Happy Birthday, Leprechaun

2 Can't you see? You belong to me!


Notas iniciais
Hello guys!
Obrigada por não terem desistido de mim :3
E psé finjam que hoje ainda é dia treze cofcof espero que gostem :D

''Agora chega. Eu tentei fazer você contar de boa. Mas já que não quer, eu não vou deixar meu Daddy escondendo e sofrendo com isso. Você tem um ano, Liam. Um ano pra contar pro Niall tudo isso que você acabou de me falar, sobre como se sente. Dando indiretas, preparando o terreno ou falando na cara dura mesmo, sei lá. Só sei que, se no dia treze de setembro de 2012 você ainda não tiver dito ao irlandês toda a verdade, eu mesmo vou lá e conto.''

Bem, agora você sabe porque eu estava super animado pra levantar naquele dia. Pois é.

Com promessa ou não, tinha que ir dar os parabéns ao Horan. Me arrumei e fui dirigindo até o apartamento dele.

– QUEM É O PUTO QUE TÁ ME ACORDANDO A ESSA HORA DA MADRUGADA? – Escutei ele gritar, e logo depois a porta da frente foi aberta – Ah, Liam, é você. Entra aí, Daddy.

Entrei, meio ansioso. Eu tinha menos de vinte e quatro horas pra descobrir um jeito de contar logo pro Niall o que realmente sentia por ele. Você já passou por algo parecido? NÃO É FACIL, TO DIZENDO.

– Que motivo especial me dá a honra de sua presença? — Horan disse, tirando-me de meus devaneios.

Pisquei.

– Você sabe que dia é hoje, né?

– Não .-.

– É o seu aniversário, animal! – disse, indignado.

Niall começou a rir da minha cara.

– Lógico que eu sei! É só que te ver estressado é fofo — ele apertou minha bochecha.

Fiquei sem saber se isso significava que ele tinha certo interesse por mim ou se só gostava de zoar com minha cara.

É, acho que a segunda opção é a mais provável.

– Mesmo sendo meu aniversário, você não precisava estar aqui a essa hora. Me sinto culpado, te tirando da cama tão cedo.

Engoli em seco. Era a hora da verdade.

– Olha, Niall... É, é que eu precisava falar com você...

Respirei fundo para parar de gaguejar.

– O que você acha de dar uma volta em Londres?

Ele me encarou, meio confuso, mas logo abriu um sorriso.

– É pra já! Me espere aqui, Daddy — Nialler foi correndo pro quarto.

– Eu não iria a lugar algum – suspirei.

Tá, tá, joga mesmo na minha cara que eu não tive coragem. Chutar cachorro morto é fácil, né? Agora quero ver você falar pro seu melhor amigo que tem que se segurar para não pular no pescoço dele toda vez o vê.

Pois é né, aposto que agora todo mundo calou a boca.

– Não sei o que deu em você pra sair andando por Londres às nove da manhã. Mas seja qual for o motivo, acho que vou gostar – Pobre Horan, mal sabia minhas intenções por trás disso quando apareceu com sua blusa de moustache e seus tênis supras.

– Ah, então agora eu preciso de um motivo para andar na minha cidade com meu melhor amigo no aniversário dele? – ri de lado – Anda, aproveita enquanto as fãs loucas estão muito ocupadas dormindo ao invés de na rua pra nos perseguir.

Ele riu e saímos do prédio. Fui dirigindo meu camaro (Nota do Harry: Agora eu fiquei doce doce doce — N/Louis: SEU SEM NOÇÃO! Sai daê! ~wild tijolada) caham, fui dirigindo em direção ao Big Ben.

Nem conseguia conversar direito, de tão nervoso que eu estava. Maldito Louis, olha onde ele foi me enfiar! No fim, resolvi ligar o rádio, para quebrar um pouco a tensão.

Mas bem que dizem que o silêncio é o som mais bonito.

I keep crying baby, baby please. Can't you see? You belong to me. How my poor heart aches with every step you take.

Acho que eu levei um susto tão grande que dei um tapa no rádio.

Niall me observou meio ressabiado.

– Você tá legal?

Caramba, obrigado mesmo The Police!

– Claro que estou, pff.

Estacionei e tratei de sair logo do carro.

– Ei, Liam. Liam! O que houve, cara?

– Nada.

– Nada? Primeiro você quase dá um tiro no rádio, depois sai correndo assim. Ótimo saber que esse é seu eu normal — ele revirou os olhos — Falando sério, você tá muito estranho, aconteceu alguma coisa?

– Caramba, não, eu já falei que tá tudo bem!

Apertei o passo, mas ele me parou e colocou as mãos no meu ombro.

– Daddy?

Suspirei. Realmente, é impossível mentir olhando pra aqueles olhos azuis.

– Niall, eu... — tirei as mãos dele do meu ombro e entrelacei meus dedos nos seus — Desde o ano passado eu venho sentindo isso, ou talvez desde sempre, o importante é que eu te a--

Do nada, escutei gritos. Muitos gritos. Olhei para o lado e vi um exército correndo.

Um exército com cópias de Up All Night nas mãos.

– AAAAH SÃO ELEEEES ASFHJBASFJHBASFHMB

Que o que será registrado aqui não seja entendido de forma errada. Eu amo todas as minhas fãs, e iria até o fim do mundo para salvá-las.

Mas quando eu vi trinta delas correndo em minha direção feito animais eu joguei às favas todo o meu amor e saí disparadamente pro primeiro lugar que Deus colocasse na minha frente.

