Notas iniciais
Percebi que sempre escrevo de noite, haha.

Tive de ouvir os dois discutindo o caminho inteiro, e para meu azar, Pashe ficava longe de onde estávamos.

Enquanto andávamos fiquei pensando em como eram os tais elfos, ou sua vila. Se eram selvagens ou civilizados. Enfim conseguia ver algo há frente. Haviam duas árvores gigantes uma ao lado da outra, deixando uma grande passagem ao meio. Quando digo gigantes, não é exagero, chegavam há uns 100 metros de altura no mínimo. A medida que fomos nos aproximando percebi que no começo de uma tinha uma construção. Não sei explicar direito, era como uma casa na árvore, mas no tronco. Era feita de madeira, e era bem grande, devia estar há uns 5 metros do chão. Finalmente chegamos perto o bastante para o chão ficar repleto de raízes imensas das árvores surgindo do chão.

– Quem está aí? – Ouvi uma voz masculina, não consegui perceber de onde vinha pois fazia um eco.

– É a Floren!! Ah, e o Arias. – Ela revirou os olhos. – Trouxemos uma pessoa que gostaria muito de conhecer a vila de vocês, e queríamos saber se ele poderia se hospedar aí por um tempo.

De repente um elfo pulou daquela construção na árvore caindo bem em minha frente. Não sei como ele resistiu o impacto, talvez elfos fossem mais resistentes, vai saber. Ele era robusto e baixinho, tinha longos cabelos castanhos. Estava com o rosto sujo, principalmente em volta da boca, supus que era comida. Pude ver pequenas pontas de suas orelhas que o cabelo não cobria.

– Arias, meu camarada! Quanto tempo! Floren, você está uma graça! – O pálido rosto da ninfa corou. – E quem temos aqui... – A expressão em seu rosto rapidamente mudou. – Não me diga que é um...

– Sim, um humano. – Completou Arias.

– Ele veio nos salvar, de tudo o que anda ocorrendo!! – Completou Floren.

Salvar? Eu? Corta essa.

– Mas... Quem permitiu a entrada? Lauana sabe disso? Não acho que seja uma boa ideia humanos aqui, depois do último... – Uma expressão triste veio em seu rosto.

Eu realmente queria saber o que tanto aconteceu quando um humano visitou esse mundo pela última vez. Eles falavam de nossa raça como se pudéssemos transforma-los em cinza com apenas um toque.

– Eu o trouxe até aqui! – Disse Floren com orgulho. – Lauana me deu essa missão. Tenho certeza que com ele vai ser diferente!

– Olá. – Eu disse meio sem jeito, não sabia o que fazer, mas queria dizer algo pra não parecer meio mongo, ou sei lá.

Esse é educado ao menos! Meu nome é Argus. Sou um elfo, o vigia de Pashe. – disse ele orgulhoso – Vamos entrando, precisamos falar com Durde para ver se você poderá ficar aqui.

Durde, Argus, Floren, Arias e Lauana. Mal lembro minha data de nascimento, quero ver lembrar de todos esses nomes.

Passamos pelo meio das duas árvores. Assim que passei, avistei várias árvores com casas parecidas com aquela construção em que Argus estava. Mas elas eram mais bem cuidadas, mais bonitas e enfeitadas. As cores que eu via eram praticamente marrom e verde. Também tinha algumas flores coloridas espalhadas. Não sei como não havia visto tudo aquilo antes de passar pelas árvores, estava tão perto.

– Seja muito bem vindo a Pashe! Você é um dos poucos humanos a entrar aqui, sinta-se honrado. Você só conseguira ver nossa vila se passar por entre as duas árvores enfeitiçadas. E para isso, terá que ter a autorização do Vigia. No caso, eu. – Ele deu uma leve tossida, como se estivesse se gabando de seu posto. – Siga-me, Durde deve estar no pavilhão, vamos ter uma reunião hoje.

Enquanto andávamos para chegar ao tal pavilhão, avistei uma garota. Ou melhor, uma elfa. Ela tinha longos cabelos ruivos que estavam presos a duas tranças, uma de cada lado, chegava a bater em sua canela. Seus traços eram doces, tinha lábios finos e grandes olhos. Ela estava com uma guirlanda composta por algumas plantas e flores em sua cabeça. Vestia blusa verde musgo, com vários fios soltos, e alguns retalhos. Uma calça preta, e uma grande bota de couro. Segurava um arco e flecha meio desajeitada, percebi que havia um alvo em sua frente. Vi que Argus havia parado para conversar com Floren e decidir ajuda-la a manusear o arco. Já tinha tido algumas aulas.

– Er... Oi. Eu sou o Kevin. Quer ajuda com esse arco?

– Eu? Precisar de ajuda? Está brincando, sei perfeitamente como usar isso, e seria capaz de acertar a sua cabeça com olhos fechados. – Dizendo isso, ela disparou a flecha, que acertou uma árvore que estava atrás do alvo. – Ok, talvez eu precise de um pouco de... – Ela se virou para mim, seus olhos se arregalaram. – Você... Você é um...

– Sim, um humano e tal. Não é uma boa ideia depois do último que veio aqui, já sei. – Depois que disse isso percebi como soou meio grosso, mas realmente não aguentava ouvir isso.

– Não posso acreditar!! – Seu expressão de surpresa mudou imediatamente para animação. – Um humano, em Halfiriam. Ou melhor, em Pashe, e aqui, na minha frente!! Isso não pode ser real.

–Eu que o diga, estou em um outro mundo conversando com uma elfa, quem diria!

– Mas você não entende! Desde pequena meu sonho foi saber como era os humanos, sua aparência, seu jeito de viver. E agora aparece um bem na minha frente, quer dizer, isso é fantástico!

Me identifiquei. Elfos me fascinavam desde a infância, sonhava com eles.

– Espera... Não é ninguém brincando comigo é?

– Não, sou um humano mesmo. Vim da Terra, e minha orelha não é pontuda. – Ela riu. Por que eu disse isso? – Mas então, sobre o arco, não quer mesmo que eu te ajude?

– Bom, uma ajuda seria bem vinda... – Ela disse meio envergonhada, como se sentisse mal pro precisar de outra pessoa.

Recoloquei o arco em sua mão da maneira certa, e os coloquei onde deveriam estar, rente ao seu rosto. Ajeitei seu corpo, pois estava totalmente torta e não conseguiria atirar nem em algo que estivesse em sua frente naquela postura.

– Espere um pouco aí.

Fui buscar aquela flecha que estava na árvore. Ela era fina e leve. Coloquei no lugar certo, e ela atirou. Bem no meio. Percebi que minhas mãos ainda se encontravam em seus quadris, pois continuavam tortos.

– Então quer dizer que realmente tem um humano em nosso mundo? – Ouvi uma voz se aproximando. – Eu sabia que os Deuses nunca mentiriam para mim... – Ele olhou para mim, e para a garota. – Filha, o que pensa que está fazendo?!

Era só o que me faltava, a filha do chefão. Que clichê.

Notas finais
Como disse no final, ficou meio clichê na minha opinião. Mas vai assim mesmo haha.
Não sei quando vou escrever o próximo capítulo, aguardem. Se gostar favorite, acompanhe, comente, etc. Ajudaria bastante na divulgação, ou até mesmo para eu saber que alguém está lendo. ♡
PS: Desculpem qualquer erro ortográfico ou coisas do gênero.
xx