Notas iniciais
Pessoal, culpem minhas provas por eu não ter postado antes Y.Y...

– Eu aprendi sobre isso, Fubuki. – afirma Aoi. – E é por justamente por ter aprendido sobre o valor de uma vida que pretendo tirar a de Yume Yanagi. É pelo bem maior, pois a dela não vale mais que a de todas as pessoas deste mundo.

O local é o laboratório abandonado dos territórios da casa Agamenon, ou melhor, da sede da Dawn Hunters. No momento, Aoi encara Fubuki na presença de Yume, Ketsui, Wings, Apporion, Sisshin e Rouge.

– Por alguma razão, isso se parece com o mesmo discurso que o seu clã adotou durante a guerrilha na Vila do Sol. – diz Fubuki. – Será que não aprenderam nada com aquilo?

– Estamos no controle desta vez, ninguém está nos usando. – argumenta, olhando rapidamente para Yume e Apporion. – Sei que este caminho é o correto, pois o único meio de dar o derradeiro ultimato para as Guerras Celestiais é matar a responsável por elas. Ou seja, Yume Yanagi precisa morrer.

– Pare de chamá-la assim, de culpá-la por algo tão lunaticamente fora de realidade! – exige o garoto da neve. – Ela é nossa amiga, uma pessoa especial para todos nós: Yume Agamenon! Ela não é a causa de nenhum mal e muito menos merece ser responsabilizada por esta guerra!

– Ao menos sabe do passado dela? – pergunta Aoi. – Nem mesmo nós, que investigamos tanta coisa para descobrir a verdade sobre essa garota, conseguimos adquirir todo o conhecimento que procuramos. Ela é um enigma, portanto não pode ser considerada como nada além de um enigma.

– Seja o que for que ela segregue, é direito dela fazer isso. – opina. – Nem você, nem nós podemos interferir no que causa dor à Yume. Além disso, alguém que se vê no direito de criticar os erros dos outros quanto sequer reavalia as próprias falhas não tem o direito de julgar ninguém.

Um silêncio paira no local. Tanto Apporion, Rouge e Sisshin quanto Yume e suas duas Feras Sagradas observam o debate entre Fubuki e Aoi. Entretanto, instantes depois, o Takahashi vira suas costas para o outro, dizendo:

– Se querem me matar, façam agora. Não resistirei. Entendo que devo a todos redenção.

– Eu sei o quanto uma vida vale, não entendeu isso até agora? – pergunta Fubuki. – Por mais cruel e vil que uma pessoa seja, eu jamais tirarei dela a vida. Tudo o que você precisa é encontrar o verdadeiro caminho da justiça ao invés de tentar criar um com métodos distorcidos.

Aoi suspira, fechando suas pálpebras por alguns momentos. Dessa forma, vai tomando alguns passos até se colocar entre Sisshin e Rouge. Ao fazê-lo, faz uma pausa no seu andar e, sem virar-se para Fubuki, faça para ele:

– Tudo bem. A decisão fica nas suas mãos, não interferiremos mais. – e volta a caminhar. – Por outro lado, espero que não se arrependa...

– Tenha certeza que não. – alega Fubuki.

Aoi vai embora. Com isso, Sisshin e Rouge correm até Fubuki. Este, por sua vez, se vira e se agacha para ver como Yume está. É quando a dor no seio esquerdo dela renasce, fazendo-a perder a consciência e cair nos braços do pai.

– Não se preocupem, ela só precisa de descanso. – determina Apporion, olhando para Fubuki e para os dois que aqui, nesse instante, se posicionam. – Não é nada de grave...

– Eu preciso entender tudo. – diz Fubuki, direcionando seu olhar para o pai da garota.

Wings desaparece e Ketsui se aproxima de sua mestra.

– Sei que sim, mas peço que esperem até o fim do torneio. Quando formos revelar, pretendo dizer a todos da Dawn Hunter. Afinal de contas, nosso grupo é mais que uma organização não governamental ou coisa do tipo. Somos uma família.

– E não há segredos em uma família. – fala Sisshin, cruzando seus braços e sorrindo.

