Half Brother
29 Hum, Lindsay, aconteceu um problema.
Notas iniciais
Ficamos conversando e apostamos de quem chegava primeiro em um poste na frente da rua do prédio de Lindsay, demos partida e fomos correndo bem rápido, a sorte era que ninguém estava no meio do parque ou da calçada, então não tivemos que desviar muito. Eu corri e minha toca quase caiu no chão, por isso Lindsay ganhou.
-Hum, o que eu posso pedir agora? – ela disse encostada no poste assim que cheguei.
-Não sei. Só não abuse.
-Não vou, se bem que você poderia me levar no colo né Curly? – ela disse.
-Você é pesada. Mas, ok, ok, eu levo – eu disse e ela subiu nas minhas costas, atravessei a rua e entrei no prédio. Subimos de elevador e logo estávamos no apartamento dela.
-Obrigada – ela disse se jogando no sofá. – Ai, Curly estou cansada, acho que vou pedir o que você tá me devendo.
-Ei, você já pediu, eu te trouxe nas costas lembra?
-Lembro, mas eu falei “bem que você poderia” não falei nada de “eu quero que faça isso”.
-Estou indignado com isso. Mas manda.
-Ok, faz massagem nas minhas costas?
-Tira o casaco e se arruma. – eu disse e me sentei atrás dela no sofá enquanto ela tirava o casaco. Peguei o cabelo de Lindsay e coloquei todo para um lado só e encostei minhas mãos em seus ombros e comecei a fazer massagem, quando encostei minhas mãos Lindsay se arrepiou, acho que minhas mãos estavam um pouco geladas, ou não.
-Isso é tão bom Harry – disse Lindsay.
-Eu sei fazer outra coisa que é boa.
-Como você sabe que é boa se você nunca deve ter conseguido provar?
-Claro que já provei.
-Como? – ela virou-se rapidamente e me olhando assustada.
-Segredo ué. Um mestre nunca revela seus segredos.
-Ok, mas então o que achou – ela virou-se novamente de costas pra mim e bateu as mãos nos seus ombros.
-Era delicioso, tinha um gosto muito bom, não era nem tão doce nem tão amargo, estava no ponto certo, não acredito que pude fazer uma torta de morango com chocolate tão boa.
-Harry, eu achei que estivesse falando outra coisa – ela disse.
-Eu sei que você já sonhou com isso, por isso que ficou pensando e levando essas coisas pra malicia. Lindsay não estou te reconhecendo.
-Vai se catar Harry, vai. – eu então me levantei e estendi minha mão pra ela.
-Você vem comigo?
-A onde?
-Me catar, Lindsay.
-Vou, mas só hoje. – ela disse e segurou minha mão me puxando, eu acabei caindo em cima dela, ela me olhou maliciosamente – Acho melhor continuarmos isso no quarto. – me impressionei, me levantei e puxei ela, estava a levando pro quarto onde eu durmo, mas ela me interrompeu. – Não, vamos para o meu quarto, a cama é maior.
-Ok, você que manda.
Ela me levou pro quarto dela e foi me empurrando pra cama, eu cai deitado.
-Feche os olhos.
-Porque?
-Porque as melhores coisas existem para serem sentidas e não vistas. – ela disse, ok, isso me deixou curioso, fiz o que ela pediu. Senti uma respiração perto do meu rosto mas continuei imóvel, logo a respiração foi embora e senti uma pancada de travesseiro na cara. Boa Harry, boa.
-Você é tão engraçado com os olhos fechados Harry.
-Lindsay eu vou te matar – eu disse e peguei outro travesseiro. E ali se começava uma briga de travesseiros, nada mal.
Ficamos correndo como idiotas um atrás do outro, eu gostava de ficar com os meninos e com a Lindsay, mas quando estávamos só nós dois, seilá, era diferente, e isso era bem nítido, e bom, as vezes parecia mais divertido.
-Ai cansei – ela disse se jogando no chão em cima do tapete de pelos que tinha no chão do quarto dela.
-Também me cansei – eu disse deitando do lado dela.
-O que vamos fazer agora?
-To cansado meu amor.
-Eu também Hazza.
-Hazza? – eu perguntei.
-Sim, não pode?
-Pode, mas tu nunca faz isso.
-Vou te chamar de Curly então.
-Pode me chamar de Hazza.
-Ok Hazza – ela falou e eu fiquei a fitando. – O que, não gostou?
-Anh, gostei, mas me fez estremecer – eu disse.
-Estremecer? – ela fez uma cara estranha.
-É, estremecer, fiquei arrepiado, só isso.
-Sério? – ela perguntou assustada.
-Sério, você acha que eu brincaria com uma coisa dessas? Você acha que eu admitiria uma fraqueza pra uma garota? Mesmo que ela fosse minha melhor amiga?
-Espera ai, você disse o que eu achei que disse? – ela perguntou.
-Não sei, o que você achou que eu disse?
-Fraqueza. Eu ouvi direito? Uma fraqueza de Harry Styles é eu chama-lo de Hazza? — ela perguntou.
-Você ouviu isso não ouviu?
-Ouvi, mas queria que você dissesse um sim.
-Sim Lindsay, eu disse isso – eu disse revirando os olhos.
-Agora já sei como te provocar – ela disse se aproximando – Hazza – ela disse no meu ouvido, e bom, eu me arrepiei. Bom, e depois eu não agi por mim, só sei que Lindsay estava embaixo de mim olhando meu olhos de forma assustada.
-Vai me provocar ainda? – eu perguntei com um sorriso brincalhão no rosto.
-Sempre Hazza. – ela disse.
-Não reclame depois Blonde – eu disse sussurrando no ouvido dela o mais devagar possível. Ela ficou parada e eu beijei seu pescoço.
-Hazza, para. – ela disse.
-Você disse de novo.
-Sua voz ta rouca, para.
-Minha voz rouca é sua fraqueza Lindsay? – eu perguntei.
-Para Harry, eu não posso, você não pode.
-Lindsay. – eu disse a chamando com a voz rouca
-O que? – ela perguntou tentando afastar o rosto.
-Não precisa fugir – eu disse e dei um sorriso brincalhão.
-Harry, por favor me solta.
-Não.
-Ok, Hazza – ela disse de novo.
-Diz de novo Blonde – eu disse no ouvido dela.
-Hazza, você é o Hazza.
-Não, eu sou o seu Hazza, Lind – eu disse e beijei o pescoço dela de novo e fui subindo. Mal ai Frederick, mas se ‘sua’ garota ainda não saiu daqui, eu posso fazer o que? Parei de beija-la no pescoço e olhei em seus olhos que fitavam o meu, fui me aproximando, vi Lindsay já fechar os olhos quando nossas respirações se misturaram, fiz o mesmo, fui me aproximando cada vez mais até quase encostar meus lábios nos dela, me estiquei pra alcança-los, mas não consegui, alguma coisa me puxava pra baixo. Lindsay abriu os olhos e me fitou.
-O que aconteceu? – ela perguntou.
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