Happily Ever After

9 Finally everything is solved


Notas iniciais
Sweet: aqui estamos nos, no ultimo capitulo dessa fic, sabemos que foi curta, mas ela foi tão importante como qualquer outra, sabemos que ela foi um pouco mais diferente das outras, mas nem por isso voces deixaram de ama-la, foi um curto tempo com voces, mas agradecemos de coração, cada palavra, cada comentario, cada elogio, cada recomendação, e claro, queremos que voces ainda nos acompanhem seja onde for, adeus a essa fic queridos :( Melody: Bom galera, Chegamos a reta final e eu sinceramente adorei fazer parte dessa história e receber tantos elogios e incentivos. Obrigado a quem nos deu a oportunidade de mostrar-mos essa história que saiu por uma caso e compartilha-la com vocês. E ficamos saltitantes quando somos reconhecidas por nosso esforço, e realmente éscrever é um coisa que eu e a Sweet adoramos fazer e compartilhar. Good Reading.

Lara saiu bufando, indignada e intrigada por ser rejeitada de maneira tão abrupta. Saiu com suas coisas daquela casa rancorosa, mas sem deixar de manter superioridade, estava fervendo de raiva e por dentro se questionando.

A mãe de Leon ao escutar a gritaria, ver Lara saindo e o baque surto da porta de entrada, subiu pisando firme, outra indignada com a escolha repentina de Leon, estava pronta expulsar aquela vadiazinha que roubara seu lugar de direito naquela família, sua autoridade, de transpor seus questionamentos, e acima de tudo, colocar em risco seu passado.

Antes dela se quer alcançar o quarto Leon e Violetta saíram de lá de mãos dadas, sorrindo um para o outro, como se fossem bobos apaixonados que se viram pela primeira vez.

Estavam trocados devidamente, porem com roupas soltas. Violetta com um vestido rosa bebê com bolinhas pretas e uma sandália de tiras, fechada, também rosa. Leon com uma simples calça Jens e blusa de três botões preta.

Nem repararam a presença da mulher que estava a ponto de cair para trás de tanta audácia vinda por parte dos dois.

– Nem pensem que irão sair dessa forma de casa, já não basta a tamanha vergonha que já passamos diariamente, vocês ainda querem estragar a reputação da família Vargas, se vestindo como colegiais.

Violetta estreitou os olhos com raiva das palavras de Esmeralda, sua carranca de sempre a incomodava, seu cabelo castanho sem vida ainda mais, Léon estava pronto para dizer qualquer coisa quando Violetta abre a boca pronta para enfrentá-la de uma vez por todas.

–Você com certeza, é a pessoa que mais pode estragar a reputação dessa família, sendo uma criada como é- Esmeralda rinchou- Você possivelmente não tem nenhum direito de dizer o que é certo fazer ou não.

–Cale-se sua empregadinha de quinta- Esmeralda gritou, mas seus gritos fora calados assim que Violetta lhe levantou a mão dando-lhe um tapa deixando a marca dos dedos finos no rosto da mulher- Sua...

–Isso é por você se achar algo que não é- Violetta gritou com lagrimas nos olhos, dando-lhe outro tapa- Isso é por você me odiar esse tempo todo- Outro tapa- E isso é por todas as vezes que você me agrediu, por todas as vezes que defendi Léon e estando sempre ao lado dele mesmo com tudo o que ele tinha feito contra mim- Gritou levando novamente uma das mãos a cara dela- E tudo isso é por você simplesmente achar que Lara ocuparia meu lugar algum dia, você não presta!

Leon estava surpreso com a reação de Violetta e ao mesmo tempo mantinha-se calado consentindo com tudo que ela dizia. Afinal ela estava correta em cada palavra, mas uma coisa o intrigou, Violetta o havia defendido. Lembrou-se de prestar atenção nas verdades sendo jogadas na cara de Esmeralda, e depois conversaria com Violetta sobre esse assunto.

Ele estava ali encostado na pilastra da escada, parado sem reação, apenas admirando o tamanho da capacidade de Violetta que agora aflorava, ela era tão indefesa e agora todas suas formas delicadas se transformaram em armas e se mexiam perigosamente, depois de tanto tempo. Esmeralda não deixou passar e olhou sugestivamente para Leon.

–Você vai deixar essa aproveitadora me tratar dessa forma?- gritou Esmeralda.