– Exato. – concorda o pai de Yume, sorrindo também. – Apenas peço esse tempo. Até lá, minha filha já estará recuperada e bem o suficiente para aceitar de volta tudo o que tentou deixar para trás.

Fubuki suspira profundamente. Ciente de que uma revelação dessas antes do torneio estragaria o evento, ele acaba aceitando ao articular:

– Tudo bem então. Esperarei até lá.

/--/--/

Horas depois, os problemas momentâneos são resolvidos. Yume é levada para seu quarto para descansar enquanto o grupo Takahashi deixa a Dawn Hunters com a promessa de nunca mais causar problemas. Dizendo que a filha apenas não estava se sentindo bem, Apporion evitou os boatos sobre o que poderia ter acontecido à ela.

– Como ela está? – pergunta Fubuki, ladeado à direita por Sisshin e à esquerda por Rouge: estão perante a cama da desacordada Yume.

– Só precisa de um bom descanso. – afirma o pai dela, assentado em uma cadeira ao lado direito da cama da garota. – Porém, não é a primeira vez que isso acontece e creio que serão levados alguns dias para que ela acorde de novo.

No momento, ela dorme sobre sua cama, tendo Ketsui dormindo também sobre sua barriga. Observando-as, Fubuki suspira ainda um pouco preocupado. Dessa forma, questiona:

– Não há nenhum risco para ela?

Apporion, ao ouvir isso, fica mais sério. Se levantando do seu lugar, mantem seu olhar fixo para o garoto enquanto responde:

– Serei sincero, pois ao menos isso posso contar a vocês, já que não pretendo compartilhar com ninguém mais por ser extremamente pessoal da Yume.

– O que é? – indaga o Hakanai da neve.

– Ela tem uma grave doença no coração. – conta, surpreendendo os três. – E tudo indica que ela possui pouco tempo de vida.

Escutar isso, para Fubuki, é como levar uma facada no peito. Jamais imaginou que a pessoa mais importante da sua vida poderia sofrer de um mal desse tipo. E, angustiado, sente ainda mais dor ao sequer pensar que ela poderá partir mais cedo do que deveria.

– Isso é mesmo verdade? – Sisshin, por sua vez.

– Sim. É uma consequência por, no passado, ela ter utilizado uma técnica proibida. Mas não se enganem: Yume não o fez por egoísmo, mas pelo bem de incontáveis pessoas. – o pai dela revela. – Como eu já disse antes, minha filha passou por muito sofrimento antes de conhecer vocês três, antes de ter verdadeiros amigos.

– Amigos... – pensa Rouge. – Verdadeiros amigos...

– Você quer dizer que ela vai morrer? – indaga Fubuki, retendo sua vontade de derramar lágrimas.

– Infelizmente, mais cedo do que deveria sim, mas não posso prever quando. Nem mesmo os melhores médicos puderam prever.

– E nenhum deles conseguiu fazer nada a respeito disso? – o dono de Star, aflito.

– É algo sobrenatural, fora do alcance do senso humano. – lamenta o pai da garota. – Nem mesmo um Hakanai pode solucionar este dilema. Porém, creio que Yume fez o que fez conhecendo as consequências.

Fubuki volta sua face para o rosto suave de Yume. Agora, ela se parece como um anjo doce e gentil dormindo entre nuvens. Porém, apesar de tal visão, ele não consegue sorrir sabendo que pode, cedo ou tarde, perder tal privilégio.

– Estamos do seu lado, parceiro. – fala Sisshin, colocando sua mão sobre o ombro do amigo, olhando para ele. – Amigos existem para compartilhar os bons e os maus momentos.

– Conte conosco. – completa Rouge.

Fubuki olha para Sisshin, depois para a mascarada e finalmente para Apporion. Exibindo um tristonho sorriso, ele abaixa sua face e agradece:

– Obrigado pessoal...

Na sequência, o dono de Star reergue sua face. Direcionando-a de volta para Yume, fica mais sério, mentalizando:

– Não se preocupe, Yume. Eu farei o que for preciso por você!

