Hana Yori Dango
1 Capítulo 1- Lutar para ajudar ou morrer a tentar
Notas iniciais
Japão, Tokio — 1 de fevereiro de 2014.
Sakura estava deitada na cama ouvindo Creating love (4minute) e a única coisa que ela pensava nesse dia chuvoso é que gostaria de poder ajudar mais sua família. Estava cansada de ver seu irmão chorar por não poder comer um pão, queria ajudar a tirar sua família do lixo e pensava que sua mãe estava se matando cada dia mais lavando roupa para por comida na casa junto com seu pai. E ficava angustiada pensando nessa situação.
Pov. Sakura
Olhei para o relógio e vi que eram seis horas, percebi que já estava na hora de me arrumar para escola. Fui caminhando para o banheiro cantando Creating love:
– "Gibeun joheunil hanaga saeng gyeosseo neoraneun sarameul mannage dwenil
(Tem um evento que me fez feliz hoje, o momento que eu te conheci.)
Geurigo sarangi itaneun geol alge dwenil
(E o fato de que eu soube que tinha alguém para amar)
Jinjja sarangiran eotteon mashilkka dalkomhan gibunilkka
(De verdade, como é amar? É doce?)
Eodu un golmok gil kiseun eotteolkka haneuri hayae jigo yeppeun jong soriga deullilkka
(Como seria um beijo em um beco escuro? O céu se tornaria branco e eu escutaria sinos?)".
Chegando na porta do banheiro, percebi que estava trancada e logo vi que meu irmão Raiden de 10 anos estava tomando banho e perguntei:
– Raiden, vai demorar muito ainda no banho? Eu preciso me arrumar logo, pois ontem à noite minha mãe pediu para eu levar uma roupa na escola Eitoku Gakuen. Tinha que fazer isso antes de ir para escola, pois depois da mesma eu trabalho em um café para ajudar na renda de casa.
Ao que meu irmão respondeu:
– Não, só mais 5 minutos, Sah.
– Okay, mais 5 minutos eu consigo esperar.
Voltei para meu quarto e deitei. Fechei os olhos e a música ainda está na minha cabeça. Olhei para o relógio: já era 6h35. Levantei aborrecida; "aquela peste de menino falou 5 minutos e tá no banho há meia hora. Eu mato esse menino", pensei. Fui correndo para a porta do banheiro e começei a bater desesperadamente:
– VAMOS, RAIDEN! EU NÃO TENHO A MANHÃ TODA, PORRA!
Fiquei tão irritada... Chegaria apenas no segundo tempo na escola, já que ainda tinha a entrega para ajudar minha mãe.
– SAKURA, SE VOCÊ QUISER TOMAR BANHO, VAI TER QUE ESPERAR EU SAIR, SUA IDIOTA!
Com quem esse piranho acha que está falando? Não sou suas amiguinhas não... Sou a irmã dele e tem que me respeitar como tal! Comecei a gritar:
– RAIDEN, O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? — tá, eu não gritei... Eu BERREI! Estava com muita raiva e atrasada por causa desse menino.
– Não tou fazendo nada, só tomando banho. Espera um pouco, Sakura... Que saco.
Só está tomando banho? Sei... Esse menino deve estar se masturbando... Quem demora quase uma hora para tomar banho? Eu sei que nós, mulheres... Mas que merda, ele não é mulher! É um homem... Na verdade, um garoto. Porém mesmo assim, ele demora no banho. Verá o que vou fazer...
– Mãããããe, o Raiden está há quase uma hora no banho, acho que ele está se masturbando! — gritei isso bem alto para minha mãe que estava na cozinha pudesse ouvir.
Logo veio ela subindo a escada com uma vassoura. Bateu na porta do banheiro, falando:
– RAIDEN, SE VOCÊ NÃO SAIR DESSE BANHEIRO EM 3 MINUTOS, VOCÊ VAI VER O PODER DESSA VASSOURA. — depois disso, desceu as escadas. Assim que ela saiu, Raiden apareceu na porta:
– Ela já saiu? — ele estava com medo da minha mãe... Também, quem não estaria, sabendo que ela estava com uma vassoura atrás da porta? Então respondi:
– Sim, ela já desceu — empurrei ele e logo entrei no banheiro.
