Notas iniciais
E ai meus lindos? Consegui postar logo esse cap então *todas comemora* kkkkkk' Mas e os comentários de vocês? Assim fico triste :( Seguinte, nesse temos um pequeno flashback da Q, e já pra adiantar, ele é em primeira pessoa. Quero saber o que vocês estão achando da história, se tenho que mudar alguma coisa, então comentem. *-*

“Segurando a minha respiração, a última que me resta até que eu te veja. Para conviver com o meu coração em pedaços e partes de mim restantes. Cada último dia pareceu carregar o peso de uma vida. Eu assisti do chão o frio descer do céu. Doce sol, me envie a lua. Esvazie os céus, me trazendo um passo mais próximo de você. Envie-a logo, e eu inspirarei e expirarei, até você aparecer e sumir de vista.”

(Send Me the Moon – Sara Bareilles)


Uma batida na porta foi o suficiente para acordar Rachel. Ela estava nas nuvens. Nem se importou ao ver seus dois pais entrando no quarto aquela hora tão absurda e com os olhos arregalados. Nem se importou com o fato deles estarem desesperados para saber o que havia acontecido no encontro. Nada mais importava.

“Então.” Leroy foi o primeiro a sentar na beirada da cama da filha. “Como foi o encontro?”

“Estrelinha! Nos conte.” Hiram tinha uma expressão que Rachel só podia descrever como maniaca no rosto bonito. Os óculos de grau escorriam pelo nariz e ajudavam a compor o aspecto. A morena não pode evitar soltar um riso baixinho. “Rachel Barbra Berry, pare de rir nesse exato instante. Se recomponha e conte a seus queridos pais tudo que aconteceu nessa noite.”

“Eu posso pelo menos usar o banheiro e me trocar? Vocês dois sabem como a minha rotina é fundamental e cortá-la por um assunto que eu falaria com vocês eventualmente não me parece justo. Prometo que conto tudo durante o café da manhã.”

“Perfeito.” O homem bateu palmas animado e puxou o marido atordoado da cama. Leroy balançou a cabeça em descrença. Como diabos aqueles dois conseguiam falar tanto e contornar as coisas a seu bel prazer? “Vamos Leroy. Você tem que me fazer cookies vegans.”

“Okay.”

E os dois sairam do quarto da filha. Hiram puxava a mão do marido como se ele fosse uma criança que pudesse se perder. Rachel achava os pais a coisa mais adoravelmente fofa de todo o mundo. Era um daqueles casais que, em sua mente, eram épicos e o sentimento de felicidade que se apossava de seu coração ao realizar que tinha um romance épico em mãos com Quinn era inigualável.

Mais do que suficiente para pregar um sorriso gigante em seu rosto por semanas.

x-x

Vinte minutos depois os passos de Rachel ecoavam pela escada. Leroy e Hiram estavam sentados ao redor da mesa da cozinha, os rostos sendo sustentados pelas mãos fechadas em pequenos punhos e os olhos arregalados como pires gigantes. Pareciam duas crianças esperando seus pais contarem as melhores histórias de Natal. O que era irônico, já que Rachel era a filha.

A morena caminhou lentamente pela cozinha, se servindo de uma imensa xícara de café e pegando alguns dos cookies vegas que ainda estavam quentes. Sentiu os olhos de seus pais a seguindo por cada metro de andava. Só então sentou em uma das cadeiras exatamente em frente aos dois homens.

“E então?” Leroy quebrou o silencio com expectativa. A morena deu um sorriso enigmativo e isso fez o homem rolar os olhos aborrecido. “Rachie, você disse que ia contar.”

“Eu disse?” Rachel colocou uma das mãos dramaticamente na frente da boca, numa surpresa fingida. “Não consigo lembrar disso.”

“Filha.” Hiram bufou e Rachel deu uma risadinha. Adorava brincar com seus pais.

Ela fingiu pensar por um instante. Era uma Berry afinal de contas. E como toda boa Berry, adorava um drama. “O que exatamente vocês querem saber? Onde nós fomos? O que fizemos?”

“Tudo.” Os homens responderam em onissono.

