Notas iniciais
obrigada pelos comentários genteeee! estou muito, mas muito feliz! esse capítulo é curtinho, sorry! é pra encaixar melhor a história, sabe?
# 2

— Sim, eu sei... eu entendo, sr. — Gerard tentava acalmar o homem que berrava na outra linha. Aquele dinheiro fazia parte de um negócio arriscado entre duas empresas. Mas o inimigo foi mais esperto dessa vez.

— Certo sr... vamos negociar novamente. Não foi nossa culpa! Eles nos pegaram de surpresa...

Frank já estava nervoso com toda aquela situação. Cortou a mão ao quebrar um espelho enferrujado no bar. Não podia acreditar o quê estava acontecendo.

— Okay... vamos esperar a sua ligação sr. — Gerard desligou o celular, e sentou-se do lado de seu parceiro.

— Ele disse que vai tentar negociar novamente, certo? — Frank disse, irritado.

— Sim... e que vai nos ligar assim que tiver alguma notícia.

— Merda... — Frank largou a toalha ensangüentada na cômoda, deitou-se, com raiva.

— Bem... nós podíamos fazer alguma coisa legal aqui em Las Vegas, certo?

Frank sorriu, com desânimo. Só Gerard podia reanimá-lo num momento como aquele.

O barulho ensurdecedor do celular fez com que Frank acordasse assustado. Olhou para o relógio: 1:30 pm.

Viu Gerard dormindo ao seu lado, como um anjo. A noite foi confortavelmente boa. Decidiu atender o maldito celular.

— Alô??

Eles voltariam para casa naquela noite.

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— E então ele disse que vai ser numa boate?

— Sim... — Frank arrumava suas coisas apressadamente, ele estava animado. — Não acredito que nós conseguimos uma segunda chance!

— Mas, Frankie... você acha que é seguro? — Gerard estava confuso. Seu coração apertou... parecia bobagem de mulherzinha. Mas aquele medo voltava, como na noite em que eles falharam a primeira vez.

— Claro que sim... você sabe que eu não vou deixar ninguém encostar um dedo em você, Gee. — Um beijo carinhoso na testa. Para Gerard, aquilo não foi consolador.

— Vamos, arrume as suas coisas. Daqui uma hora a gente vai pro aeroporto.

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Gerard se sentiu sozinho naquele táxi... queria voltar pra casa, e ficar lá. Com Frankie em seus braços. Eles já tinham dinheiro suficiente até arranjar outro emprego. Porquê ele insiste em arriscar a sua vida, todas as noites?

Frank pagou o táxi... suspirou pesadamente. Amanhã é o dia.

Eles subiram até o apartamento. Aquele silêncio nada animador... Gerard sentia muito medo.

— Olha... porquê a gente não pára com isso de vez? — Ele disse, tentando quebrar o gelo dentro o elevador.

— Parar com o quê, com o nosso trabalho?

— Isso não é um trabalho, Frankie. Assassinatos não são considerados como um trabalho.

— Mas pra mim, é um trabalho. Se você não quer continuar, eu posso arranjar outra pessoa pra trabalhar. — Frank parecia indiferente. Não sabia dos reais sentimentos de Gerard.

— Okay, Frankie... vamos ver até onde isso vai chegar. Só não diga que eu não tentei parar. Se um dia você levar um tiro, não venha botar a culpa em mim depois. — Gerard saiu nervoso do elevador. Entrou no apartamento, tomou um banho e dormiu.

— "Idiota..." — Ele amava demais. Esse era o problema dele.