Happy End
1 Apresentações
Nada mais importa, nada. 'Uma pessoa se jogando do um prédio, legal'. Tudo acontece, tudo. Guerras, chacinas, genocídios, epidemias, pandemias. Cada vez mais vorazes são os flashes, cada vez mais realistas.
Lafayeti sempre tentou agir como uma pessoa normal, '.. mas quando vejo alguém ser decapitado na minha frente, fica complicado comer um sanduiche de mortadela sem vomitar'. Todos os dias, na escola, se isolava, tentando parecer somente mais um punk gótico — 'melhor que louco' — em seu canto, recluso. Não sabia quando haviam começado, em que dia, nem em que mês, mas estavam lá, as imagens.
'Depois de tantos anos tendo que suportar os mais diversos fenômenos, já estou me acostumando'.
Lafayeti, era um rapaz com tez de um branco espectral, como se sua alma houve-se sido arrancada; cabelos cacheados e viçosos, cor de obcidiana; olhos profundos, acinzentados; esquálido, fino, fraco. Andava pelos deprimentes corredores de Foston High como um espírito, um ar de condenação e desespero. Falava pouco, muito inteligente quando queria. Introvertido. ' ... de que adianta? Atuo como narrador, na esperança de ter minha voz notada, mas já sei o que ocorrerá. Mais um me ignorando, incompetentes. Se soubessem, se imaginassem... Tudo bem, vão descobrir, mais dia, menos dia, descobrirão o que nos aguarda'.
Fale com o autor