– Vamos sair agora, ela precisa de descanso. – recomenda Rouge. – Vamos?

– Sim, vamos. – aceita Fubuki, dando as costas para Apporion e Yume, mas olhando para ela por mais alguns instantes. – Voltarei mais tarde.

A mascarada e o Takayama presente acompanham Fubuki durante sua saída do quarto. Quando se retiram, Apporion respira profundamente e assenta-se outra vez em sua cadeira. Cruzando os braços, volta seu rosto para Yume, passando a observá-la. E pensa:

– No fundo, sei que está feliz, minha filha. Afinal de contas, você arranjou grandes e verdadeiros amigos...

Do lado de fora do quarto, Fubuki, Sisshin e Rouge vão caminhando. Chary, antes chamada de Envy, os observa de longe, parada em determinado e distante ponto.

– Você está mais bonito, Fubuki... – pensa Chary, corada, prestando bastante atenção no afastar do garoto em questão.

– Você deveria ser sincera com os seus sentimentos. – recomenda Sakura, vindo por trás dela.

Chary toma um leve susto, mas logo se recupera. A menor se posiciona ao seu lado direito e, juntas, observam o trio bem distante até o mesmo dobrar o corredor e desaparecer do campo de visão de ambas.

– Do que você está falando, Sakura? – questiona, colocando suas mãos na cintura e direcionando seu fixo olhar para a citada.

– Não pode me enganar, não quando o assunto é sentimentos. – diz a menor, sorrindo meigamente. – Além disso, assim como eu sou a Virtude da Humildade, você é a Virtude da Caridade. O Fubuki-kun, querendo ou não, está ligado conosco. Não há mal algum em você querer se aproximar um pouco mais dele.

Chary revira seus olhos, corando mais ainda. Não tem muitas palavras na ponta da língua agora. Por isso, Sakura prossegue:

– Deveria lutar pelo seu amor.

– Não tenho chances com a Yume. – fala, desviando o olhar. – Eles estão ligados de uma maneira que eu nem posso sonhar em ter alguma chance.

– Como pode saber sem antes tentar?

– Me sentiria mal ao tentar me aproximar dele desse jeito. – alega ela, suspirando e fechando suas pálpebras por alguns momentos enquanto abaixa o rosto. – Isso parece coisa de mulher baixa...

Sakura ri, chamando para si o olhar firme da outra Virtude.

– Qual é a graça?

– Está desistindo da luta antes de entrar no campo de batalha. – opina a menor.

– Do jeito que fala, parece uma daquelas pessoas que acreditam que na guerra e no amor vale tudo. – articula Chary, cruzando seus braços.

Sakura ri novamente, levando um pouco mais de tempo para parar desta vez.

– Está enganada, não sou dessas pessoas. Mas sou daquelas que acreditam que é preciso se arriscar, quando o caso é o sentimento por alguém, antes de se dar como vencida.

– Forma prática de se pensar. – fala, sorrindo.

– Então considere isso. Pense bem! – determina, levantando seu dedo indicador com o restante da mão fechada. – Talvez você esteja perdendo tempo.

Inesperadamente, Eli surge ao longe, chamando Sakura:

– Você está aí?! – clama Eli, chamando o olhar das duas. – Vem logo que Lucy, Yuni e eu já estamos indo para a missão!

– Já vou! – exclama Sakura, começando a correr, olhando para Chary pela última vez. – Pense bem no que te disse! – a ela diz, voltando toda a sua atenção para a não tão distante Eli.

Assim que Sakura se aproxima o suficiente de Eli, ela para de correr. Andando, as amigas vão seguindo o mesmo rumo que tomaram Fubuki, Sisshin e Rouge há pouco. Em breve, as duas se juntarão à Yuni e à Lucy para que possam partir para uma missão. Afinal de contas, a Dawn Hunters se mantem executando tarefas que somente Hakanais, na teoria – e, em quase todas as vezes, na prática –, são capazes de resolver.

– É... – Chary comenta consigo mesma. – Quem sabe ela esteja mesmo certa?

