Happy Birthday KB
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Happy Birthday KB
Era apenas mais um dia da semana, Kate não gostava muito dessa data, sentia falta de acordar com as batidas na porta e ver sua mãe com um bolinho na mão e um grande sorriso no rosto. Beckett quase podia ouvir suas palavras, que eram repetidas anualmente: “Parabéns princesa, pronta para um lindo dia?”. Não importava se estava chovendo, ou se estava sol, sempre virava um lindo dia.
Ao abrir os olhos, deu um longo suspiro. A saudade era tanta que doía seu peito. Desligou o despertador, esfregou os olhos, jogou as cobertas para o lado e se levantou. No chuveiro, foi impossível conter as lágrimas que caíram junto com a água quente sobre seu rosto. – Kate é só mais um dia. — repetia para ela mesma contendo o choro. Terminou seu banho, vestiu uma roupa casual para o trabalho e deixou seu apartamento, decidindo por tomar um café na rua mesmo.
Checando em seu punho as horas no relógio que um dia foi de seu pai, puxou e soltou uma respiração forçada, abriu a porta e em passos longos e demorados, foi visitar aquela que à tanto fazia falta. Parou em frente aquela frase esculpida em sua lápide. “Vincit Omnia Veritas” (A verdade conquista tudo) frase dita constantemente por sua mãe. Limpou as lágrimas teimosas novamente, agachou-se colocando uma rosa sobre o túmulo, passou a mão sobre a lápide como se fosse um carinho e se levantou. – Sinto sua falta! — foram as palavras deixadas ao vento, enquanto voltava para o carro.
Em frente ao 12° torcia silenciosamente para que o dia passasse rápido, e que seus amigos lembrassem o quão doloroso era a data para ela e não comentassem, sua expressão mudou ao lembrar-se de Castle. Ele era um pouco ligado a datas comemorativas e aniversários eram importantes para ele. No elevador sorriu ao lembrar-se dos anos anteriores, o primeiro ano passou fácil, não tinham amizade e Castle não sabia exatamente o dia. No segundo, ele tentou convencê-la de que aniversários eram importantes, e lhe deu um pôster autografado com os personagens favoritos da série que assistia com sua mãe. No terceiro, ele à convidou para jantar em seu loft, e acabou por ser uma noite agradável com ele, Martha e Alexis. Naquele ano porém, ela contou o porquê de não gostar de comemorar e explicou a tradição de sua mãe, que à deixava para baixo todos os anos.
Ao som do elevador indicando que havia chegado ao andar certo, Beckett se recompôs, endireitou o casaco, engoliu seco e com um sorriso no rosto saiu em direção da sua mesa. Passando por Ryan e Esposito, os cumprimentou, recebendo seus sorrisos, colocou suas coisas sobre a mesa, seu casaco atrás da cadeira, se sentou e ligando seu computador, dava início ao dia que ela queria que chegasse ao fim bem rápido.
Eram quase onze horas e mesmo que não intencionalmente, já tinha checado as horas algumas vezes, estranhando o atraso de Castle. Em quatro anos de parceria, ele se atrasou poucas vezes, e nunca em seu aniversário.
— Ei Beckett, Castle não vem hoje?. — Ryan perguntou de sua mesa.
—Não sei Ryan. Não temos um caso, e sabe como ele odeia papelada. — Ela disse tentando parecer normal, porém se sentia meio frustrada. E pior, com toda a emoção da visita ao túmulo da mãe, havia se esquecido do café, e o gosto de sua bebida favorita estava fazendo falta. Mesmo que preparasse na bela máquina de café que Castle havia dado ao Distrito, nunca ficava igual ao dele, mesmo que ele houvesse dado á ela sua ‘receita secreta’, nunca era igual.
— Ah, apareceu a Margarida!. — Esposito falava em meio às risadas de Ryan. E lá estava ele, vestindo a camisa azul que o deixava ainda mais bonito, destacando seus olhos azuis, e o sorriso que fazia surgir uma leve covinha em sua bochecha e diminua seus olhos, era tão marcante que fazia seu coração bater mais forte e acelerado que o normal.
— Bom dia, detetive Beckett!.- Ele disse, a entregando um copo de café. — Ela sorriu, e inalou o aroma do líquido que tanto desejará pelas manhãs.
