Halian Lands

3 Capítulo II


Notas iniciais
EU VOU FALAR COM O CRUSH ENTÃO NÃO POSSO FALAR A FALAÇÃO TCHAU SEM PIADA DESSA VEZ O crush desistiu de mim HEY GALERA! Tudo bem com vocês? Vamos aqui a mais um capítulo escrito no celular pq eu me sacrifico para trazer essa fic a vocês. Vamos a fic pq não tenho uma mensagem legal em mente.

Lira acordou numa cela escura e fria. A única coisa que mantinha o mínimo de calor corporal e luz era seu pingente alaranjado em forma de gota. Um cheiro de mofo invadia o local em que ela estava deitada. Barulhos de goteira assombravam sua mente. Levantou-se com um pouco de medo e ouviu uma música de órgão sendo tocada.

— Hm... Olá? — Ela falou alto. O barulho de órgão continuou. Passou a mão nas barras de sua prisão e notou algumas runas gravadas. Tentou abrir as runas e se lembrou — Burra. Você não tem magia faírica nem élfica. Não pode abrir runas élficas e faíricas! — Falou consigo mesma. Segurou levemente com uma das mãos o pingente preso em seu colar de cobre. Olhou em volta. A única coisa viva, ou pelo menos, a única coisa viva que emanava alguma aura por perto, era uma aranha que estava na parede.
Ela tentou chutar as barras e quando seu pé se chocou contra elas, Lira ouviu o osso do dedão quebrar. Sufocou um grito e tocou em seu pé, para sentir o estrago. O seu dedão estava torto e um barulho de estalo era ouvido a cada movimento que ela fazia com o pé. Suando, tirou o colar com a pedra laranja do pescoço e colocou contra as barras de metal. Começou a sussurrar algumas palavras e se forçar a pensar na cela se abrindo. O pingente brilhou e as runas ficaram azuis. As barras explodiram e as luzes se acenderam uma a uma. Lira saiu de sua prisão limpando o chão em volta. Olhou em volta e viu que era uma fortaleza, grande bonita, talvez o castelo de um rei até. Empertigou-se e foi andando até a primeira porta que viu, com o dedão do pé direito doendo. Abriu-a e viu uma imensa biblioteca, limpa, sem o menor fio de uma teia de aranha ou sem o menor ajuntamento de pó nas bordas. Uma mesa central, feita de mogno, estava com vários livros dispostos organizadamente, por tamanho e tipo. Um estava aberto mostrando um feitiço para retirar as asas de uma fada ou a magia de um elfo. Ela se assustou e começou a tatear as orelhas. Estavam lá. Bateu levemente as asas e as sentiu, com alívio. Começou a ler a página.

— Quando uma criatura nasce da relação de um elfo e uma fada, ela está sujeita a não poder praticar magia naturalmente, precisando de um canalizador, tal como uma varinha, um pingente ou um anel. Porém, essa condição é facilmente resolvida se uma das duas descendências for anulada. Para isso, se precisa de um arquimago, uma bruxa qual faz poções e um arcanista purificador. Caso o arquimago pratique a arte de misturar poções e magia de purificação, deverá ser feita a poção da deusa misericordiosa (arcana e purificada). A híbrida deve ou cortar as próprias asas ou cortar as pontas de suas orelhas, para logo em seguida tomar a poção da deusa misericordiosa para anular a parte qual ela rompeu conexão. Logo depois, os vestígios das asas desaparecerão ou os traços élficos sumirão, deixando apenas uma das magias, faírica ou élfica, qual poderá fluir livremente pelo corpo. Para a poção, será necessário um sopro de magia, a expiração de uma deusa verde...

— Ei! — Lira ouviu uma voz atrás dela. Um elfo em vestes negras estava olhando para ela com desconfiança — Como saiu da cela? — Ele perguntou com sua voz assustadoramente rouca. Em suas costas via-se uma longa foice composta totalmente de prata, com pequenas runas élficas de classe Necrus.

— O que você queria fazer comigo? — Lira perguntou apreensiva, engolindo em seco.

— Você leu o livro. Deve saber. — Disse o elfo, pegando um frasco com uma pequena nuvem cinzenta. Um rótulo com o desenho de uma mulher soprando pequenas quantidades de magia estava exibido no frasco. Ele derramou-o sobre umas mistura de gases e líquidos dentro de um caldeirão.

— Você não é arquimago, é? — Indagou Lira, com seu medo se esvaindo.

— Não. Mas consegui roubar a foice original da morte. Acho que consigo fazer uma poçãozinha de nada e purificar ela.

— Ele lançou alguns sais e minerais dentro do caldeirão e um gás negro começou a se erguer levemente e um cheiro doce invadiu as narinas de ambos. O homem da foice pegou uma poção rosada de um armário e deu para Lira.

— Se o processo não der certo, beba. — O elfo pegou sua foice e cortou levemente as pontas das orelhas de Lira. Quase não houve dor. Ele retirou do caldeirão um frasco inteiro e deu num cálice de ferro para Lira beber. Ela ingeriu o líquido e não houve mudança.

— Deu certo? — Perguntou ela.

— Não, não deu. Suas orelhas deveriam ficar como de fadas e desaparecer as feridas... Beba a outra. Lira engoliu a poção rosada e sentiu as pontas das orelhas crescendo novamente, mas infelizmente, não de fada, mas de elfa.

— Preciso tentar mais... — Disse o portador da foice.

— Qual seu nome? — A híbrida perguntou repentinamente?

— Costumam me chamar de Ômega, Z, Rauri ou Ax.

— Então Z... O que é você? — Ela perguntou, empunhando a varinha.

— Elfo das sombras especializado em magia negra e magia cinza. Faço poções vez ou outra. — Respondeu ele desinteressadamente.

— E por que eu nunca ouvi falar de você... E aposto que mais ninguém ouviu?

— Não notou que eu me isolo? Você viu aprendiz, mago ou feiticeiro aqui? Servo, madame, dama d'ouro, rainha ou rei? Enfim, sempre achei melhor me isolar... A hierarquia, as guerras e as mortes sem fim do lado de fora de meus muros... Aquilo definitivamente não é para mim.

— E por que você quer me ajudar a ter magia natural? — Lira olhou nos olhos enegrecidos e profundos do outro. Ele desviou o olhar e simplesmente ficou encarando o mundo pela janela cristalina, enquanto um som melancólico de órgão soava vindo de lugar nenhum. Lira começou a ficar com sono, quase caindo no chão da biblioteca. Z se levantou e foi até a janela, empunhando a foice e com a base da mesma desenhando uma runa vermelha no vídeo e. Abriu a janela e um portal se desenhou, no qual ele entrou calmamente. Após ele desaparecer, a janela se fechou e Lira estava completamente sozinha, ouvindo o melancólico e lento som.

Notas finais
Então, obrigado por ter vindo! o/ Já parou de gravar? Já parou? Alguém traz um pão doc... AINDA TÁ GRAVANDO DESLIGA *Barulho de interferência, câmeras quebrando e estardalhaço*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.