Despi-me e entrei na banheira. Aquilo era muito relaxante... Fechei os olhos e comecei a tomar àquele banho maravilhoso. Quando percebi, já era quase 7h10. Saí do banheiro no mesmo minuto. Acabei caindo e batendo o joelho no chão. Coloquei o uniforme, que era uma saia vermelha um pouco acima do joelho, uma blusa branca e uma gravata vermelha. Desci a escada correndo, fui à cozinha e minha mãe perguntou:
– Querida, não vai tomar café?
Em cima da mesa tinha um pedaço de pão e um copo com café puro, porque o leite era muito caro e minha família nao tinha condição para isso. No mesmo momento, tomei o café em um gole e deixei o pão. Eu sabia que ela não tinha comido nada, pois só havia dois pães: um que minha mãe deixaria pra mim e outro para o meu irmão.
– Não irá comer o pão?
– Não, mãe. Estou sem fome, obrigada. — na verdade, eu estava morrendo de fome, mas pensei na minha mãe primeiro.
E então saí pela porta da frente, sentei na minha bicicleta e fui fazer a entrega que minha mãe pediu.
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Logo que cheguei na escola, perguntei à garota que corria desesperada pela escola se ela conhecia o Hiroshi Takashi. Ela apontou para cima. Logo vi o menino no telhando, apanhando de quatro meninos. Saí correndo pela escada, cheguei no topo da escola, empurrei o povo. Via o menino apanhar. Sem pensar duas vezes, dei um soco na cara de um dos meninos que batia nele.
Tinha cabelos pretos e um olhar penetrante. Peguei o Hiroshi e ajudei a sair do lugar. Entreguei sua roupa e fui embora.
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Chegando em casa, meus pais e meu irmão estavam em frente a TV, vendo a reportagem sobre a HEROÍNA que salvou o filho do deputado, Takashi. Eu estava na TV. Minha mãe me olhou e me abraçou forte:
– Estou muito orgulhosa de você, Sakura. Você salvou a vida desse menino.
– Apenas ajudei um menino que sofre bullying, mãe — neste momento, uma mulher que estava na sala se levantou e falou:
– Você fez mais que isso, Sakura. Você SALVOU uma vida — não tinha reparado a sua presença até falar isso.
– Quem é você? — perguntei, pensando "quem é essa mulher estranha que está na minha casa me elogiando?"
– Me chamo Yoko. Sou diretora da escola Eitoku Gakuen, e gostaríamos de dar uma bolsa de estudos para cursar o primeiro ano do ensino médio. É totalmente gratuita... Os pais dos alunos sugeriram isso como recompensa por ser a cara do Jornal do Japão.
– Obrigada, mas eu não quero estudar nessa escola — falei. E é verdade, não quero estudar em uma escola de ricos e mimados.
– Sakura, é uma oportunidade dos sonhos.... Você vai estudar, sim — minha mãe logo falou, como se o assunto tivesse acabado. Até que o meu pai se intrometeu:
– Você irá estudar de verdade, Sakura. Meu sonho se realizou.
– Não temos dinheiro para o uniforme pai, deve ser muito caro — falei, como se tivesse ganhado uma luta.
– Na verdade, o uniforme e o material escolar estão inclusos na sua bolsa. Te daremos tudo, Sakura — disse a diretora.
Logo que ouviu isso, minha mãe se ajoelhou aos pés dela, dizendo "muito obrigada". Minha mãe está se humilhando pra àquela senhora.
– Agradeça aos pais. Eles pediram por isso. Até amanhã, Sakura. Espero te ver na escola — e foi embora.
Meus pais e meu irmão estavam dançando e comemorando aos gritos:
– VAMOS SER RICOS, SAKURA! VAMOS SER RICOS! CASE COM UM MILIONÁRIO! SEREMOS RICOS!
Eu não aguentei ouvir aquilo. Fui pro meu quarto e me deitei. Meu único pensamento era: amanhã vou estudar em uma escola de ricos. É peguei no sono.
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