— Bom dia, Castle! Achei que não o veria hoje. — Ela termina a frase, para beber seu café, observando Castle tirar o seu casaco, enrolar, colocando em seu braço e se sentar na cadeira ao lado de sua mesa.
— Então... Nada de presuntos hoje?
— Sinto muito Castle. Parece que hoje só teremos papéis e mais papéis para preencher.
—Chaaato... Ele disse, fazendo uma careta e mexendo na fila de elefantes que ficava sobre a mesa da detetive, pegando um na mão, sem olhar para ela. – Você reparou como eles mudaram o copo do café? — Ela fazendo uma cara de surpresa, virou o copo, procurando por algo diferente. O copo parecia perfeitamente igual, e seria se não tivesse uma frase escrita. “Feliz Aniversário KB, com amor, RC.” Ele sempre a surpreendia. Não importava o quanto o conhecia, ou o tempo que passavam juntos, ele realmente era uma caixa de surpresas. Levantou o copo um pouco, e sorriu para ele. Um gesto que só ele poderia ver, dizendo obrigado, através do sorriso. Recebendo de volta o belo sorriso do escritor.
— Beckett, temos um caso. — Ryan disse, com o telefone ainda no ombro, segurando contra o ouvido, enquanto anotava o endereço. Animado, Castle se levantou. – Oba, que venha a diversão!.- Recebendo o olhar intimidador da detetive enquanto ela pegava o casaco. – É, não foi o que eu quis dizer, eu ...
— Eu sei Castle! Tudo por não preencher papelada.
— Exatamente! — Ele pegou o casaco da mão dela e segurando, como um cavalheiro, ajudou-a a vestir.
Na cena, um homem, morto a tiros em um beco.
— Beckett, querida! Lanie disse com um sorriso, porém não continuou o que ia dizer.
— Oi Lanie, o que temos?
— Homem, na casa dos 40, três tiros no tórax. Pela temperatura do corpo, eu diria que foi morto apenas à algumas horas. Duas ou três no máximo.
— Esposito, veja se há câmeras de segurança que peguem imagens das ruas próximas. — Recebendo o aceno de positivo do parceiro. – Ryan você pode conversar com a testemunha? — Fez um gesto com a cabeça, mostrando um morador de rua que conversava com um policial.
— Claro, o policial disse que ele encontrou o corpo.
— Ótimo! Castle e eu vamos voltar ao Distrito, assim que sair a identificação, entraremos em contato com a família.
Seguiram separados para a delegacia, Lanie foi na van, junto do corpo e ela e Castle em seu carro. O caminho era percorrido em silêncio, e, só foi quebrado ao som do celular da detetive.
— Beckett! — Ele a observava, enquanto dirigia e falava ao celular. Mudando a expressão de seu rosto, enquanto ouvia a outra pessoa falar.
— O quê? Como alguém rouba um corpo? Lanie, você está bem? Estamos indo para aí. -Ela fez uma manobra com o volante, apenas para entrar em um retorno e voltar algumas ruas.
— Kate?
— Alguém roubou nossa vítima. Bateram na van, e simplesmente levaram o corpo.
— Lanie está bem?
— Está! Um pouco assustada, mas acho que não se machucou.
Quando entrou na rua seguinte, puderam ver a van encostada, com a traseira destruída e Lanie, e o assistente em pé ao lado. Beckett estacionou seu carro próximo da amiga.
— Lanie, como você está?
— Estou bem Kate. Não queriam nos machucar, só queriam o corpo.
— Conseguiu ver o rosto?
— Não. Estavam de máscaras, e encapuzados. Nenhum detalhe que possa ajudar infelizmente.
Após realizar os trâmites legais, em horas já estavam no distrito. Kate estava parada, olhando o quadro que para complicar o caso estava quase vazio, não tinham corpo para uma análise, não tinham o nome da vítima e muito menos detalhes sobre a família.
Beckett que estava encostada sobre sua mesa, levou uma das mãos até a cabeça, que pulsava. Fechou os olhos um instante, não foi bem esse o jeito que desejou passar esse dia, não percebeu Castle se aproximar, ele sentou-se ao lado dela, acariciou seu braço, apenas para que ela olhasse para ele e lhe entregou uma caneca de café.
— Como você sempre sabe o que fazer? — Ela deixou escapar.