/--/--/

Longe dali, na área central da cidade de Midori...

– Vamos embora. – exige a princesa Tsurugi, andando por aqui ao lado de Sesshou. – Os assuntos que deveríamos tratar com Apporion já foram resolvidos por ora.

– Não seja chata. – reclama Sesshou, revirando os olhos, caminhando como ela, mas olhando para cada canto. – Não precisamos ter pressa e por isso podemos aproveitar os lugares da cidade.

– Como ficaremos ausentes devido ao torneio da Dawn Hunters, precisamos organizar todos os detalhes para a nossa saída do vilarejo. – argumenta ela. – Por acaso acha que nossa vida pode ser pura moleza agora que dividimos o governo dela?

– Eu sei, eu sei, mas vamos ficar apenas um pouco mais, vamos? – sugere ele.

– Não. – nega, direcionando sua face firme para ele, que mal é vista já que está coberta pelo véu.

– Mal-humorada. – articula, cruzando os braços e fazendo bico.

Ambos foram convocados por Apporion para fazerem parte da bancada de jurados do torneio. Além deles, outras duas pessoas atuarão como tal no evento para avaliar o desempenho das equipes.

– Vamos fazer como quer então. – concorda ele.

Tomando passos mais apressados, os dois continuam a tomar o rumo que estavam trilhando até o momento. Vários são aqueles que fazem o mesmo ou vêm da direção contrária: há aqui um intenso fluxo de pessoas por se tratar da região preferencialmente comercial da cidade.

– Kagume... – fala Sesshou, com um tom de voz mais firme, chamando a atenção da citada.

– O que houve? – pergunta, notando a mudança no companheiro.

– Veja aquela mulher. – determina, indicando uma mulher com um capuz negro ocultando sua face.

Kagume também olha para ela. E quando os dois se aproximam dela o suficiente, Sesshou se coloca no caminho da desconhecida, interceptando-a.

– Eu te conheço. – afirma ele, quando ambos os três param. – O que faz por aqui?

A mulher, com a face um pouco baixa, não responde. A princesa Tsurugi, nesta situação, deixa nas mãos de Sesshou o conduzir, já que não sabe quem ela é. Sério, ele suspira e insiste:

– Fale. O que alguém como você está fazendo por aqui?

/--/--/

De volta ao jardim da Dawn Hunters...

Aqui se encontram Fubuki e Star, quem está no colo do primeiro. O cão dorme serenamente enquanto seu dono permanece pensativo, atado a todos os recentes acontecimentos, fazendo no animal algumas carícias. A Guerra Celestial propriamente dita nem parece mais ser uma preocupação, não diante de tudo o que ouviu sobre Yume.

– Yume... – fala ele, pensando na garota sem conseguir fazer o contrário.

Há pouco, Sisshin e Rouge deixaram o amigo aqui. Notaram que ele precisava de tempo para refletir em tudo, um tempo sozinho – ou melhor, um tempo com seu primeiro grande amigo: seu cão Star.

– Garoto, e agora? – pergunta, voltando sua face para o dormente cachorro. – O que fazer?

Com preguiça, o cão abre os olhos e direciona sua face para o dono: a voz dele o despertara. O pequeno peludo começa a abanar seu rabo, levantando-se e apoiando as patas dianteiras no abdome de Fubuki para lamber o queixo dele.

– Ah, é? – indaga, sorrindo, como se pudesse compreender uma mensagem do animal. – Devo brincar com você para relaxar? Sei, seu espertinho...

– Cães são mesmo serezinhos bobos. – comenta Ketsui, ao surpreender Fubuki, colocando-se ao lado esquerdo dele.

– Como ela está? – questiona, preocupado, voltando toda a sua face, agora mais séria, para a felina.

– Ficará bem. – corresponde a gata, assentando-se e mantendo seu olhar para a frente.

Com isso, Star late para Ketsui. Arregalando os olhos e olhando para o pequeno, a gata esbraveja:

– Eu pareço preocupada? Mas é claro que estou preocupada, criatura canina com mente pequena!