– Primeiro não a chame assim, não ouse tocar em um fio de cabelo dela, ou sofrerá as conseqüências sendo atirada no meio da rua para todos verem quem você é realmente. Segundo, você é a ultima pessoa para reclamar da desonra da família, pois a partir do momento que pisou aqui, ela já não foi mais a mesma, perdeu sua dignidade.- disse com a voz firme, amedrontadora, que causou uma arrepio em Esmeralda.- Meu anjo, quando acabar, te espero lá em baixo- disse doce e calmo agora dirigindo se a Violetta, dando-a um beijo quente ali mesmo e descendo as escadas com tranqüilidade.

Violetta sorriu não se importando com o fato de Esmeralda estar presenciando tudo ali, voltou-se para a mulher que se encontrava descabelada na sua frente, com as mãos presas na cintura jogando um olhar sombrio a garota, a mesma não se arrepiou e nem demonstrou medo nenhum pela morena.

–Então Violetta, depois de meses finalmente resolveu mostrar quem você é realmente?- Esmeralda arqueou as sobrancelhas.

–Eu sempre fui o que você sempre viu, mas nunca suportei as suas artimanhas de acreditar que eu não prestava, que eu por ser pobre, seria uma desonra, mas você- Suspirou cansada- Você sempre foi o motivo de tudo isso, por isso sentia raiva, porque o seu filho cometeu o mesmo erro que seu marido, aceitando se casar com alguém como nos.

Esmeralda fechou os olhos percebendo que tinha sido desarmada, ela havia descoberto tudo o que sempre escondeu, Violetta era como ela havia sido um dia, uma mulher qualquer, jogada nas garras de um homem que não amava, mas que com o tempo teve que aprender a sentir algo, Violetta era como se fosse seu espelho, ela se via refletida na menina de cabelos dourados na sua frente, Violetta amava Léon, mas Esmeralda nunca amou seu marido, e isso já era totalmente invejável.

Em instantes, lagrimas passaram a cair dos olhos cálidos de Esmeralda, ela desabou em lagrimas, e Violetta se rendeu, abriu os braços indo em direção a mulher e a abraçou com força, deixando de lado, pelo menos naquele momento, tudo o que tinha acontecido.

Esmeralda finalmente havia caiu do e sido levantada pela pessoa que mais odiava. Ela nunca entendera o motivo de ter sido tão humilhada, desmerecida e tão sofrida esses anos todos. Nuca conseguira amar realmente Carlos, até porque fora obrigada. Essa dádiva foi concedida a Violetta que por sorte conseguira, por um acaso e má vontade, vir a amar que lhe fora empurrado e receber esse amor tão intensamente em troca. Esmeralda tinha inveja disso, talvez fosse o motivo de tanto ódio da pequena.

Mas agora sem rancor, ela estava ali abraçada a ela chorando e desabando. Violetta a acalmou, descendo as escadas devagar com Esmeralda ainda em prantos.

Leon as olhou pasmo. Violetta vendo a cara dele de espanto sorriu o deixando desconcertado e calmo.

Violetta a deitou no sofá da sala com Léon ainda as observando, seus olhos verdes se prendiam nas atitudes da mulher que tinha ao seu lado, Violetta agora um pouco mais calma tentou concretizar seus pensamentos que deveria perdoar Esmeralda por tudo o que tinha feito, ela não tinha culpa tecnicamente, ela via apenas rancor em Violetta, por ela ser como ela.

–As vezes eu acho que somos parecidas- Disse a garota indo em direção é Léon e deixando Esmeralda descansando no sofá grande- Ela passou o mesmo que eu Léon.

Léon revirou os olhos tomando a menina em seus braços, acariciando o rosto pequeno que ela tinha, colou as testas e sorriu para ela.

–Vocês em partes são um pouco parecidas, mas existe uma grande diferença entre vocês duas- Ela o fitou confusa- Você me amou desde o principio, desde que nos conhecemos, e Esmeralda não, ela nunca amou meu pai.

A garota abriu um enorme sorriso o abraçando com força, ela se sentia feliz por ter alguém como ele finalmente a seu lado, Léon era o que ela sempre esperou, mesmo que ele tivesse seus defeitos, ele a completava como nunca, e ela o completava ainda mais. Foram interrompidos quando a porta de madeira da sala foi aberta mostrando Carlos, com uma mala nas mãos, ele tinha ido viajar nas ultimas semanas, deixando a família sem nenhuma noticia, quando viu seu filho ao lado da garota sorriu, mas seu sorriso desmanchou ao ver a mulher que amava no sofá com os olhos fechados.