— Eu não sei. — Ele sorriu e abaixou a cabeça, em seguida olhou novamente para ela. — Você comeu alguma coisa hoje? Já está tarde, o que acha de um almoço?
— Não posso Castle! Esse caso está complicado.
— Claro! E ficar encarando o quadro vai trazer as respostas? Vamos lá Beckett, meia hora, você precisa se alimentar! — Seu semblante sério, e a profundidade daqueles olhos a encarando quase a convenceram, o almoço foi suspenso com a notícia, de que o corpo tinha sido novamente encontrado e estava a caminho do necrotério. Castle decidiu ir buscar algo para que todos comecem.
A tarde, passou bem rápida. Descobriram a identidade da vítima, e em meio aos interrogatórios, sua esposa acabou confessando, ela havia mandado atirar no marido. Ele era um cientista, que trabalhava em uma pesquisa experimental, que buscava trazer vida após a morte. Seus corpos eram mantidos congelados, e em meio ao depoimento, Castle perguntou então porque ela havia matado o marido. Ela disse que ele tinha um tumor cerebral e segundo as pesquisas, a pessoa só poderia ter chance de voltar Se o cérebro estivesse em boas condições, e como ele havia recusado tratamento, ela agiu para que ele pudesse ser preservado, porém surpreendeu á todos ao ser encontrada morta na cela, ela se matara segurando sobre o peito a foto do esposo. Recebendo autorização da detetive, ambos os corpos foram levados para o laboratório do cientista.
— É, espero que eles consigam voltar um dia. — Castle dizia, observando a retirada dos corpos.
— Quem sabe não é? Espero que de alguma maneira possam estar juntos agora.
— Detetive Beckett, isso suou até romântico.
— É Castle, não sou de ferro também não é? Bom já está tarde, acho melhor irmos para casa. — Percebendo o rosto frustrado do parceiro, Kate segurou seu braço e disse. – Castle. Obrigado por hoje! Por não comentar nada e ter ajudado com o almoço e todo o resto.
— Sempre! — Ele sorriu, se levantou da mesa em que ambos estavam encostados – Sabe Kate, o dia ainda não acabou! — Inclinou e beijou sua bochecha. — Boa noite detetive!
— Boa Noite Castle! — Beckett não estava acostumada a esse toque, claro, sabia dos sentimentos do escritor e não poderia dizer que não sentia o mesmo, mas, não conseguia sair de suas paredes internas, se desligar de seus medos. Tudo que desejava era passar essa noite com ele, mas, só vontade não bastava. Era muito mais complicado, ela era complicada.
Kate se despediu de seus amigos, e depois de felicitações modestas e presentes entregues discretamente por Ryan, Esposito e Lanie, decidiu ir para seu apartamento. Se algo poderia ser bom nesse dia, era a companhia de um dos livros de Castle, uma boa taça de vinho e um longo banho na banheira. E assim o fez, chegando em sua casa, checou o celular, respondendo uma mensagem de seu pai. E partiu para dimensão criada por ela, ao ler os livros de Richard. Percebeu a demora do banho, apenas ao sentir a água esfriar, colocou o livro sobre um apoio perto da banheira, onde estava a garrafa e a taça com vinho, e de uma vez se inclinou para trás, dando um grande mergulho. Voltou a superfície retirando os cabelos do rosto e terminou o banho com uma ducha quente.
Ao sair do banheiro vestiu uma roupa leve, apenas uma camiseta que ela gostava de usar em casa, era bem maior que ela, então foi a única peça sobre seu corpo além da calcinha. Passou seu hidratante de costume, e penteou os cabelos, deixando os fios soltos, pois estavam molhados. Pegou sua taça encheu novamente com vinho e sentou-se no sofá da sala, procurando alguma programação na TV. Já estava sonolenta quando ouviu o som da campainha. Olhou o relógio á sua frente, nove e meia da noite, não era tão tarde, mas, não esperava ninguém, havia falado com seu pai e prometido tomar café com ele na manhã seguinte. Um pouco apreensiva levantou-se e surpreendeu-se ao ver que era Castle.
Passou as mãos pelos cabelos, arrumando um pouco, puxou a camiseta para cobrir mais as pernas e abriu a porta.
— Castle?! O quê que faz aqui a essa hora?
Ele que estava com um braço para trás, como se escondesse alguma coisa, sorriu. – Disse que o dia não tinha terminado não é?