O cão late novamente, mas com um tom mais firme. Fazendo bico, Ketsui o ignora desta vez. Em sequência, a felina suspira, desabafando:

– Sempre estive e sempre estarei ao lado de Yume-hime. Não importa o que aconteça, não importa o que eu tenha que sacrificar, jamais a deixarei.

– E eu prometo proteger vocês duas com a minha própria vida. – afirma Fubuki, chamando para si o olhar dela.

– Estou começando a entender o porquê dela ver tanta semelhança entre você e entre ele... – a gata comenta, fitando-o.

– Entre ele? Ele quem? – pergunta, confuso.

– Tengokumaru Yanagi, a única lembrança que Yume tem da sua “primeira vida”. – conta. – Acho que podemos dizer por esses termos.

– Ela chegou a conhecê-lo? – indaga Fubuki, espantado.

– Por ora, o que posso dizer é que eu o conheci. E Tengokumaru era belo tanto por fora quanto por dentro. Possuía uma postura altruísta e uma personalidade heroica como nenhum outro que já pude conhecer. E, acima de tudo, era gentil, amoroso, quase como um anjo na Terra em todos os aspectos. Sua força, então... – ela faz uma pausa, fechando suas pálpebras nesse período e reabrindo posteriormente para prosseguir. – Achava que ninguém poderia, um dia, ser páreo para ele.

– Achava?

– Você me provou que, nisso, eu estava errada. – e continua fitando-o. – Você é aquele que veio para superar aquele homem. A cada dia que experimento sua presença, adquiro mais certeza disso.

– Eu superarei Tengokumaru Yanagi? – imagina ele. – Espera... – fala. – O Aoi a chamou de Yume Yanagi. E seguindo tudo isso que você está me contando, isso quer dizer que...

– Não seja apressado. Cada revelação ao seu tempo. – pede a gata, interrompendo-o. – Por enquanto, esteja satisfeito com o que estou lhe dizendo, seu mequetrefe!

– Você nunca vai deixar de me xingar assim? – tenta saber, fazendo bico.

– Como eu disse, estou entendendo cada vez mais a semelhança entre vocês dois que Yume-hime identificou. Porém, mesmo que sem perceber, eu já havia notado a mesma coisa e foi o que me fez agir da forma que ajo com sua pessoa, molequinho. – esclarece. – Sua existência me lembra da dele e isso me irrita tremendamente, já que Tengokumaru, antes de se tornar quem se tornou, era um mero garoto sonhador que parecia não ter futuro na vida.

– Você também?

– Sim. – e pensa: – Com o tempo, Tengokumaru me provou o quanto eu estava errada, mas nunca deixei de tratá-lo daquela forma, não só por orgulho, mas também... – e suspira. – Porque era aquela a maneira de mostrar a minha grande afeição por ele.

A felina estuda um pouco do olhar de Fubuki e encontra mais uma semelhança entre ambos: olhos sinceros, justos e nobres ao mesmo tempo que infantis, sonhadores e apaixonados. E ela acaba sorrindo levemente.

– E como eu detestava gostar daquele garoto! – imagina. – Mas era inevitável.

– É raro ver um sorriso seu. – diz ele.

Ela grita. E para de sorrir, ficando brava e surpreendendo ele.

– Odeio ser fofa! – e mostra suas garras da pata direita ao erguê-la – Minha especialidade é outra...zum

– Mas o que foi que eu fiz?! – questiona Fubuki, levantando de uma só vez da grama, mantendo Star em seus braços.

A felina, com suas garras preparadas, começa a correr atrás do garoto. Ele, mais que depressa, foge desesperado, pois já provara o potencial dessas mesmas garras.

– Céus, será que ela enlouqueceu ou gata também tem TPM?! – imagina o garoto, fugindo.

Furiosa por fora, mas serena por dentro, Ketsui o persegue apenas para manter o ar de rabugenta. Nunca dará o braço a torcer para ser uma gata fofa, isso jamais...

– O que você fez? – pensa ela, correndo atrás do jovem da neve. – Me fez perceber o quanto também é inevitável gostar de você... Moleque...