– MULHERES CRIANÇAS E PAYNES PRIMEIRO CAHAAAI.

Só que eu meio que esqueci que eu estava segurando a mão do Niall. Então eu saí carregando o coitado junto.

– LIAMMMM AI CACETE! — ele gritou enquanto eu quase decepava seu braço.

Em minha corrida desgovernada acabei caindo na via em frente ao London Eye, aquela roda gigante de Londres. Gritei que nos deixassem passar na frente na fila, mas a maioria dos que esperavam só gritaram alguns palavrões criativos.

Até virem as meninas correndo.

– DEIXE ELES PASSAREM! DEIXE ELES PASSAREM!! — gritavam para os da frente.

Cerca de noventa pessoas abriram espaço para o garoto doido e o pobre coitado que estava sendo arrastado passarem. Entramos na cabine, e o cara do London Eye se apressou pra fechar a porta e colocar o negócio pra girar. Já seguro, espiei pelas janelas de vidro.

Lá embaixo trinta meninas irritadas olhavam feio para a roda. Mas só até me virem acenando, ai esqueceram a raiva e voltaram a fangirliar.

– Caramba!

Me virei.

– Hum?

– Nunca imaginei que, de nós cinco,vocêfugiria das fãs. Sério.

– Eu não fugi — falei, na defensiva — Só fiquei meio assustado com elas correndo.

Com elas correndo bem quando eu estava prestes a dizer que te amava.

Enquanto eu juntava a porcaria da coragem de novo, o vidro da cabine se abriu.

Não sei se você já teve a oportunidade de ir ao London Eye, mas se um dia tiver, vá. Não importa se você estiver morrendo, vá mesmo assim.

As janelas meio azuladas se abrem no topo, deixando apenas o parapeito (acho que não seria muito agradável cair de lá de cima, uhum) e a visão quase aérea de toda Londres. Não preciso dizer como é lindo.

Com o Horan do lado, então, fica ainda mais perfeito.

– Caramba — ele se apoiou no parapeito — já devo ter vindo aqui milhões de vezes, mas cada vez fica mais surpreendente.

Cheguei por trás e coloquei minhas mãos sobre as do irlandês.

– Verdade — sussurrei em seu ouvido.

Niall se virou, assustado.

– L-Liam? O que você está fazendo?

Suspirei. Mal comecei, o garoto já acha que eu sou doido.

– O que eu tentei falar mais cedo, Niall... O motivo de eu vir agindo de modo diferente é que tenho medo de te assustar. Te assustar por estar sentindo o que sinto por você. Se depois que eu te contar você nunca mais quiser falar comigo, eu vou entender. Mas não posso continuar escondendo. Desde o ano passado, quando vi você com aquela garota, senti um ciúmes inexplicável. Não queria admitir, mas achei um absurdoelaestar com você.

Horan abriu a boca pra falar algo, mas agora que havia começado eu não queria ser interrompido. Olhei em seus olhos azuis e continuei.

– Quando eu saí, encontrei o Louis. Ele viu que eu estava irritado, logo me perguntou o que ocorrera. Sem querer despejei tudo. Meu ciúmes, esses sentimentos confusos. Tudo que eu pensava quando olhava pra você. Então ele me disse que, se em um ano (ou seja, até hoje) eu não te dissesse o que sentia de verdade, ele mesmo contaria. Então aqui estou eu, contando-lhe mesmo sem querer. Porque o que sinto é mais que um simples sentimento de amizade. Eu sinto... Niall James Horan, eu... Eu te amo.

Então eu o beijei e o coloquei contra a parede, deixando praticamente nenhum espaço entre nossos corpos.

Levantei a cabeça, parando o beijo.

– Desculpe, foi o impulso — falei, ofegante — Se você quiser me bater, só peço que ande logo.

Ele nada fez, apenas me encarava com um olhar indecifrável. Não sabia distinguir se era raiva, pena ou nojo.

Ou talvez os três.

If I was your boyfriend, I'd never let you go.

– Oi? — Niall atendeu seu celular, ainda perplexo por tudo que havia acontecido.

Resolvi que não ficaria parado esperando ele chutar a minha bunda. Eu já estava me sentindo mal o suficiente. Mas ao menos minha parte eu fiz.

Dei as costas e fui andando até a saída, visto que já estávamos de volta ao chão.

– Não, Louis, não se preocupe. Liam já me contou — escutei Horan dizer — Agora, vai ficar tudo bem.

Me virei, e vi que ele tinha me seguido.

– Niall?

– Eu já disse, Daddy.Vai ficar tudo bem– repetiu, encerrando a chamada. Ele passou as mãos pelo meu pescoço, me envolvendo em outro beijo.

Não foi preciso nenhuma outra palavra para saber que ele me correspondia.

Notas finais
Me desculpem se o final ficou um pouco corrido, tive que escrever no meio da viagem enquanto minha mãe arrumava o check in ~normal~
Ah, e caso vocês não conheçam a música que o Liam deu um tapa no rádio, é ''Every Breath You Take'', escutem porque é muito linda *-*
*E eu nunca mais vou escutar ela sem pensar em Niam, é*
Bem, pedir recomendação é demais, então... Reviews? *u*
Por favor, deixem meu coraçãozinho shipper feliz :3
E obrigada por terem lido minha Niamzinha, bolinhos de arroz! .q
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!