— Então você decide vim na minha casa a essa hora, para? — Ela não havia convidado ele para entrar, estava mal vestida e sonolenta devido a quantidade de vinho.
Ele trouxe para frente o braço que escondia atrás, nas costas. Estava segurando um bolinho, exatamente como ela o contara que sua mãe fazia. -Feliz aniversário Kate!
— Castle, eu.. eu.. Obrigada. — Ela disse tentando conter as lágrimas, diante da lembrança e da linda intenção dele.
— Kate sinto muito! Não era minha intenção de fazer você ficar triste, eu... — Passou as mãos sobre o cabelo num gesto nervoso. – Eu, pensei que, uma tradição tão linda, não deveria ser quebrada. — Ele deu um passo para trás. E movimentou-se para ir embora.
— Castle? — Sua voz o fez parar e olhar para ela encostada na porta. – Não vai, você não quer entrar? — E lá estava o belo sorriso, de volta em seus lábios.
— Sim, eu gostaria!
Ao passar pela entrada, se virou e fechou a porta. E parou um instante admirando Kate, não pode deixar de perceber o quanto ela estava sexy com aquela camiseta, e tão encantadora com os cabelos soltos, tão diferente da Beckett do distrito. Pegando o olhar dele sobre ela. – Que foi? — Ela perguntou, segurando o bolinho.
— Nada! Ééé.. você não vai olhar seu presente?
— O que? Você quer que eu coma agora? Eu jantei Castle.
— Não Beckett, o presente não é o bolinho.
— Ah, você não fez isso?! — Ela olhou para o bolinho em suas mãos, depois para ele. Que com aquele sorriso malicioso e um olhar em um tom de azul brilhante, indicavam que ele tinha feito exatamente o que ela sugeria. – Vai Kate, sem dó!.
Ela fez uma carinha engraçada, e enfiou a mão no bolinho, mexeu um pouco até perceber, algo dentro, uma caixinha quadrada, que ela retirou de dentro agora, do bolo esfarelado.
— O que é isso? Ela disse segurando a caixa, e olhando para ele. Castle pegou o bolo das mãos dela e tirou do bolso um lenço, entregando a ela. – Abra.
Kate sentia seu coração disparar, passou tantas coisas em sua mente, o que poderia ter dentro da caixa? Era maior que uma caixinha de anel, mas, parecia ser de uma joia. Kate disfarçou o nervosismo e abriu.
Dentro havia um colar, e de pingente um símbolo do infinito. Seus olhos encheram de lágrimas, era lindo e tão delicado. Não era uma joia qualquer, era algo personalizado, pois em uma das curvas do símbolo havia a palavra “Always” que ele repetia a ela, sempre ao final de um caso ruim, um dia ruim, ou após a troca de ambos salvarem a vida um do outro.
—-É lindo! — Ela disse olhando nos olhos do escritor. — Ele atencioso pegou a caixa das mãos dela, para que ela pudesse limpar o melado do bolo, retirou o colar, abrindo o fecho deu a volta, passou os braços sobre o pescoço dela o fechou, deixando a joia cair sobre o colo da detetive. Com os braços a virou, a encarou e disse – Linda, como você!
— Cas... — ela não terminou o que ia dizer, pois seus lábios foram tomados pelos dele. Que a abraçou, trazendo o corpo dela para junto do dele. Ele não tinha certeza se era uma boa ideia, mas, estava cansado de esperar. Se em quatro anos não havia quebrado as barreiras que ficavam no interior dela, hoje ele as iria saltar. Nada poderia ser pior do que ela ficar sozinha e triste em seu aniversário, há dois anos ele esperou por isso, há três desejou por ela e há todos os mil quatrocentos e sessenta dias, controlava os batimentos de seu coração e a vontade de senti-la, toca-la e de a ama-la.
Para sua surpresa, Kate não o empurrou, gritou ou o expulsou, ela o correspondeu, abrindo sua boca, dando passagem para o reconhecimento feito por ele com a língua. Rapidamente o beijo ganhou proporções e mesmo que ambos não desejassem parar, o ar se fazia necessário. Quebrando o beijo, uma troca de olhar intensa foi feita. Ele receoso, com medo de que ela se arrependesse e o mandasse embora, e ela, em meio a muita luta interna entre sua mente teimosa e seu coração.
— Castle, eu...
