Hangleton: The Bloody Kingdom
1 A Invasão Repentina
Notas iniciais
O Reino de Hangleton... Um reino medieval com uma grande região que possui diversos biomas diferentes, desde planícies litorâneas até regiões montanhosas de frio. Esse reino possui forças espirituais poderosas que o cercam e dão, a cada ser vivo, energia para manterem-se vivos. Humanos, Elfos e Anões vivem juntos e possuem relações diplomáticas, apesar de ainda haver certo preconceito entre as raças. Há por todo o reino diversos monstros de todos os tipos. Desde aranhas mutantes nos esgotos da cidade até Dragões no alto das montanhas e vales. Para proteger a paz do reino, existem guildas espalhadas por todo o reino, dentre elas, a guilda de guerreiros da cidade de Telgen.
Todas essas informações foram ditas ao jovem Lothar, um garoto de apenas 10 anos de idade, naquela noite. Ele simplesmente ficava maravilhado com todas as informações que sua avó, Helga, dizia a ele. Era apaixonado pelo reino e queria conhecer o mundo afora. O menino super curioso era posto para dormir com essas histórias. Sua avó, uma senhora de 67 anos, era super carinhosa com ele. Além dela, viviam na casa seus pais, Barton e Katherin. Eles eram uma família de plebeus.
Sua casa era pequena, feita de madeira com telhado bem estruturado. Apesar de tudo, era uma ótima casa para alguém que não era nobre. O garoto sonhador provavelmente nunca conheceria aquele gigantesco reino sendo um mero filho de fazendeiros. Apesar de tudo, ele era muito feliz. Seus pais eram ótimas pessoas, mas mantinham-se quase sempre trabalhando ou indo até o centro da cidade. Essa pequena cidade ficava nas planícies do reino, entre dois conjuntos de montanha. Era uma cidade pequena, e possuía uma pequena guilda de guerreiros que procurava manter a ordem naquela região.
A vida ali era simples, e sem grandes problemas. A alguns anos atrás houve uma infestação de ratos mutantes mas como ratos mutantes são monstros nível 1, foi fácil para a guilda local cuidar desse problema. As vezes, aos arredores da cidade, alguns lobos podem atacar as pessoas, mas como todos são prevenidos, é raro que algo aconteça. Além disso, um dos oficiais da guilda, Axel, cuidava da vizinhança onde a familia do jovem vivia. Lothar o conhecia e o admirava. Toda vez que ia a sua casa, ele dizia:
– Um dia eu vou ser que nem você e vou acabar com todos esses monstros!
Axel trabalhava duro. Era o único oficial que se mantinha na zona dos plebeus da cidade. A maioria dos guerreiros ficam dentro da guilda e são apenas chamados quando há algum caso sério.
Tudo corria naturalmente na vida dessa família até um infortuno dia de inverno daquele ano. Uma chuva pesada caía sobre a cidade. Barton, como de costume, estava no estábulo da cidade cuidando dos cavalos. Em geral, era essa sua função em dias de chuva, pois fazia-o ganhar alguns trocados a mais. Katherin estava na cozinha preparando um lanche para Lothar. Este estava no quarto, junto de sua avó que estava brincando com ele. Parecia um dia normal como todos os outros.
Axel estava conversando com Barton. Ele era grande amigo da família deles. Era um homem de aproximadamente 27 anos. Era alto, forte e possuía cabelo escuro com corte de militar. Possuía uma pinta perto de seu olho direito, na testa. Seus olhos eram castanhos. Ele dizia a Barton:
– Suas plantações não ficarão ruins com essa chuva torrencial em pleno inverno?
– Provavelmente... Axel, essa vida me cansa. Eu trabalho dia após dia e me acontece uma coisa dessas? Se pelo menos eu soubesse manejar uma espada tão bem quanto você, eu poderia estar numa guilda. Talvez assim meu filho tivesse mais orgulho de mim.
– Barton, não diga bobagens. Seu filho te acha incrível. Acha que ele não admira o quanto você trabalha incansavelmente só para poder fazê-lo comer e estar sempre saudável?
– Acha mesmo que uma criança pensa assim? Ele está sempre dizendo que quer ser como você. Pra piorar, se as plantas ficarem muito molhadas. Além de não comermos vegetais durante um tempo, ainda teremos um grande prejuízo. Desde quando chove tanto em dezembro?
– O clima esta realmente estranho. Barton, eu ajudarei vocês caso aconteça algum problema financeiro.
– Você já nos ajudou de mais, não quero te dever mais do que eu já devo.
– Ah... Para com isso! Somos ami... – Nessa hora um barulho estrondoso interrompeu a fala de Axel.
– O que diabos foi isso? – Perguntou Barton assustado.
– Não sei, mas vou verificar. E acho melhor você ir para casa.
– Deixa comigo.
Os dois saíram do estábulo. Axel foi verificar o que havia ocorrido e correu em alta velocidade. O som veio da torre de vigilância na periferia da cidade. Axel pode notar que a torre de vigilância da vizinhança nobre levantou uma bandeira e a queimou.
– Não pode ser! Uma invasão!? – Pensou em voz alta.
Axel correu o máximo que pode e ao chegar próximo a torre de vigilância viu algo que não esperava. Pelo menos não naquele local. Ele viu um minotauro destruindo uma casa de madeira plebéia. O monstro tinha cerca de 4 metros e carregava um machado em sua mão direita. Axel ficou paralisado. Nunca havia enfrentado um minotauro. As pessoas fugiam e gritavam desesperadas.
