Notas iniciais
Leia os avisos na nota final antes de fazer sua ficha, e leia o capítulo para entender melhor o clima da fic.

Boa Leitura!

Reino de Atlantis, há muito tempo.

—Por favor papai, você deve entender! — suplica novamente a Princesa, mas seu pai não a ouve. Ele está preocupado demais com a guerra para se importar com as frivolidades de sua filha.

Infelizmente para o rei, as súplicas da jovem Princesa estavam corretas, o Reino de Atlântida estava destinado a ter um futuro muito pior do que guerras por bobeiras como ouro ou prata. Atlântida estava destinada a afundar, no sentido mais literal que esta palavra poderia representar.

Percebendo que seu pai, cego pelo poder e pela sede de guerra, não iria lhe ouvir, a jovem Princesa deu meia volta e saiu pelas grandes portas de ouro que guardavam a sala do trono, indo em direção à única porta que nunca pensariam que ela iria atravessar: a da saída.

Fugindo em direção à floresta a Princesa vê milhares de soldados se preparando para a luta, seus olhos cheios de inveja e crueldade, eles nem se importaram em dirigir o olhar à Princesa. Estavam todos cegos. Será que ela é a única a enxergar tudo isso?

Lutando contra as lágrimas de tristeza e com a dor crescente em seu corpo a Princesa corre em direção à única coisa que ela considera possível de alterar o destino horrível que estava para vir.

Rapidamente ela chega na costa da ilha, o som das ondas quebrando nas pedras traz uma calma quase que mágica, a Princesa, porém, não se permite parar para aproveitar o som das ondas e o cheiro da brisa do mar.

—Ninfa das águas! Eu sei que você está ai! Apareça — grita ela, por alguns segundos ela olha ao redor esperançosa, porém conforme os segundos se transformam em minutos a terrível realidade cai sobre ela. Não há nada que ela possa fazer, além de ser a primeira a afundar junto ao seu reino.

—Não é necessário ficar toda melancólica — uma voz surge no meio das ondas, e junto com ela uma mulher de aparência jovem aparece, todavia a pele da mulher e suas vestes eram completamente transparentes, com apenas o que parecia ser uma aura de um tom de azul próximo do tom do mar.

—Você é...

—Sim, a Ninfa das águas, bom, destas pelo menos.

Por alguns segundos a Princesa se permite apreciar a beleza da aura marítima que a Ninfa transmitia, porém, logo se lembrou do que a trazia ali.

—Eu gostaria da sua ajuda. Veja, o meu reino está prestes a... — a Ninfa interrompe a Princesa com uma risada fantasmagórica que a deixa paralisada sem saber o que dizer.

—Esta é a grande questão por trás das maldições querida. — explica a Ninfa com um sorriso ameaçador em seus lábios — Elas não podem ser desfeitas a não ser que quem a lançou, queira que aconteça.

Após dizer isso a Ninfa ri novamente.

—A não ser claro com o famoso beijo de amor verdadeiro, infelizmente sinto informar que não há nenhum amor verdadeiro nesta ilha, não mais pelo menos.

As lágrimas da Princesa agora rolavam livremente pelo seu rosto.

—Mas deve haver algo que possa ser feito — suplica.

—Bem... — começa a Ninfa com um sorriso presunçoso — Eu posso salvar a criança que está em sua barriga.

A Princesa para de chorar por um momento e olha chocada para a Ninfa. Estava ela realmente grávida?

—Sim, você está. E eu posso salvar sua criança, mandá-la para bem longe, mas é claro que isso custaria-lhe caro.

Por um tempo a Princesa fica sem reação, mas então ela encara a Ninfa com tristeza.

—O que você quer?

Reino Desconhecido, atualmente.

Silver acorda em um solavanco, por alguns segundos ela olha ao redor confusa, até que finalmente se acalma percebendo que esta em segurança na sua cama. A garota de madeixas loiras solta um suspiro aliviado ao ouvir o som familiar da chaleira apitando que anuncia a presença de sua mãe.

