Hand of Sorrow
25 Me deixe sair!
Notas iniciais
Ele me leva de volta para a masmorra, dessa vez está sério, a lembrança não lhe fora agradável pelo visto...
–-Memórias ruins? –digo com raiva, por culpa dele estou revivendo a morte de Rose!
–-Apenas uma porção delas! –responde irônico também com raiva.
–-Claro, toda aquelas pessoas que você matou realmente importavam para você né? Ah não, esqueci, você não sentia nada, estava controlado, nem se importava com elas, por que lhe seriam ruins essas memórias?!
–-Não sei... Talvez por eu não conseguir me controlar quando eu as faço? Por não quere matá-las? –diz revirando os olhos irônico, ele já não se encontrava na cadeira, e sim em minha frente, estávamos nos encarando, ambos com raiva o bastante para matar ao outro, mas em sonhos, mesmo controlados, ninguém morre, que inútil!
–-Me deixe sair daqui! Quero matar-lhe! –digo com raiva.
–-Não quero morrer! Antes devo matar Hannah!
–-Não me importo com isso! Quando irá aprender? É idiota demais para isso?! Me deixe sair!
–-NÃO! Você deve me ajudar!
–-Eu não QUERO lhe ajudar!
–-Talvez eu devesse ter lhe matado ao invés de sua irmã convencida...
–-VOCÊ a matou? Ainda a chamou de convencida?! –eu estava à beira de explodir.
–-Ah, eu estava apenas sobre controle, como você mesma disse... Sem ressentimentos... –diz ele debochado.
–-Mas agora você está sob total domínio próprio, quem você pensa que é para falar algo negativo de minha irmã? Um simples escravo que não luta suas próprias batalhas...
–-Não luto é... –ele dá um sorriso estranho e se aproxima mais, recuo, pois ele acaba invadindo meu espaço pessoal, mas a maldita parede se encontrava atrás de mim.
–-Se afaste! –digo irritada.
–-Não aguenta aproximação? Pobre garotinha... Se faz de fria para o mundo, mas não aguenta que alguém se aproxime... A não ser que esteja armado, então ela deixa a pessoa chegar e brincar a vontade!
Lhe dou um tapa que ele ignora, é só um sonho afinal, na se sente nada... ao menos era o que pensava enquanto ele tocava seus lábios nos meus, paralisei. Quando percebo o que realmente está acontecendo pisco e lhe empurro com força, dessa vez ele recua ainda sorrindo:
–-O que você pensa que fez?! –digo irritada e assustada, qual seu plano?
–-Coitadinha, não sabe nem o que é um beijo! Calma, foi só um beijo! –diz ele zombeteiro.
–-Eu sei o que é um beijo! Mas por quê... Por que... Droga! Por que você?! –digo me enrolando nas palavras e me odiando por isso, empurro-o fora de meu caminho e vou para um canto na masmorra, onde me abaixo abraçando meus joelhos e fechando os olhos, ele me beijou, ele ousou me beijar! O que eu faço?!
Ouço-o rir baixinho:
–-Reação mais interessante do que imaginava... Não me diga que foi seu primeiro beijo?
–-Para de falar sobre isso! –explodo.
–-Ah... FOI seu primeiro beijo... –agora ele não parecia mais zombeteiro, parecia confuso.
–-CALA BOCA! –grito no meu canto.
–-Tá bom! Desculpe, irei lhe deixar sozinha por um tempo... –diz ele se retirando pela pequena porta de madeira e fechando-a logo atrás de si.
Ergo meu olhar e percebo em minha frente um espelho grande, com moldura avermelhada, uma caveira de cada lado e no centro um pentagrama, um lindo espelho, encaro o reflexo de uma garota de cabelos castanhos e lisos que iam até o ombro, de olhos verdes musgo e pele pálida, realmente parecida comigo, usava a franja de seu cabelo com tranças amarradas atrás e me olhava sorrindo tristemente, estava na mesma pose que eu, mas definitivamente, não era eu, eu tenho asas de anjo e nem estou sorrindo, pisco esperando que o reflexo volte a ser eu, mas não acontece:
–-Kay... –diz o reflexo
–-Rose? –pergunto incerta.
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