Happiness

7 Capítulo 7 In Case


Notas iniciais
Heeeello meus amores. Olhem só quem veio postar novamente? Poisé, postei beeeem rápido desta vez, assim como prometi para alguns leitores. Espero que gostem do capítulo, até :3

Me manter entretida até Percy chegar se tornou uma façanha realmente difícil. Após a aula terminar, desenhei um mapa mais ou menos no final de seu caderno. Estava torcendo para que ele conseguisse entender, afinal não saberia indicar ao certo onde eu morava. Estava ali apenas a alguns meses portanto ainda não conhecia direito a vizinhança e muito menos os nomes das ruas. Além de que, eu quase não saia de casa, o que dificultava um pouco as coisas.

Cheguei em casa e, como sempre, comi um pão com suco que estavam em cima da mesa. Minha mãe chegaria por volta as sete, ou seja, Percy e eu teríamos tempo suficiente para fazermos nossa pesquisa e ele sair sem que minha mãe começasse com perguntas suspeitas. Se, claro, Percy for pontual e chegar às três.

Subindo para meu quarto, fui tomar um banho. Hoje o dia estava um pouco mais quente. Lavei meus cabelos e coloquei uma roupa confortável. E para mim isto significava shorts e camiseta. Penteei meus cabelos e os deixei soltos. Tentei secá-los um pouco, mas não usando o secador, apenas sacudindo-os um pouco. Assim, meus cachos ficam, e não fico com o cabelo armado igual a uma palha de aço.

Liguei o notebook e vi que meu pai havia me mandado um e-mail. O que era uma coisa muito rara, já que ele geralmente ligava por acreditar que, quando escutava minha voz, se sentia bem melhor. Curiosa, abri o e-mail. Mas não era nada demais. Era apenas meu velho querendo saber como sua filhinha estava e quando eu iria passar uns dias em Londres com ele. Respondi o de sempre, que estava bem e que iria para Londres assim que dona Atena me liberasse. Era sempre assim, minha mãe não me queria em contato com meu pai. O que eu achava um tanto egoísta da parte dela.

Meu pai, por ser professor, conhecia boa parte da população de Londres. Fiquei tentada em perguntar se ele poderia nos ajudar na busca de um certo homem. Se havia alguém capaz de encontrar alguém em longe, esse alguém com certeza era Frederick Chase. Eu o achava um tanto maluquinho as vezes, porém não podia deixar de admitir que parte de mim via isso como a cereja do bolo: a parte mais interessante.

Ainda deitada em minha cama, escutei barulhos de porta. Será que minha mãe já chegara? Me assustei com isso, afinal ela nunca chega antes das sete da noite. Num salto, desci correndo para a cozinha. E quem eu avisto? Sim, Atena. Ela havia chegado mais cedo naquele dia.

- Mãe? — pergunto.

- Ah, olá filha. Resolvi tirar o dia de folga hoje. O que acha de assistirmos um filme hoje? — ela me perguntou toda sorridente.

Arqueei a sobrancelha. Minha mãe nunca agia daquele jeito. Gostava de ficar trancada em seu escritório, quase nunca saia. A não ser que...

Bufei.

- Ele quer me ver não é? — pergunto, já sabendo a resposta.

Meu pai, as vezes, entrava em contato diretamente com minha mãe, sem falar comigo, porque queria me ver. Minha mãe nunca permitira que isso acontecesse desde que nos mudamos para cá. Mesmo estando separados a apenas seis meses, meu pai parece querer demais me ver novamente.

Dona Atena murchou o sorriso e revirou os olhos, como sempre fazia quando alguém mencionava o nome "Frederick".

- Sim, quer. Mas já lhe disse Annabeth, sei pai não vai poder vê-la.

- Mas qual é o problema? Afinal, acho que seria uma boa ir passear por Londres um pouco... — digo com um pouco de incerteza em minhas palavras. Minha mãe sempre ficara uma fera por coisas assim, ela simplesmente detestava a ideia de que eu fosse para Londres.

