Hanna Dursley

2 Beco Diagonal


Notas iniciais
Vou postar semanalmente, ainda não decidi o dia bjs ♥

Faz exatamente um mês desde o dia que recebi uma visita estranha, o mesmo dia que descobri ser uma bruxa.

Minerva cumpriu o que disse e hoje pela manha as sete e quarenta pra ser mais precisa chegou a minha janela uma coruja trazendo consigo uma carta.

Ainda meio sonolenta a peguei da mesma que logo saiu voando, abri e vi que nela continha a lista de todos os materiais que eu iria precisar como livros, uniforme e várias coisas bizarras como uma vassoura e um caldeirão. A pergunta é o que será que eu vou fazer com isso? Mas ta bom, na carta também tinha um endereço provavelmente onde teria que comprar essas coisas. É, porque com certeza eu não acharia uma varinha mágica em qualquer lojinha por ai.

Escovo o dente e logo desço as escadas correndo encontrando meu pai pronto para sair para o trabalho.

— O senhor já vai? — pergunto passando as mãos no cabelo para abaixar o volume.

— Sim, hoje o meu plantão começa cedo.

Meu pai é Pediatra, ele trabalha praticamente o dia inteiro e só chega ás dez da noite em casa.

— Então antes de você ir queria te fala que minerva mandou a carta e eu vou ter que ir lá comprar os materiais, e precisava de dinheiro.

— E de quanto você vai precisar? — pergunta.

— Eu não sei, nunca comprei nada bruxo antes — falo como se fosse obvio.

— Toma — diz me dando uma quantia considerável de dinheiro — você não quer que eu vá com você?

— Obrigada pai, mais não precisa — rio — agora tchau que você tem que trabalhar.

— Tchau e se cuida.

Depois que ele saiu passei a manhã toda assistindo TV, quando chegou a hora do almoço só comi um salgadinho porque tava com muita preguiça de preparar alguma coisa.

Na carta falava que eu tinha que estar no endereço escrito as três da tarde e ainda eram meio dia e vinte. Foi quando decidi ligar para o meu melhor amigo o Matt.

— Alo matt?

— É ele sim, quem fala?

— Matt sou eu, não esta reconhecendo mais a voz da sua melhor amiga não? — pergunto num falso tom de brava.

— Ai não acredito, precisava falar com você mesmo.

— Eu também precisava fala um negocio sério com você, mais pode falar primeiro — digo num tom serio.

— Ai amiga ta me assustando. Mas deixa eu te contar, to saindo com um bofe que minha filha, ele é lindo demais e me chamou pra sair e pasme você conhece ele — fala animado. Sim ele é gay.

—Quem? — pergunto curiosa.

— O Peter minha filha.

— Não, o filho do diretor da escola? Mas ele não era hétero? Namorava e tudo — falo surpresa.

— Aquilo era só fachada meu amor porque ele gosta mesmo é de outra coisa se é que você me entende.

— Sem detalhes, por favor — rimos.

— Mais me fale o que de tão sério você tinha pra me contar?

Não iria falar para ele que eu era uma bruxa e coisa e tal, não sei como ele iria reagir ou se ia entender, porque pra ser sincera nem eu entendi direito então decidi omitir este fato.

— Então é que eu vou mudar de escola, vou estudar em um internato agora.

— Como assim vai mudar? Vai me deixar sozinho nessa escola? — diz fazendo drama.

— A Mett deixa de ser dramático, você tem outros amigos e agora tem o Peter também — rio — e agente vai poder se ver nas minhas férias também.

— Mais os outros não são como você. Por que ta indo estudar nesse internato?

— Meu pai achou que seria melhor pro meu aprendizado e também porque ele nem fica quase em casa — invento uma desculpa.

— Vou sentir muito a sua falta.

— Eu também, quando eu estiver indo, você vem aqui em casa se despedir.

— Mais é claro que eu vou, te amo beijo.

— também te amo beijo tchau — desliguei.