Afastando as cobertas a garota se levanta e vai até a frente do espelho, por um tempo ela se observa, seu cabelo loiro liso estava completamente bagunçado, seus olhos cinzas azulados transmitiam o cansaço que Silver esta sentindo, sua testa estava estampada de suor pelo sonho qual ela não consegue se lembrar.

Com o estalo do armário se fechando com força na cozinha, a garota sai de seu transe e finalmente abre o espelho revelando um pequeno armário com algumas roupas. Silver se troca para uma calça de algodão marrom e uma camiseta igual, se não estivesse tão exausta, talvez ela pudesse ligar um pouco mais para a combinação sem graça que fizera.

—Silver? Está acordada querida? — a voz de sua mãe a chama para a cozinha onde encontra a mesa como sempre com duas xícaras de chá e pedaços de bolo de frutas silvestres.

—Bom dia mãe — diz a garota dando um beijo na mulher mais velha e se sentando na mesa ao seu lado.

Silver não consegue se impedir de notar uma inquietação incomum no rosto de sua mãe.

Fabiana não é a mãe biológica de Silver, na verdade há exatos 16 anos atrás ela havia encontrado a garota no meio da floresta no leito de um rio, a menina estava chorando com toda sua força e nada além de uma cesta de prata estava protegendo a menina dos perigos da floresta. A mulher que não havia conseguido ter filhos achou que aquilo era um sinal dos deuses dizendo que ela deveria ser mãe e que ali estava sua filha.

Mas naquela manhã a mulher não conseguia se impedir de pensar que talvez ter acolhido a menina teria sido a coisa errada a ser feita. A carta que Fabiana segurava em sua mão com força a estava afligindo como nada havia feito antes.

E se Silver percebeu a aflição da mulher decidiu não comentar nada e apenas comer em silêncio.

Um tempo se passou em silêncio até que Fabiana finalmente tomou coragem para falar com sua filha.

—Silver — começa sem dirigir o olhar para a garota que desvia o olhar do chá que estava tomando para a mãe — Há algo que eu venho escondendo de você faz um tempo.

Preocupada a garota loira prende a respiração, sua mãe sempre fora um livro aberto e nunca havia escondido algo dela, sobre o que seria esse segredo? Silver não consegue imaginar o que possa ser.

—Quando você era um bebe... Eu a encontrei no leito do rio das Lágrimas. — a mulher faz um pausa e olha para a mais nova esperando uma reação. O rio das Lágrimas possuía esse nome pelos rumores de que há muito tempo uma jovem tenha sofrido tanto que chorou até que um rio se formou, muitos acreditam na lenda e que ele possuía propriedades mágicas, mas qualquer que fosse a real história daquele rio ninguém ousava beber de sua água.

—Então... — começa a garota receosa — Eu não sou sua filha de sangue — milhares de perguntas voam pela mente da loira, mas nenhumas destas perguntas ela acha que a mulher saiba responder.

— Eu havia deixado esse dia escondido e trancafiado em minha mente, e eu sinceramente não pretendia te contar. — Fabiana respira fundo antes de prosseguir — Até que eu recebi essa carta.

A mulher entrega uma carta amassada nas mãos de Silver, a carta era adereçada à ela e possuía um selo que nunca vira antes. A garota se levanta sem dizer nenhuma palavra e se direciona até seu quarto deixando a mulher sozinha com suas lágrimas de tristeza.

Silver senta em sua cama e calmamente abre a carta, ela esperava encontrar respostas sobre seu passado, porem, encontrou naquelas palavras apenas mais perguntas.

Silver Atlantis,

Você está sendo convidada a frequentar o colégio mais prestigiado em todos os reinos, o Happy Ending School, frequentado por príncipes, princesas, magos, bruxas e todas as pessoas especiais que precisam de instrução assim como você.

Não se preocupe com materiais ou uniforme, tudo o que você possui será trazido pelas fadas até o castelo. Você apenas precisará preencher o formulário anexado à esta carta e seguir as direções no mapa para um portal próximo de você que lhe trará até as imediações do colégio.

