Haloha
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Em primeiro lugar,Eddie Vedder me inspira de mil formas diferentes,amo apenas.
Em segundo não prometo nada kkk.
Nem história longa,nem curta,apenas aquele meu jeito de ser,vou publicando e vendo onde termina.
Em terceiro,horrorizada!Pear Jam é uma banda com história,com muita boa e um frontman maravilhoso!Cadê histórias então?
Por enquanto é isso.
Enjoy.
Perdi a conta de quantas vezes troquei a posição na cadeira. Meus dedos estavam rosados nas pontas, tantas vezes tamborinavam na mesa, ao invés do teclado.
Nada.Quatro horas e meia e tudo que tinha era uma folha em branco e um monte de nada.
Suspirei. Minha editora não me dera um prazo de fato,porem,pouco mais de um mês depois de fechar um novo contrato, não ter nada em mente não parecia animador.
Tombei o queixo na mesa, diante do meu companheiro de trabalho. Poucas vezes meu computador estivera tão vazio. Geralmente as historias fluiam.Personalidades,cores de cabelos, ambientes e falas, tudo dançando em minhas ideias ao mesmo tempo, uma voz que nunca se calava, contando-me sobre a vida deles. Fechei os olhos por um momento. Nem assim a imagem da pagina em branco e o mouse intermitente saia de mim.
o telefone tocou e o peguei desanimada.
—Alo?- A voz não era mais que um muxoxo, externando meu cansaço físico e mental.
—Elizabeth Gray! — A voz euforica demais de minha melhor amiga Ammy era incomparável — Você ainda esta entre nós? — Perguntou divertida.
— Não tenho certeza — respondi com pouco humor e nada de animo.
—Posso vê-la sentada descabelada e de pijama diante do computador. Divirta-me dizendo que estou certa.
Ammy Stewart foi minha amiga desde sempre e logicamente me conhecia melhor do que ninguém. Ergui meus olhos para a tela escura do notebook.O rosto abatido com os cabelos desalinhados refletiu na tela. Estava péssimo cabelo amarrado em um coque mal feito caia em mechas embaraçadas. Já apresentava olheiras e me dei por conta que por cima da regata e calça de pijama brancos havia jogado apenas um robe cinza antigo.
Bingo!Ammy Stewart realmente me conhece melhor do que ninguém.
Sorri.
—Sua voz já parece animada o suficiente, não acredito que precise que eu diga que acertou para anima-la mais. — Era quase visível a forma como Ammy revirava os grandes olhos azuis antes de me criticar.
—Sabe por que não sai nada da sua cabeca?Te falta inspiração Beth. Não há como pensar em romance usando pijamas.
—Não mesmo querida! – A voz de Mark berrou ao fundo.
—Estamos no viva-voz ?-Perguntei ao ouvir a voz de nosso fiel escudeiro.
Mark Jones compôs o trio ainda na faculdade.Ammy sempre fora extrovertida, falante a simpática enquanto eu preferia a minha própria companhia e a de meus livros.Mark,o inglês gay recém chegado a Seatle,foi nosso ponto de equilibrio.Depois de quase dez anos nossa amizade permanecia e eu agradeceria a Deus todos os dias por isso.
—E o que sugere Mark Jones?- Perguntei,o humor se inflando ao escuta-los, a primeira conversa que tivemos desde o inicio da semana.
—Querida é sabado!Coloque aquele vestido preto que eu te ajudei a escolher e saia conosco.
O vestido preto fazia jus ao verdadeiro critico de moda que era Mark.Jamais havia visto tanto paetê em uma única peça de roupa.Mark ficaria decepcionado ao saber que sequer retirei as etiquetas da loja e que minha ideia de diversão para um sábado a noite não exigiria tanto brilho.Um bom copo de vinho,macarrão feito por mim,filme e um sofá não pedia paetês.Na ausência de Jonny,isso é que tinha programado para aquela noite.
—Mark,eu sinto muito.Como Jonny está viajando eu pensei em descansar um pouco,dar sequência no livro e...-Sequer terminei de falar e escutei sua voz do outro lado.Uma mistura de gurnido e resmungos que não pude entender do outo lado da linha.
—Você pretende ficar em casa enquanto seu namorado viaja,a propósito para o que mesmo¿ — Ammy assumia o telefone novamente enquanto a voz de Mark não podia mais ser ouvida.Dois anos desde que conheci Jonny Walker e começamos a namorar.Mark nunca teve afinidade com ele e o discurso nunca mudava “vocês são água e vinho querida,não pode dar certo.”
—A trabalho Ammy.- Jonny era diretor de uma pequena editora,pela qual cheguei a publicar um livro,então nos conhecemos.
No inicio de minha carreira como escritora fui atrás de pequenas oportunidades.Jonny Walker foi o primeiro a me dizer sim e obtivemos sucesso, tanto que meus próximos romances passaram a ser comprados por uma editora maior e com isso eu cresci e muito, porem sem ele seria tentada a continuar na mesma revista onde trabalhava, escrevendo criticas rasas, sobre acontecimentos rasos e pessoas rasas.Romance era mais. Meu sonho de criança,minha vocação.
No principio o homem alto,de cabelos e olhos pretos me chamou a atenção apenas por ser um ótimo profissional. Depois de algum tempo já éramos namorados.
—Beth...-Pude ouvir seu suspiro do outro lado da linha...- Estamos pedindo apenas que se divirta.Não pode ficar em casa o tempo todo.Além do mais,o senhor profissional , está fora.Você precisa sair de casa,não ficar esperando alguém que sequer te incentiva a assinar os próprios livros!Justine MERCIER!Que tipo de nome biruta é esse¿
Dessa vez quem suspirou foi eu,vendo que mais uma vez a conversa se encaminhava para meu pseudônimo.Ainda não era a hora.Não queria dar meu rosto e minha assinatura aos meus livros.Atrás de um pseudônimo eu era mais livre,mais corajosa...Outra pessoa.Mais autoconfiante.Em relação a Elizabeth Gray,tudo era uma questão de confiar e eu ainda não confiava em mim o suficiente.
—Tudo bem Ammy.Nos vemos as nove da noite – falei me dando por vencida finalmente.
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