“Certo.” Rachel parou e cruzou as mãos uma sobre a outra. “Ela me levou para patinar. Foi a coisa mais divertida que eu fiz na minha vida. Nós ficamos um bom tempo lá, e quando eu pensei que havia acabado, Quinn disse que ainda havia uma surpresa.” Um sorriso bobo se desenhou nos lábios cheios, fazendo os homens sorrirem. “Nós fomos para uma clareira com penhasco em algum lugar da cidade-”

“Tem penhascos em Lima?”

“Papai.” Rachel resmungou ao mesmo tempo que seu marido bufou um ‘Hiram’ por baixo da respiração. “Como eu ia dizendo antes de ser interrompida, nós fomos para um penhasco. Dava para ver Lima inteira, e era tão lindo. Fizemos um pequenique e passamos horas conversando. Ela é tão adorável. E doce. E com toda a certeza do mundo, a garota mais perfeita que eu já conheci. Esses quatro anos fizeram bem a Q.”

Seus dois pais tinha os olhos brilhando. Sabiam que Quinn seria nada mais do que impecável no encontro, mas não tinham palavras para descrever o quão bom fora ver que ele havia superado em muito as expectativas de Rachel e até as suas próprias.

“Vocês estão namorando?”

Rachel corou num vermelho brilhante. “Não papai, nós não estamos namorando.”

“Uma pena.”

“Realmente uma pena. Se eu fosse hétero e uns vinte anos mais novo, namoraria com ela.” Leroy concordou com o marido e os dois riram quando a morena corou mais profusamente ainda.

Então o som de uma buzina os interrompeu. Os homens se pergutavam quem poderia ser a essa hora da manha e Rachel estava mortificada demais para se mover e atender a porta para Quinn. Mas quando Hiram fez mensão de se mover, a morena levantou rapidamente da cadeira e correu até a porta.

Quinn tinha um sorriso brilhante e enorme nos lábios rosados. Rachel não conseguiu evitar depositar um selinho demorado nos lábios doces a sua frente.

“Oi.” A voz da loira não passava de um sussurro, mas arrepiou Rachel dos pés a cabeça.

“Oi de volta.”

“Vamos?”

“Só vou buscar as minhas coisas. Espera aqui e não entra. Meus pais vão te encurralar.”

“Tudo bem.” Quinn riu e Rachel subiu correndo as escadas. Nem dois minutos depois já voltava e quase caiu no último degrau da escada.

Quinn reprimiu uma risadinha, mas os Berry’s na cozinha não. Suas risadas era altas e escandalosas, e a loira não conseguiu mais segurar a sua própria. Rachel olhou para ela com os olhos estreitos e sussurrou algo como ‘Morrer’ e ‘Sentir minha falta’, mas a loira não conseguiu entender direito.

A morena pegou a mão da outra garota e a arrastou porta à fora, antes que seus pais chegassem fazendo a inquisição espanhola e a deixando mais contrangida. Tentaria evitar esse encontro o máximo que pudesse.

x-x

Logo a fachada do William McKinley era avistada. Poucos carros ocupavam o estacionamento, e Rachel reconheceu o de Santana. Provavelmente estavam na prática das cheerios, e isso a fez olhar para a loira ao seu lado. Sua sobrancelha arqueou quando não a viu no já conhecido uniforme vermelho e branco e sim num par de jeans e um moletom da escola.

“Quinn, você não tinha treino?”

“Tinha, mas pedi a manha de folga para a treinadora.” A loira deu de ombros. “A S tá controlando o treino. Acho que você tinha umas perguntas pra me fazer, e eu queria ter esse tempo vago.”

“Oh.” Foi a única coisa que a morena murmurou. Tinha até se esquecido que a loira havia prometido respostas sobre Harmony.

Quinn parou seu carro ao lado do imenso Jeep de Santana e o contornou, abrindo a porta para a morena e estendendo a mão. Rachel a segurou firmemente e foi puxada por Quinn pelo estacionamento e por toda a escola, até chegarem ao auditório.

A loira soltou a mão pequena que segurava e foi sentar na beirada do palco. Rachel sentou na poltrona exatamente a sua frente, e a encarrou com curiosidade. Não sabia o que esperar, e isso começava a aterrorizar.

“Pergunte.” A loira deu a deixa.

Rachel ficou em silêncio. Não sabia exatamente se queria descobrir o que aconteceu com Quinn e com Harmony. Não sabia se queria descobrir o quanto a loira gostara da outra. Era estúpido, mas sentia ciúme de alguém que nunca havia visto na vida e que já era passado na vida de Quinn.