Suas aulas serão lhe designadas de acordo com suas escolhas e seu progresso.

Lhe aguardamos ansiosamente,

Diretora

Por um tempo Silver fica completamente confusa. Atlantis? Este não era seu sobrenome, na verdade ela nem sabe se realmente possui um. Um colégio para pessoas especiais? Príncipes? Princesas? Devem ter feito algum tipo de engano, porém, depois de descobrir que sua mãe na verdade não era sua mãe de sangue, ela não sabe se realmente pode ter certeza de alguma coisa.

Sem pensar muito Silver calça suas botas de caminhada, coloca sua jaqueta de pele que ela mesma fizera e agarrando a carta em uma mão e o mapa na outra a garota loira pula pela janela e parte em direção à floresta sem olhar para trás.

Em uma caverna não muito distante, atualmente.

—Malin! Onde esteve? — uma mulher jovem aparece na frente do garoto que está a segurar um arco em uma mão e uma onça morta na outra.

—Caçando, não é óbvio — o garoto diz em um tom cínico. Sua irmã revira os olhos enquanto arruma a mesa para que eles possam comer.

Em silêncio o menino de pele pálida coloca o animal morto no chão e começa a retirar sua pele em movimentos precisos. Sua irmã o observa com o canto dos olhos, ela vê o cabelo quase branco do menino se movimentar conforme ele realiza os cortes.

Anne e Malin não são irmãos de sangue, quando ela era pequena seu pai saíra para caçar e voltara com uma criança, na época Anne tinha apenas dez anos e não entendeu nada do que tinha acontecido, mas depois da morte de seu pai, dois anos atrás, ela finalmente compreendera.

Quando ele saiu para caçar ele estava no rastro de uma raposa, mas quando ele encontrou a toca do animal ele não encontrou a raposa, mas sim uma criança de três anos de idade, Malin, de acordo com registros do velho homem o menino chorava e estava encolhido em um canto sem fazer nenhum barulho. Instintivamente o homem agarrou a criança e a levou para casa.

E ali estava ele, Malin, com 17 anos retirando a pele de um animal do dobro de seu tamanho sem pestanejar com um olhar frio e metódico.

Quando o pai deles morreu, Anne sofreu por meses, porém o garoto não parecia nem um pouco abalado, o que assustou sua irmã.

—Malin — diz a mulher receosa.

—Que? — a voz do menino era entediada, sem interesse.

—Isso chegou para você enquanto estava fora.

Anne entrega a carta nas mãos ensanguentadas do garoto, ela vira para pegar os pedaços de carne que seu irmão havia cortado, mas quando se vira novamente não havia nenhum sinal de Malin por ali.

Com seu arco na mão, flechas nas costas e a carta no bolso, Malin estava andando em direção à grande pedra, na hora que viu o mapa ele sabia onde o portal se localizava. Ele espera que o que quer que esse colégio queira com ele, possua apenas respostas sobre sua família de sangue, pois apesar de sua irmã achar que ele não sabia, Malin ainda se lembra da caverna onde fora encontrado, da luz branca fantasmagórica e do rosto da mulher que ele imagina que seja sua mãe.

Um farfalhar de galhos chama a atenção do garoto que prepara seu arco, ele vê um filhote de onça bebendo água de um pequeno lago, seu instinto de sobrevivência faz com que ele mire no pequeno animal e solte a flecha em sua direção.

Porém em um piscar de olhos uma pessoa aparece na frente da onça e a flecha acerta seu braço no lugar do olho do filhote.

Malin observa o braço sair da frente do rosto da menina, seus olhos cinzas refletem sua dor, seu cabelo loiro preso possui alguns pedaços de galhos presos nele, sua roupa está completamente arranhada e suja o que denuncia que a garota nunca esteve na floresta antes.

Depois de analisar a menina com frieza ele percebe que ela estava o encarando, o filhote que ele estava mirando estava do lado dela rosnando para ele, e a flecha ainda estava alojada no braço da loira.

Sem expressão a menina retira a flecha de seu braço, mas sua expressão de coragem é quebrada pelos seus olhos que mostram a dor real que está a sentir.