Para minha não surpresa, Atena não gostou que tals palavras saíssem de minha boca. Fechou a cara e se pôs a massagear suas têmporas, como se minhas palavras lhe dessem dor de cabeça.

- Annabeth, nos já conversamos... — ela começou a dizer, mas foi interrompida pela campainha.

"Ah droga!" pensei. Tentei correr para atender a porta, mas minha mãe estava mais perto, portanto chegou até ela primeiro. Senti meu peito gelar, ela me faria milhões de perguntas a respeito de Percy. Como: "quem é ele?", "por que ele está aqui?", "anda convidando meninos estranhos para vir em casa enquanto estou fora, Annabeth?" entre outras perguntas. Resumindo, ela me deixaria de castigo e ainda investigaria completamente e inteiramente a vida de Percy.

A porta se abriu, senti um gelo na espinha. Minha mãe pareceu ficar espantada por ver um moço ofegante e ligeiramente vermelho de cabelos pretos e olhos verdes na frente de sua porta. Era quase como se Percy estivesse fugindo de alguém. E ele pareceu ainda mais assustado quando viu minha mãe parada ali, em sua frente. Me lançou um olhar assustado e interrogativo, ao mesmo tempo.

- Hã... Mãe! Este é um amigo meu. Nos vamos estudar Química — digo indo até a porta e puxando Percy para dentro.

Dona Atena não pareceu se convencer com aquilo.

- Quimica, Annabeth? Você ama química, e vai muito bem.

- Sim. Exatamente por isso vou ajudar o Percy, afinal ele é tão burrinho, coitado. Não entende absolutamente nada de química. — digo sorrindo amarelo para Percy. Estava torcendo para que ele colaborasse com a minha mentira. Ele apenas sorriu como se tivesse acabado de soltar um pum. Foi estranho.

- Certo — minha mãe disse, arqueando a sobrancelha — mas não quero portas fechadas.

Após dizer isso, ela se retirou. Me deixando assim completamente aliviada.

Puxei Percy pela manga da camiseta e subimos para meu quarto. Ele parecia estar segurando a risada. E, confesso, eu também estava. Por sorte Percy não abriu a boca. Afinal, sotaques australianos geralmente dão a entender que o sujeito é inteligente.

- Annabeth, a menina loira de olhos acinzentados, você mente muito mal — Percy disse assim que chegamos ao meu quarto.

Dei risada. Eu sabia que mentia mal. E inventava as piores histórias também. Entramos e encostei a porta. Percy tirou de seu bolso a foto dobrada e me entregou. Ele apenas sorriu de leve, como se fosse para eu continuar. Peguei a foto delicadamente e a abri. Parecia ter mais ou menos vinte anos. Porém ainda estava em bom estado. Vi na fotografia uma mulher de cabelos encaracolados, completamente pretos. Ela tinha olhos castanhos, mas seu sorriso parecia ser inconfundível. Ele era o mesmo sorriso que Percy tinha. A mulher usava uma camiseta amarela clara, uma blusa preta e a calça jeans na altura no umbigo, talvez mais alta. Ela sorria muito, como se aquele fosse o dia mais feliz de toda sua vida. Me distraí por alguns segundos em seu rosto, até que olhei para o homem que a abraçava e estava ao seu lado.

Nunca, em toda minha vida, vi olhos tão lindos. Mesmo sendo uma fotografia velha, mesmo estando um pouco desbotada, mesmo assim os olhos do homem que ali estava, me parecia incríveis. Tinham um desenho único, e uma cor maravilhosa. Olhei para Percy novamente. Agora entendia o que ele sentiu da primeira vez que viu aquela foto. Se aquele não era seu pai, provavelmente era algum tio ou parente próximo, pois eles eram realmente parecidos.

- Nossa... — foi a única coisa que consegui dizer — Percy, vocês tem os mesmos olhos. É... incrível! Seu provável pai é tão bonito quanto...