A criatura o viu próximo a ele e correu em sua direção. Ele então sacou sua espada e tentou mover-se para a direita. O monstro tentou acertá-lo com o machado movendo-o horizontalmente para a direita. Axel tentou se defender com a espada mas o impacto do ataque o fez ser lançado e bater com as costas na parede de uma casa. O ser de descendência bovina preparou seus chifres e moveu-se em sua direção como se fosse um touro. Axel desviou rápido mesmo estando com suas costas machucadas. O impacto destruiu a parede da casa que já havia sido abandonada. Axel então o acerta em sua perna e isso deixa o minotauro mancando.
Ele vira-se furioso em direção ao guerreiro e tenta acertá-lo mais uma vez com seu machado. Entretanto como uma de suas pernas estava machucada, não se movia muito bem. O rapaz desviou-se, mas a criatura inclinou-se e o acertou com um de seus chifres em seu ombro. Axel gritou bem alto. Seu ombro estava praticamente destruído. Ele perdeu o movimento do braço esquerdo e de seu grande ferimento, caía muito sangue. A situação não estava nada agradável para ele. Mas teve uma ótima idéia, mesmo com toda aquela dor. O minotauro estava pronto para retirar seu chifre fincado no ombro do rapaz, mas antes que pudesse fazer, Axel levantou sua espada com o braço direito furou a garganta do monstro por detrás.
Após isso a criatura enfim caiu no chão. O guerreiro sentia muita dor por isso ficou um tempo ajoelhado naquele local. Após alguns minutos viu outro minotauro aproximando-se dele. Olhou aterrorizado e simplesmente começou a correr antes que o monstro o notasse e fosse atrás dele. Foi em direção à casa de Lothar para tentar ajudá-los a fugir. Conforme corria, notou que a cidade estava cheia de Minotauros e estes estavam destruindo tudo e comendo todos os estoques de comida. Além de estarem matando todos.
Durante esse tempo, Barton havia chegado em casa.
– Katherin, a cidade está sendo invadida! Vamos para o centro da cidade!
– Invadida!? Vou pegar a mamãe e o Lothar. – disse a mulher desesperada.
Ela estava tremendo quando foi avisar aos dois e estava com seus olhos arregalados.
– Mamãe, o que aconteceu? – Perguntou o garoto assustado.
– Nada filho, apenas temos que ir o mais rápido possível para o centro.
Nesse momento a senhora Helga compreendeu o que estava acontecendo na cidade de Telgen. Ela entregou-o para Katherin e disse:
– Leve-o, eu irei tentar fugir sozinha. Peguem os suprimentos.
– Mãe, eu não vou deixar a senhora sair sozinha.
–É preciso, meu passo não acompanhara o de vocês. Eu já estou muito velha. – Ao dizer isso ela levantou-se e saiu da casa.
Katherin tentou ir atrás e gritou por seu nome, mas Barton a parou.
– Katherin, deixe-a, será mais seguro assim, tanto pra ela quanto para nós. Para ela pois será mais fácil não ser percebida sozinha e para nós pois poderemos ir mais rápido.
Katherin começou a chorar. Lothar olhou para sua mãe e começou a ficar mais assustado.
– O que está acontecendo? Mamãe, por que você esta chorando? Onde a vovó foi?
O pai do garoto segurou seus ombros e disse:
– Filho, confie em nós. Não temos tempo para explicar agora. Vai ficar tudo bem.
Ele abraçou-o forte e abriu a porta, quando a abriu viu um minotauro na sua frente. O menino que estava dentro de casa também o viu e começou a chorar de medo. A mãe se desesperou.
– Minotauro!? Como um monstro de captura nível 3 apareceu em bando por aqui!? – Barton disse apavorado.
– Barton corre! – Katherin gritou desesperada.
– Eu vou atrair a atenção dele, vocês correm para longe. – disse correndo para a direita.
Entretanto o minotauro ao invés de segui-lo, destruiu a entrada da porta e ficou frente a frente com Lothar e sua mãe. Ao ver que os dois estavam em perigo, Barton pega um pedaço de pedra do chão e joga na cabeça da criatura que vira-se em sua direção. Ela corre até ele que começa a fugir. Barton pensava em provar a seu filho que poderia ser um homem corajoso e forte e desafiou um minotauro acertando-o com uma pedra. Ele gritou:
– Não me siga! Fuja com Lothar!
O minotauro alcançou o homem rapidamente e cortou sua cabeça com seu machado. Para Barton, aquele era um fim digno. Conseguira salvar seu filho e sua mulher. Pelo menos por enquanto. Por sorte, Lothar não viu seu pai ser morto na sua frente. Barton pode mostrar bravura para seu filho em seus últimos momentos de vida.
Correndo durante um tempo, os dois conseguiram chegar ao centro da cidade. Lothar estava chorando muito, toda hora perguntava a sua mãe o que estava acontecendo. Por algum motivo, os guerreiros da guilda haviam desaparecido e os nobres também.
– O que esta acontecendo!? Por que a cidade esta vazia!?
Um guarda surge detrás de uma casa com as pernas destruídas. E diz a ela:
– Eles foram embora junto com os nobres. Não podiam derrotar tantos minotauros, então decidiram escapar com todas as caravanas da cidade escoltando os nobres dentro delas.
Katherin ajoelhou-se olhando fixamente para o chão e disse em voz baixa.
– Não pode... ser. Esse é o fim?
Nesse momento, um minotauro aparece frente a ela pisando na cabeça do homem que estava deitado com as pernas destruídas, estourando-a, fazendo jorrar sangue em direção a ela e Lothar. Este já não se agüentava de tanto chorar e gritar. Estava traumatizado com aquilo tudo. Katherin segurou seu filho e começou a correr. Mas o minotauro era mais rápido e pegou-a com as mãos. Os dois estavam prestes a ter seu fim ali. Entretanto algo inesperado aconteceu...
Fale com o autor