–O que aconteceu com ela? — Se desesperou se ajoelhando em frente ao sofá acariciando a mão da esposa.

– Nada com que se preocupar, ela só caiu na realidade- disse Leon calmo e suave, pois ainda estava com sua testa colocada na de Violetta. De repente voltou ao mundo, e colocou-a em seu lado a abraçando Violetta pela cintura. A mesma não estava entendendo nada, ainda mais quando Leon encarou o pai com uma das sobrancelhas arqueadas e disse

–Por que se importa? Se jogou feito um louco no pé do sofá quando a viu, porque?

Carlos abaixou o olhar, se sentando em uma cadeira de estofado velho, fechou os olhos e respirou fundo, como de estivesse se lembrando de algo.

–Vocês nunca se perguntaram porque escolhi Esmeralda?- Ambos negaram com a cabeça- Esmeralda era uma camponesa, uma mulher simples, pobre, com pessoas condições de vida, sua mãe estava nos últimos duas devido a uma doença rara, e seu pai não se importava nem um pouco com isso, sabia que eles acabariam morrendo na pobreza, ou até mesmo de fome- Fez uma pausa tomando fôlego- Eu aceitei ela, me aproximei aos poucos, querendo descobrir mais dela, ainda sinto pena dela, por tudo o que ela passou chegou então a hora que havia decidido em pedir ela em casamento.

–Então?- Perguntou Violetta ansiosa.

–Ela disse que não- Ambos ali viram a tristeza cruzar seu olhar- O pai dela se revoltou ainda mais quando a mãe dela morreu naquele mesmo mês, eles estava na beira da pobreza, então, ele veio falar comigo, que ele convenceria Esmeralda a se casar comigo, se a filha dele fosse feliz, já era o suficiente, não deu um mês e eu estava casada com ela, o pai dele foi recrutado por ser acusado de roubo, ela ficou muito triste, e então entrou em depressão, em seguida, descobriu que estava grávida de você Léon- Ele fechou os olhos- Nem isso aumentou a felicidade dela, ela me culpa eternamente pelo o que aconteceu com o pai dela, e por isso ela não me ama, mas eu a amei, desde que a vi pela primeira vez naquela estrada colhendo flores para sobreviver.

Violetta e Leon estavam pasmos, nunca esperariam tamanha declaração. Um soluço vindo do canto da sala os despertaram e olharam fixamente para o sofá, onde Esmeralda se encontrava, sentada, com as mãos no rosto chorando. Carlos caminhou até ela e se sentou ao seu lado, a mesma o abraçou pelo pescoço. Esmeralda tinha ouvido cada palavras dita por Carlos.

*Um mês depois*

Violetta se encontrava no cemitério, ao lado do tumulo de sua mãe, segurando as lagrimas que teimavam em cair, ela já deveria ter superado, mas nem sempre isso ocorria, Violetta colocou as flores e respirou fundo, sentindo em seguida, as mãos de Léon na sua cintura, se virou para ele com o olhar triste, ele a abraçou forte, tentando compensar a dor que sentia.

–As vezes- Ela soluçou tentando falar o que deveria- Eu pensava que você nunca me amaria, você sempre estava disposto a quase me matar- Ele congelou- Mas você mudou, para melhor, mesmo com Esmeralda e Lara pelo meio.

–Eu mudei porque desde o principio eu amei você- Ela sorriu- Você sempre parecia segura das atitudes que tomava, mas quando bati em você pela primeira vez, eu vi que você tinha mudado, se fechado, nem se quer me olhava mais, foi um tormento ainda maior quando você chegou a desmaiar e a se cortar, eu não sabia o que fazer, mas então, você tentou me ajudar com seu amor, e eu aceitei.

–Eu te amo Léon.

–Eu sempre lhe amei- Sorriu colando seus lábios com doçura, Violetta se deixou envolver pelos seus braços e o cemitério passou a ser um borrão sem cor, ela o tinha ao seu lado, o que ela sempre esperou havia acontecido.

Notas finais
Bom acho que isso é uma despedida, mesmo não gostando, nos encontraremos em outra, e mais uma vez agradecemos a paciência e o acompanhamento de todos Não se esqueçam dos comentários finais. Até mais my dear
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!