Quando estava prestes a completar a frase, me contive. O que eu ia dizer? Que esse homem era tão bonito quanto Percy? Deus! Senti minhas bochechas queimarem. Certo, Annabeth, foco! Era melhor mesmo ter interrompido ali.

- Hã... Certo... COF COF — tossi tentando encobrir meu rosto vermelho e envergonhado — Por onde começamos?

Percy me lançou aquele meio sorriso. Quero dizer, AQUELE meio sorriso, aquele o qual eu me derretia. Limpei a garganta e tentei ignorar. Mas ele simplesmente parecia saber o que eu pensava.

- Começamos com a "Jewellry" — ele me respondeu, apontando para um vidro que estava atrás do casal. O vidro me parecia escuro e lá estava escrito "jewellry".

Olhei para algumas lojas que pareciam visíveis. Aquela arrumação, algumas poucas gramas na calçada... Aquilo foi como um Deja vú. Claro, claro que eu reconhecia aquele poste de luz, que não parecia ter mudado. Eu estava sorrindo. Claro que conhecia, passava por lá quase todos os dias enquanto morava em Londres.

- Percy, eu sei onde isso fica! — digo sorrindo — É a Denmark Street!

Percy arregalou os olhos.

- Então quer dizer que, durante 4 anos fiquei pesquisando coisas sobre essa foto para chegar aqui e, em menos de um minuto, você adivinhar onde isso fica? — ele disse e em seguida riu. Parecia ter achado graça.

Apenas levantei os ombros e depois ri.

- Você não morou 15 anos em Londres.

Percy revirou os olhos apenas. Mesmo se sentindo um completo inútil, eu sabia que ele estava feliz. Seus olhos estavam sorrindo, eu sentia isso. Apenas de ser uma expressão um tanto estranha.

- Qual é o próximo passo? — digo me sentando em minha cama. Fiz então um sinal para que ele se sentasse também.

Percy não se sentou. Ele virou de costas e se jogou em cima dela. Parecia cansado. Mas não apenas cansado, parecia muitas coisas. Acho que era muito para um dia só.

- Agora já sabemos que eles estavam realmente em Londres. Só falta a parte mais difícil: convencer minha mãe a me deixar ir até lá sozinho. — Percy disse com pesar. Mães, sempre iguais. De certa forma, eu entendia como ele se sentia.

- Percy, meu pai mora em Londres. Talvez se minha mãe deixasse...

- Mas ela te faria milhões de perguntas estranhas. Agora mesmo, a julgar pela expressão em seu rosto, ela provavelmente pensou que eu vim até aqui para que eu e você pudéssemos dar alguns pegas sensuais.

Inevitavelmente, deu risada.

- Eu me viro com ela. — respondo.

- Mas o que vai dizer? Mãe, olá, então, eu e um amigo meu, aquele que a senhora pensa que está me pegando, vamos para Londres na casa do meu pai. Essa será uma viagem super secreta porque estamos buscando o pai desconhecido dele. A propósito, tem algum doce ai? — Percy disse enquanto ria.

Apenas balancei a cabeça. Meu queria me ver, e eu queria ver Londres, e o pai de Percy estava em Londres. Por que não aproveitar? Eu comecei com isso, comecei a ajudá-lo e vou terminar isso. Senti-me feliz, afinal logo minhas férias chegariam, e eu poderia passá-las em Londres. Com Percy. Certo, esta última parte veio sem querer. Mas eu teria que dar um jeitinho, o meu jeitinho, e ir para Londres. O que me lembrou de algo, a muito tempo não conversava com Thalia.

Notas finais
Sweets do meu coração, é isso. E assim começa a caçada. Pois bem, a partir daqui as coisas começam a ficar mais interessantes. Vou ver quando consigo postar novamente, afinal minhas aulas voltaram e puffff dorgas. Mas darei um jeito, prometo. Beijos amores, até mais NHAC :3