Hand of Sorrow
4 Reencontro
Notas iniciais
Muito obrigada pelos comentários e pelas dicas de nomes, enfim consegui nomes para o casal! uhuu! bem, tenho outra fic que escrevo com uma amiga chamada Adolescente 10.5, o nome pode não ser muito criativo, mas a historia vai longe, o que no começo aparenta ser historia de adolescente normal vira uma loucura, espero que gostem e enfim, vamos ao capítulo!
"--Você mudou Kay."
–------------------------------------------------------------------------------------------------------------------–-Que ótimo, pensei que continuava a mesma de nove anos atrás! digo mal humorada.–-Que isso maninha! Não está feliz de ver seu irmão querido?–-Tão feliz, posso ir para a prisão de uma vez?Ele ri me conduzindo para o enorme carro preto, entro de má vontade no banco do carona e ele no do motorista:–-Eles sentiram sua falta sabe? diz ele meio triste.–-Eles dizem que sentiram? pergunto olhando-o pelo canto do olho.–-Não, mas... Você os conhece...–-Conheço-os melhor do que você! Usam os próprios filhos para chegar onde querem sem se importar com o que acontece aos mesmos, apenas com a imagem pública! digo revirando os olhos.–-Eles não são assim! Eles realmente ficaram tristes por causa do... Acidente.–-Acidente? É assim que chamam? bufo Sei, ficaram tão tristes que mandaram cartas aos pais pedindo desculpas que seus filhinhos queridos tenham presenciado aquilo, tadinhos, devem estar traumatizados! digo sarcástica.–-Eram apenas crianças!–-E nós éramos o que?! explodo.Matt suspira olhando tristemente para frente enquanto dirige:–-Eles mudaram Kay, dê-lhes uma chance!–-Matt, você é muito ingênuo, abra seus olhos! Não posso ficar ao seu redor para lhe proteger toda hora!Ele ri:–-Kay, eu sou o mais velho lembra-se? Não preciso que minha irmã caçula me proteja, você nunca precisou proteger ninguém. diz ele ressaltando a última frase.Reviro os olhos, como se ele entendesse algo sobre o passado, acho que devemos deixar algumas crianças com suas fantasias...Logo chegamos ao lugar mais terrível da face da Terra: minha casa:–-Seus pais estão em casa? pergunto antes de descer.–-São seus pais também, e não, não estão.–-Nunca foram meus pais, agora com licença, irei ao meu quarto!–-Ok, ele permanece exatamente o mesmo desde... Sua saída.Saio do carro correndo, ele iria se referir ao Acidente é claro, mas pelo visto é assunto proibido aqui, por que não me surpreende? Subo correndo as escadas brancas da enorme casa em direção ao meu antigo quarto, já na porta vejo que realmente não mudou, na porta branca está escrito Princesinhas, quase pergunto se tem alguém no meu quarto, mas vejo que seria idiotice, não tem mais ninguém nele!Abro lentamente a porta com um pouco de receio em relação ao que encontrarei, faço careta ao ver seu estado, idêntico ao passado, quando eu realmente era uma princesinha, paredes rosa bebê com desenhos infantis colados, carpete branco felpudo, cama de casal com colcha rosa mais claro e ursos diversos em cima com almofadas, um guarda-roupa enorme branco com adesivos diferentes, uma estante de vidro com bonecas de pano, plástico e porcelana e uma porta branca que dava ao banheiro e uma escrivaninha branca com um computador novo, único acréscimo, típico quarto infantil, sinto um gosto adocicado demais no fundo da garganta olhando para esse ambiente, hora de personalizar!Arranco o Princesinhas da porta e jogo no lixo sem qualquer cuidado, ao contrário dos desenhos, não são meus, então não posso estragá-los, apenas quem os fez tem esse direito, guardo-os na gaveta da escrivaninha, depois tiro todas as bonecas e coloco-as no fundo do roupeiro deixando apenas as de porcelana a mostra, usarei a estante como guarda relíquias: um dos três dardos que consegui manter escondidos por muito tempo, a bala que acertei na maldita professora, muitas mechas de cabelo tanto minhas quanto de pessoas que tive o prazer de arrancar, uma adaga, minha mais antiga arma, eu a consegui aos nove anos, ela ainda tem um pouco do sangue da menina em que usei, uma faca de açougueiro e alguns dentes que consegui em brigas, agora melhorou, falta pintar as paredes, mas consigo isso futuramente.Não é surpresa nenhuma que minhas coisas já estejam organizadas no guarda-roupa, antes de fechar a porta não consigo evitar uma olhada na pessoa do espelho, os cabelos castanhos lisos cortados até os ombros parecem desanimados, destacando a mecha azul e verde na franja ao lado esquerdo e a preta valendo as duas, no lado direito, os olhos verde musgo olhavam tudo com tédio e uma pontada de raiva, a pele pálida parecia quase transparente destacando olheiras profundas, dou um pequeno sorriso sem graça, já tive dias melhores, certamente mudei desde a infância, ótimo!Jogo-me na cama comendo despreocupadamente um dos chocolates pensando se poderia me trancar aqui permanentemente, melhor não, seria chato, talvez eliminando as pessoas que me deixam com vontade me trancar tudo melhore!Divagando em ideias sobre assassinatos de pessoas que não gosto e que me puseram no mundo acabo cochilando.
Notas finais
Espero que tenham gostado e não esqueçam de comentar, opiniões são muito importantes e bem vindas!
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