Sem tirar os olhos de Malin ela rasga um pedaço de sua camiseta e amarra no lugar onde a flecha estava, com sua barriga à mostra ela anda em direção a Malin com o filhote de onça em seu encalço.

A loira joga a flecha ensanguentada no peito de Malin, mas o garoto nem ao menos pisca. E para a surpresa dele a garota estende a mao e esboça um sorriso sincero, todo traço de dor que antes tomava conta de seu olhar desaparece.

—Silver — ela aguarda o garoto dizer algo, o olhar dele recai sobre o filhote que o olha com cautela, como se estivesse prestes a atacar.

—Malin — ele responde, porém não aperta a mão dela, o garoto está prestes a virar as costas e seguir seu caminho, porém o rosnar do filhote deixa bem claro que ele não tem opção.

—Você — diz ela apontando para o peito de Malin e olhando profundamente em seus pequenos olhos negros — Vai me levar até aqui — ela aponta para o mesmo portal qual ele estava a caminho.

— E se eu não quiser? — Malin comenta com desinteresse. Silver ri, o nervosismo claro em sua risada deixa bem claro que a garota está perdida.

—Então a minha gatinha vai ter um menino arrogante de janta — a ameaça soa falsa, mas o filhote rosna como forma de confirmar o que a garota disse.

—Gatinha? — ele debocha levantando uma sobrancelha em forma de desafio.

—Star, atacar — assim que o comando sai dos labios da loira o filhote morde a perna de Malin com tanta força que ele se desequilibra e cai no chão urrando de dor.

—Muito bem, eu te levo até o portal — com essas palavras o filhote sai da perna de Malin para ficar ao lado de Silver que possui um olhar vitorioso no rosto.

—Meninas primeiro — a loira faz uma referência de deboche para o menino que lhe direciona um olhar mortífero e irritado lidera o caminho.

Notas finais
*Você pode misturar duas histórias em um personagem, mas deverá justificar a mistura, mas não poderá utilizar nenhuma história já utilizada.
*A história de origem do seu personagem pode ser contos dos Grimm, como filmes da Disney, contos, lendas, qualquer história mítica, porém você deverá enviar um link com a história original junto com a história.
*O visual do seu personagem deve obrigatoriamente ser uma pessoa real, mais especificamente um artista (cantor, ator, modelo, etc).
*Não poderá mudar a personalidade dos personagens da história original, nem seus destinos, mas pode alterar alguns detalhes de acordo com o que lhe for conveniente.
*Todos os personagens devem ser descendentes de algum dos personagens da história original, não pode ser ele em si, nem mesmo uma personificação nem nada do tipo.
*Qualquer pergunta em relação à história ou à ficha, não hesite em mandar uma MP.
*Não reservo vagas.
*Fichas APENAS por MP.

Ficha:

Nome Completo:
Idade: ( ) 16 ( ) 17 ( ) 18 ( ) 19
Sexo:
Sexualidade:
Personalidade (Com a maior quantidade de detalhes possível):
Conto/História Original (Se for alterar algum detalhe, diga qual. Link, por favor):
Parentes Vivos (Lembrando que devem pertencer ao conto, coloque a relação do(a) seu personagem com eles):
História:
Tipo de magia que possui (se possui):
Utiliza algum tipo de arma/artefato? Qual?
Sabe algum tipo de luta? Qual?
( ) Herói/ Heroína ( ) Vilão/ Vilã
Reino de Origem:
Música Tema:
Aparência (Nome do artista e link):
Medos:
O que o/a motiva?
Sonho:
Gostos/Desgostos:
Gostaria de um par romântico? Se sim, como seu personagem agiria com ele/ela?
Seria capaz de matar alguém para alcançar seu objetivo?
Seria capaz de matar alguém para salvar alguém que ama?
Poderia mudar de lado (Virar Vilão/Herói)?
Está ciente que seu personagem pode desaparecer/morrer, caso deixe de comentar em mais de 3 capítulos?
Algo Mais?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.