“Me fale sobre ela.” A morena sussurrou e mordeu levemente o lábio inferior. “Como vocês começaram a namorar?”

“Nós ficamos juntas por causa do Glee e indiretamente por causa do Kurt.” Quinn deu um sorriso triste. “Quando eu comecei no colégio, minha mãe e o pai do Kurt começaram a namorar. Num dos primeiros dias eu entrei nas cheerios e ele fez uma audição pro Glee. O clube estava desesperado atras de membros pra competir nas seletivas. Você lembra do que aconteceu no seu primeiro dia aqui? Com o jogador de futebol?”

Rachel acenou. Havia ficado aterrorizada no momento, e nunca mais havia perguntado sobre o que acontecia no colégio.

“Era uma prática como com todas as pessoas que entravam no Glee. Era o clube dos perdedores do colégio, e os jogadores e as cheerios adoravam jogar raspadinhas na cara dos membros. Agora imagine o que aconteceu quando além dele ter entrado no clube, as pessoas terem descoberto que ele era gay. Foi o inferno na terra.” Quinn respirou profunadmente antes de continuar. “Eu ainda não era capitã, e os atletas começaram a serem maus com ele. Perdi a conta de quantas brigas entrei nas primeiras semanas por causa dele.”

“E ninguém nunca fez nada?” Rachel perguntou confusa. “Os professores e o diretor só cruzaram os braços?”

“Era assim que o colégio funcionava Rach.” A loira deu de ombros. “Então eu me tornei capitã. Não havia passado mais que cinco semanas de aula. Eu sou a capitã mais nova da história do McKinley, e a que esta a mais tempo.” Um sorriso singelo desenhou seus lábios antes das feições endurecerem. “E então eu entrei pro Glee. Não ia admitir que os atletas ficassem praticando bullying com o meu irmão. Quase perdi meu posto nas cheerios, mas eu precisava proteger o Kurt, e a única coisa que esse mamutes do colégio entendem são as ordens da treinadora Sylvester e as da capitã das cheerios. Levei a San e a Britt comigo e logo alguns jogadores se juntaram ao clube também.”

A morena sentia que a loira estava quase chegando na parte do namoro. Sua mãos tremiam e ela percebeu como Quinn torcia as suas de forma nervosa.

“Eu não suportava a Harmony no começo. Ela tinha uma voz de anjo, mas um gênio terrível ao mesmo tempo.” Deu uma risada curta. “É claro que naquele tempo eu já sabia que gostava de garotas. O jeito que eu me sentia atraida pela Har era uma dica impressionante. Ao mesmo tempo que eu queria socar uma meia na garganta dela, eu queria a beijar. Falei com Kurt sobre como me sentia, ele me ajudou muito. Então comecei a conhecer a Harmony melhor, e não muito tempo depois nos tornamos amigas.”

“Você não namoraram logo então?”

“Não. Eu não tinha coragem de me declarar e o colégio era muito preconceituoso.”

“E o que mudou?” Rachel estava curiosa. Como um colégio tão mente fechada aceitou tão facilmente que sua abelha rainha namorasse uma outra garota, e pior ainda, alguém que eles consideravam a poeira da pirâmide social?

“Tudo mudou Rach. As pessoas começaram a ter medo de mim porque os atletas tinham medo de mim. Eu proibi as raspadinhas nos membros do clube e disse que se algum deles olhasse torto para o Kurt e para os garotos do Glee, teriam problemas. Apesar de ser uma cadela completa, a treinadora Sue não permite nenhum tipo de preconceito contra a orientação sexual dos outros. E as pessoas tem medo de pisar no caminho dela. Então quando eu e a Harmony começamos a namorar, vim conversar com ela. Eu tinha medo que fosse tirada do posto de capitã, mas ela me garantiu que isso nunca aconteceria. Sou a melhor cheerio dela e a que tem mais pulso pra lidar com o plantel, então ela me deu a proteção que eu precisava para me assumir pro colégio. O resto é história.”

Quinn começava a se sentir mais aliviada ao tirar tudo isso do peito. Fora um período dificil, onde temeu não conseguir mais garantir a proteção de Kurt e nem de Harmony. Mas a treinadora havia a surpreendido totalmente e depois daquilo fora uma das maiores defensoras dos homossexuais do colégio. O coitado que tentou ser preconceituoso saiu do colégio depois de levar um esporro homérico da treinadora e se mijar nas calças. Um pequeno sorriso cruzou seu rosto ao lembrar da cena.

