Hallucination
2 Presos no hospício
- Eu saio daqui à hora que eu quiser – Diz Lucas.
- Se vocês quiserem sair e tirar uma nota ruim, a porta esta logo ali – Diz Jony.
- Esquenta não moço, ele vai se comportar – Diz Ana.
- É bom mesmo, podem sair e começar o trabalho de vocês – Diz Jony.
Eles saem da sala, Jony olha pra médica.
- Fique de olho nele, ele pode causar problemas – Diz Jony.
- Pode deixar comigo senhor – Diz a médica.
Eles vão andando pelos corredores assustadores, Paula olha pro lado e vê a paciente se debatendo na cama com os médicos a amarrando, Paula fecha os olhos e abaixa à cabeça, Pedro vai até ela e a abraça.
- Vocês olham aqui em baixo que eu olho lá em cima – Diz Ana.
- Ta bem – Diz Lucas.
Ana sobe a escada, ela coloca a mão naquele corre-mão gelado, ela entra em um corredor que parecia não ter fim, Ana só ouvia os gritos dos pacientes. Ela fica com uma expressão de triste no rosto, e ela vê a Vanessa andando pelo corredor, Ana vai correndo até ela.
- Oi – Diz Ana.
- O que você quer?
- Conversar.
Vanessa entra no seu quarto e tranca a porta.
- Pode se sentar – Diz Vanessa, com uma cara estranha.
- Obrigada.
- Vocês já deviam ter ido embora – Diz Vanessa.
- Mais acabamos de chegar.
- E não vão mais sair.
- Vanessa você tem tomado algum remédio aqui?
- Eles sempre dão, toda hora, eles dão comidas sem gosto, faça o que for mais não coma a comida – Diz Vanessa.
- Porque?
- Eles colocam um tipo de droga na comida que te faz dormir, e alguns tem alucinação – Diz Vanessa.
- Pra onde vocês vão quando vão dormi?
- Vamos pro último andar, eles nos prendem numa jaula como se fossemos animais – Diz Vanessa.
- Então esses andares ficam completamente vazios à noite?
- Não completamente, os médicos ficam andando pelos corredores – Diz Vanessa, ela vai até a porta e a destranca.
- Porque você não pode sair daqui?
- Eles acham que sou louca, não me deixam ir nem lá fora.
Ana se levanta.
- Como você tem sobrevivido aqui sem comer ou beber?
- Pego tudo da sala dos enfermeiros, eles não podem se drogar, se ficar de noite e vocês ainda não tiverem saído, é melhor fingirem que ficaram malucos caso contrário, vocês morrem.
Ana sai do quarto de Vanessa, ela vai descendo a escada depressa, ela vai correndo até seus amigos, ela encontra Bruna falando com um dos enfermeiros, Ana vai correndo até Bruna.
- Me deixa falar com ela rapidinho, obrigada – Diz Ana, ela leva Bruna pro canto.
- Haja o que houver não coma nada ou beba, por favor, e não aceita nada de ninguém, nem da gente – Diz Ana.
- O que houve?Ana calma – Diz Bruna.
- Temos que sair daqui, cadê a Paula e os meninos?
- Não sei, devem ta andando por ai – Diz Bruna.
Ana pega a mão dela e a vai puxando.
- Ana me solta, para por favor.
Ana para e olha pra Bruna.
- O que foi que houve?
- Eles querem nos matar, não vamos mais ficar aqui.
Bruna coloca a mão na cintura.
- Ana você ta ficando maluca que nem eles, que parar com essa palhaçada? – Diz Bruna.
- Não é palhaçada, me ajuda a encontrar os outros rápido – Diz Ana, ficando nervosa.
- Ana temos que terminar o trabalho – Diz Bruna.
- Porra – Sussurra Ana – Confia em mim pelo menos uma vez na vida, precisamos sair daqui o mais rápido o possível.
- Ta bem, ta bem eu vou ligar pra minha mãe, você vai procurar os outros – Diz Bruna.
- Obrigada – Fala Ana.
Ana vai andando de pressa procurando os outros, Bruna se vira e pega seu celular, ela olha pra tela do celular.
- Sem sinal, droga – Diz Bruna, ela fecha o celular e vai andando pra porta da frente.
Ana vai andando rápido pelos corredores até que ela acha a Paula e o Pedro, Ana chama os dois e eles vão correndo até ela.
- O que foi? – Pergunta Pedro.
- Temos que sair daqui – Diz Ana.
- Ótimo, então vamos logo – Diz Paula.
- A Bruna já esta ligando pra mãe dela.
- O que houve? – Pergunta Pedro.
- Não pergunta, pra que saber? O importante é que vamos embora – Diz Paula.
- Já estão querendo ir embora? – Pergunta Jony, que estava atrás de Paula.
Ana bota a mão na testa.
- É que minha mãe não esta muito bem em casa, então temos que ir, mais amanhã estamos aqui de volta – Diz Ana.
- Ótimo, então até amanhã – Diz Jony.
- Até – Diz Ana.
Jony passa no meio deles, Ana olha pra Paula e da um tapa na cabeça dela.
- Aprende a falar baixo cacete – Diz Ana.
- Você viu o Lucas? – Pergunta Pedro.
- Não e vocês?
- Também não.
- Ok, não vamos nos separar novamente, façam o seguinte eu vou procurá-lo e vocês vão pra porta da frente, a Bruna deve ta lá esperando a tia Rose.
- Ta bem.
Ela vai correndo pelos corredores e não o encontra, Bruna vai pra porta da frente e 2 enfermeiros entram na frente.
- Aonde você vai? – Um deles pergunta.
- Tenho que ligar pra minha mãe.
- Não podemos deixar os pacientes saírem.
- Não sou paciente.
- Esta bem – Um deles a pega pelo ombro.
- ME SOLTA – Grita Bruna.
Um dos enfermeiros pega uma seringa e enfia no ombro da Bruna, ela adormece , Paula para de andar.
- Você ouviu isso? – Pergunta Paula.
- Foi o grito da Bruna.
- Ai não – Diz Paula.
Eles começam a correr, quando eles chegam Bruna não esta mais na porta, Paula olha pra todos os lados e não a vê, um sino toca.
- O que isso? – Pergunta Paula.
- Deve ser o sinal pra almoçar – Diz Pedro.
- Não quero almoçar agora – Diz Paula.
Ela bota a mão na maçaneta da porta, o enfermeiro tira a mão dela da maçaneta.
- Eu posso sair? – Pergunta Paula.
- Não.
- Como assim não? – Pergunta Paula.
- Vocês terão que almoçar primeiro.
- Não to com fome, e larga a minha mão – Diz Paula.
- Vocês terão que comer mesmo assim.
O enfermeiro pega a mão de Pedro e os levam pra lanchonete, Paula olha a lanchonete e vê os pacientes vomitando outros babando a sopa, ela fecha os olhos.
- Se comerem tudo, eu os deixo sair.
Paula e Pedro entram na fila, ela vira pra ele.
- O que vamos fazer agora? – Pergunta Paula.
- Temos que comer.
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