Matt é o melhor amigo que já tive, nos conhecemos no ano retrasado quando caímos na mesma sala, ele sentava na minha frente e começamos a conversar e depois de um tempo viramos amigos e não nos desgrudamos mais. Eu me divirto muito com ele, ele é super engraçado e me faz rir toda hora.

Olhei e vi que eram quase duas horas, então decidi já ir porque o lugar era um pouco longe da minha casa.

Peguei um táxi e falei o endereço e logo depois de mais ou menos uns quarenta minutos chegamos e eu desci.

O lugar era meio que um pub e se chamava caldeirão furado, era bem rústico e as pessoas que estavam ali eram estranhas. Não entendi porque me mandaram nesse lugar, como eu iria comprar as coisas ali?

Entrei e procurei por Hagrig e o vi sentado em um das mesas, fui até ele e falei:

— Olá Hagrid.

— Hanna, olá como vai? — levanta e vem me cumprimentar — esta animada pra hoje?

— Por incrível que pareça estou sim — sorrio — mas o que eu não entendo é aonde iremos comprar as coisas — falo intrigada.

— Você vai saber agora me siga — disse e assim o faço

Ele foi em direção a uma porta, abriu e vi que ela dava ao lado de fora do estabelecimento, uma área onde só havia muros. Ele pegou uma espécie de varinha e a bateu de leve no mesmo. Depois que ele fez isso os tijolos começaram a se mexer se estendendo assim uma grande cidade a nossa frente.

— Bem vindo ao beco diagonal — Hagrid diz andando

Eu estava em estado de choque, isso é muito, mas muito incrível mesmo. Ainda meio abismada sigo em frente.

— Primeiro vamos ao banco Gringotts trocar seu dinheiro trouxa por dinheiro bruxo — fala indo em direção a uma enorme edificação em mármore branco.

Quando entramos fico de boca aberta, o lugar é enorme com lustres e tinha vários duendes trabalhando lá. Hagrig fala com um deles e logo dou o meu dinheiro trocando pelo dinheiro deles que disse se chamar galeões.

A tarde foi bem longa compramos tudo que estava na lista, os uniformes, os livros e etc. Acabei comprando também uma coruja branca com manchas preta linda que dei o nome de Brigita. Mas a parte mais legal foi a de comprar a varinha, foi numa lojinha o dono se chamava senhor Olivaras e era muito gentil, tive que experimentar quatro varinha e cada vez que eu pegava uma acontecia um desastre até que na ultima tentativa achei uma que deu certo, segundo Olivaras ela era de videira, 26 cm com núcleo de crina de unicórnio.

Estávamos indo embora quando dois meninos e uma menina vieram cumprimentar Hagrid.

— Hagrid, você por aqui? — diz o menino parecendo ser o mais velho dos três.

— A olá crianças, sim vim trazer Hanna pra comprar os materiais, ela vai estudar em Hogwarts com vocês.

— Oi — aceno com a mão envergonhada.

— Olá — falam os três juntos.

— Nós também viemos comprar nossos materiais — diz a menina — pra que ano você vai?

— Eu vou pro quinto.

— O mesmo ano que o Albus — aponta para o outro menino.

— Vai ser um prazer estudar no mesmo ano que a senhorita — da um sorriso sedutor — espero que caia na mesma casa que a minha.

E eu espero que não. Já não gostei dele, nem me conhece direito e já vai dando em cima de mim.

— A claro — sorrio forçado.

Depois de Hagrid e eles se despedirem, vamos em bora.

Quando já não estamos mais no beco diagonal ele me explica tudo, que as aulas começaram dia um de setembro e me explica também como chegar na estação de trem. Achei muito doido ele me falar que terei que atravessar uma parece para conseguir chegar, mas não vou contestar porque já vi de tudo mesmo.

Chego em casa mais ou menos umas sete e quinze da noite, meu pai ainda não tinha chegado, preparo um macarrão, como e logo depois vou dormir, sei que parece estranho dormir as nove, até porque sou adolescente mas poxa acordei sete horas e andei pra caralho hoje, então deito na cama e antes de dormir fico pensando que só faltam quinze dias para as minhas aulas começarem.

Notas finais
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