“E porque vocês duas terminaram?” Rachel perguntou. “Eu não entendo. Nas poucas coisas que descobri sobre vocês nas minhas pesquisas pela escola era sobre o quanto se gostavam e o quanto todos estranharam quando vocês brigaram.”

“Foi na nossa última Nacional. Quer dizer, começou antes disso, mas aquele foi o estopim.” A voz de Quinn endureceu e ela teve que respirar e engolir o pequeno nó que se formava em sua garganta. “Ela ia pra Julliard e não acreditava em relacionamentos a distância. Perdi a conta de quantas brigas tivemos por causa desse assunto. Até que chegou o dia em que não conversavamos mais. Eu ainda a amava do mesmo modo que antes, mas o nosso namoro não ia mais tão bem. Então chegaram as Nacionais.”

Flashback on

Eu estava sentada em um pequeno banco do lado de fora do auditório onde as Nacionais haviam acontecido. Ainda não conseguia acreditar no que havia visto a poucos minutos. Minha respiração estava entrecortada e algumas lágrimas escorriam dos meus olhos. Mordia meu lábio inferior com força tentando parar um grito de dor que queria irromper pela minha garganta.

Então eu a vi. Ela caminhava lentamente em minha direção – o vestido vermelho balançando suavemente com o leve vento do final da primavera e os cabelos antes soltos, estavam presos em um coque mal feito.

“O que você quer aqui?” Minha voz saiu quebrada. “Veio ver o estrago que fez?”

“Eu quero conversar com você Quinn.” Ela falou calma. Seus olhos azuis me fitaram e pareciam ler minha alma. Eu sempre tinha gostado dessa parte dela, mas agora eu odiava. Eu odiava aqueles olhos azuis que faziam minhas pernas fraquejarem.

“Eu não tenho nada para falar com você Harmony.” Cuspi em sua direção e quando fiz menção de levantar, sua mão segurou meu pulso. “Você pode me soltar?”

“Quinn. Não faça as coisas ficarem mais difíceis ainda.” Ela me lançou um olhar suplicante e eu respirei fundo antes de fazer qualquer coisa. “As coisas não iam dar certo, e você sabe disso. Eu vou para Nova York. Essas coisas a distância não funcionam e não é o que eu quero para a minha vida.”

“E por esse motivo você enfiou a sua lingua na garganta daquele garoto?” Retruquei nervosa. “Corta essa Harmony. Eu te amo e você me traiu com um garoto qualquer que conheceu em uma competição de corais. Isso não tem nada a ver com distância ou com Nova York, então me fale a verdade. Porque?”

Ela respirou fundo e desviou seus olhos dos meus. Torcia nervosamente as mãos no colo. Parecia não encontrar as palavras certas e eu tinha medo do que ela poderia falar. Não sabia se meu coração aguentaria mais alguma decepção.

“Eu não te amo mais como antes.” Disse calmamente quando me olhou. Ouvir aquilo foi como receber facadas continuas em meu peito. Foi como se todos os momentos que vivemos não tivessem passado de ilusões da minha cabeça. “Eu não quero mais ficar com você, não quero ficar presa a um namoro de Lima enquanto estiver em Nova York. Eu quero viver Quinn, eu quero me sentir desejada, amada e feliz.”

“O que?” Perguntei incrédula. Como ela ousava dizer que eu não a amava e desejava?

“Isso que você ouviu. Eu não quero mais namorar você. Vou passar pelos últimos dias de aula e depois nunca mais colocarei meus pés naquela cidade. Um dia você vai entender porque eu estou fazendo isso.”

“Eu não vou entender Harmony. Nunca.” As lágrimas voltaram a cair pelo meu rosto enquanto eu a observava levantar do banco.

“Você nunca foi completamente minha Quinn.” Me deu um sorriso triste e depositou um suave beijo em minha bochecha.

Eu a observei caminhar lentamente para o auditório. Meu coração endureceu e o único lugar que queimava era onde seus lábios haviam tocado. A última coisa que lembro é de ver Santana e Kurt correndo em minha direção, vindos de algum lugar do auditório, e me apertarem firmemente em seus braços antes de sucumbir as lágrimas.