— Não Kate! Por favor! Me deixa te amar. Ah, como eu te amo, Kate! Te amo tanto, me dói ver você lutar contra algo que sei que quer, te ver sofrer sozinha, te ver passar por tudo sozinha. Você não precisa estar só, eu estou aqui. Sempre estive aqui, chega de carreira solo, me deixe ser seu parceiro, seu amigo, seu namorado. Alguém que você poderá contar nos dias bons e também nos ruins.
Podia-se ver os olhos dela começarem a marejar, diante das palavras dele. Ela podia ver em toda dimensão azul a sinceridade que brotava de cada palavra. Ele passou o polegar limpando do rosto dela uma lágrima que descia e levou uma mecha de cabelo para atrás da orelha. Segurou o rosto, fazendo movimentos circulares com o polegar sobre a bochecha. – Kate, eu luto contra isso há anos, mas, hoje quando entrei no distrito, e pude ver que você havia chorado, estava abatida e triste. Percebi que não podia te ver mais assim, passei o dia remoendo e sentado em meu apartamento, decidi que era hora de correr o risco. Podemos não trabalhar mais juntos, ou ter que enfrentar grandes barreiras, mas, juntos será mais fácil. Ou você pode me dizer que não sente o mesmo e eu irei embora. Mas, estou cansado de esperar.
Ela segurou a cintura dele com uma mão e colocou a outra sobre o rosto dele. Passou o polegar sobre os lábios, depois fez um carinho na lateral do rosto e por fim passou a mão sobre os cabelos dele. – Eu não poderia dizer que não sinto o mesmo, ou pedir que fosse embora. Seria mentira se o fizesse. — Voltou a mão para a nuca do escritor e puxando com a outra mão que estava sobre a cintura, fechou a distância entre eles com um beijo sedento, que despertou o desejo trocado por ambos em todos esses anos.
Uma troca de carícias se iniciou, as mãos percorriam os corpos, o ambiente se tornou quente, devido ao calor que transbordava entre eles. Kate foi dando passos para trás, trazendo Richard junto com ela, e em instantes estavam no quarto da detetive.
As mãos ágeis iam tratando de tirar as peças de roupa que atrapalhavam o toque, de sentir um corpo contra o outro e entre um beijo e outro, ambos puderam sentir a quentura da pele contra pele. Castle a olhou dentro de seus olhos, como se pedisse permissão, e ao receber o sorriso, aquele sorriso que ele tanto amava, delicadamente a deitou sobre a cama, colocando seu corpo contra o dela. Com as mãos fez um carinho em seus cabelos, olhou para ela por uns instantes, apenas para guardar esse momento na memória, e dedicou-se à dar prazer.
Hoje eles não fariam sexo, não se tratava apenas de só desejo ou atração. Hoje eles fariam amor! Com cada beijo, cada toque, Castle a faria entender o quanto ele a amava. E assim foi, depois de horas dedicadas ao prazer, as carícias e ao reconhecimento do corpo de sua musa, Rick transbordou-se, junto com ela.
Ele deitou-se abraçando-a, trazendo seu corpo quase que grudado ao seu. Com um braço apoiado sobre o cotovelo, encostou sua cabeça, para que pudesse vê-la. Com a outra fazia carinho em seus cabelos. Kate descansava perto de seu abdômen, descansando um de seus braços sobre ele.
— Castle?
— Hum?
— Melhor aniversário de todos!
Ele sorriu . – Feliz aniversário Kate!
Ela se apoiou sobre um dos braços e levantando a cabeça, deu-lhe um beijo nos lábios. – Eu amo você Rick!
— Temos um probleminha. — Ele disse em meio a um enorme sorriso, fazendo a detetive o olhar confusa. – Eu amo mais. — E a beijou novamente. Dando início a mais uma rodada de amor e carícias.
A noite apenas estava começando para eles. Passando da meia noite, já não era mais o aniversário de Kate Beckett, mas Richard tinha outros trezentos e sessenta e cinco dias para à lembrar quão amada e especial era.
Dava início à uma nova etapa entre eles, e mesmo que Kate ainda sentisse as barreiras dentro dela, não haveria mais problemas, afinal Castle já tinha aprendido a pular elas. E o dia que começou tão triste, e doloroso acabou cheio de prazer, sorrisos, gemidos e muito, muito amor.
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