Respondi començando a rir e Damon não se segurou, rindo também. – Para onde vamos?


–Tem um lugar que precisamos chegar o mais rápido possível. – Ele disse ajudando-me a levantar.


[…]


Mystic Falls


Horas haviam passado quando finalmente o avião pousou. Sem demora, saímos de aeroporto, indo em direção de casa.


–Casa… — Damon sussurrou, jogando-se no sofá.


–É bom estar de volta. – Concordei arrumando meus óculos escuros, que escondiam minhas olheiras e a porrada que levei.


–Está tudo tão tranquilo. – Ele disse tentando arrumar seu bagunçados cabelos.


–Estava quente no Brasil? – Uma voz rasgou no batente da porta, fazendo os dois pularem de susto.


–Oi Elena. – Nós dois dissemos, mantendo a voz baixa.


–Ficam fora durante cinco dias e voltam dizendo ‘oi Elena’? Vocês não prestam. – Ela respondeu irritada.


–Desculpe. – Damon disse colocando a mão na cabeça. Nossa ressaca ainda chicoteava nossa mente.


–Claro. – Ela respondeu sarcasticamente. Sua mão foi ao braço de Damon, batendo freneticamente nele com alguns tapas. – Claro que desculpo.


–Não foi nada demais. – Completei enquanto esticava meus pés no sofá. – Nos divertimos por aí.


–O que fez vocês dois irem até outro país? – Ela perguntou ignorando minha afirmação.


Happy Hour. – Respondi dando de ombros. – Foi só um Happy Hour.



Notas finais
E aí? Me contem o que acharam desses dois malucos *o*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!