Hand of Sorrow
26 Memória de Infância
Notas iniciais
–-Kay... –diz o reflexo
–-Rose? –pergunto incerta
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–-Olá querida maninha! –responde ela.
–-Rose! --eu digo tentando tocá-la, mas meus dedos apenas esbarram na fria superfície do espelho.
–-Você mudou... Não que isso seja uma surpresa, sempre soube que você seria difícil de controlar! –diz ela.
–-Como você está? –pergunto.
–-Estou bem, visito-a de vez em quando... Não culpe L por minha morte, nem a si mesma como sei que o faz, foi escolha minha, eu sabia que seria necessária para que você seguisse em frente!
–-Mas... Você se foi em meu lugar, como não me culpar? E o idiota nem tenta se rebelar, ele apenas segue ordens!
Ela suspira:
–-Kay, Kay, Kay... Nem todo mundo consegue se livrar de controle mental tão facilmente como você...
Fico confusa:
–-Eu já fiz isso?
Ela fica surpresa:
–-Achei que implicasse com o fato de ele ser submisso por se lembrar da vez em que conseguiu resistir...
–-Quando...?
–-Em torno dos 5...
–-E você lembra?!
–-Bem, aqui tenho uma fonte inesgotável de memórias...
–-Pode me mostrar? –Se L consegue, ela definitivamente consegue!
–-Claro! Mas antes vim lhe passar um recado: A chave para você salvá-lo está nas SUAS memórias... Sei que está com raiva dele, mas acho que deveria assistir...
Fico irritada, minha própria irmã o apoiando!
–-Por que o ajudaria?
–-Para não se arrepender mais tarde...
–-Não iria me arrepender...
–-Me acompanhe pelas memórias antes de me dizer sim ou não...
Suspiro sem saber se deveria ir ou não... Rose percebe e pergunta sorrindo:
–-Não confia mais em mim?
–-Não é isso, é só... Esquece, vamos lá!
–-Assim é que se fala!
Ela estende a mão através do espelho e eu sem hesitar a pego, num instante me encontro num enorme gramado familiar, vejo duas garotinha idênticas correndo, uma atrás da outra, elas estavam de vestido rosa bebê e uma tiara de flor na cabeça, ambas com pés descalço, aquele gramado era o mais limpo e seguro de todos, era o gramado da casa de férias de um dos chefes de Marck, esse chefe ao menos era legal, nos deixava brincar a vontade nos jardins, na época tínhamos 4 anos, a garota que perseguia a outra para olhando às árvores que delimitavam a propriedade:
–-O que foi Kay? –pergunta a mini Rose.
–-Nada... –responde a mini eu.
–-Cansou de brincar de pega-pega?
–-Não... Acho que vi algo ali...
–-Você está inventando porque está cansada né? Eu sou mais rápida, eu sou mais rápida... –cantarolava Rose animada ao redor da mini eu.
–-Não é não!
Rose ri e começa a correr novamente:
–-Prove!
–-Meninas! Hora do lanche! –grita um garoto de cabelos castanhos escuros cacheado e olhos avelã, Matt, estranho vê-lo menor que minha forma atual...
–-Já vou! –responde Rose: --Vamos? –pergunta ela à irmã.
–-Vai na frente, quero ver algo!
–-Tudo bem!
Quando a mini Rose sai a mini eu se volta para às árvores e lá avista o tal garoto de cabelos negros e olhos de cor esquisita, muito conhecido como L, ele já estava em sua forma atual, aliás, deveria estar nela há muitos anos!
–-Quem é você? –pergunta meu eu do passado.
L está com seu olhar morto e estranhamente sozinho, não avisto Hannah em lugar algum, ele não responde, apenas olha para a criança a sua frente, isso a irrita:
–-EI! Falei com você! É surdo?
Novamente L não responde e a menina irritada tenta chacoalhá-lo, quando ela toca nele vê-se uma luz em seu olhar:
–-EIIII! –grita a menor.
–-Olá? –responde L hesitante.
A menina sorri:
–-Ah! Você fala! Quem é você?
–-Eu... Não sei...
–-Como assim não sabe quem é você?
–-Eu... Simplesmente não sei... Acho que sou ninguém...
A mini eu franze as sobrancelhas:
–-Você está aqui, então não é ninguém! Meu nome é Kayla!
–-Eu não tenho nome... Mas me chamam de L...
–-L? L é uma letra! Você precisa de um nome!
O mais velho ficou encarando a criança sem saber de nada, se ajoelha para ficar do mesmo tamanho da garotinha e poder olhá-la nos olhos, ele parece interessado no que ela irá falar:
–-Um nome?
–-É! Um nome! Deixa eu ver... L de leão... Do que mais?
De repente o garoto olha ao redor parecendo assustado e olha apreensivo para a criança a sua frente e diz rapidamente:
–-Adorei conversar com você, mas preciso ir...
–-Irá voltar?
L olha ao redor e pega uma pequena pedrinha:
–-Aqui, guarde com você enquanto pensa em algum nome para mim, volto amanhã!
–-Tudo bem!
Pisco e estou de volta a frente do espelho com Rose me olhando com seu sorriso triste:
–-E então? –pergunta ela.
–-Como? Isso realmente aconteceu? Eu não me lembro!
–-Deve ser algo relacionado ao que aconteceu alguns meses mais tarde... A tentativa de lhe controlar...
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