Flashback off

O silêncio no auditório era ensurdecedor. Rachel ainda tentava processar o que havia ouvido da loira. Mas tudo fazia sentido. Agora podia entender porque Quinn não falava sobre Harmony e porque ela havia se tornado tão fechada. Quinn ainda sofria por causa do que havia acontecido naquelas Nacionais.

Rachel levantou da poltrona e se colocou entre as pernas de Quinn. Levantou o rosto até seus olhos conectarem aos avelã chorosos. Limpou uma lágrima que escorria na bochecha pálida e depois beijou delicadamente os lábios rosados e quentes.

Sentiu os braços de Quinn se apertando em sua volta e a abraçou apertado. A loira chorosa em seus braços precisava de uma melhor amiga e um ombro para chorar todas as lágrimas que havia segurado, e ela seria essa pessoa.

“Obrigada por me contar Quinn.”

“Obrigada por me ouvir linda.” Abriu um pequeno sorriso triste em direção a morena. “Eu precisava tirar tudo isso de dentro de mim.”

“Quando precisar.”

Ficaram ali até o sinal para a primeira aula tocar. Então Quinn a pegou pela mão e as duas caminharam até a sala.

x-x

O resto do dia passou como normalmente. As duas caminharam juntas para cada classe que tinham e depois da última aula foram juntas até a sala do Glee.

Sentaram nas cadeiras do fundo da sala, ao lado de Santana e Brittany e Kurt e Blaine. Não muito tempo depois o Sr. Schuester entrou na sala carregando inúmeras pastas e com um largo sorriso nos lábios.

“Pessoal, eu acabei de sair da sala do diretor Figgins e ele nos deu passe livre para fazer mais um musical.” Falou e as palmas animadas irromperam por toda a sala do coral. “E não é só isso. O New Directions fará uma apresentação na Assembléia de Volta as aulas em Janeiro. Quero que vocês trabalhem em algum número e o melhor será escolhido para a apresentação.”

“E qual o musical que iremos fazer?” Tina perguntou olhando esperançosa para o professor.

Ele caminhou até o quadro branco e escreveu em letras garrafais ‘RENT’. Kurt deu um gritinho animado e foi acompanhado pelos aplausos e murmurios animados dos outros.

“É claro que teremos que adaptar algumas partes, mas recebemos sinal verde da escola.” Falou animado. A anos queria que o colégio fizesse uma adaptação do musical e finalmente havia conseguido. “As audições serão na próxima semana e nós estaremos trabalhando com o clube de drama. O musical será dirigido pelo nosso incrível diretor das últimas peças, sr. Artie Abraams, por mim e pela Srta. Emma. E quero que a Quinn nos ajude a adaptar as partes que necessitam e cuide da produção das músicas. É isso pessoal, mãos a obra.”

Os próximos minutos foram passados com todos dando sua opinião sobre como deveria ser o musical. Sabiam que as partes principais seriam lideradas por eles, já que tinham maior aptidão musical que os alunos do drama.

Rachel observava a confusão divertida. Ainda não sabia se iria fazer uma audição, e estava curiosa sobre o porque da escolha de Quinn para produzir as músicas e as adpatações do roteiro. Virou seu corpo para a loira e a encarou com a sobrancelha arqueada.

“Porque você produz as músicas e o roteiro?” A pergunta fez a loira parar com as pequenas anotações que fazia em uma folha de papel.

“Eu sou boa nisso.” Deu de ombros.

“Ela que faz a produção e as modificações de quase todas as nossas músicas nas apresentações Rachel.” Santana falou ao ouvir a pergunta da morena. “Essa cabeça loira aqui é a melhor arma que nós temos para as competições e para as peças. Sabia que ela vai se aplicar na faculdade dobrando aulas de música, inglês e cinema?”

“É sério?” Perguntou espantada. “Porque você não me falou isso?”

“Mais ou menos.” Quinn respondeu corando quando todos viraram em sua direção. “Não é grande coisa.”

“Não seja modesta loira.” Santana voltou a falar. “A Quinn está sendo disputada a tapa pelas melhores universidades do país.”

Rachel sorriu. Sabia que Quinn era incrível e a realização de que todas as universidades a queriam só reforçava o que sempre havia pensado. A loira teria um futuro grandiosos pela frente.

Notas finais
E então? Não esqueçam de comentar.